Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
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Eu quero
Eu quero correr pelas campinas, Subir ao cume de uma colina, E bem lá do alto, poder ver o mar. Sentir a vida, tranquila e serena Na brisa que sopra suave e amena, Trazendo magia à luz do olhar.
Eu quero os anseios de uma criança, Que faz do futuro um lugar de bonança, De manhãs douradas, noites de luar. A vida, um ninho criando esperanças, As horas passadas somando lembranças, Da felicidade de quem quer sonhar.
Eu quero as certezas da juventude, De quem por paixão por vezes se ilude, E crê em um mundo feito de paz. Nas asas da ave que passa ligeira, No tempo da vida, também passageira, Na força que tem, o poder de amar.
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Sonetos do encanto
E olhei o seu rosto e de fundo, a lua... Dourando de luz, criando momentos. A eternidade pertence a quem a possua, Qual lua distante, como seus pensamentos.
Poemas das ruas, das noites escuras, Dos mares revoltos, tão leves flutuam... Sonetos do encanto, natureza nua, Pureza da lua, beleza só sua.
Qual menestrel galopando em trovas, Na busca incessante por um só olhar, Apenas um toque, vindo de mãos tão alvas, Que brilhe em Minh’ alma, qual luz do luar.
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Se fosse tão simples
Se fosse tão simples
Se fosse tão simples amar, Eu te amaria todos os dias, E prometeria para ti, a lua e o sol. Entregaria em tuas mãos, as cores das flores E os aromas das manhãs de primavera.
Se fosse possível apenas amar, Eu te amaria nos sonhos profundos E nas noites de insônia. Velejaria com meu amor em uma estrela cadente, E lançaria sobre teu corpo uma chuva de beijos e desejos.
Se me fosse permitido te amar, Eu defenderia esse amor com minhas mãos. Lutaria até a morte, cavalgando um corcel branco de nuvens. Para ser teu príncipe, empunharia minha adaga e seria invencível! Derrotaria dragões e canhões, invadiria castelos, Subjugaria reis e seus exércitos!
Se soubesse enfim, de teu amor por mim, Entregaria todas as minhas armas e me renderia aos teus carinhos Acorrentaria teu coração ao meu e juraria amor eterno. Me subordinaria a teus olhos, me alimentaria de tua aura. Sorveria teus encantos para apaziguar toda essa minha ansiedade...
A poesia de JRUnder
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O amor e o tempo
Perguntei ao tempo, quanto tempo leva, Para um amor imenso, se acabar. Perguntei ao tempo, quanto que demora, Para que um sonho possa terminar.
O tempo passou, sem me responder. E assim fiquei, mesmo sem saber, Se o sonho é eterno, quando é bonito... Se um grande amor, é sempre infinito.
Por medo de amar, já tenho sofrido, Medo de querer, mas não ser querido. Medo que o tempo mostre a razão, Do fim de um amor se transformar em solidão.
Nesta noite azul, quando o luar, Faz com que a ansiedade, possa se acalmar... Ouço no silencio, o meu coração, A dizer que sim, mas jurar que não.
O distante som, das águas do mar, Quando as areias, na praia vem beijar, Me diz que o tempo, não tem compaixão... E que o amor é água e escorre pelas mãos.
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Plantio
É...o tempo chegou... Como passou depressa! Terra tombada e adubada... E o que foi que vc plantou?
Plantou desconfianças, Desavenças, diferenças, Plantou tristeza e dor. Sufocou tanto a semente, Que não deixou germinar, A flor perene do amor.
Se hoje em seu jardim, brotam mágoas, Você mesmo quem as plantou. Plantou mentiras, descasos... Desprezo você plantou.
Pensando só em você, Plantou até traição... Envenenou o jardim, Matou a flor da paixão...
Hoje colhe indiferença. E nada se pode fazer. O tempo de plantar, passou. Tempo agora, de colher.
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Aromas, sabores e cores.
E a paz que seu interior requeria, Não permitiria que agisse em entrevero. As razões do coração eram indiscutíveis, Mas não justificariam qualquer desespero.
Amar sem ser amado, ou o inverso Tem o mesmo aroma, sabor ou cor. Amar é esperança, cria sonhos, traz alegrias, Não ser amado por quem se ama, traz a dor.
E sofrer, por vezes judia, Mas ensina a resiliência. As agruras, tribulações amargas da vida Formam a essência de nossa existência.
Se amado, é realização Amar, é presente divino. Quando ambos por fim, se encontram, Será por acaso, ou destino?
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Deixe-me ser.
Deixe-me ser seu pedaço, a sua outra parte, sua outra metade. Ser o seu complemento, seu motivo de espera, sua ansiedade... Deixe que eu seja a razão, sua nostalgia e a sua saudade... Deixe-me ser seu abrigo, o seu ombro amigo, sua mais pura verdade.
Deixe-me ficar ao seu lado, ser sua companhia, seu lugar de chegar, Ser seu sonho em desperto, sua realidade e seu jeito de amar. Ser sua brisa no rosto, o seu ar da montanha, o seu sopro do mar, Ser o vento que passa e o velame da vida, se faça inflar.
Deixe-me ser a presença, a diferença que mude o viver, Ser enfim seu calor, seu grito de amor, seu modo de querer. Quero ser a alegria que ilumine seus dias, seu amanhecer... Ser o seu alimento e a paz que precisas... Seu enternecer.
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Realidades
Recostar-me em seu peito e sentir seu calor Caminhar ao seu lado, falar de amor... Sonho adolescente, quando a ilusão, Fazia florir toda a minha emoção.
Ah! Vida! Onde está minha vida? Aquela que eu tanto quis... Ah! Sonhos! Onde andam os sonhos? Aqueles, que me faziam feliz.
O tempo passou e cumpriu seu papel, Promessas perdidas, jogadas ao léu. Os anos se foram e em minha lembrança, São mortas as juras e as esperanças.
As mãos se soltaram, ficaram vazias. O riso de outrora hoje é agonia... Das noites de sonhos, restaram saudades, Assim como do amor e da felicidade.
Em seu peito o frio, a alma vazia, E da ilusão, ficou a nostalgia. As flores murcharam e a emoção, Hoje é tristeza, em meu coração.
Ouça declamado em: https://youtu.be/oe8TV71BWsw
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Vidas e mares.
Sou parte do todo, pedaço do roto, Deste rasgado céu cor de anil. Nos mares de longe, se buscam os portos, O amor por amores, o vazio por vazios.
Espelha a verdade, ao largo do corpo, Que o sentimento a pouco surgiu. Na alma se gravam os mares e portos, Se do coração algum barco partiu.
Velames ao vento! Empurre a barcaça! Que o tempo nos leve aos mares bravios... O amor sopra a vida, que ela se abra, Ao mundo mais novo que o céu descobriu.
Abrace a brisa que toca seu corpo, Carinho igual este mundo não viu. Veleiros nas águas sombria dos mares, Porto-esperança que ao sol se esvaiu.
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime