Adsumus
Neste mundo, o coração é um covil de assassinos,
antro de pestilência,
doença contagiosa:
epidêmica!
Dirijo-me pelos vales de sombras
e conduzo meu coração a luz,
E conheço-a, mundo,
este coração é
um covil pestilento
Apregoado na derme micosada,
pelos vales de ignorância,
conduzirei este coração e
me concebeis com um ente em sua morada!
https://www.poesiasnonsense.com/2018/03/adsumus.html
Cinismo
PT
Pet
Pete
Pita
Poça
Paçoca
Pindamonhangaba
Gabar
Gado
Gasto
Gasimetria
Gama-aminobutírico
Não há exceções
Neste infinito universo!
https://www.poesiasnonsense.com/2018/04/cinismo.html
Trova dançante
A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
Cântico do Infortúnio
Viver é a angústia de quem espera
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...
Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,
Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou
Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
Trova dançante
A cada riso, um pranto
A cada pranto, espanto!
O controle é incontrolável
Sua posse, insaciável!
A cada sílaba, um canto
A cada canto, quantos?
Azuis que invadem a rotina
Como uma ave de rapina, serena e tranquila...
A tranquilidade logo foi embora
A musa-dançante sumiu da trova
E a dor de quem espera, a contraprova
Teve que sair, mundo afora
Ao louco as rimas e trova
Da inservível que lhe adora.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/trova-dancante.html
Da Despedida
Escreva, no fundo da epiderme, o fim deste encanto!
Transcreva, no fundo da hipoderme: não há santo...
Prenda em sua memória, se capaz for, com adraganto,
o fim, ignore, leve este último piricanto!
Como um canto, a reprise deste encanto.
Com espanto, percebes que não há encanto?
Não há, entre os mortais, nenhum santo?
Princípios, jogue todos em algum canto!
O fim daquilo que tanto você negou...
O fim disposto do que tanto insuflou,
Devolvo-te sua atribulada rotina...
Não existe, percebes, maneira de voltar
Não existe, ligação, capaz de resgatar
Guarde esta canção, para algum dia arrebatar!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/da-despedida.html
Radial Convexa
Radial convexa
Esquerda prioritária,
radical ou sanguinária?
Radial convexa
Esperanto de luxúria
Luria, sangria anexa...
Radial convexa
Pronto, tanto que
Levaria ad eternum
Radial convexa
Ad infinitum!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/07/radial-convexa.html
Veneno à conta gotas
A
cada
gole deste
veneno vamos
vivendo, escondendo
as noites frias
e os dias cinzas.
No fim de tarde
laranja
Olhei para o céu:
suspirei, pensei, errei...
Só tinha uma escolha,
o futuro
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/veneno-conta-gotas.html
Àquela pedra
Mesmo que a mesmice repita refletindo o reflexo,
Das verdadeiras verdades que sobem para cima,
Daquele muro cercado pelas suas imundas lamentações.
Estarei sentado e àquela pedra lamuriei:
Que no meio do caminho a pedra estava,
parada, refletia sobre o dia que não era dia...
A noite que não temia a chegada do sol,
filosofei, por receio, àquela pedra.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/aquela-pedra.html
Bolsa Família
Bolsa família?
Que bolsa?
A de valores!
Burguês que nunca será proletariado,
operário que nunca será burguês...
Ao repetir estes encantos,
a média classe, mediocridade!
A bolsa e os polpudos afagos empresariais.
Tu e eles.
Água e óleo.
Todos mamam na pátria mãe!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2014/10/bolsa-familia.html