Adriano Moreira

Adriano Moreira

n. 1969 BR BR

n. 1969-09-08, Caxias do Sul

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ESTIGMA DE LUZ NO CORPO DA MULHER AMADA

Eis meu corpo em teu corpo

E todas as ilusões remanescentes.

Eis meu desejo insofismável

E lapsos de sonhos pulsantes.

No negror da madrugada

Só a luz do teu corpo.

Na escuridão do teu quarto

Só a luz do imortal desejo.

Ah!Esplêndida mulher

Dorme em teu corpo meu anseio

Repousa em teu corpo devaneios

Em tua face meu dourado sonho.

Ah!Nada em mim fenece

Ao toque do teu corpo envolvente.

Estigma de luz crescente.

Guia-me ao insólito amor.

Em teu corpo trépido e febril

Armazeno o pólen da vida eterna.

Estigma de luz que ainda existe

No corpo da mulher que amo.
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Poemas

17

SONETO DO LOUCO AMOR

Estou louco imenso amor

Não tenho mais aquele brilho

Trago-te apenas este sorriso opaco

E esta boda não sei de quando.


Estou louco ínfimo amor

Não sou o mesmo poeta garboso

Que em tua fronte recitou

O poema mais louco do imutável amor.


Estou louco fremente e insosso amor

às algemas dessa masmorra gélid

Ceifado de minha sã consciência.



Estou louco meu íntegro amor

Aliás, sempre estive louco

Mesmo quando soube te amar.

866

NECESSIDADE

Amo-te imensuravelmente em meus delírios

Amo-te com todo sabor da incompreensão

Amo até mesmo teu desprezo

Agonizante, inconcebível, desarticulado.

Tua essência, tua volúpia, teu perfume

Despertou em mim a necessidade extrema

A plena e desconfortável dor do amor.

Teu corpo moreno embriaga

Tua sensualidade extasia

Teu olhar fatal queima

Teu rosto - fascina.

Ardente e meiga mulher

Dai- me o poder de te sentir perante aausência

O direito de te amar perante a vida.

Dai-me a voz do silêncio

A preconizante tarefa de sentir teu imenso vazio

Tua inconstância, tua necessidade, tua falta.

Enfim, mulher fatal, mulher remota

Meu amor incorruptível

Tem se notabilizado

Pela irreversível necessidade de amar.

Enfim, mulher remota

Afasta-me do abstrato

Dai-me a absoluta e inefável

Necessidade da razão...







804

SONETO DO AMOR PROFUNDO

Ó meu tácito amor

Meu profundo e indubitável sentir

Amor mais profundo de minh'alma

Oceanicamente abismal, transcendental.



Ó amor de profundeza indizível

Rutilante címbalo do despertar

Só sei que és lindo e eterno

Menina do meu olhar.



Ó minha princesa desnuda

Sinto teu seio trêmulo

Teu lábio sedento de desejo.



Ó minha venerada amada

Que amor trascendental capaz assim seria

De acicatar meu coração apaixonado
.

1 025

SONETO DA SAUDADE ABSOLUTA

Sinto uma absoluta saudade

Andejante, crepitante, solidificante

Anelante neste longo estio

Absurda nesta longelínea aflição.


Saudade devastadora do olhar

Que cruza minha vereda

Saudade do ácido beijo

Que nem um dia sequer provei.


Ó indizível e absoluta saudade

Indefectível acicate de minh'alma

Intrínseco coração andejante.


Entre o cipreste e a magnólia

Saudade obsoleta e inabitável

Que nem sempre coube em mim
.

855

PROFUNDAMENTE

Quero o descanso do teu seio

O reduto do teu corpo febril

Teus braços a entrelaçar-me

E teus beijos lascivos.


Quero a morada de tua alma

A nobreza de teu coração

Tuas mãos de seda, olhos e sensação

Quero a paz contida em seu olhar.


O mais árduo desejo sagaz

Quero teu aroma de mulher faminta

O crepitar de teu coração ardoroso.


Quero teu silêncio silente

Teu despertar inocente

E teu amor envolvente.

861

INIGUALÁVEL

Inigualável;

Só você, em sua plenitude, completa-me.

Abriste minha alma, suavizas-te minha busca.

Chegas-te com o mesmo perfume trepido das rosas,

Com a mesma suavidade de uma brisa.

Sendo meu consolo, sorriso e esperança.

Um leve toque de ternura,

Uma tranqüila noite,

Um lindo dia, um singelo afago.

Inigualável mulher, tuas lágrimas admirei.

Teu gesto me fortaleceu, o teu coração me aceitou.

Leve e suave fizeste-me.

Inigualável mulher doo-me a ti,

testemunhando o crepúsculo.

Derrubo minhas dores ao solo, como quem sepulta,

Para sempre, o amargo e mortal veneno...

Cantam os pássaros, sopram os ventos, tocam os sinos,

Nascem os dias, as noites.

Encantadora mulher, inigualável, insubstituível.

A ti Deus profetizou o nome;

Singelo e eterno.

Mãe, mulher, inigualável.


Para Carmem 26/03/08 18h00min.

1 205

SONETO ENIGMÁTICO

Quem sabe assim, diga-me

Qual teu grito abismal, sepulcral

Aquele brado tão enigmático, revés animal

Um eco secular, tão lacônico, indigente.


Quem sabe assim, saberei

Qual teu mal entorpecido de angústia

Eterno gemido contido em gozo excepcional

Avareza sanguinolenta, tão torpe, flamante.


Saber beber de tuas entranhas

Alavancar todo esse breu, só teu

Tão sorrateiro, delirante, relapso.


Sentir tua carne fervendo

O veneno lancinante em tuas veias

Tua cisma letal de matar-me de amar.

822

Comentários (1)

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joao euzebio

Quero parabenizar pelo lançamento do livro fico muito contente que tuas poesias sejam gravadas para sempre em paginas que na certa ficaram na eternidade de nossos sentimentos que você seja muito feliz junto a tua família pois você merece Parabéns amigo