Lista de Poemas
Bem-vinda de volta
Hoje a tristeza se fez onipresente
no passar dos minutos que divagam
nas lembranças que incomodam e exalam
o mesmo cheiro frio do vazio entorpecente.
no passar dos minutos que divagam
nas lembranças que incomodam e exalam
o mesmo cheiro frio do vazio entorpecente.
716
A ausência é sua última parada
A ausência é sua última parada.
Aquela que lhe traz o silêncio.
Enquanto ausência é escolha,
o vazio é inerente à existência.
Não há escolhas no vazio, ele existe,
mudarará sua face a cada parada e o
acompanhará até o fim da estação.
A ausência te brinda o distanciamento
necessário para te veres, te sentires.
Se vier junto, o medo, talvez o caminho real de si lhe tenha sido mostrado.
Aquela que lhe traz o silêncio.
Enquanto ausência é escolha,
o vazio é inerente à existência.
Não há escolhas no vazio, ele existe,
mudarará sua face a cada parada e o
acompanhará até o fim da estação.
A ausência te brinda o distanciamento
necessário para te veres, te sentires.
Se vier junto, o medo, talvez o caminho real de si lhe tenha sido mostrado.
500
Procura-se o Amor
Quero um amor tranquilo
Desses de risada
De gaitada
De amigo
Quero um amor presente
Que divida com a gente
Seus medos
Seus erros
Quero um amor sossegado
Que de tardezinha
Faça café coado
E de noite se aconchegue ao meu lado
Quero amor engraçado
Que seja leve e atrapalhado
E deixe tudo que passou
no passado
Quero amor possível
Desses que não se mede o nível
E mesmo que seja óbvio,
seja eterno.
Desses de risada
De gaitada
De amigo
Quero um amor presente
Que divida com a gente
Seus medos
Seus erros
Quero um amor sossegado
Que de tardezinha
Faça café coado
E de noite se aconchegue ao meu lado
Quero amor engraçado
Que seja leve e atrapalhado
E deixe tudo que passou
no passado
Quero amor possível
Desses que não se mede o nível
E mesmo que seja óbvio,
seja eterno.
744
Vem e se demora
Todas as vezes que me assopra,
sinto o quente do teu coração.
Como quem pede, calma!
Depois da trovoada, vem as noites de verão.
sinto o quente do teu coração.
Como quem pede, calma!
Depois da trovoada, vem as noites de verão.
687
Ensaio sobre a felicidade
Se há perversidade no estar feliz, não deveria ser algo tão superestimado e desejado.
Talvez então desejar a consciência para escolhas mais justas e fiéis a si. Ouso dizer que,
isso e apenas isso, torna a visão do todo mais ampla no que diz respeito à sua existência
e tudo o que compõe sua subjetividade.
Talvez então desejar a consciência para escolhas mais justas e fiéis a si. Ouso dizer que,
isso e apenas isso, torna a visão do todo mais ampla no que diz respeito à sua existência
e tudo o que compõe sua subjetividade.
489
Quando não há escolha
A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
520
Quando não há escolha
A fome rasga meu estômago, mas a boca não saliva o suficiente para saciar.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
A ansiedade rasga meu peito, mas as pernas não se mexem.
Ela está vindo em minha direção, vai me devorar! Mas meu corpo, está inerte.
Rezo que a mente encontre um modo de se libertar, já que não mais existe caminho para voltar.
Abraçarei assim minha devoradora e deixarei que veja de perto minhas entranhas, e, quando as ver,
talvez sinta culpa, mas será tarde demais.
Seremos uma, ou talvez, nada.
512
Como pisca-pisca
Quando te conheci,
a primeira coisa que me prendeu
foi seu olhar.
Era um olhar profundo, distante,
tinha uma certa tristeza, um certo vazio.
Quando cruzou o meu ficou tímido,
porém, intencional.
O meu olhar alegre ficou brilhante como pisca-pisca.
Te encarou e você ficou mais tímido ainda.
Seu olhar então ficou aceso e buscou o meu,
aos poucos foram se acostumando e cada vez mais,
um buscava o outro.
O tempo passou,
o meu olhar se derreteu,
mas o seu estava distante.
Meu olhar te sorriu com carinho,
permaneceu, fixou no seu.
E depois de muito tempo sem resposta,
se transformou em agonia e dúvida,
enquanto o seu permanecia inerte.
Num dia comum, já cansado,
meu olhar ouviu meu coração.
Implorou.
E ao olhar novamente,
não conseguiu reconhecer o outro,
parecia que o encanto do vazio
já não fazia mais sentido
e agora se via apenas a indiferença.
Neste momento, meu olhar buscou a si mesmo
e viu que precisava de brilhos mais aconchegantes
e tranquilos, que o fizessem se sentir brilhantes
como pisca-pisca.
a primeira coisa que me prendeu
foi seu olhar.
Era um olhar profundo, distante,
tinha uma certa tristeza, um certo vazio.
Quando cruzou o meu ficou tímido,
porém, intencional.
O meu olhar alegre ficou brilhante como pisca-pisca.
Te encarou e você ficou mais tímido ainda.
Seu olhar então ficou aceso e buscou o meu,
aos poucos foram se acostumando e cada vez mais,
um buscava o outro.
O tempo passou,
o meu olhar se derreteu,
mas o seu estava distante.
Meu olhar te sorriu com carinho,
permaneceu, fixou no seu.
E depois de muito tempo sem resposta,
se transformou em agonia e dúvida,
enquanto o seu permanecia inerte.
Num dia comum, já cansado,
meu olhar ouviu meu coração.
Implorou.
E ao olhar novamente,
não conseguiu reconhecer o outro,
parecia que o encanto do vazio
já não fazia mais sentido
e agora se via apenas a indiferença.
Neste momento, meu olhar buscou a si mesmo
e viu que precisava de brilhos mais aconchegantes
e tranquilos, que o fizessem se sentir brilhantes
como pisca-pisca.
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Comentários (3)
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Não sei se alma ou se espirito, não sei se leio ou se reflito. só sei que me inspiram. continuarei lendo.
POEM LINDO FEITO DE PALAVRAS LINDAS UM ABRAÇO ALBA
Poetisa...li e reli vários de teus poemas e só tenho agradecer por compartilhar o teu talento.. .muito obrigada