Nascido a 07 de março de 1950.
Lista de Poemas
Partirei, partirás...
Assim como as brancas nuvens que passeiam pelo azul dos céus, seremos levados pelo vento dos tempos, modificados em nossa aparência e divididos ou somados, sem contudo, perdermos a unidade de sermos aquilo que nos propusermos a ser até que a luz se apague e o vento deixe de soprar.
Somos o que somos, dentro do que nos cerca. Esse espaço limitado pelos arames que amarramos em torno de nós mesmos.
E qual é a grandeza disso, se existe um universo que não sabemos conhecer, se existe uma vida que não conseguimos explicar.
Partirei, partirás…
Se houver reencontro será de festa, de perdão e amor? Caso nada mais aconteça, talvez façamos parte desse todo e do tudo que nos é desconhecido.
Afinal, o que nos objetiva que não sejam sonhos ou ilusões?
Não pensar no depois e viver o agora, deixando de lado opiniões e crendices que se apoiam no espaço vazio entre constelações e o medo do desconhecido futuro, além do que venha a significar as palavras “eterno” e “infinito”.
05 de março de 2026
Vida. Esta que se vive.
Hoje, estou por aqui. Amanhã, talvez esteja.
A probabilidade é boa, caso não aconteçam imprevistos.
Mas, o imprevisto é viável quando se vive o comum.
quando se olha pela janela,
atravessa uma rua,
passeia de barco...
Ou, pega um voo para o Rio.
Bem, o Rio por si só já é um imprevisto.
Assim como São Paulo, assim como Belo Horizonte, assim como Salvador e assim como qualquer lugar do mundo...
O imprevisto é sempre imprevisto.
Mas pretendo estar por aqui amanhã e caso não esteja,
aplique a regra do imprevisto.
E se não nos virmos mais por aqui, talvez nos vejamos por lá, qualquer dia,
Naquele lugar onde todos se encontram, ou onde todos se... Perdem!
Aproveitem hoje, já que estou por aqui.
Uma nova felicidade
Preciso urgentemente de uma nova felicidade.
Há tempos tenho utilizado das mesmas que adquiri na vida,
Mas embora ainda brilhem, estão desgastadas, carcomidas
E exploradas minuciosamente em seus conteúdos.
Preciso sentir-me leve, livre, isento do passar das horas
Despercebido das noites e dos dias
Esquecer de olhar para os ponteiros do relógio,
Na espera de acontecer, sem saber exatamente, o que...
Sorrir livremente, sentir uma vontade enorme de correr.
Olhar e ver os jardins, os pássaros, as pessoas.
Sentir-me ao mesmo tempo participante
E estranho ao mundo e seus grilhões.
Preciso urgentemente ser feliz
Feliz na alma, nas crenças e nos anseios.
Sombras
A noite silente e fria,
debruçava seu manto de sutil tristeza...
Nuvens no céu bordavam a nostalgia
do pálido momento, em tons de rara beleza.
Apenas vultos nas ruas se moviam,
em contraste com a quase inerte natureza
dos arbustos, que nas calçadas sombrias
bailavam aos ventos, em parcas correntezas.
Lua de prata, luzes que criam,
sombras sem almas, vidas ilusórias.
E cada uma escreve nas folhas
do livro do tempo, as linhas da história.
Por querer
Por que condicionamos o que queremos?
Por que não podemos querer, querer e querer, de forma plena e infinita, de forma eterna e certa, de forma descomprometida e indiscutível?
Por que por vezes precisamos renunciar ao que queremos?
Sorver do luar em noites de reflexão e ansiedade, quando o desejo palpita e transforma o viver em amargura e espera. Esconder-se no âmago do tempo, esperando o acontecer passar e levar-nos em seus braços para quem sabe, entregar-nos em algum instante repleto de felicidade.
A esperança é amarga e dolorida, porque vive sempre à sombra da desilusão e da amargura.
Viver o verde das matas desejando o azul do céu. Como é difícil enxergar a felicidade que nos permeia...
Como é doloroso conviver lado a lado com o tempo.
Libertas
Ah! Liberdade...Qual é o seu valor?
Quanto custa para poder falar,
Tudo o que guardamos em nossas mentes?
Que valor possui a palavra sincera
E o relato das conclusões?
Ah! Esse nó na garganta...
Que clama para que a voz se levante
E ouçamos o brado levado pelos ventos a todos os cantos
Onde se encontram as almas resguardadas.
E esse desejo enorme de vida e futuro.
O sonho de respirar o puro ar,
De ver germinar a semente que irá gerar o fruto
Que colheremos nas manhãs de sol e chuva dos dias que virão.
Não existem grades de aço nas celas,
Apenas o medo que nos impede ultrapassar as marcas no chão,
Que nomes sem carne e ossos, ou sangue a correr,
Picharam nas sombrias noites, enquanto sonhávamos...
Soneto épico
Posso serpentear entre teus querubins de ouro,
Deslizar sobre as madrepérolas de teu chão.
Posso curvar-me à tua majestade e sem piedade.
Podes de sangue macular meu coração.
Se são estes os caminhos da paixão,
Não a maldigo por me fazeres sofrer.
A dor de amar tem um escopo definido.
Só teu amor justifica o meu viver.
Quando persigo um sonho, sem descanso,
E sou feliz por me fazer assim,
Na persistência reforço meu querer.
A luta árdua enobrece o lutador,
E se a vitória for conquistar teu amor,
Vou à batalha, pois quero muito vencer!
Maré cheia
Olhe as pegadas, passos na areia
E saberás de onde vim.
Pois logo mais, na maré cheia,
A minha história terá um fim.
Marcas profundas na fina areia,
Vidas repletas de solidão.
Ao pouco, o nada se acrescenta
Pois todo sonho, é sonho em vão.
Olhar na linha do horizonte,
E além dela, nada em haver.
O que existe atrás dos montes,
Somente o tempo nos deixa ver.
Linhas impressas, na palma da mão,
Onde o destino se pode ler...
Hoje o futuro é tão só ilusão,
E no agora, faz-se o viver.
Olhando o mundo
Mas o mundo carece também de homens com dignidade.
Homens que queiram a honra acima de bens materiais.
Homens que sejam honestos e lutem por seus ideais,
Ideais que abracem a todos, que falem de igualdades,
Ideais que eduquem, ensinem, que tragam oportunidades.
De que serve o poder, se a moral se enxovalha?
Querer parecer gente bem, quando se é um canalha?
Tirar proveitos daqueles que por sua boa-fé,
Imaginam uma pessoa por tudo o que ela, não é?
O mundo precisa mesmo é de mais informação,
Mas isso o ignóbil não quer, não lhe chama a atenção...
Quer o poder, tanto faz seja à custa do engodo,
O que é uma mancha na alma de quem está sujo de lodo?
“De milho aos porcos, mas pouco, deixe-os sempre com fome!”
Assim, submetem-se às vontades, daqueles que mancham seus nomes.
O vento e o tempo
Sopra vento e leve o tempo, que em seus braços parece voar,
Sopra constante e carregue o instante, que vi passar neste mesmo lugar.
Vento que surge no mesmo momento, em que a vida criança desponte,
Tempo que voa ao sabor dos ventos, que sopram os anos por sobre estes montes...
Sopra a vida como fosse o tempo, assim como sopram as brisas do mar,
Sopram os sonhos que o tempo desfolha e os carrega soltos no ar.
Passa o tempo, nos braços do vento e leva o amor que igual ao perfume,
Deixa no tempo levado ao vento apenas a luz desprendida do lume.
No vendaval que traduz cada vida, passa o tempo do amor e da dor,
No atropelo das horas que passam, nasce um botão quando morre uma flor.
Sopra vento, sopra ligeiro, que o tempo tem pressa, não pode esperar,
Corre tempo, que a vida só para, antes que o vento volte a soprar.
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime