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Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)

Sirlânio Jorge Dias Gomes (R)
Ver Perfil - sirlanio2017
Nasceu a 14 Abril 1972
(Minas Gerais)
Abre a mente ao que eu te revelo e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri) Um homem apaixonado por poesia. Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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Pena capital


Vai meu ser indelével 
Rebuscando o mundo resoluto 
Insistindo ao saber diminuto 
Que a dor em mim seja delével. 
Permita o céu que a morte seja branda, 
Do deletério vício me cure, 
Destino infundo de vil inconveniências, 
Ferindo a decência do homem impoluto. 
De vestes rasgadas desce ao fundo, 
Vertendo arrependimento, 
Amarga aragem em sofrimento 
Sentença de filhos bastardos. 
Do primeiro ao último olhar, 
Vão-se as imagens infusas levando, 
Amargo exílio de espíritos odiosos; 
Adeus perene dos rebeldes em marcha. 
Da batalha cega ao martírio insano, 
Correm o sangue dos libertinos, 
Abatidos pelo punhal da ignorância; 
Cravado em seus corações frios. 
Da certeza ao esquecimento, 
Jaz na tumba da escuridão, 
Os heróis anônimos em suas distrações; 
Loucuras de um saber profano. 
Em suas memórias agora emudecidas, 
Calaram-se os sonhos entorpecidos, 
Tendo por companhia os famintos vermes, 
Correntes do indiferente olhar; 
Aos infortunados miseráveis. 
Vão os infiéis a beber do cálice, 
No fino banquete de suas delinquências, 
Demências de mentes insanas; 
Devorados em seus abismos.