Nascido a 07 de março de 1950.
Lista de Poemas
Serei melhor
O que viver possa me ensinar,
Procurarei na força de aprender.
E a cada dia, consiga imaginar,
O quão melhor, eu poderia ser.
Não basta o dia, nascendo com o sol
Não basta a noite, a luz adormecer...
O despertar se dá no coração,
Se a ilusão, não faça esmorecer!
Serei maior, enquanto eu viver!
Serei melhor, a cada amanhecer!
Terei do tempo, a força do saber...
Serei tão forte, quanto possa ser.
O que da vida, eu possa conquistar,
Com humildade, eu saiba dividir.
Cada vitória que comemorar,
Com plenitude, eu possa sentir!
Não basta o dia, nascendo com o sol,
Não basta a lua no céu resplandecer!
O despertar, que move a compaixão,
Que a cada instante, eu possa conhecer!
Serei melhor, a cada amanhecer!
Serei maior, enquanto eu viver!
Serei tão forte, quanto possa ser...
Terei do tempo, a força do saber.
Insone
E no cansaço em que me aconchego,
O sono chega trazendo-me paz.
Entrego o corpo à febril dormência,
Dentro ao sepulcro em que ele jaz.
Nas madrugadas, quando enfim desperto
No frio quarto e na escuridão,
Abrir os olhos sem saber ao certo
Se temo a morte, ou a solidão...
O sangue rubro que o peito tinge,
E pelos poros tão sutil escorre,
Não diz da dor que se vê, florida,
No mesmo instante em que se vive, ou morre.
Saudade é dor que nos desatina,
Amor é mal que não aceita cura,
Uma ferida aberta nos consome
Enquanto a vida por teimosa, dura.
O silencio do nada.
E o silencio aconteceu...
Ensurdecedor!
Cara a cara.
Tire essa máscara mutante,
Que se adapta ao instante,
Em que é requisitada.
Quero olhar nos seus olhos,
Sem mentiras, sem imbróglios,
Falsidades ou trapaças...
Mostre a mim as suas verdades,
Não use da ambiguidade,
Para atingir o seu fim.
Chega de tantas desculpas,
Tudo o que você não disse,
A vida, já contou para mim.
Sonata
Na gravura do sol que se escondia no horizonte
E prenunciava horas de profunda solidão.
Chegou assim sorrateiro, mansamente...
Tão logo a luz apagou-se por detrás dos morros.
Dia após dia... Semanas ... Meses ... Anos ...
Como se o tempo não contasse,
Como se a história se repetisse, incansavelmente.
Como se os cabelos embranquecessem, sem que se notasse...
A mesma partitura amarelada, repousa sobre o piano,
Como se esperasse a hora de acariciar as lembranças,
Revolver as ilusões empoeiradas, empilhadas na alma.
Quase um ritual, assemelhando-se a um filme antigo,
Daqueles que assistimos milhares de vezes, mas nunca recordamos o final.
Os primeiros acordes soam tingindo o branco silêncio.
São tons róseos, como as saudades que pendem em cachos perfumados
Adornando os galhos da árvore de cada vida.
O coração não mais acelera, apenas acompanha o compasso
E bate nota a nota, pulso a pulso, pauta a pauta...
E na mente, confundem-se anseios, desejos, esperas...
Os dedos deslizam sobre o teclado puído, desgastado.
Já sabem onde devem ir. Sabem como falar da dor,
Sabem como dimensionar distâncias, sabem como lembrar do amor.
Longe tão perto
Longe...
E o que é a distância,
Se não uma fada má,
Separando corações?
O que é essa distância,
Que coloca realidades
No meu mundo de ilusões?
Como combater a distância,
Que não pode ser mensurada?
Que não está no fim de uma estrada,
Que não se marca no chão.
Como voltar a estar perto,
Neste imenso mar aberto
Se o navegar é incerto,
Sob um céu de escuridão...
Distância alongada no tempo,
Nos braços da solidão.
Tão longe estando tão perto,
Separados pelo caminho
De uma incompreensão...
Poeta e poesia
E imaginou que seria poesia.
Falaria por metáforas, utilizaria o subjetivismo, esbanjaria alegoria.
Imaginou colocar, nas folhas de um livro de ouro,
As mais belas palavras. Construiria um tesouro!
E escreveu sobre o mar, sobre o sol, sobre a lua
Escreveu sobre caminhos, campos e ruas...
Falou do ontem, do hoje e do amanhã,
Disse sobre certezas, das dúvidas e das coisas vãs.
Decorou cada verso, seguiu todas as normas,
Escreveu corretamente, usou de diversas formas.
Nunca mais expressou, um só sentimento sem rima!
Desprezou o curso das águas. E remou, mesmo sendo rio acima!
Mas ao poeta, basta ter ilusão e sonhar acordado,
Bastam os olhos fechados e ouvir só o coração...
Basta olhar as pessoas e sentir o que elas sentem,
A alegria, a dor e o amor... Estes, nunca mentem.
Um pedaço de papel, um giz, ou um pedaço de chão,
Esquecer regras, costumes... libertar toda a emoção.
Fluir a poesia com calma. Sentir toda a liberdade...
Que venha do fundo da alma! Da sua mais pura verdade!
Espelhos
Quando puder, apareça...
Mas venha de alma aberta, quero conhecê-la.
Saber o que realmente lhe importa,
De onde veio e onde quer chegar.
Saber o que pretende fazer,
Enquanto por aqui ficar...
Quando puder, apareça...
Para falar francamente. Sem meias palavras.
Falar sobre o que se passou.
O que enfim conseguiu guardar,
Ou mesmo procurou entender,
De tudo o que a vida, tentou lhe ensinar...
Quando puder, apareça...
Quero ouvir suas verdades, sem segredos...
Ouvir as batidas de seu coração,
A cada palavra declarada.
Ouvir a voz da sua razão
E o silêncio da sua emoção.
Quando puder, apareça...
Quero lhe dizer muitas coisas, necessárias.
Para que você consiga refletir
E seguir o destino que escolher.
Venha sem medo. Ouça meu conselho.
Olhe-me bem de frente...
Eu sou, seu espelho!
Clemência!
Ah! Meu amor! Não me deixes...
Embora de mim se queixes,
Eu lhe quero com fervor.
Fica ao meu lado pra sempre,
Que prometo, eternamente,
Lhe dar todo o meu amor.
Ah! Minha amada, eu sofro,
Só ao pensar em partida!
Sei que a dor da despedida,
Jamais irei suportar.
Se toda essa minha paixão,
Transformar-se em solidão,
A vida (em eterno sofrer),
Levar-me-ia a morrer,
Junto com toda ilusão.
Ah! Fique ao meu lado, lhe imploro!
Não vê o quanto eu choro,
Ao imaginar sua ausência?
Fica, aquietes sua alma,
Analise assim, com calma,
Meu pedido de clemência!
Precisava dizer
Pelo escárnio com que tratas teus iguais,
Não mereces do senhor a alforria,
Singra teus mares a vaga ilusão,
De querer ser, o que jamais poderias.
Cria o poeta em palavras e poesia,
E o faz somente por prazer.
Não se conta em números fictícios,
O que por valor, não poderia obter.
Sangra o açoite da deslealdade,
Fustiga o dorso sem complacência...
Jamais criarás assim a verdade,
Se não a consegues por competência.
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime