Nascido a 07 de março de 1950.
Lista de Poemas
Inexplicável
E mergulhei no inexplicável abismo,
Paralisado, sem interagir...
Aos vultos que voam, inexpressíveis,
Em um quase ocultar, ou não existir.
Olhar distante, horizonte dos tempos,
Onde os desejos se mesclam aos sonhos.
Quando o querer resguardar-se dos medos,
Tal a um sorriso, em um rosto tristonho.
Palavras vazias, não formam sentidos
Como um céu que não mostra sua cor.
Assim são os ventos que sopram moinhos,
E movem as asas de um beija-flor.
Lembranças latentes em tempos perdidos,
Aromas de flores, seguros na mão...
Prever o futuro em meio ao escuro
Da vida, da noite, do amor, da ilusão...
Redenção
No que o amor me transforma?
Do que o amar me redime?
Se amo na solidão calada,
Que o viver pelo amor, me imprime.
E se aconteço nas frases
Em que crio meu próprio destino,
Me faço de alma e rimas,
Que em horas insones imagino.
A luz tênue ao meu sonho em desperto
Acalenta estes tempos sombrios,
Se sonhar acordado é pecado
Por pecar, fiz mil versos vazios.
Preferências
Por entre os dedos das mãos...
E traz a mim o tormento,
Da morte e da solidão.
Passo as horas entre sonhos!
Sonho que estou a sonhar...
E se esta vida termina
E não os possa realizar?
Se acontecer desta vida,
Acabar-se e dela me for,
Como ficarão tantos sonhos,
Algures, sem meu amor?
Se aqui não sei viver,
Longe da minha paixão,
Saberia eu na morte,
Amar, sem ter coração?
Não quero morrer a morte,
Prefiro viver a vida...
Já que esta eu conheço,
E a outra é desconhecida...
Singelo soneto ao amor maior.
Para ver você feliz
Optei por me doar
E das ilusões da posse
Decidi renunciar.
Satisfazer seus desejos
Lhe cobrir de atenção
Nada exigir em retorno,
Aquietar seu coração.
Porque amar é renúncia
E não objeto de troca
Ou mesmo exclusividade.
Ver feliz a quem se ama
É a maior recompensa
De quem sente amor de verdade.
Solfejos
Por ti, senti meu coração abrir-se em sorrisos...
Não havia notado antes, o verde das paisagens,
Não havia percebido antes, o azul do céu,
Não sabia das cores, dos aromas, do orvalho das manhãs,
Nunca ouvira antes o som do quebrar das ondas do mar...
E cavalguei o luar para laçar estrelas, escondido nas noites insones,
Aspirei da luz que refletia nos lagos serenos, e fui ar, fui chão.
Lavei minha alma no silêncio das madrugadas, e me fiz sonhar.
Por ti fiz-me único e passei a ser matéria...
Apenas para poder, te tocar...
Mal de amor
Não sei o que é o amor,
Tampouco o posso explicar.
Quem dirá compreender,
Ou mesmo justificar.
Mas sofro do mal de amar
E dele sinto os sintomas...
Começa com um desconforto,
E quase atinge o coma.
Mas dentro da inconsciência,
Eu permaneço pensando
E ao pensar, percebo,
Que continuo amando...
Uma nova ilusão
Eu vou voltar a ver o luar,
Ver o azul prateado no ar.
E quero vê-la de novo passar,
No seu vestido estampado de mar.
Eu estou vendo o tempo correr,
Preciso muito lhe conhecer.
E caminhando poder lhe falar,
De quanto amor eu tenho pra dar.
Ah! O amor... Esta paixão que vem invadir.
E sonhar... É muito bom e não vou desistir!
Quero sentir sua mão na minha mão
Quero ganhar todo o seu coração!
Quero voltar a ver o luar.
Quero de novo vê-la passar,
Quero pegar na sua mão
Quero viver uma nova ilusão.
Sopra, vento...
A brisa que trouxe este dia
Serena, sopra devagar.
O tempo dos vendavais,
Agora ficou para trás.
Em mares calmos, tranquilos,
Seguimos em rumos diversos.
Ficou no porto, uma história de amor
E agora, o destino é incerto.
Sopra vento, faz ondas no mar,
Que querer, não é amar.
Sopra vento, vença a distância
E nos traga uma nova esperança.
Difícil perdão.
Quase que impossível!
Não sabia, até então,
O quanto que era difícil,
O verdadeiro perdão.
Que estrago fazem as mágoas,
Que chegam em aluvião.
Invadem a nossa calma,
Machucam o coração.
É dor perene, não cessa,
Não dá tréguas. Não tem jeito!
É cicatriz, é ferida!
Marca indelével no peito.
Por mais que tentemos, não passa.
Não conseguimos fazer
Essa dor que nos persegue
Sumir... Desaparecer.
O frio gume cortante,
Que nosso querer ultraja,
Foi forjado na bigorna,
Por quem mais se confiava.
FIM
E tudo não passou de poesias,
que à beira mar ou no topo de alto monte,
o vento escreveu no livro do tempo.
E lá ficaram palavras que formaram juras,
que passaram a compor a brisa de cada nova manhã de solidão.
E lá nos perdemos do que fomos e seguimos
tendo como abrigo apenas um manto de lembranças.
Deixamos inertes as carícias,
carregamos apenas olhos vazios, olhando o nada como futuro.
As marcas dos beijos em nossas bocas,
E o calor dos abraços foram aos poucos se dispersando
na brisa fria do inverno que invadia nossas almas.
Lágrimas que contaram histórias de alegria,
querem chorar a saudade que virá.
E a noite que se faz em nossos corações,
turvará nossa visão e nos fará olhar para trás.
E só veremos a distância.
Em nossa lembranças, ecoará uma última palavra...
Adeus.
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
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Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime