O Dragão
Há em mim um Dragão adormecido
Uma besta que descansa
Neste quarto enegrecido
Uma vaga que só avança
Para a rocha em tempo devido
E quando a mim a noite alcança
E o manto do silêncio aconchega
O coração bate a compasso, profundo.
Do fundo há um rumor que chega
Algo agita-se nesta natureza.
De súbito ouve-se a trovoada
Mil lobos uivam na madrugada
Ergue-se o mar com a nortada
E a terra sangra, angustiada
Mas o Dragão,
Com alma conquistada,
Não se mexe, não se assusta
Não diz nada.
Uma besta que descansa
Neste quarto enegrecido
Uma vaga que só avança
Para a rocha em tempo devido
E quando a mim a noite alcança
E o manto do silêncio aconchega
O coração bate a compasso, profundo.
Do fundo há um rumor que chega
Algo agita-se nesta natureza.
De súbito ouve-se a trovoada
Mil lobos uivam na madrugada
Ergue-se o mar com a nortada
E a terra sangra, angustiada
Mas o Dragão,
Com alma conquistada,
Não se mexe, não se assusta
Não diz nada.
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