A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
492 190 Visualizações

Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Ler poema completo
Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

719

Por entre os dedos. (musicado)


Era vida que passava, por entre os dedos das mãos...
Eram sonhos que findavam, machucando o coração.
Eram dias  de angustia, era o sol da solidão...
Era o amor que acabava... Era o fim de uma paixão.

O futuro e o desengano, nunca podem dar-se as mãos,
A ilusão cresce no peito, sufocando a razão.
Te querer  foi um engano, não podia ser assim...
Nosso idílio foi mentira, você não nasceu pra mim...

Vai, saudade vai... Sai do pensamento,
Lembrar o que passou, só aumenta o sofrimento..
É melhor que seja assim, que tenha um fim este amor...
O tempo  passa e por fim, alivia nossa dor.
390

Seu jeito de amar


O sol ainda não havia se posto de vez e a tarde enfeitava o momento, como se oferecendo seu ultimo sorriso à luz que se despedia....
A brisa parou para ver. Os pássaros emudeceram, como se absortos estivessem.
As gotas douradas da chuva de verão que acabara de cair, ainda cintilavam, imitando pirilampos. Sob o tênue acontecer do ocaso que maravilhava meus olhos, me permiti pensar em você.

Percebi que o seu amor, era o meu cair de cada tarde.

Que a calma e a beleza desse amor, inundava meu peito de uma alegria ingênua, quase mágica.
Que  saber de você, me fazia sentir o perfume da sua presença e isso transformava o meu mundo, em um lugar de paz.
E o que é amar, senão sentir essa vontade imensa de ver, de tocar, de estar perto. De acariciar, de envolver, de cuidar, proteger, se doar...
Seu jeito sereno de amar. Seu modo envolvente de olhar.  Seu poder de me prender nesse encanto e fazer com que eu esqueça a existência do tempo.
E assim, tudo se mesclar nesse infinito de sentimentos...
398

Piedade.


Não tenha piedade de mim...  Meu coração lhe pede.
Sofrer é humano e a dor nos ensina,
Chame a isso de destino ou de sina,
Ouça, eu lhe imploro: Não se apiedes.

Se não me tens amor, como lhe tenho,
Não existe culpa ou mesmo pecado.
Se falar de sentimentos venho,
É porque não posso mais ficar calado.

Amar é um sonho lindo
Que enobrece a alma e a razão.
Ser amado por quem se ama, é presente divino,
Mas o amor solitário, não deve gerar compaixão.

Enfim, as coisas acontecem.  E aconteceu assim...
Vim pra dizer que lhe quero, vim pra dizer que lhe amo.
Vim pra falar  de alma aberta,
Só não se apiedes de mim.
311

Sozinho


E vi seu vulto tornar-se sombra e desaparecer na escuridão.
Não conseguiria imaginar como seria esta solidão.
O corpo maltratado que viu surgir o amanhecer.
Não produziu dor maior do que sua ausência irá trazer.

O som do silêncio nos ensurdece, o grito morto na garganta nos tira a voz.
As lembranças do que fomos ontem, as histórias escritas por nós...
Os pensamentos se confundem. Impossível compreender.
Os olhos marejam e as lágrimas tornam-se difíceis de conter.

Por que o amor que era nosso, tornou-se apenas de um?
Por que se separam os sonhos que antes eram em comum?
Deixamos de amar ou talvez, na verdade nunca se amou?
Tudo enfim se desfez e só mesmo a saudade ficou?

Sob a luz do sol, o espaço agora é vazio...
O tempo que passa não volta como fosse águas de um rio.
A visão ainda embaçada, não permite ver um caminho...
E caminhar é o que resta. Aprender a seguir... Sozinho...
340

Ser

Viva, o que eu vivi,

Sonhe tudo o que sonhei.

Realize o quanto realizei,

Erre quantas vezes  errei.

Acerte quantas vezes acertei,

Corrija quantas vezes corrigi.

Insista o tanto que insisti...

Mude quantas vezes eu mudei,

Aprenda cada detalhe que aprendi.

Perdoe tudo que já perdoei,

Compreenda o quanto compreendi.

Recomece como já recomecei,

Engula os sapos que engoli.

Deixe passar tudo o que eu deixei.

Desculpe-se o quanto me desculpei.

Finja não ter entendido... Eu fingi.

Ou faça de conta que entendeu, como eu fiz.

Acorde o numero de vezes como eu  acordei

E continue acordado quantas noites continuei.

Doe-se o quanto já me doei.

Desespere-se o tanto que já me desesperei.

Apague quantas velinhas eu já soprei

E ensine-me  o que ainda não sei.

362

Falta-me o ar.


Saio à rua, vou ao mesmo lugar,
Sempre à mesma hora, para vê-la passar...
Com passos cruzados, seu jeito de andar, 
Que fazem meu corpo inteiro vibrar.

Programei o relógio, do meu celular,
Para todo dia, nesta hora tocar.
Saio correndo para não me atrasar,
Só para cruzar com o seu, meu olhar.

Talvez um trabalho, onde precise estar,
Criou a rotina, que a faz caminhar...
Nesta passarela,  fico a observar
Que todo seu charme, venha desfilar.

Por um descuido fico a esperar
E que finalmente me possa ofertar,
Uma única chance de me aproximar
E de amor, poder lhe falar...

Enquanto a vida, não me escutar ,
Tudo que posso fazer é orar.
Vou à igreja e me ponho a rezar
Que os anjos me ajudem, a lhe conquistar.
403

Vai


Vai,  que a noite agora te acolhe.
Vai, que ela é a sua companheira.
Vai,  que a lua brilha e te guarda,
Vai, que a vida é coisa passageira.

Leva seus sonhos e os amores perdidos,
Leva os desejos não realizados.
Leva o que mais  restou esquecido,
Leva no peito o que ficou guardado.

Vai, que outra história começa amanhã,
Leva  a bandeira de sua esperança.
Vai que promessas são só coisas vãs,
Leva o que fica na sua lembrança.

Leva nas mãos o poder da mudança,
Vai,  que a saudade é sua alegria.
Leva o tempo, que esperar não cansa.
Vai, que o ontem só traz nostalgia.
376

Era o amor.


Pasmem! Ouvi baterem à porta ...
Pediu para entrar. Era o amor.
Disse que entraria. Pela porta ou pela janela!
Mas viria morar aqui!  Junto comigo e com ela.

Como, se mal a conheço, apenas a vi uma vez...
Não pode ser desse jeito. Com mais tempo, quem sabe... talvez!
Por um amor, eu confesso, tenho muito esperado,
Mas uma só vez e pronto? Já fiquei apaixonado?

Não posso acreditar, deve haver algum engano!
Um só dia é tão pouco. Se fosse ao menos um ano...
Se bem que olhei nos seus olhos, e senti um leve tremor.
Será que foi um sinal? Ali que nasceu este amor?

Aquele perfume  que insiste, em ficar na minha lembrança...
Pensei em senti-lo outras vezes.  Confesso que tive esperanças...
E aquela voz, eloquente, aquele charme  envolvente,
Tentar eu tentei, mas não deu. Não pude ser indiferente.

Pensei em mudar-me de casa. Aquela podia não dar...
Mas o amor me disse: Nada de desesperar!
Pode ficar bem tranquilo, assim que o susto passar,
O amor em uma vida a dois, vai bem, em qualquer lugar!
395

Vou partir.


Vou partir. Isso é certo.
Para onde? Bem, eu não sei...
Acho que vou, para “de onde” eu vim.
Algum lugar? Depois saberei.

Lugares são tão materiais,
Talvez vá para outra dimensão,
Aqui, os lugares são todos iguais...
Vou mas não levo o meu coração.

Deixo tudo o que hoje sou,
Deixo tudo o que nunca serei.
Deixo esperanças de ter sido bom,  
Deixo as culpas que não mais terei.

Deixo os bens e também as escritas,
Deixo os sonhos  que cultivei,
Deixo os livros que nunca li,
Deixo as coisas que tanto amei.

Levo comigo impressas na alma
Todas as lembranças do que um dia vivi,
Parto sereno.  Sigo em calma.
Levo da vida o que aprendi.
329

ME PERGUNTAS


Me perguntas como te amo... Isso não sei responder...

Amo assim, como nascem meus dias.
Amo assim, como sinto o calor.
Amo assim, como o ar que respiro,
Amo assim, como um grito de dor.

Amo assim, como a luz das estrelas,
Amo assim, qual brilho do luar,
Amo assim, como se pudesse tê-la,
Para ver, sem nunca tocar.

Amo tanto ou mais que a vida
Amo tanto que nem sei por que...
Amo de forma assim tão perdida,
Amo como não pudesse ser.

Amo a cada momento que passa
Amo mais do que ontem amei
Amo cada gesto que faça,
Amo tanto que mais, eu não sei.

Me perguntas como te amo... Isso, eu não sei responder...
350

Comentários (21)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.