RutIria

RutIria

Estudei na FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e adorei :) Venho partilhar os meus sonetos em decassílabo heróico. Espero que gostem :) "Je ne veux autre recompense Que dormir satisfaict de moi." D'AUBIGNÉ, Théodore Agrippa "Les Tragiques", 1616 "(...) obedecendo às ordens do Alto, muitos agentes invisíveis dedilham sutilmente os cordéis conscienciais que ativam (...) inspirações. BORGES, Wagner D. "Falando de Espiritualidade", Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2002 Êxodo 4:12 S. 116:12

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"Laudans"

Laudans
 

"Lágrimas vivas
Tão perto de Deus"

RITUAL TEJO. "Perto de Deus". Perto de Deus. Warner Music Portugal, Lda. 1992. 

 

Não estocasticamente (1) e sublinear
Desde Occator. Ustula num termaste (2)
Em dobras de Chevron (3). Ao "pathos" (4) vaste
Como molibdenite que, ao bornear (5)

Em "synkrisis" (4), tange o El (6) justalinear (7).
Na transfiguração (8) (9) o contracadaste (10)
Reverbera-se em "sýntheton" (11). Engaste
A heligmite e a helictite imas (12) ao hinear (13)

(Gymel de Pseudo-Chilston?) (14). De um sepulcro (15),
Espeleotema equóreo do que cerna (16),
E como reflorisse o eoceno (17) (18) pulcro (19) (20) (21),

Por entre uma heptatónica lucerna (22),
"Spiritus quia donum est Dei" (23) - fulcro (24) (25),
Transcendentalidade (26) (27) (28) sempiterna (29) (30) (31) (32) (33). 


 

(1) filosofia - o acaso de Cournot

(2) (do grego thermastís) - dança grega antiga

(3) RITUAL TEJO. "Histórias De Amor E Mar". Histórias De Amor E Mar. Farol. 1996. CD
RITUAL TEJO. "Histórias De Amor E Mar". Oitentaenove.01. 2012. CD

(4) filosofia 

(5) "(...) we did not adopt the sentiments of the word of salvation without inquiry."
CESAREA, Eusébio de "Praeparatio evangelica", séc. IV, (Preparation for the Gospel, Book 1), tradução de E.H. Gifford, 1903

(6) mitologia cananeia/ugarítica

(7) "(...) Eudæmonology, for it teaches us how to lead a happy existence, (...) from a purely objetive point of view, or rather, after cool and mature reflection - for the question necessarily involves subjetive considerations - would be decidedly preferable to non-existence; implying that we should cling to it for its own sake (...) and further, that we should never like it to come to an end."
SCHOPENHAUER, Arthur "Parerga e Paralipomena", 1851

(8) RITUAL TEJO. "Nascer Outra Vez". Histórias De Amor E Mar. Farol. 1996. CD
RITUAL TEJO. "Nascer Outra Vez". Oitentaenove.01. 2012. CD

(9) BALLARD, Russ. "Resurrection". Frontiers Music srl. 2025
Disponível em:. Acesso em: 25 fev. 2026

(10) "De fato o que nós somos: e mesmo eu
Ganhei a liberdade com um suspiro."
LORD BYRON “O prisioneiro de Chillon”, 1816, tradução de João Chrisóstomo de Medeiros Neto

(11) ARISTÓTELES "Metafísica VII", século IV a.C.

(12) "(...) Levez-vous, vertu, courage, foi!
Penseurs, esprits, montez sur la tour, sentinelles!
Paupières, ouvrez-vous, allumez-vous, prunelles,
Terre, émeus le sillon, vie, éveille le bruit,
Debout, vous qui dormez! – car celui qui me suit,
Car celui qui m’envoie en avant la première,
C’est l’ange Liberté, c’est le géant Lumière!"
HUGO, Victor - Stella. In "Les Châtiments, livre sixième", 1853

(13) HESÍODO "Theogonía" (Teogonia A Origem dos Deuses), estudo e tradução Jaa Torrano, editora Luminuras, 3ª edição, 1995, Biblioteca Pólen, São Paulo 

(14) "Pseudo-Chilston", 1450

(15) "Se a alma tem, efectivamente, uma existência anterior; se, quando inicia a vida e nasce, é por força a partir da morte e do que está morto que ela nasce como não admitir que exista para além da morte, se justamente tem de voltar a nascer?"

"(...) é indispensável que nos libertemos da nossa realidade física e observemos as coisas em si mesmas, pelo simples intermédio da alma. (...)"
PLATÃO "Fédon", 387 a.C., introdução, versão do grego e notas de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, Livraria Minerva, Coimbra, 1988

(16) "(...) that invisible thing which they see only with the eye of faith."
CHADWICK, H. Munroe. 1900. "The Oak and the Thunder God." The Journal of the Anthropological Institute of Great Britain and Ireland Vol. 30. Translation by Mary Jones. 2014.

(17) "(...) a vontade do Demiurgo garante a continuidade do todo, (...) a alma do cosmo sendo infinita alcança até as profundezas do sensível, e lá as coisas são vistas como formas, que nossos sentidos tentam apreender. (...) Os elementos celestes são incorruptíveis (...) são fundamento da noção do que é (...)"
PLOTINO - Enéada II, Livro 1, Do Cosmo. In "Enéadas I e II", 270 d.C., introdução, tradução e notas de Juvino A. Maia, dados eletrónicos de João Pessoa, Ideia Editora Lda., 2021

(18) "(...) princípio, posto como único, que entretece tal que conecta entre si todas as coisas e que oferece o ‘como é’ de cada coisa, a partir de qual princípio todas as coisas (...) se cumprem (...)"
PLOTINO "Enéadas III", 270 d.C., introdução, tradução e notas de Juvino A. Maia, dados eletrónicos de João Pessoa, Ideia Editora Lda., 2021

(19) "Pois todo esse universo, se existente por si mesmo e incriado, como afirma Pitágoras, ou criado por forças de um Criador, como afirmou Platão, foi, incontestavelmente, já, em sua organização original, programado, dotado, ordenado e governado com uma sabedoria perfeita. Não poderia ser imperfeito Alguém que tudo fez perfeito."
TERTULLIANUS, Quintus Septimius Florens "Apologeticum", ano 197, traduzido por José Fernandes Vidal e Luiz Fernando Karps Pasquotto

(20) Eclesiastes 3:11

(21) "(...) comme les étoiles sur la voûte céleste, les cailloux sur les plages de la mer, les arbres ou les animaux à travers une campagne. (...) celle qui contient en germe (...) la plus parfaite des sciences."
COURNOT, Antoine-Augustin "Essai sur les fondements de nos connaissances et sur les caractères de la critique philosophique", Librairie Hachette, 1851

(22) "(...) era Deus, que havia surgido e que era imensurável, infinito e sempre em movimento (...)"
CICERO, "De natura deorum", 45 a.C., tradução de Francis Brooks, Methuen & Co., Londres, 1896

(23) HISPALIENSIS, Isidorus - VII. De temporibus, 8.11. In "Sententiae", século VII

(24) "(...) um grande volume desbordante de saber (...) o multiforme (...)"
GELIO, Aulo "Noctes Atticae", século I, (Noches Áticas tomo II, Libros V-X), traducción, notas e índice onomástico de Amparo Gaos Schmidt, México, 2002

(25) "(...) L' Ouvrier parfaict de tous, cet Artisan supresme,
Tire de mort la vie, et du mal le bien mesme (...)"
D'AUBIGNÉ, Théodore Agrippa "Les Tragiques", 1616

(26) "Pax Christi urget nos"
KRAFT, Walter C. "Codices Vindobonenses Hispanics - A Catalog of the Spanish, Portuguese, and Catalan, Manuscripts", Oregon State College, 1957, Austrian National Library, Vienna

(27) D' HIPONA, Agostinho (Santo Agostinho) - Dilige, et quod vis fac. In "In Epistulam Joannis ad Parthos tractatus decem" (Dez Homilias sobre a Primeira Epístola de João), tractatus VII8, séculos IV-V

(28) Salmos 8:3-4

(29) "Yo he sentido. Señor, tu voz (...), 
en el misterio de las noches bellas, 
y en el suave temblor de las estrellas 
la armonía (...) de tu semblante. (...)"
LOZOYA "Sonetos Espirituales", Segovia, 1918

(30) Mt 19:26

Lc 1:37

Filipenses 4:13

Efésios 3:20

(31) Romanos 15:13

(32) Salmos 145:9-16, Salmos 136:1-3, Salmos 100, Salmos 117

(33) ROADHOUSE. "All Join Hands". Roadhouse. 1991
Disponível em:. Acesso em: 29 dez. 2025


 

Agradecimentos:
 
- aos que, com generosidade infinita, no hiphil, "(...) do Alto, (...) invisíveis dedilham sutilmente os cordéis conscienciais que ativam (...) inspirações."

BORGES, Wagner D. "Falando de Espiritualidade", Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2002


Êxodo 4:12

S. 116:12 

 

"(...) offeramus (...) laudis semper Deo, id est fructum laborium confitendum nomini ejus."

LUGDUNENSIS, Florus (Diaconus) "Capitula Ex Lege Et Canone Collecta", séc. IX

 

- ao Paulo Costa (vocalista, compositor, autor e instrumentista nos Ritual Tejo, Ar de Rock, Manga e em várias participações individuais com vários outros; e DJ em vários eventos e locais, como na 105.4 FM Cascais, com o Rock 'n' Stroll): 

> pela confiança, pelo entusiasmo e pelas contribuições, neste caso, nas notas: (2), (5), (7), (14), (16), (28) e (31) e pela escala heptatónica

> por co-inspirar o "Kum", que será realizado a dois, um verso a cada um, num futuro próximo, a seu tempo, e por todas as contribuições
 

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Poemas

74

"Laudans"

Laudans
 

"Lágrimas vivas
Tão perto de Deus"

RITUAL TEJO. "Perto de Deus". Perto de Deus. Warner Music Portugal, Lda. 1992. 

 

Não estocasticamente (1) e sublinear
Desde Occator. Ustula num termaste (2)
Em dobras de Chevron (3). Ao "pathos" (4) vaste
Como molibdenite que, ao bornear (5)

Em "synkrisis" (4), tange o El (6) justalinear (7).
Na transfiguração (8) (9) o contracadaste (10)
Reverbera-se em "sýntheton" (11). Engaste
A heligmite e a helictite imas (12) ao hinear (13)

(Gymel de Pseudo-Chilston?) (14). De um sepulcro (15),
Espeleotema equóreo do que cerna (16),
E como reflorisse o eoceno (17) (18) pulcro (19) (20) (21),

Por entre uma heptatónica lucerna (22),
"Spiritus quia donum est Dei" (23) - fulcro (24) (25),
Transcendentalidade (26) (27) (28) sempiterna (29) (30) (31) (32) (33). 


 

(1) filosofia - o acaso de Cournot

(2) (do grego thermastís) - dança grega antiga

(3) RITUAL TEJO. "Histórias De Amor E Mar". Histórias De Amor E Mar. Farol. 1996. CD
RITUAL TEJO. "Histórias De Amor E Mar". Oitentaenove.01. 2012. CD

(4) filosofia 

(5) "(...) we did not adopt the sentiments of the word of salvation without inquiry."
CESAREA, Eusébio de "Praeparatio evangelica", séc. IV, (Preparation for the Gospel, Book 1), tradução de E.H. Gifford, 1903

(6) mitologia cananeia/ugarítica

(7) "(...) Eudæmonology, for it teaches us how to lead a happy existence, (...) from a purely objetive point of view, or rather, after cool and mature reflection - for the question necessarily involves subjetive considerations - would be decidedly preferable to non-existence; implying that we should cling to it for its own sake (...) and further, that we should never like it to come to an end."
SCHOPENHAUER, Arthur "Parerga e Paralipomena", 1851

(8) RITUAL TEJO. "Nascer Outra Vez". Histórias De Amor E Mar. Farol. 1996. CD
RITUAL TEJO. "Nascer Outra Vez". Oitentaenove.01. 2012. CD

(9) BALLARD, Russ. "Resurrection". Frontiers Music srl. 2025
Disponível em:. Acesso em: 25 fev. 2026

(10) "De fato o que nós somos: e mesmo eu
Ganhei a liberdade com um suspiro."
LORD BYRON “O prisioneiro de Chillon”, 1816, tradução de João Chrisóstomo de Medeiros Neto

(11) ARISTÓTELES "Metafísica VII", século IV a.C.

(12) "(...) Levez-vous, vertu, courage, foi!
Penseurs, esprits, montez sur la tour, sentinelles!
Paupières, ouvrez-vous, allumez-vous, prunelles,
Terre, émeus le sillon, vie, éveille le bruit,
Debout, vous qui dormez! – car celui qui me suit,
Car celui qui m’envoie en avant la première,
C’est l’ange Liberté, c’est le géant Lumière!"
HUGO, Victor - Stella. In "Les Châtiments, livre sixième", 1853

(13) HESÍODO "Theogonía" (Teogonia A Origem dos Deuses), estudo e tradução Jaa Torrano, editora Luminuras, 3ª edição, 1995, Biblioteca Pólen, São Paulo 

(14) "Pseudo-Chilston", 1450

(15) "Se a alma tem, efectivamente, uma existência anterior; se, quando inicia a vida e nasce, é por força a partir da morte e do que está morto que ela nasce como não admitir que exista para além da morte, se justamente tem de voltar a nascer?"

"(...) é indispensável que nos libertemos da nossa realidade física e observemos as coisas em si mesmas, pelo simples intermédio da alma. (...)"
PLATÃO "Fédon", 387 a.C., introdução, versão do grego e notas de Maria Teresa Schiappa de Azevedo, Livraria Minerva, Coimbra, 1988

(16) "(...) that invisible thing which they see only with the eye of faith."
CHADWICK, H. Munroe. 1900. "The Oak and the Thunder God." The Journal of the Anthropological Institute of Great Britain and Ireland Vol. 30. Translation by Mary Jones. 2014.

(17) "(...) a vontade do Demiurgo garante a continuidade do todo, (...) a alma do cosmo sendo infinita alcança até as profundezas do sensível, e lá as coisas são vistas como formas, que nossos sentidos tentam apreender. (...) Os elementos celestes são incorruptíveis (...) são fundamento da noção do que é (...)"
PLOTINO - Enéada II, Livro 1, Do Cosmo. In "Enéadas I e II", 270 d.C., introdução, tradução e notas de Juvino A. Maia, dados eletrónicos de João Pessoa, Ideia Editora Lda., 2021

(18) "(...) princípio, posto como único, que entretece tal que conecta entre si todas as coisas e que oferece o ‘como é’ de cada coisa, a partir de qual princípio todas as coisas (...) se cumprem (...)"
PLOTINO "Enéadas III", 270 d.C., introdução, tradução e notas de Juvino A. Maia, dados eletrónicos de João Pessoa, Ideia Editora Lda., 2021

(19) "Pois todo esse universo, se existente por si mesmo e incriado, como afirma Pitágoras, ou criado por forças de um Criador, como afirmou Platão, foi, incontestavelmente, já, em sua organização original, programado, dotado, ordenado e governado com uma sabedoria perfeita. Não poderia ser imperfeito Alguém que tudo fez perfeito."
TERTULLIANUS, Quintus Septimius Florens "Apologeticum", ano 197, traduzido por José Fernandes Vidal e Luiz Fernando Karps Pasquotto

(20) Eclesiastes 3:11

(21) "(...) comme les étoiles sur la voûte céleste, les cailloux sur les plages de la mer, les arbres ou les animaux à travers une campagne. (...) celle qui contient en germe (...) la plus parfaite des sciences."
COURNOT, Antoine-Augustin "Essai sur les fondements de nos connaissances et sur les caractères de la critique philosophique", Librairie Hachette, 1851

(22) "(...) era Deus, que havia surgido e que era imensurável, infinito e sempre em movimento (...)"
CICERO, "De natura deorum", 45 a.C., tradução de Francis Brooks, Methuen & Co., Londres, 1896

(23) HISPALIENSIS, Isidorus - VII. De temporibus, 8.11. In "Sententiae", século VII

(24) "(...) um grande volume desbordante de saber (...) o multiforme (...)"
GELIO, Aulo "Noctes Atticae", século I, (Noches Áticas tomo II, Libros V-X), traducción, notas e índice onomástico de Amparo Gaos Schmidt, México, 2002

(25) "(...) L' Ouvrier parfaict de tous, cet Artisan supresme,
Tire de mort la vie, et du mal le bien mesme (...)"
D'AUBIGNÉ, Théodore Agrippa "Les Tragiques", 1616

(26) "Pax Christi urget nos"
KRAFT, Walter C. "Codices Vindobonenses Hispanics - A Catalog of the Spanish, Portuguese, and Catalan, Manuscripts", Oregon State College, 1957, Austrian National Library, Vienna

(27) D' HIPONA, Agostinho (Santo Agostinho) - Dilige, et quod vis fac. In "In Epistulam Joannis ad Parthos tractatus decem" (Dez Homilias sobre a Primeira Epístola de João), tractatus VII8, séculos IV-V

(28) Salmos 8:3-4

(29) "Yo he sentido. Señor, tu voz (...), 
en el misterio de las noches bellas, 
y en el suave temblor de las estrellas 
la armonía (...) de tu semblante. (...)"
LOZOYA "Sonetos Espirituales", Segovia, 1918

(30) Mt 19:26

Lc 1:37

Filipenses 4:13

Efésios 3:20

(31) Romanos 15:13

(32) Salmos 145:9-16, Salmos 136:1-3, Salmos 100, Salmos 117

(33) ROADHOUSE. "All Join Hands". Roadhouse. 1991
Disponível em:. Acesso em: 29 dez. 2025


 

Agradecimentos:
 
- aos que, com generosidade infinita, no hiphil, "(...) do Alto, (...) invisíveis dedilham sutilmente os cordéis conscienciais que ativam (...) inspirações."

BORGES, Wagner D. "Falando de Espiritualidade", Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2002


Êxodo 4:12

S. 116:12 

 

"(...) offeramus (...) laudis semper Deo, id est fructum laborium confitendum nomini ejus."

LUGDUNENSIS, Florus (Diaconus) "Capitula Ex Lege Et Canone Collecta", séc. IX

 

- ao Paulo Costa (vocalista, compositor, autor e instrumentista nos Ritual Tejo, Ar de Rock, Manga e em várias participações individuais com vários outros; e DJ em vários eventos e locais, como na 105.4 FM Cascais, com o Rock 'n' Stroll): 

> pela confiança, pelo entusiasmo e pelas contribuições, neste caso, nas notas: (2), (5), (7), (14), (16), (28) e (31) e pela escala heptatónica

> por co-inspirar o "Kum", que será realizado a dois, um verso a cada um, num futuro próximo, a seu tempo, e por todas as contribuições
 

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Conexão

Conexão

"alma sincera, gémea também"
RITUAL TEJO. "Alma Gémea". Perto de Deus. Warner Music Portugal, Lda. 1992. CD

D' apriorismo e antoxanto (1) irisa. O okhema (2) - 
- Nummite em subsunção - aduz Malebranche (3)
Febeu. Em anatexia, Ollathir ensanche
Desde Gerizim: Edenkema nzema (4),

Tin (5), biocenose... - semas de um lexema
D' Aether, de equipolências. Lio romanche (6)?
Ou uma "causa eficiente" (7) - que se atanche. (8)(9)
E num substantivismo axial estrema:

Que diafanamente euédrico, por Chede (10),
Dum "epekeina tēs ousias" (11), o Aion (12) coapta (13)
Em colinearidade - Hebrom. Ensede

O sial (14). Argentenar Eridani apta (15)
Como se por anábase (16) d' Odede (17)
E "hynt am oleu bu godeu" (18): Uaithne. Raabta (19).

 


(1) filosofia, do grego: "algo que transcende o tempo e o espaço, que é eterno e atemporal"
Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2025

(2) do grego, na filosofia neoplatónica

O'HORA, Tony. "Close To Me". Escape Into The Sun. Frontiers Record. 2006
Disponível em:< (RnS#56, disponibilizo o link quando o houver) >. Acesso em: 21 set. 2025

(3) "Talvez haja uma luz e uma sabedoria Eterna, uma Razão universal, imutável, necessária, que ilumina todos os homens (...). Se fosse uma tal luz que te iluminasse, se aquele que encerra as ideias de todos os seres te amasse ao ponto de querer realmente comunicar-se a ti (...)"
MALEBRANCHE, Nicolas "Meditações cristãs e metafísicas" (1683), tradução e apresentação de Adelino Cardoso, Lisboa, Edições Colibri, coleção Universalia, série ideias, 2003

FIND ME. "Let Love Rule". Dark Angel. Frontiers Music srl. 2015
Disponível em:. Acesso em: 21 set. 2025 e 11 nov. 2025

(4) GROTTANELLI, Vinigi L.. "Nzema High Gods". Paideuma: Mitteilungen zur Kulturkunde. 1967

IBRAHIM, Rahinatu Taiba et al. "Some Nzema Philosophical Issues Portrayed In Their Proverbs". Ghana Journal of Languages, Linguistics and Literature, Vol. 1, No. 1, 2022

(5) mitologia etrusca

(6) BIFRUN, Jachiam "Christiauna fuorma", 1552   
BIFRUN, Jachiam "L'g Nuof Sainc Testamaint", 1560

(7) filosofia - a "causa eficiente" de Aristóteles

ARISTÓTELES - Livro I (Alfa). In "Metafísica Livros I, II e III", cerca de 350 a. C., tradução, introdução e notas de Lucas Angioni, Departamento de Filosofia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas IFCH UNICAMP, Fevereiro de 2008

RODES, Andrónico de "Metafísica de Aristóteles", século I a.C.

"(...) os indivíduos são partes, (...) em relação ao seu ajuste natural dentro do todo, isto é, se eles promovem ou não o bem do todo. Essa teleologia se estende aos afetos e paixões (...)"
CARVALHO, Filipe Nogueira de; WILLIGES, Flávio - A Teleologia Natural dos Afetos. In "Textos selecionados de filosofia das emoções", Editora da UFPel, 2023

(8) do (verbo) antigo chantar

(9) "(...) Esse impulso vem do interior, da alma pura, (...) uma certa necessidade maior para a alma (...)"
PLOTINO "Enéadas III", 270 d.C., introdução, tradução e notas de Juvino A. Maia, dados eletrónicos de João Pessoa, Ideia Editora Lda., 2021  

RITUAL TEJO. "Perto de Deus". Perto de Deus. Warner Music Portugal, Lda. 1992. CD

(10) nome (árabe e indiano) que significa Dádiva de Deus

(11) PLATÃO "A República", década de 370 a.C.

(12) mitologia helenística

(13) Amós 3:3
Génesis 8:11

(14) João 4:14

WIG WAM. "I Turn To You". Hard To Be a Rock 'n' Roller. 2005
Disponível em:< (RnS#53, disponibilizo o link quando o houver) >. Acesso em:  21 set. 2025

OVERLAND, Steve. "You Lift Me Up". Diamond Dealer. Escape Music Ltd. 2009
Disponível em:< (RnS#59, disponibilizo o link quando o houver) >. Acesso em: 21 set. 2025

BAD HABIT. "Words Are Not Enough". Atmosphere. 2011
Disponível em:. Acesso em: 21 set. 2025 e 11 nov. 2025

(15) "(...) une relation de sens au sein de l'expérience rend compte de tout (...)" 
BARBARAS, Renaud "Le désir et la distance. Introduction à une phénoménologie de la perception", collection Problèmes et controverses, Paris, Vrin, 1999

"Toute expérience est, par définition, l’expérience d’une réalité présente."
LAVELLE, Louis - La présence et l’absence. In “De l’intimité spirituelle”, 1955,  collection Philosophie de l’esprit,  Éditions Montaigne,  Aubier,  Paris,  édition électronique par Antisthène

SUNSTORM. "Running To You". Restless Fight. 2024 
Disponível em:. Acesso em: 20 out. 2025

(16) melodia ascendente na Grécia antiga

(17) profeta bíblico 

LOVER UNDER COVER. "Life Is Easy". Into The Night. 2014
Disponível em:. Acesso em: 21 set. 2025

RITUAL TEJO. "Fundo Azul". Três Vidas. 1999. CD

(18) tradução: "(...) Antes que houvesse luz (...)"
ANEIRIN "Llyfr Aneirin", composto no séc. VI, manuscrito galês do século XIII

UNRULY CHILD. "Very First Time". Worlds Collide. Frontiers Records. 2010
Disponível em:< RnS#63, link ainda indisponível >. Acesso em: 28 out. 2025

(19) do urdu

FIRST SIGNAL. "Part Of Me" (feat. Harry Hess). First Signal. 2010
Disponível em:< RnS#70, disponibilizo o link quando o houver) >. Acesso em: 20 out. 2025

 


Agradecimentos:
 
- aos que, com generosidade infinita "(...) do Alto, (...) invisíveis dedilham sutilmente os cordéis conscienciais que ativam (...) inspirações."
BORGES, Wagner D. "Falando de Espiritualidade", Editora Pensamento-Cultrix Ltda., 2002
 
Êxodo 4:12

S. 116:12 

- ao Paulo Costa (vocalista, compositor, autor e instrumentista nos Ritual Tejo, Ar de Rock, Manga e em várias participações individuais com vários outros, tendo actuado mais recentemente no Lusopop; e DJ em vários eventos e locais, como na 105.4 FM Cascais, com o Rock 'n' Stroll  ): 
> pela confiança, pelo entusiasmo, pela incondicionalidade e pelas contribuições, neste caso, nas notas: (10), (13), (16) e (19)
> por co-inspirar este tema e o "Kum", que sairá a seu tempo, e respectivas contribuições
> pelo soneto que será realizado a dois, um verso a cada um, num futuro próximo  




2/12/2025
 

207

Epifania

Epifania

"Brilho noturno de noite alheia vagando entorno à Terra"
PARMÉNIDES, "Sobre a Natureza" Fragmento 14, entre 490 a.C. e 475 a.C.
 
 
Nimba em Serendip (1), ainda que em Otranto (2),
Êxule o transe de Hamelin e flauta (3)
Obducta, já o revérbero se pauta
P'lo Caminho da Mão Direita (4) enquanto
 
Alvorece um Período Edo (5) num canto
Feérico, numa lira sonial, nauta
Do empíreo, do latíbulo, aura incauta  
Alvinitente em Heorot (6). Lene o quanto
 
Hipostaticamente une, dilecta,
Fanal de venustade. Monet adentro,
Constelação de evérgetas, roleta
                       
Do tético, é Mirphak, enlevo bento
Lucente, exalça como calafeta,
Na serendipidade em sacramento.
 

(À cadela Cuca e em memória do meu Tejo)
 
 
 
(1) WALPOLE, Horace “Os Três Príncipes de Serendip”, 1754
 
(2) WALPOLE, Horace “The Castle of Otranto", 1764
 
(3) BROWNING, Robert "The Pied Piper of Hamelin", 1842
 
(4) FORTUNE, Dion "Autodefesa Psíquica", 1983, tradução de Mário Muniz Ferreira, Editora Pensamento-Cultrix, Lda.
 
(5) Período Edo ou Idade da Paz Ininterrupta (1603-1868) (Japão)
 
(6) "Beowulf", 1000

 
28/04/2021
 

44

Ave Nocturna

Ave Nocturna

Toe alar a evagação, explua a henose (1) ao ascenso...
Subleve-se na peia diurna que dista
Do eixo do eudemonismo, a ave niilista
Entrebate-se em ilinx, Manfredo (2) intenso.

É ulana, é Trafalgar (3), p'lo sol apenso,
Que esplende em anagogia numa ametista.
Antepõe a angélia em verve petrarquista
Ao que de dial lha obnumbra. Carpe incenso.

Transverbera, na absconsa hora, histerese,
Desnua-se de sofismas, assim ase em
Levez, revoe ecuménica, ondeie, ensede

A "escarpada falésia"(4). Donde advém
Que, ao ablaquear-se do loro e do error, esse
Ser, ideado em Kaled (5), chanta em ninguém.


(1) Plotino

(2) BYRON, Lord George "Manfred: A Dramatic Poem", 1817

(3) Batalha de Trafalgar

(4) CALVINO, Ítalo "Se Numa Noite de Inverno Um Viajante", 1979, tradução de José Colaço Barreiros, editorial Teorema, Lda.

(5) BYRON, Lord George "Lara, A Tale", 1814


11/02/2021
 

32

(In)Consertável

(In)Consertável

“The horror! The horror!”
CONRAD, Joseph "The Heart of Darkness", 1899
 
Mnemónico delíquio em lemniscata
Em sangue, rúptil pétala ferida.
Pétreo, sevo azimute sem uma saída
Deflagra-se imanente ainda hoje a cada
 
Melodia ou conjunção, o breu não difracta.
Nímia obnubilação n'alma despida.
Quis submergir a própria névoa em vida
E desacontecer. Nefelibata
 
Num imo de flashbacks redemoinhado,
Num tétrico silêncio frio babélico,
Em fragmentos, delir, não ser, e ao lado
 
Da infância o rio, comparsa vão pretérito,
Medrava um pulcro aceno enfim inumado.
Núbilo, "o coração re-escrito em sânscrito" (*)
 
(*) Elizabeth Barret-Browning

24/02/2020

26

Lâminas por Pétalas

Lâminas por Pétalas

Encapeladas lâminas girando
A toda a minha volta. Fluxo flébil
Hiante de outrora, afã consumpto estéril
Duma ausência afinal presente, instando

Júbilo da verdade revelada,
Novamente impassível ao rolar
do Tempo. Conjugado o verbo amar,
Presente sempiterno, visitada

Inopinadamente, no acro em mim.
Abaluarta-me a essência tua atinente,
De pétalas de mil cores sem fim.

Lépido, trocas lâminas cortantes
Pela hossana de pétalas enfim
Até ao diedro feliz d'eternamente.


escrito em 2009 (em memória do Peter Pan - gatinho de estimação)

84

Desancorada

Desancorada

Finda a "Aproximação a Almotásin"(1), ido
Schwob (2), em reboo entrechado, até ao uno plúrimo
Silente, resilido o insueto ermo ânimo,
O "Tabor" (3) é pretérito escandido.

Se nem Gilgamesh (4) ou Átila em sonido
Ou o libente Enkidu(4), em Graça cadimo,
Guarem; langue a estese, ade à tundra e ao limo,
Exsica a phýsis, nada solfa ou é ungido.

E à plaga nucleal não ressuma um pidgin
Antes se plica ao entalhe e à orbe comum.
A Levin (5) o que reme bui em carmim.

Dessome-se que a díese se entibie. Um
Diapasão coarctar-se-á ao osco pó. Outrossim
Draconiano, Tempus edax rerum (6).



(1) BORGES, José Luís "El Acercamiento a Almotásin", 1936  

(2) SCHWOB, Marcel "Vidas Imaginárias", 1896

(3) CAMPAGNE, Claude "Os Vinte Anos de Fanny", tradução de José Ferraz Diogo, Coimbra, Livraria Almedina, 1974

(4) SIN-LEQI-UNNINNI, "Ele que o abismo viu (să naqba imuru)", 2100 a.C .

(5) TOLSTÓI, Liev "Anna Karenina", 1877

(6) OVÍDIO, "Metamorfoses", XV, 234, 8 d. C.


19/03/2021
 

36

Sem Norte

Sem Norte

"O destino marcou-nos com o sinal dessa procura e em todos os recantos de existirmos ele se manifesta."
FERREIRA, Vergílio “Arte Tempo”, edições rolim

Marmórea a Mnemosyne, eu nua em espuma
Impoluta, fremente ranjo os dentes,
Mordo arrepsia acerada qu'entrementes
Implexa, me atordoa. Imerjo enquanto uma

Bússola me evanesce e mais nenhuma
Efígie reverbera tão fielmente
Senão uma rosa branca, e de repente
Dissolvo-me - sou cinza que avoluma.

Sem Monte Horeb ou Porto, neptuniana
Bissexta brisa, véu d'alteridade
No espelho em estertor que me profana.

Túrbida a Cifis rasga-me dentro e há-de
Abjugar na memória uma atra liana.
Sou Medusa sem Norte, nome ou idade.


21/12/2019

58

Ínvia

Ínvia

Desde Ymir a Gullveig e sem teurgia,
Qlippoth, Dugpas, Mammon, Grendel em massa,
Caldeiam-se em Kanagawa (1), que amordaça,
Númen latebroso ao ónus que asfixia.

Por melhor "linha ley" (2) que a tetania,
E a ardejar, qual Kriemhild (3), sob o que laça,
Tempesteia, sibilina, brame a raça
Num vau em perspicuidade que alvearia

Mais que Abramelin ou de Shangri-La (4).
Martela (5) o que liberta (6), em via dum álime.
Somente a malabar Métis abula.

E ao assim abular logra-se longânime.
Semotas as erínias, derruem lá
Onde a caligem Kipling no "If" (7) redime.



(1) HOKUSAI, Katsushika - A Grande Onda de Kanagawa, 1831. 1 xilogravura: ukiyo-e, color.; 26 cm x 38 cm

(2) MICHELL, John, "The View Over Atlantis", 1969

(3) "Das Nibelungenlied", 1200

(4) HILTON, James "Lost Horizon", 1933

(5) ANDRADE, Eugénio "Matéria Solar" 1980

(6) "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João, 8:32)

(7) KIPLING, Rudyard "If", 1910


08/04/2021

41

Quando Deus e o Diabo Dançam

Quando Deus e o Diabo Dançam

Entre Ásculo e o sal próprio à Taprobana,
Um corvo na penumbra que remonta    
Ao lúgubre, insalubre da reponta,
Num tecto falso fiado a filigrana.

Volteia a valsa entre pírrica e cadmeana,
Como se em Lynch, a heurística desponta.
Na bandeja, a cabeça salda a conta
Que jamais La Palisse olvida ou sana.

Dança na iniquidade como afim
O "Ignoto Deo"* em abjurado desacerto    
Voa entre Dagom e "The Waste Land"** passim,
                                                                                               
Everte a fé em exício, arrepio incerto.
Freme a perplexidade: qual malsim,
O antitético almo é álgido deserto.


* GARRETT, Almeida "Folhas Caídas", 1853

**  ELIOT, T. S. "The Waste Land", 1922

28/06/2020

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