anthlace

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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

54

29 de Novembro

Da escória de minhas ideias
O luto pela ilusão
A maior de minhas paixões
Será o ideal de realidade
Questionado pelas ações
Observado pelos leões
Estou desprotegido
Das minhas lembranças
De meus inimigos
Meus muros estão caídos
Jogados em lama e pelo chão
Sem pudor e perdão
109

28 de Novembro

De minha cama vejo a noite pela janela
Queria ver seu rosto no céu
Vejo as estrelas e as nuvens
Estranhos pela rua
Conversas sobre qualquer coisa
Depois de todo o movimento
Encosto meu rosto em meu travesseiro
Meu travesseiro favorito
Aproveito os sons do silêncio
Me vejo ao seu lado em pensamento
Abraçados, de mãos dadas
Meus olhos a procura de seus detalhes
Enquanto me contava de seus sonhos
Espero que tudo isso
Possa ser verdade
Quando puder ser
Quando for para ser
Quando fizermos acontecer
126

27 de Novembro

O abismo entre nós
Hoje menor do que ontem
Me mantém no chão
Quero ter os braços
Para andar ao teu lado
Saber que acompanho seus passos
Deixar que seja o deve e não deve
Nada é tão pouco como parece
Suas três sílabas
Me abrem portas
Mostram caminhos que nunca pensei
Você hoje me mostra
Que estou mais próximo de você
Que posso ficar ao seu lado
Ser parte e ter parte
Completo em expectativas
Incompleto a cada despedida
Obrigado
Hoje é o melhor dia
De toda minha vida
129

26 de Novembro

Não tenho certeza dos caminhos
Desconfio dos rostos sorridentes
Sorrisos? Armadilhas para minha carne
Criaturas mentirosas que amam e odeiam
Você devora sua carne
Mas o cheiro da carniça
É como veneno
Fraco enganado

Passos pelo asfalto dos desavisados
Cada sinal de dor e angústia
Uma risada profunda
Meio no começo de seu fim
Socá pela nuca
Me deixa nua
Senti o cheiro do tolo

Vazio desespero do perdido encontrado
A solução para todas as facas
Meu braços então trancados
Me deixei ir, me deixe ir
Cada passo para o abismo

Seja mentiroso comigo
Sorria e menta para mim
Com esse seu sorriso
Enganada posso estar
Mas todo esse sentimento
Não quero deixar

Hoje não sou eu
Talvez seja você que procura
Cada dia, todo dia
Passo a passo meu fim
Sentir o passado pesado
O futuro branco voraz
Que esse som me traz
Felicidade cortês
130

25 de Novembro Nº2

Você vê meu rosto, cinza, pálido
As gotas de mim que entrego a ti
Segure firme em braço
Arranha meu pescoço
A sombra do caminhar
Fuga para o bem-estar
Questões negras pela garganta

União das mãos imundas
Juizado do inimaginável
Olhos grandes e castanhos
Você tem medo da saliva
Ser da luz virginal castanha
Abominação gulosa sem fim
Cratera indulgente de você a mim, morra
107

25 de Novembro Nº1

Traga a paz
Me deixe ver sem a luz
Sentir sem o toque

Traga o futuro que prevejo
Com os pedaços que me presenteia

Ver a sombra, invocar
Quando eu me encontrar a sua luz

Me ajude a preservar o homem e a mulher
Ante de todos meus conceitos

Deixe-me sentir o fluxo
Sal e água purificai minhas mãos
E então, construir minha vontade a verdade
107

24 de Novembro

Em meu monólogo monótono
Argumento com minha alma
Questiono minhas razões e emoções
Discuto cada desvio de olhar
Entre os certos e errados
Qual será o mais engraçado?

Observo a estrada novamente
Sigo pelo caminho imprudente
Fantasmas, lobos e paixões me distraem
Cada pedaço que levam consigo
Cada pedaço que deixam comigo
O que serão?

Meus olhos doem
Não posso fechá-los
Não quero perder os detalhes que me aguardam
Sério, tão sério
Nesses versos sem emoção
Procuro toda minha razão
Gargalho então engasgo
Rasgos em minha garganta
Sons, sons e sons
Ninguém está aqui
Sons e sons
Silhuetas e mais silhuetas
127

23 de Novembro

é tão complicado entender
Qual o do porque dos meus por quês?
Eu julgo o espelho com ódio
Minhas mãos estão vermelhas de mim
Tudo que deixei sair escorre pelo ralo
Não é nada demais
Você e todos os vocês que vi hoje pela rua
Tão iguais tão diferentes
Mas todos eram você

Esse meu sentir que você sente
é frio e confuso pra mim, pra você
Cada olhar que cruzo me traz algo
Estou sendo levado por todas as coisas
Sou incapaz de ser o que é ser
Por que eu não vejo você por completo?

Todas as noites eu procuro
Mas sempre me perco no caminho
Cada curva errada que tomo
Todas são tristes e ruína
Quando vou chegar aquela casa
Simples e fuga
Quando?
156

22 de Novembro

O sol queimava minha pele
O calor que cobria meu corpo
Me deixava com sono, me espreguiço
Nas escadas da porta de minha casa
Tomo um copo de café
O gosto era melhor do que ontem

Céu azul que me cobre
Me jogo, estico as costas
O calor se espalha de outra forma
Fecho meus olhos e vejo
O céu ainda está lá me esperando

Me levanto, espreguiço
Tomo outro gole de café
O chão me parece mais firme
Entro para minha casa
Hoje será outro dia
122

20 de Novembro Nº2

Inexistente coerência passional
Brincadeira luxuosa subliminar
Controle impreciso de seus dedos
Abutres a cercar outra carniça
Um verde que gera ânsia
O cheiro que se espalha com o calor
Cães ignoram sua carne cinzenta passional
Afeto? Orgulho? Prazer?
Carniçal incoerente irracional, degrau
Grite! Mostre que não está morta!
Corre do fim ao começo da ponte
Escala seus pais, sobe em seus irmãos
Gera a tormenta de mãos nuas
Voz sangrenta terrível
Maculada seja sua alma
103

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