Lista de Poemas

Gigante Gentil

Gigante gentil

Na Alvorada voraz

Surge um resplandecente guia,

E ilumina esta maravilhosa nação.

Que é enorme em território e diversidade,

Nação esta que será a maior entre as maiores,

No dia em que aqueles no topo da pirâmide,

Olharem para baixo com o mesmo amor que olham para seus bolsos.

Então o mundo vislumbrará o despertar,

Do gigante gentil,

Que dorme em berço esplendido,

Pois, o amor que o povo nutre por ele o tornará ainda maior.
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Evocando o amor

Todos os meus amigos namorando,

Porém, eu continuava sozinho no meu canto.

Isso já estava me sufocando,

Até que num velho livro achei um belo encanto.

 

Depois de tanto procurar,

Na casa de minha vó fui encontrar.

Dentro de um livro negro a se despencar,

Um encanto que ao conjurar uma namorada irei encontrar.

 

Empenhei-me na busca dos itens pedidos.

Alguns bem simples outros bem extravagantes

Alguns aromáticos, outros bem fedidos.

Todos dispostos em cestas elegantes.

 

Com sete dias ela surgiu!

Era linda, muito mais do que eu imaginava,

Meu coração de tanta alegria quase explodiu,

Para todos os lugares ela me acompanhava.

 

Era assim todos os dias, para minha alegria.

No parque, no cinema e até onde eu nunca havia pisado,

Contudo, com o passar do tempo me trouxe agonia,

Principalmente por saber que ela havia morrido no século passado.

 

André Luis Joaquim Cerasi           Email: aracerasi@hotmail.com
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Evocando por amor

Todos os meus amigos namorando,
Porém, eu continuava sozinho no meu canto.
Isso já estava me sufocando,
Até que num velho livro achei um belo encanto.
Depois de tanto procurar,
Na casa de minha vó fui encontrar.
Dentro de um livro negro a se despencar,
Um encanto que ao conjurar,
uma namorada irei encontrar.
Empenhei-me na busca dos itens pedidos.
Alguns bem simples outros bem extravagantes,
Alguns aromáticos, outros bem fedidos.
Todos dispostos em cestas elegantes.
Com sete dias ela surgiu!
Era linda, muito mais do que eu imaginava,
Meu coração de tanta alegria quase explodiu,
Para todos os lugares ela me acompanhava.
Era assim todos os dias, para minha alegria.
No parque, no cinema e até onde eu nunca havia pisado,
Contudo, com o passar do tempo me trouxe agonia,
Principalmente por saber que ela havia morrido
no século passado.
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Domingo no parque

No sobe e desce do carrossel,

 observo a vida girando e girando.

Sempre voltando ao mesmo lugar!

Cavalos desbotados pelo tempo,

 com seus olhos opacos, sem despertar graça.

Empalados sem dó, nem piedade,

a dar descanso aos pais extenuados.

Breve momento de inspiração e respiração;

A gritaria e correria se instauram,

segura aqui, puxa dali.

A próxima atração será mais breve,

Um colorido e enorme algodão-doce

some como num passe de mágica,

recarregando as pequenas baterias calóricas.

O braço esticado com o dedo em riste

mirando um emaranhado de ferro em forma de roda,

com luzes piscando e acentos balançando.

O grito das donzelas é inevitável,

mesmo que seja apenas para ganhar o aconchego do herói.

Observo tudo,

o rapaz do guichê que pensa ser galã,

um menininho que divide um picolé com a irmã,

pena não voltarmos amanhã.

Abraço bem forte minha esposa,

Pois, o domingo voa.

(André Cerasi)
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O coletivo

Meu novo trabalho não era muito distante da minha casa, mas eu tinha que estar lá bem cedo e todos os dias embarcava no mesmo coletivo exatamente às quatro da manhã. O ônibus vinha com alguns lugares vazios, e um desses lugares sempre era o mesmo, ao lado de uma mulher de cabelos compridos, vestindo um uniforme cinza e por vezes me sentei ao seu lado, eu a cumprimentava, mas ela nunca respondia. Isso se repetiu por meses até que um dia precisei dormir na casa da minha avó que ficava um pouco mais distante, porém, embarquei no mesmo ônibus das quatro horas. Ao entrar reparei que a silenciosa moça não estava no coletivo e então perguntei ao motorista por ela. Ele respondeu:

 — Ela só entra no ponto do cemitério.

Senti um calafrio tomar conta de mim, pois, o próximo ponto era justamente o do cemitério, fiquei em pé perto do motorista e nada vi na soturna parada, então tomei coragem e fui me sentar, mas quando me virei ela já ocupava o seu lugar e após aquele dia, naquele coletivo nunca mais entrei.

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De volta ao lar

De Volta Ao Lar

A ambição de buscar um futuro melhor levou-me para a cidade grande onde tudo era diferente da minha terra natal, sentia falta do silêncio, do ar fresco e puro, das melhores amizades, na verdade, sentia falta de tudo, principalmente porque o ritmo frenético da cidade era demais para mim.

As férias se aproximavam e eu contava cada hora, cada minuto, fazia contato diariamente com minha ansiosa mãe que sempre me colocava por dentro de todas as novidades. Desde que meu pai desapareceu durante uma caçada ela me criou e defendeu feito uma fera e eu estava doido para voltar para ela.

O noticiário sobre a cidade me apavorava, ainda mais com os recentes fatos, havia um serial killer sanguinário atacando na escuridão da noite, despedaçando suas vítimas, eu ficava em choque só em pensar, só queria voltar logo pra roça.

Eis que o grande dia chegou, com as malas prontas, embarquei para minha amada terra, chegando fui direto para o colo de mãe, nada mais aconchegante.

No dia seguinte acordei cedo, visitei alguns amigos e fui descansar, pois, naquela noite sairia para caçar, com o crepúsculo me preparei e me dirigi à mata, na escuridão total senti uma forte vertigem e cai no chão, quando despertei na manhã seguinte eu estava com um forte gosto de sangue na boca e com um coelho em cada mão, como é bom estar de volta ao lar.

 

 

 

 

 

 

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Na curva

Na curva

Durante uma alvorada festiva

Ao som da revoada de pardais,

Me encontro anestesiado

Com meus pensamentos e nada mais.

 

Sob a sombra de frondosa árvore

Assisto ao filme da minha vida,

Em flashes fora de ordem

Entre um dia feliz e alguma ferida.

 

A viagem mais rápida e curta

De toda breve existência,

Esse povo ao meu redor me assusta

Nos meus pés, sinto dormência.

 

Os pássaros se calaram com a noite

O murmurar dos observadores se aquietou,

Quase sem enxergar mais nada 

Distraio-me com a luz vermelha que se aproximou.

 

Nesta situação desfavorável alguém segura minha mão

De forma amigável avisa que ainda tenho salvação,

Mas percebo que ele estava enganado

Olho e vejo o bombeiro ajoelhado ao lado do meu corpo deitado.

 

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AMO-TE

Nunca se dê por vencido  

Por mais que lhe escarneçam

E tentem roubar sua essência

Sabido é que tua raiz brava,

Não permitirás que tombe por terra.

Teus filhos unidos e destemidos,

Alavancando um sonho utópico outrora esquecido,

Onde o respeito e o amor prevaleciam!

Berço majestoso de riquezas mil

Verdes matas e mar anil,

És gigante

Em natureza, aconchego e calor.

Donde por entre os veios de sua terra

                      Brotam um verdadeiro fervor

Que nos enche de orgulho e clamor!

Amo-te Brasil, com todo meu amor!

 

 

 

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Ao mar

Ao Mar
Em meio à mata ele surge,
E sem grandes pretensões ali permanece
O passar do tempo o favorece Logo cresce e ganha força
Agora se desloca ferozmente por entre as árvores
Com a intenção de chegar ao mar
Carregando e levando vida por onde passa
Testemunha, então, cidades brotando ao seu redor
Percebe um animal cruel que se espalha rapidamente
Trazendo doenças e morte ao seu leito.
Bicho homem,
Infectando e destruindo com o resto,
Resto de minério, resto de lama.
Mesmo sendo doce é grande e forte,
Serpenteando e lutando ele continuará.
Até ao seu destino chegar.
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Levantando o amor

Levantando o amor

Todos meus amigos tinham namoradas e eu não estava me preocupando com isso, mas eles ficavam me provocando, duvidando que eu fosse capaz de arrumar uma boa garota e isso, na verdade me incomodava um pouco, mas eu não podia deixar transparecer.

Busquei em livros antigos de minha avó uma simpatia para me ajudar, li vários livros, mas nada me chamou a atenção. Decepcionado, arremessei um dos livros contra a parede e no mesmo momento me arrependi de tal ato, fui até o livro despedaçado e vi em meio às páginas soltas uma totalmente diferente, uma página em papel preto, não havia notado esta página negra no livro, então a peguei do chão e li, e logo resolvi arriscar tal simpatia. Até porque não aguentava mais ficar sozinho.

Empenhei-me em juntar todos os itens e pus em prática os escritos da folha, não demorou uma semana e ela surgiu.

Era linda e me acompanhava em todos os lugares, na escola, no parque, no cinema e até no meu quarto. E é assim, todos os dias ela me conta de coisas sobre sua vida o tempo todo, porém, isso começou a me incomodar, principalmente por ela ter nascido no século XV.
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