Achado brilhante
Achei uma estrelinha, à noite, em meu quintal;
piscava ainda aturdida, atrás do limoeiro.
Caíra sem querer do céu universal;
ninguém havia ali, fui eu que a vi primeiro.
Seria um meteorito, ou algo mais normal?
Não há como fazer um astro prisioneiro...
Contatos imediatos de terceiro grau;
estava bem ali, tão perto e por inteiro.
E então, em um segundo, a peça cintilou
– as cores que explodiu! – foi uma coisa louca...
Faíscas a dançar encheram meu espaço.
Achei-me pequenina e, em meu tamanho escasso,
não conseguia achar a voz em minha boca
e, antes que eu falasse, a luz se evaporou.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A Maldita poluição.
Eu não sei o quanto de tempo vou ver este rio caudaloso - soprar os ventos da vida ... pois tudo está confuso - os dourados e coloridos…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Missy my love
Missy my love You are the sunshine of my life I am happy that we love each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than wine Also …
Aldo gabbay kraas
A casa
A casa é sua. Entre com o pé esquerdo, tateie com as duas mãos, necessária se faz a leveza no olhar, maciez na fala e nos intentos subjac…
Darlan de Matos Cunha
Homens de poder morrem sós.
Funâmbula na corda bamba
dos humores ao redor,
deixar que guiem emoções
e o seu próprio humor
é um preço muito pesado,
que…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski