Alba Caldas

Alba Caldas

n. 1989 BR BR

n. 1989-10-06, 06/10/1989

Perfil
9 312 Visualizações

Bem-vinda de volta

Hoje a tristeza se fez onipresente
no passar dos minutos que divagam
nas lembranças que incomodam e exalam
o mesmo cheiro frio do vazio entorpecente.
Ler poema completo

Poemas

19

Bem-vinda de volta

Hoje a tristeza se fez onipresente
no passar dos minutos que divagam
nas lembranças que incomodam e exalam
o mesmo cheiro frio do vazio entorpecente.
743

A ausência é sua última parada

A ausência é sua última parada.
Aquela que lhe traz o silêncio.

Enquanto ausência é escolha,
o vazio é inerente à existência.
Não há escolhas no vazio, ele existe,
mudarará sua face a cada parada e o
acompanhará até o fim da estação.
A ausência te brinda o distanciamento
necessário para te veres, te sentires.
Se vier junto, o medo, talvez o caminho real de si lhe tenha sido mostrado.
525

Procura-se o Amor

Quero um amor tranquilo
Desses de risada
De gaitada
De amigo

Quero um amor presente
Que divida com a gente
Seus medos
Seus erros

Quero um amor sossegado
Que de tardezinha
Faça café coado
E de noite se aconchegue ao meu lado

Quero amor engraçado
Que seja leve e atrapalhado
E deixe tudo que passou
no passado

Quero amor possível
Desses que não se mede o nível
E mesmo que seja óbvio,
seja eterno.
769

Vem e se demora

Todas as vezes que me assopra,
sinto o quente do teu coração.
Como quem pede, calma!
Depois da trovoada, vem as noites de verão.
716

Retorno a mim

Há dias que o silêncio é meu abrigo, cada vez mais, meu melhor amigo.
678

Ensaio sobre a felicidade

Se há perversidade no estar feliz, não deveria ser algo tão superestimado e desejado.
Talvez então desejar a consciência para escolhas mais justas e fiéis a si. Ouso dizer que,
isso e apenas isso, torna a visão do todo mais ampla no que diz respeito à sua existência
e tudo o que compõe sua subjetividade.
505

Primeira verdade

O mais difícil é se manter bom nesse mundo.
525

Quando não há escolha

A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
536

Quando não há escolha

A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
531

Chegada a hora

Ela te apertou e você escorreu pelas mãos,
não soube responder o que era óbvio,
de tanto tentar, ela decidiu
escolheu amar a si.


Ela era mar, você era medo,
Ela era fogo, você nem tanto,
Ela era afeto, você às vezes,
Ela era...


E você não soube ver o que estava
o tempo todo debaixo do seu nariz,
o amor, a poesia,
e de tão desatento, você tropeçou
e ela quebrou.


Não queria desistir,
mas chegou a hora de deixar ir
o que nunca aconteceu.
784

Comentários (3)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Claudio Silveira

Não sei se alma ou se espirito, não sei se leio ou se reflito. só sei que me inspiram. continuarei lendo.

joaoeuzebio

POEM LINDO FEITO DE PALAVRAS LINDAS UM ABRAÇO ALBA

Catarina Gomes

Poetisa...li e reli vários de teus poemas e só tenho agradecer por compartilhar o teu talento.. .muito obrigada