Lista de Poemas
Bolsa Família
Bolsa família?
Que bolsa?
A de valores!
Burguês que nunca será proletariado,
operário que nunca será burguês...
Ao repetir estes encantos,
a média classe, mediocridade!
A bolsa e os polpudos afagos empresariais.
Tu e eles.
Água e óleo.
Todos mamam na pátria mãe!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2014/10/bolsa-familia.html
Que bolsa?
A de valores!
Burguês que nunca será proletariado,
operário que nunca será burguês...
Ao repetir estes encantos,
a média classe, mediocridade!
A bolsa e os polpudos afagos empresariais.
Tu e eles.
Água e óleo.
Todos mamam na pátria mãe!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2014/10/bolsa-familia.html
141
Iscariotes
Tudo bem?
Voltarei outro dia.
Talvez daqui um mês.
O tempo?
Não existe!
É fetiche, é traição,
Iscariotes!
Calma, levo-te,
levanto-te daqui um ano.
Talvez para sempre.
O tempo?
Não existe!
É fetiche, é traição.
Afrodite!
Leva-me embora carbono,
Lavo-me nas tuas chagas.
As que calam e consentem
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2010/03/escariotes.html
Voltarei outro dia.
Talvez daqui um mês.
O tempo?
Não existe!
É fetiche, é traição,
Iscariotes!
Calma, levo-te,
levanto-te daqui um ano.
Talvez para sempre.
O tempo?
Não existe!
É fetiche, é traição.
Afrodite!
Leva-me embora carbono,
Lavo-me nas tuas chagas.
As que calam e consentem
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2010/03/escariotes.html
110
Esclerótica Côncava
Calma, aprenda a sentir os anis anestésicos.
Licorosos e espumantes pensamentos, Orpheu!
Nega-te! Negue sua ilusória existência!
Fingirás, então, a dialética demagógica, além do Olimpo.
Pois remarás em remansos, morrerá no Aqueronte em prantos!
E ficará pasmo ao cantar a Caronte, sem nenhum encanto,
A inédita reprise desse canto!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2010/03/esclerotica-concava.html
Licorosos e espumantes pensamentos, Orpheu!
Nega-te! Negue sua ilusória existência!
Fingirás, então, a dialética demagógica, além do Olimpo.
Pois remarás em remansos, morrerá no Aqueronte em prantos!
E ficará pasmo ao cantar a Caronte, sem nenhum encanto,
A inédita reprise desse canto!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2010/03/esclerotica-concava.html
122
Esquizofrenia
Esquizofrenia pode desenvolver-se gradualmente,
tão lentamente que nem o paciente percebe!
Repentinamente, mudanças extraordinárias.
Dificuldade de concentração...
O que?
- Fugiu-me o assunto...
- Volte! Agora!
- Faço-me refém do presente! O que deixaria-me preso eternamente!
Assunto?
Esquizofrenia desenvolve-se gradualmente, lentamente...
Repentinamente,
- Que ano estamos, doutor?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/esquizofrenia.html
tão lentamente que nem o paciente percebe!
Repentinamente, mudanças extraordinárias.
Dificuldade de concentração...
O que?
- Fugiu-me o assunto...
- Volte! Agora!
- Faço-me refém do presente! O que deixaria-me preso eternamente!
Assunto?
Esquizofrenia desenvolve-se gradualmente, lentamente...
Repentinamente,
- Que ano estamos, doutor?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2012/03/esquizofrenia.html
109
Soneto da vontade dele
De repente do contínuo pranto, o verdadeiro riso.
Da espuma raivosa, silenciosa e branca como a bruma.
As bocas amantes e adversárias se uniram sem farruma
Do espanto as mãos espalmadas, sem nenhuma sobreaviso
Do vento, de repente e fugaz calmaria, desfrizo.
Última chama que dos olhos se esquivava e escarruma.
Se refez, o pressentimento afogado ressurgiu com soruma.
Do drama pairou o imóvel momento com odor elicriso.
De repente, não mais que de repente.
Da tristeza se fez o ardor amante.
E de contente o que se fazia sozinho.
De perto fez-se amigo o que era distante
De uma vida aventureira ordeira e errante,
De repente, não mais que de repente, um nózinho.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/soneto-da-vontade-dele.html
Da espuma raivosa, silenciosa e branca como a bruma.
As bocas amantes e adversárias se uniram sem farruma
Do espanto as mãos espalmadas, sem nenhuma sobreaviso
Do vento, de repente e fugaz calmaria, desfrizo.
Última chama que dos olhos se esquivava e escarruma.
Se refez, o pressentimento afogado ressurgiu com soruma.
Do drama pairou o imóvel momento com odor elicriso.
De repente, não mais que de repente.
Da tristeza se fez o ardor amante.
E de contente o que se fazia sozinho.
De perto fez-se amigo o que era distante
De uma vida aventureira ordeira e errante,
De repente, não mais que de repente, um nózinho.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/soneto-da-vontade-dele.html
106
Só
Só.
Depois da chuva
Somente...
Amalgamado em repúdio retratos,
juntos trapo por trapo.
Escondendo de todos,
aquele antigo retrato
Você sorria?
Dia-a dia
Todos os dias que não foram dias
Caminhávamos...
Mas, para qual local?
Andarilho de um canto só,
viverás a vida pra cantarolar
As mesmas lembranças,
que habitam aquela velha rede.
Olhos lavados de lágrimas,
orvalham um peito que já fora seu!
Ordenhe o presente,
Cala-te o futuro!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/so.html
Depois da chuva
Somente...
Amalgamado em repúdio retratos,
juntos trapo por trapo.
Escondendo de todos,
aquele antigo retrato
Você sorria?
Dia-a dia
Todos os dias que não foram dias
Caminhávamos...
Mas, para qual local?
Andarilho de um canto só,
viverás a vida pra cantarolar
As mesmas lembranças,
que habitam aquela velha rede.
Olhos lavados de lágrimas,
orvalham um peito que já fora seu!
Ordenhe o presente,
Cala-te o futuro!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/11/so.html
106
Constituintes
Corruptos!
Raptam a cor da bandeira,
dos quilombos e das sobrancelhas...
O verde esperança, que carranca,
nos olhos de miseráveis crianças!
Documentos pastéis, em discursos fiéis!
Colarinhos brancos abarrotados
De variáveis pedidos miseráveis...
Abarrotados canarinhos,
que neste país,
voam pelo verde-esperança,
Verde lavagem,
estomacal vingança...
Fuçam a lama,
alimentam a alma humana
com esta chacina mundana....
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
Raptam a cor da bandeira,
dos quilombos e das sobrancelhas...
O verde esperança, que carranca,
nos olhos de miseráveis crianças!
Documentos pastéis, em discursos fiéis!
Colarinhos brancos abarrotados
De variáveis pedidos miseráveis...
Abarrotados canarinhos,
que neste país,
voam pelo verde-esperança,
Verde lavagem,
estomacal vingança...
Fuçam a lama,
alimentam a alma humana
com esta chacina mundana....
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
122
Chuva
De repente,
tudo o que parecia certo
m
u
d
a.
Como a chuva que c
a
í
a!
Tornando úmido,
o árido chão...
A
gota de
improviso
estremece
qualquer
solidão
duas palmas
escondem a face
nenhuma palavra
emerge,
Então,
um
silêncio
ecoa, oa, oa, a, a...
A esperança atordoa,
Percebe o quanto?
Queria estar em algum lugar?
Estar e amar,
só depende de como propiciar,
que o orvalho faça,
o amor em você novamente brot
a
.r.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/08/derrepente.html
tudo o que parecia certo
m
u
d
a.
Como a chuva que c
a
í
a!
Tornando úmido,
o árido chão...
A
gota de
improviso
estremece
qualquer
solidão
duas palmas
escondem a face
nenhuma palavra
emerge,
Então,
um
silêncio
ecoa, oa, oa, a, a...
A esperança atordoa,
Percebe o quanto?
Queria estar em algum lugar?
Estar e amar,
só depende de como propiciar,
que o orvalho faça,
o amor em você novamente brot
a
.r.
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/08/derrepente.html
162
KAWNEIOU
Nada mais exato que o absurdo!
Vãs esforços realizados pelos homens.
O significado niilista do sentido;
Fracassarão finalmente?
Por teu ceticismo,
os princípios da existência...
Nada chega ao fim!
Afinal a quem interessa tal desfecho?
Uma vaca sabe seu propósito (superior);
Servi-lo-ás com tua vida,
os famintos!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/01/kawneiou.html
Vãs esforços realizados pelos homens.
O significado niilista do sentido;
Fracassarão finalmente?
Por teu ceticismo,
os princípios da existência...
Nada chega ao fim!
Afinal a quem interessa tal desfecho?
Uma vaca sabe seu propósito (superior);
Servi-lo-ás com tua vida,
os famintos!
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2009/01/kawneiou.html
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