Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular. Moro em Rodeio, Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina.O Médio Vale do Itajaí também é conhecido como Vale Europeu Catarinense.Todos os meus escritos de toda e qualquer natureza estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
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Romance Nacional

Tenho te levado para viajar

por cada herança cultural,

agora sabes da flor nacional:

é o nosso Ipê-amarelo,

e da árvore nacional:

o nosso raro Pau-brasil.

 

A sua imagem na mente

anda escrevendo detalhes,

nossos ocultos nos lábios,

com totais intensidades.

 

Doce, se você soubesse

o que imagino viria agora,

sem nenhuma cerimônia,

e sem pressa de ir embora

para aprofundar a história.

 

Porque manter as aparências

não está na nossa previsão;

crescem as vontades

por mútua desarrumação.

 

Cheios de amor e paixão,

sem nenhuma distração,

estamos construindo

cenas por antecipação

do nosso romance nacional.

Ler poema completo

Poemas

1420

Tulipa Selvagem

Deixar-se levar pelo tempo
onde os homens olham 
para os relógios não desafiam,
porque fazer o refúgio 
que protege o sagrado,
o paraíso e o profundo,
faz das vidas dos impérios 
não mais serem as mesmas,
é mister abrir as tais fendas. 

Permitir que os sonhos 
deslumbrantes incendeiem 
sem deixar que se extinguam 
à guiar-se pelo caminho 
que as estrelas conhecem,
e iluminam o único exército 
que se curva diante de Deus.

Faça Sol ou faça Chuva,
ciente de que sou 
a que é total fora da curva,
sem temer nenhum abismo,
no teu peito escrevi o destino,
que nós não podemos controlar;
a florescida tulipa selvagem 
em todas as estações de amar.

54

Orquídeas de Outono

As expectativas românticas 
seguem intocadas mesmo
que digam que sejam tardias 
ou transformadas em ilhas. 

Florescem na Mata Atlântica
com as orquídeas de Outono 
na bela Santa Catarina, 
assim mantém-se a poesia. 

Cultivar tudo o que faz sorrir,
inspirar, não desistir e sonhar,
é imperativo para caminhar.

Não importa a estação,
o importante é manter vivo 
o que faz bem ao coração. 
 

22

Cattleya intermedia

A tez, o sangue e o perfume 
são de Cattleya intermedia,
Do Sudeste ao Sul, tudo meu,
inclusive a visível poética.

Os tempos seus, na verdade,
são mais meus do que seus;
Não preciso de pressa porque
confio plenamente em Deus. 

A preparação da travessia 
do meu peito ao seu tem 
algo de Via Láctea que ilumina,
e os olhos rejeitam perder a vista.

Quando você chegar não faço 
nenhuma questão de ser forte,
Ou até mesmo ter razão absoluta;
para mim, o suficiente é ser sua.

16

Sálvia-da-serra

Nos campos de altitude 
e encostas serranas,
sou a tua Sálvia-da-serra
espalhada e em flor,
no coração que é terra 
que ninguém pisa.

Tua atitude de beija-flor,
é o que vai me capturar
Porque sou poetisa,
com as palavras sei lidar,
e sei bem me segurar.

O que espero mesmo
é uma demonstração
de real interesse e amor,
que dos pés ao íntimo 
venha inteiro me acariciar.

Se não for deste jeito,
não adianta tentar,
porque se não for assim
admito que não quero,
o melhor é o que espero.

30

Laelias de outono

O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula 
de deterioração o silêncio 
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo 
o que têm os próprios limites. 

No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático 
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade 
de manter viva a simpatia. 

Embora buscando a tentativa 
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve 
na realidade o porquê 
nem nunca foi sequer real.

O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida, 
levaram à tona e sem disfarce 
para serem publicamente lidos
que entre os interessados 
não mais sequer existem idos.

Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.

Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem 
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática 
e ofertaram como banquetes prolongados.

20

Ribeirão Garcia

Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas, 
na Serra de Itajaí 
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.

Esse Ribeirão Garcia 
que permite que tenhamos 
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.

Tão precioso para as vidas 
não apenas das capivaras, 
lontras e garças, 
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam. 

Muitos sem notar 
que este ribeirão 
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu 
do nosso destino,
por isso todos os dias 
celebro este ribeirão tão querido.

24

Teus lábios de romãs são o meu mundo

Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo, 
minh'alma de flor te tem como tudo. 

Teus lábios de romãs são o meu mundo,
 em ti não há outro lugar mais seguro. 
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.

Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.

Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.

27

Guamirim-ornado

Com o coração despreocupado 
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.

Que no teu coração floresce 
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.  

Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor 
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.

Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria 
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.

(Agradecermos a Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)


 

21

Cedro do Líbano

Das minhas mãos jamais 
sairão letras que provoquem
ou defendam caleidoscópios,
por conquistas de territórios
com base no emprego da força.

Os tempos não são mais 
os mesmos porque onde 
há a liberdade dos outros,
Não cabem guerras de aniquilação 
e outros tipos de sufocos.

O Cedro do Líbano partido 
por mim nunca foi defendido,
e jamais o será - custe o que custar;
Calar nunca será uma opção,
e tampouco o destino,
porque se o que é devido. 

Seja pelo tempo, repetição 
para causar normalização,
ou qualquer tipo de imposição,
Não haverá nenhum espaço
para tosco convencimento.

Tudo, do poema ao meu silêncio, 
têm vida própria e aclamatória,
Não há quem de mim saia ileso,
porque entre pausas há comunicação;
que nem milhares de exércitos tombarão.

<< Do início, meio e ao final,
somente a paz estabelecerá reino,
quer queiram ou quer não. >>

29

Guamirim-ornado

Com o coração despreocupado 
sem pedir nenhuma licença,
tenho sido o tão doce hábito.

Que no teu coração floresce 
tal qual Guamirim-ornado
no ameno Outono catarinense.  

Não tenho receio ou pressa,
porque a glória do amor 
está escrita e nos prepara,
tudo sobre ti me faz fascinada.

Com solenidade, poesia
confiança, entrega e alegria 
que a Deus pertencemos,
e só para ele nos dedicaremos.

(Agradecermos à Ele o amor
caminho ter nos ensinado.)


 

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Comentários (19)

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.