Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
E eu gritei aos ventos. Eram as minhas verdades e não cabiam mais no peito... Precisava explodir.
E o vento levou-as a você, E você pensou que fosse uma canção. E cantou e cantou, sem prestar atenção às palavras.
E o vento levou-as às montanhas E lá, foram de encontro aos rochedos, E se transformaram em ecos, que se confundiram e morreram...
E o vento levou-as ao mar, Que as repetiu no murmurar das ondas, Até que se perdessem na vastidão das praias...
E o vento levou-as aos céus, E elas choveram sobre mim, fazendo-me compreender. Serem apenas minhas, estas verdades.
374
Algoz, o destino.
E tendo como algoz o próprio destino, Mergulhava nas águas da solidão. Era escuro e frio o seu caminho Era vida por vida, sem emoção.
E como é difícil ser sozinho, Vagar nesse mundo, mar de amplidão. E como é triste sofrer sem carinho, Sem um querer, um amor, uma ilusão.
Aos ventos soprava em confissão, Desejos, sonhos não mais que quimeras. E os dias a passar se seguiam, E as horas, somavam em esperas.
E quando só nos sentimos, Mal maior não pode haver. Não saber o por quê de existirmos, Não compreender o por quê de viver.
1 645
Busca
Viver é eterna procura, vida é busca constante. Buscamos sempre alcançar em cada dia, o instante, De chegarmos ao entardecer, para ver o sol se por. Buscamos a alegria. Buscamos enfim, o amor.
Talvez seja verdadeiro, um velho dito popular, De que para cada João, uma Maria há de chegar. Ou eu não tenha talvez, entendido muito bem, E então por conta disso, a minha Maria não vem.
Um diamante bruto, é uma pedra comum, E assim também o amor, não terá brilho algum, Se não o reconhecermos, se não o lapidarmos, Se não o protegermos, se não o valorizarmos.
Tenho me preparado, para quando a hora chegar, E finalmente o amor, vier comigo morar. Das sombras da solidão, descerrar todos os véus, Porque amar é sublime... É um presente dos céus.
539
Meus sentimentos
Como assim, só carnes e ossos? De onde vem esse julgamento? Não meu amor, eu sou feito De carnes, ossos e sentimentos.
Podem cortar minha carne, Fazer correr o meu sangue. O tempo vai cicatrizar E tudo será como antes.
Podem serrar os meus ossos, Por placas, parafusar. Mas o meu “eu” verdadeiro Em nada irá modificar.
Mas, nem por um momento, Preste muita atenção, Brinque com os meus sentimentos Ou perderá a razão.
Neles, estão minha vida. Neles moram meus “porquês”. Neles escrevo minha história. Neles eu guardo, você.
379
Louca poesia
Serão loucos, os poetas? Ou quem sabe, serão sonhadores? Serão visionários os profetas? Ou apenas, pesquisadores?
Afogado de morte nas mansas Lagoas da minha poesia Não me permito viver, Sem que sonhe, nem por um dia.
Talvez a vida por si, Não seja a motivação. Pois não é de carne o que sinto E chamo de coração.
Nos versos componho os momentos Da forma como os queria Nas rimas promovo encontros, Que fossem como eu gostaria.
Se todo poeta é um louco, Loucuras, sublimes razões, Que nos permitem criar Amores, sonhos, paixões...
414
Águas
Águas dos rios, que passam, e vão ao mar se juntar. Mágoas da vida que marcam e insistem em no peito morar. Porque o viver não faz, como nas águas do mar acontece, As mágoas evaporarem e subirem aos céus como preces.
Ela se foi com as águas, na barca que cruza o rio, Não me restaram esperanças, só no coração um vazio. Assim, desaguei de saudades, na foz de tamanha tristeza E minhas mágoas molharam, as águas do mar, com certeza.
1 797
Não vou morrer de amor.
Não, não vou morrer de amor... Não pela sua presença marcante, seu perfume único, seu charme irresistível. Não, não vou morrer de amor... Não pelo seu olhar, que transmite essa calma, serenidade tamanha, paz da minha vida. Não, não vou morrer de amor... Não pelo seu sorriso, que me contagia e inebria. Não, não vou morrer de amor... Não pela sua voz, doce e intensa, como a mais bela sinfonia. Não, não vou morrer de amor... Não, não agora que estou contigo. Mas quem sabe, se você se for...
380
Meu sol
O sol que hoje nasceu
E nos emprestou seu calor
Iluminou com seu brilho,
Em nossas vidas, o amor.
Só não me tirou da cama,
Calma, eu explico o que digo:
A luz que ilumina minha vida,
Dormiu esta noite, comigo...
427
Aquarela da solidão.
Minhas mãos ao piano, buscam lembranças. Velhas músicas que ficaram retidas na memória Sequencias de acordes que nunca mais esqueci...
Minhas mãos ao piano, trazem de volta, momentos. Aqueles que dividimos nesta sala Regados de amor e vinhos, frutados e perfumados como você.
Minhas mãos ao piano, tentam apaziguar a saudade. Aquela saudade que veio morar comigo, Desde o dia em que você saiu por aquela porta.
Minhas mãos ao piano, vasculham em busca de qualquer palavra, Que rime com coração e emoção, Mas só encontram uma única rima: solidão...
Minhas mãos ao piano, vagam sem rumo sobre as teclas, Buscando de alguma forma, por simples detalhes e por segundos que sejam, Motivos que me façam esquecer, que te perdi.
732
Sobre os tempos
Naqueles tempos, nasciam risos sem alegria, vidas sem amor, crianças sem cérebro, poemas sem poesia. Tempos difíceis.
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime