Victoria B

Victoria B

Queria saber o que dizer, mas se sei nunca digo.

Brasil
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Alguns Poemas

Porque te amo?

Dentre tudo que questiono na vida 

Quase nada consigo explicar 

Dentre esses nadas que nada explico está o motivo de te amar 

 

Porque te amo? 

Às vezes me digo que te amo a tanto tempo que já me esqueci o porquê 

(Isso eu não acredito) 

 

Às vezes imagino que o amor é um presente divino, algo milenar que  transcende entre nós

(Disso eu não duvido) 

 

Quando qualquer um encontrar alguém  acredita que aquela é a pessoa mais especial do mundo, que é diferente de todos, diferente de tudo

 

E somos! Não somos? Todos fatalmente diferentes, todos  ironicamente iguais. 

 

Quanto a você, 

 

Te amo porque me faz rir? 

Eu não amo todos os comediantes que conheço 

 

Te amo porque me faz chorar?

Não amo tudo que é  triste 

 

Seria seu toque? Seu carinho? Seu jeito de me beijar? 

Mas o prazer…qualquer um encontra em qualquer lugar 

 

Então são seus olhos? Sua boca? Sua voz? Seu sorriso?

Quanto clichê…Certo que, sim, foi tudo isso no início… 

 

Mas e agora? 

 

Eu descobri que você é só alguém, assim como eu. 

Tem medos, desejos, pecados, defeitos, virtudes e tudo que nós faz humanos 

Humanos como qualquer um. 

Não há nada de especial em você.

Não há nada de especial em mim.

 

E mesmo assim, você me ama e eu amo você. 

 

No fim das contas, enquanto eu te amar, nunca vou saber o porque te amo. 

Assim como, enquanto eu viver nunca irei saber o porquê do céu, da terra, do sol ou da vida. 

 

Sei apenas que quero te amar e que quero viver. 

Que um dia o amor, misterioso como é, pode acabar. 

( E creio que saber disso talvez o fará ficar o resto da vida) 

 

Mas o fato é, que jamais duvide do meu amor 

Porque não consigo pensar em nenhum motivo para te amar 

Em nenhuma razão de ser 

 

E seu eu descobrir o porquê 

E o amor for um mal que parece a alma 

Sabendo sua causa, meu corpo iria me curar 

 

E eu amo lhe amar 

E não me interessa o porque 

Não quero saber, nem explicar 

Quero viver a vida sem saber.

República Poética

Houve uma audiência na assembleia pública dos poetas
Para debater somente o essencial, 
Para iniciar, o plenário abriu a primeira pauta;

O que é o amor? 
É de suma importância para essa câmara constatar, no juizo dos Senhores aqui presentes, o que de fato é o amor.

Os líricos logo disseram, o amor é um cortejo! 

Os sátiros se opuseram, o amor é triste! 

Os românticos, em lágrimas gritaram, o amor é lindo! 

Os modernos, insatisfeitos, disseram, o amor é vazio!

Os realistas encerra dizendo, o amor é desejo. 

A câmara votou, e por 4 votos a 1 e foi constatado

Que o amor é um triste cortejo de lindos desejos vazios. 
( ou outra coisa qualquer)


Em seguida, com todos inquietos a assembleia seguiu, 

É de suma importância constatar, no juízo dos Senhores aqui presentes, o que de fato é a tristeza. 

Os líricos logo disseram, a tristeza é um cortejo.

Os sátiros se opuseram, a tristeza é o amor! 

Os românticos, em lágrimas gritaram, a tristeza é triste! 

Os modernos, insatisfeitos, disseram, a tristeza é o vazio! 

Os realistas encerra dizendo, a tristeza é desejo.

A câmara votou, porém não houve acordo, e o plenário decidiu 

Que a tristeza, na verdade, é um rio por onde passa um cortejo de tristes amores e desejos vazios. 
( ou outra coisa qualquer)

Dada a falta de tempo, não houve tempo para discutir sobre o que de fato é a vida, então a audiência foi remarcada para a vida que vem. 

Os contemporâneos contestaram, já sabemos o que é  a vida! 

O plenário desconsiderou.

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