Lista de Poemas
Indomável âmago
A silhueta que cobriu de bruma, névoa;
Texturizada, bruta-flor voaria como um condor.
Longe da razão, embriagado pelo cintilante, tinitas.
Descobrindo rastros de estrelas congelantes
Que por algum milagre inexplicável conjecturam a trama
Realinharam átomos para lhe dar o sopro da vida.
Lamentável, seria, se no encontro de casualidades,
Cerceados seriam os homens desta contemplação angelical.
A humanidade, sem cor ficaria, a espera de algum apocalipse
E encontraria uma maneira de realinhar todas as moléculas
Para reencontrar, no mais profundo sonho,
teu rascunho, a arte final.
Oras, horas.
Indomável âmago.
Mentalizando o rompante quando suas mãos.
Por um instante, revelaram a natureza, esplêndida.
E no trago de um cigarro, um delírio amante.
Maresia e a umidade refletiam os raios do astro-rei.
Ilusão fonética-elétrica.
A conjunção, não mais que diferente, que;
Repetiu, os encantos da criação de um novo sistema planetário.
https://www.poesiasnonsense.com/2018/12/indomavel-amago.html
Texturizada, bruta-flor voaria como um condor.
Longe da razão, embriagado pelo cintilante, tinitas.
Descobrindo rastros de estrelas congelantes
Que por algum milagre inexplicável conjecturam a trama
Realinharam átomos para lhe dar o sopro da vida.
Lamentável, seria, se no encontro de casualidades,
Cerceados seriam os homens desta contemplação angelical.
A humanidade, sem cor ficaria, a espera de algum apocalipse
E encontraria uma maneira de realinhar todas as moléculas
Para reencontrar, no mais profundo sonho,
teu rascunho, a arte final.
Oras, horas.
Indomável âmago.
Mentalizando o rompante quando suas mãos.
Por um instante, revelaram a natureza, esplêndida.
E no trago de um cigarro, um delírio amante.
Maresia e a umidade refletiam os raios do astro-rei.
Ilusão fonética-elétrica.
A conjunção, não mais que diferente, que;
Repetiu, os encantos da criação de um novo sistema planetário.
https://www.poesiasnonsense.com/2018/12/indomavel-amago.html
67
Esquecê-lo-ei
Embrutece-lo-ia no alvorada de um certo dia.
Embrutece-lo-ia com o choro do que não sentia
Embrutece-lo-ia num castelo beira-mar
Embrutece-lo-ia numa república voraz
Esquecê-lo-ei pus me a brindar
Esquecê-lo-ei sentido-ausente, capataz
Esquecê-lo-ei nas tormentas do 'tudo-nada'
Esquecê-lo-ei nos discursos a propagar
Mas tudo, enfim, chega ao início
No fim do percurso ou de um ciclo
Embrutece-lo-ia esquecê-lo-ei!
https://www.poesiasnonsense.com/2018/08/esquece-lo-ei.html
70
Trova dançante
A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
19
Trova dançante
A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
52
Cântico do Infortúnio
Viver é a angústia de quem espera
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...
Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,
Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou
Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...
Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,
Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou
Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
83
Da Despedida
Escreva, no fundo da epiderme, o fim deste encanto!
Transcreva, no fundo da hipoderme: não há santo...
Prenda em sua memória, se capaz for, com adraganto,
o fim, ignore, leve este último piricanto!
Como um canto, a reprise deste encanto.
Com espanto, percebes que não há encanto?
Não há, entre os mortais, nenhum santo?
Princípios, jogue todos em algum canto!
O fim daquilo que tanto você negou...
O fim disposto do que tanto insuflou,
Devolvo-te sua atribulada rotina...
Não existe, percebes, maneira de voltar
Não existe, ligação, capaz de resgatar
Guarde esta canção, para algum dia arrebatar!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/da-despedida.html
Transcreva, no fundo da hipoderme: não há santo...
Prenda em sua memória, se capaz for, com adraganto,
o fim, ignore, leve este último piricanto!
Como um canto, a reprise deste encanto.
Com espanto, percebes que não há encanto?
Não há, entre os mortais, nenhum santo?
Princípios, jogue todos em algum canto!
O fim daquilo que tanto você negou...
O fim disposto do que tanto insuflou,
Devolvo-te sua atribulada rotina...
Não existe, percebes, maneira de voltar
Não existe, ligação, capaz de resgatar
Guarde esta canção, para algum dia arrebatar!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/da-despedida.html
77
Radial Convexa
Radial convexa
Esquerda prioritária,
radical ou sanguinária?
Radial convexa
Esperanto de luxúria
Luria, sangria anexa...
Radial convexa
Pronto, tanto que
Levaria ad eternum
Radial convexa
Ad infinitum!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/radial-convexa.html
Esquerda prioritária,
radical ou sanguinária?
Radial convexa
Esperanto de luxúria
Luria, sangria anexa...
Radial convexa
Pronto, tanto que
Levaria ad eternum
Radial convexa
Ad infinitum!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/radial-convexa.html
132
Evocação lírica
A métrica é fática e lesada
À pratica transcende-a, ópio!
Sofrer-te, a cada dia, um hipópio,
moribundo rumo, mente brocada!
Em mais um dia, uma singela cantata,
conta-se as rima, como um larápio?
Conta-me segredo que ocupe mais espaço!
Horas passadas sem nenhuma serenata...
Ó, Orpheu! Se não foste eu?
Calíope, Erato, musa Polímia...
Apesar de tudo, se não foste, eu?
Ó,leva-me Tália aos Pirineus?
Regras e elementos, holonímia
No avançar da hora, benzadeus!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/evocacao-lirica.html
À pratica transcende-a, ópio!
Sofrer-te, a cada dia, um hipópio,
moribundo rumo, mente brocada!
Em mais um dia, uma singela cantata,
conta-se as rima, como um larápio?
Conta-me segredo que ocupe mais espaço!
Horas passadas sem nenhuma serenata...
Ó, Orpheu! Se não foste eu?
Calíope, Erato, musa Polímia...
Apesar de tudo, se não foste, eu?
Ó,leva-me Tália aos Pirineus?
Regras e elementos, holonímia
No avançar da hora, benzadeus!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/evocacao-lirica.html
101
Àquela pedra
Mesmo que a mesmice repita refletindo o reflexo,
Das verdadeiras verdades que sobem para cima,
Daquele muro cercado pelas suas imundas lamentações.
Estarei sentado e àquela pedra lamuriei:
Que no meio do caminho a pedra estava,
parada, refletia sobre o dia que não era dia...
A noite que não temia a chegada do sol,
filosofei, por receio, àquela pedra.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/aquela-pedra.html
Das verdadeiras verdades que sobem para cima,
Daquele muro cercado pelas suas imundas lamentações.
Estarei sentado e àquela pedra lamuriei:
Que no meio do caminho a pedra estava,
parada, refletia sobre o dia que não era dia...
A noite que não temia a chegada do sol,
filosofei, por receio, àquela pedra.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/aquela-pedra.html
105
Veneno à conta gotas
A
cada
gole deste
veneno vamos
vivendo, escondendo
as noites frias
e os dias cinzas.
No fim de tarde
laranja
Olhei para o céu:
suspirei, pensei, errei...
Só tinha uma escolha,
o futuro
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/veneno-conta-gotas.html
cada
gole deste
veneno vamos
vivendo, escondendo
as noites frias
e os dias cinzas.
No fim de tarde
laranja
Olhei para o céu:
suspirei, pensei, errei...
Só tinha uma escolha,
o futuro
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/veneno-conta-gotas.html
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