antarchangelo

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Poemas confeccionados pelo poeta Antonio Archangelo desde 2008.

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Poetas e porcos

Escrever é como atirar uma pedra,
na imensidão que divaga.
Perdendo tempo discutindo,
temas importunos...

Infiéis, cegos!
Inúteis, intelectuais!


Certos, só os porcos!
chafurdam no que acreditam,
e só param quando a fome saciam...


Enquanto alguns esperam Deus,
Outros chafurdam a lama...
Enquanto alguns filosofam,
Outros vivem a vã filosofia!


Na imensidão desta ironia,
encontra-se o poeta.

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2009/02/poetas-e-porcos.html
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Poemas

44

Adsumus

Neste mundo, o coração é um covil de assassinos,
antro de pestilência,
doença contagiosa:
epidêmica!

Dirijo-me pelos vales de sombras
e conduzo meu coração a luz,
E conheço-a, mundo,
este coração é
um covil pestilento

Apregoado na derme micosada,
pelos vales de ignorância,
conduzirei este coração e
me concebeis com um ente em sua morada!


https://www.poesiasnonsense.com/2018/03/adsumus.html
65

Cinismo

PT
Pet
Pete
Pita
Poça
Paçoca
Pindamonhangaba

Gabar
Gado
Gasto
Gasimetria
Gama-aminobutírico

Não há exceções
Neste infinito universo!

https://www.poesiasnonsense.com/2018/04/cinismo.html
132

Trova dançante

A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!

A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...

A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova

Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
66

Cântico do Infortúnio

Viver é a angústia de quem espera
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...

Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,

Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou

Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
97

Trova dançante

A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!

A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...

A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova

Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
33

Da Despedida

Escreva, no fundo da epiderme, o fim deste encanto!
Transcreva, no fundo da hipoderme: não há santo...
Prenda em sua memória, se capaz for, com adraganto,
o fim, ignore, leve este último piricanto!

Como um canto, a reprise deste encanto.
Com espanto, percebes que não há encanto?
Não há, entre os mortais, nenhum santo?
Princípios, jogue todos em algum canto!

O fim daquilo que tanto você negou...
O fim disposto do que tanto insuflou,
Devolvo-te sua atribulada rotina...

Não existe, percebes, maneira de voltar
Não existe, ligação, capaz de resgatar
Guarde esta canção, para algum dia arrebatar!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/da-despedida.html
92

Radial Convexa

Radial convexa
Esquerda prioritária,
radical ou sanguinária?

Radial convexa
Esperanto de luxúria
Luria, sangria anexa...

Radial convexa
Pronto, tanto que
Levaria ad eternum

Radial convexa
Ad infinitum!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/radial-convexa.html
142

Veneno à conta gotas

A
cada
gole deste
veneno vamos
vivendo, escondendo
as noites frias
e os dias cinzas.
No fim de tarde
laranja
Olhei para o céu:
suspirei, pensei, errei...
Só tinha uma escolha,
o futuro


(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/veneno-conta-gotas.html
122

Àquela pedra

Mesmo que a mesmice repita refletindo o reflexo,
Das verdadeiras verdades que sobem para cima,
Daquele muro cercado pelas suas imundas lamentações.

Estarei sentado e àquela pedra lamuriei:
Que no meio do caminho a pedra estava,
parada, refletia sobre o dia que não era dia...

A noite que não temia a chegada do sol,
filosofei, por receio, àquela pedra.

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/aquela-pedra.html
119

Bolsa Família

Bolsa família?
Que bolsa?
A de valores!

Burguês que nunca será proletariado,
operário que nunca será burguês...

Ao repetir estes encantos,
a média classe, mediocridade!
A bolsa e os polpudos afagos empresariais.

Tu e eles.
Água e óleo.
Todos mamam na pátria mãe!

(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)

https://www.poesiasnonsense.com/2014/10/bolsa-familia.html
152

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