Lista de Poemas
Poetas e porcos
Escrever é como atirar uma pedra,
na imensidão que divaga.
Perdendo tempo discutindo,
temas importunos...
Infiéis, cegos!
Inúteis, intelectuais!
Certos, só os porcos!
chafurdam no que acreditam,
e só param quando a fome saciam...
Enquanto alguns esperam Deus,
Outros chafurdam a lama...
Enquanto alguns filosofam,
Outros vivem a vã filosofia!
Na imensidão desta ironia,
encontra-se o poeta.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/02/poetas-e-porcos.html
na imensidão que divaga.
Perdendo tempo discutindo,
temas importunos...
Infiéis, cegos!
Inúteis, intelectuais!
Certos, só os porcos!
chafurdam no que acreditam,
e só param quando a fome saciam...
Enquanto alguns esperam Deus,
Outros chafurdam a lama...
Enquanto alguns filosofam,
Outros vivem a vã filosofia!
Na imensidão desta ironia,
encontra-se o poeta.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/02/poetas-e-porcos.html
370
Nubígeno
Nubígeno que vem das nuvens,
estrigar macio e sedoso;
Da aritmomancia que adivinha o número,
através da oomancia!
Ponxirão de mutirão,
urente queima.
Produzindo ardor, sandeu;
Tolo, estúpido, idiota;
um verdadeiro treboçu!
Quando desanima-se apela ao zumbaieiro;
Onicofagia que rói teus próprios sonhos!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, 2019, Ed. Buriti, 1ª Edição)
https://poesiasnonsense.blogspot.com/2008/11/ubgeno.html
estrigar macio e sedoso;
Da aritmomancia que adivinha o número,
através da oomancia!
Ponxirão de mutirão,
urente queima.
Produzindo ardor, sandeu;
Tolo, estúpido, idiota;
um verdadeiro treboçu!
Quando desanima-se apela ao zumbaieiro;
Onicofagia que rói teus próprios sonhos!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, 2019, Ed. Buriti, 1ª Edição)
https://poesiasnonsense.blogspot.com/2008/11/ubgeno.html
406
Ode Tupinambá
Propostas licorosas,
Metástases profanas,
Cachaça-bacana, ateu!
Rangendo o canto da boca,
O pitagórico soco grotesco, Teseu!
Há o nada.
Nadando em piscinas cristalinas
Da retina contida, tupinambá!
Do sangue escorrido,
Do choro contido,
Do falso refém...
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/ode-tupinamba.html
104
Shekhinah em Malkuth
O bom seria se tivéssemos o Bem,
uma busca árdua e delirante.
O bom seria se reconhecêssemos o Bem,
não o menos mal
Bem está contido aos que navegam
pelo oceano primordial
O Bem aqui não está,
nem no Halacá
É o fim, não o meio
É a busca, talvez a arca da aliança
Não seja intolerante,
já que nem você, talmúdico,
sabes o Bem
Não seja inoperante,
repetindo os vícios destes cânticos
O Bem seria se todos estivéssemos junto a Elohim
Dissipando todas as ilusões
dos desejantes de receber
Shekhinah eterno e atemporal
https://www.poesiasnonsense.com/2019/01/shekhinah-em-malkuth.html
uma busca árdua e delirante.
O bom seria se reconhecêssemos o Bem,
não o menos mal
Bem está contido aos que navegam
pelo oceano primordial
O Bem aqui não está,
nem no Halacá
É o fim, não o meio
É a busca, talvez a arca da aliança
Não seja intolerante,
já que nem você, talmúdico,
sabes o Bem
Não seja inoperante,
repetindo os vícios destes cânticos
O Bem seria se todos estivéssemos junto a Elohim
Dissipando todas as ilusões
dos desejantes de receber
Shekhinah eterno e atemporal
https://www.poesiasnonsense.com/2019/01/shekhinah-em-malkuth.html
108
Samsara infinito
Não estão nos vedas, adi-buda!
Rigveda, iajurveda, samaveda ou atarvaveda.
Nem nos cinco budas da meditação:
Samantabhadra, Ratnasambhava,
Amitaba, Akshobya, ou Amogasidi
Bodisatva busque a infinita senciência
O verdadeiro sentir.
Não há dragão, leão,
pavão, elefante ou garuda.
O samsara manterá seu fluxo
incessante de renascimentos.
Do atma ao atma, supraconsciente,
deverás, então, emergir por naraka,
preta, animal, manusya e asura.
Bodha, “Buddha”, ou Buddhi,
o conhecimento divino
chegarás até teu “ego”
E, só então, terá o discernimento
do bem e do mal, a “consciência divina”;
e a “Alma Espiritual”
Será, então, veículo de Atma
ao Todo-nada
https://www.poesiasnonsense.com/2019/01/samsara-infinito.html
Rigveda, iajurveda, samaveda ou atarvaveda.
Nem nos cinco budas da meditação:
Samantabhadra, Ratnasambhava,
Amitaba, Akshobya, ou Amogasidi
Bodisatva busque a infinita senciência
O verdadeiro sentir.
Não há dragão, leão,
pavão, elefante ou garuda.
O samsara manterá seu fluxo
incessante de renascimentos.
Do atma ao atma, supraconsciente,
deverás, então, emergir por naraka,
preta, animal, manusya e asura.
Bodha, “Buddha”, ou Buddhi,
o conhecimento divino
chegarás até teu “ego”
E, só então, terá o discernimento
do bem e do mal, a “consciência divina”;
e a “Alma Espiritual”
Será, então, veículo de Atma
ao Todo-nada
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123
Cântico a Parabrahman
Ó fractal divino,
nove emanado nas duas dimensões primas
Manvantara de manifestação,
pralaya, da não-manifestação
Mulaprakriti dos fenômenos,
Vórtice físico, psíquico ou mental
Fohat e akasha de toda a existência,
Éter dos antigos, quintessência,
Quinta ponta do pentagrama
Dai-me humildade,
dai-me sapiência
Recupera-me as memórias esquecidas
no grande oceano primordial
Caduceu, da serpente
que repousa sob o osso sacro
Desperta-lhe, atravesse swadhisthana, manipura,
anahata, vishuddha, ajna e sahasrara
Chega-lo-ei ao nirvana, parabrahman
Princípio Onipresente, a Seidade Una,
Absoluto, Raiz Sem Raiz
Eterno, Sem Limites, Imutável e Incognoscível,
Desde a morte de Krishna até o fim dos tempos
https://www.poesiasnonsense.com/2019/01/cantico-parabrahman.html
nove emanado nas duas dimensões primas
Manvantara de manifestação,
pralaya, da não-manifestação
Mulaprakriti dos fenômenos,
Vórtice físico, psíquico ou mental
Fohat e akasha de toda a existência,
Éter dos antigos, quintessência,
Quinta ponta do pentagrama
Dai-me humildade,
dai-me sapiência
Recupera-me as memórias esquecidas
no grande oceano primordial
Caduceu, da serpente
que repousa sob o osso sacro
Desperta-lhe, atravesse swadhisthana, manipura,
anahata, vishuddha, ajna e sahasrara
Chega-lo-ei ao nirvana, parabrahman
Princípio Onipresente, a Seidade Una,
Absoluto, Raiz Sem Raiz
Eterno, Sem Limites, Imutável e Incognoscível,
Desde a morte de Krishna até o fim dos tempos
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99
Hoshana
Ó Senhor, tendo criado todas as coisas,
submetidas a Ti, desejou à perfeição
O divino e terreno-mundano,
com corpo grosseiro e terreno,
mas alma espiritual e celestial
Estivesse em busca da perfeição
Desejou-o durante toda a criação,
a expiração e inspiração do Todo-nada,
de dentro de Ti manifestou o sopro primordial
Submeteu, então, toda a terra e seus habitantes,
e forneceu meios para que anjos
se tornassem familiares
Alguns destinados a regular os astros,
outros para habitar os elementos primordiais,
outros para ajudar e orientar os homens,
outros para cantar continuamente tuas glórias
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/hoshana.html
submetidas a Ti, desejou à perfeição
O divino e terreno-mundano,
com corpo grosseiro e terreno,
mas alma espiritual e celestial
Estivesse em busca da perfeição
Desejou-o durante toda a criação,
a expiração e inspiração do Todo-nada,
de dentro de Ti manifestou o sopro primordial
Submeteu, então, toda a terra e seus habitantes,
e forneceu meios para que anjos
se tornassem familiares
Alguns destinados a regular os astros,
outros para habitar os elementos primordiais,
outros para ajudar e orientar os homens,
outros para cantar continuamente tuas glórias
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/hoshana.html
70
Conhece-te a ti mesmo
No ato de querer intensificarás,
conscientemente, a sua vontade,
Teu desejo!
No ato de querer, aflorarás
a ciência natural desconhecida,
Teu desejo!
Conhece-te a ti mesmo, manusya!
Tudo tem a ver com tudo...
Qual a tua verdadeira vontade, neófito?
O que governa todo o sistema?
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/conhece-te-ti-mesmo.html
conscientemente, a sua vontade,
Teu desejo!
No ato de querer, aflorarás
a ciência natural desconhecida,
Teu desejo!
Conhece-te a ti mesmo, manusya!
Tudo tem a ver com tudo...
Qual a tua verdadeira vontade, neófito?
O que governa todo o sistema?
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/conhece-te-ti-mesmo.html
88
Cântico a Prakriti
Realidade ilusória, em seu colo, Prakriti
Meus lábios, Maya, tocaste sua essência
Como uma montaria, subjugando-me
Como um servo, inclinei meu ímpeto
Toquei novamente sua pele
E pela terceira vez, o tempo-ilusório parou
Enquanto a serpente dorme, o tempo consome
Realidade não-real, impregnado pelo aroma jovial
O eterno "não eterno", acariciava sua derme
E o subjugado, subiu em um dos nove céus.
E quando a face se afastou de teu colo,
o tempo voltou a contar e a cobrar seu preço
A ilusão que lança um véu sobre Brahman,
passou a controlar todos os atos
E você foi embora
https://www.poesiasnonsense.com/2019/03/cantico-prakriti.html
Meus lábios, Maya, tocaste sua essência
Como uma montaria, subjugando-me
Como um servo, inclinei meu ímpeto
Toquei novamente sua pele
E pela terceira vez, o tempo-ilusório parou
Enquanto a serpente dorme, o tempo consome
Realidade não-real, impregnado pelo aroma jovial
O eterno "não eterno", acariciava sua derme
E o subjugado, subiu em um dos nove céus.
E quando a face se afastou de teu colo,
o tempo voltou a contar e a cobrar seu preço
A ilusão que lança um véu sobre Brahman,
passou a controlar todos os atos
E você foi embora
https://www.poesiasnonsense.com/2019/03/cantico-prakriti.html
79
Inefável
Inefável, a verdade é que queria estar nu
Inefável, poder supremo megalomaníaco
Inefável, regozijo-me nas veredas da vergonha alheia
Inefável, joelhos que não aguentam tantas súplicas...
Inefável, poderia, quem sabe, estar no mar?
Inefável, som inquebrantável dos desejos!
Inefável, tire-me da ignorância do tudo-sei
Inefável, nas grutas profundas do centro do mundo
Inefável, inefável, inefável!
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/inefavel.html
Inefável, poder supremo megalomaníaco
Inefável, regozijo-me nas veredas da vergonha alheia
Inefável, joelhos que não aguentam tantas súplicas...
Inefável, poderia, quem sabe, estar no mar?
Inefável, som inquebrantável dos desejos!
Inefável, tire-me da ignorância do tudo-sei
Inefável, nas grutas profundas do centro do mundo
Inefável, inefável, inefável!
https://www.poesiasnonsense.com/2019/02/inefavel.html
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