Se o menor de idade tem discernimento Aos dezesseis anos, para decidir eleição Na escolha do mais alto chefe da nação Não terá, para seus atos, o mesmo entendimento?
Se assim não for, quero crer que deputados Senadores e até mesmo nosso presidente Não podem considerar legítimos dessa gente Os votos que por eles foram sufragados
Presume-se insensata conquista política Que só absorve do menor, o que lhe interessa Incutindo ideais em sua cabeça Para depois, do mesmo inda fazer crítica
O menor aos dezesseis anos está maduro Mais do que antigamente aos vinte e um É que a televisão, a internet e o cartum Despertaram o menor de antes inseguro
Não se diga que não têm conhecimento Muito menos critério, tino, juízo Senão quem fica é você no prejuízo Pois talvez tenha menos discernimento
Quantos deles aos dezesseis anos são pais Morando na companhia de mulheres Assumindo de verdade os seus deveres Enquanto outros por caminhos desiguais
Envoltos na crista do crime e na droga Roubando e matando impiedosamente Ainda troçam na TV acintosamente Rindo das façanhas e de tal se esnoba
Tem ainda quem defenda suas proezas Indecorosas, cruéis e insublimadas Até que um dia sejam por eles vitimadas Quando passarão a condená-los, com certeza
A lei protege o menor com a impunidade Por isso ele rouba e mata celeremente Sabe que não vai pagar, a lei é benevolente É considerado infrator, pela menoridade
Assim, não se compraz só em roubar objetos Para sua auto afirmação; rouba a vida Da vítima do roubo, para logo em seguida Adquirir o craque imundo e abjeto
Aquele que o leva a cometer novos crimes Podendo estuprar, traficar e roubar Sua conduta, a lei não a vai parar E ele, ciente da impunidade, joga no time
O time da maldade, da perversidade Onde o ódio o impele à execração Ao rancor, à violência, e à aversão Animosidade que define a crueldade
Mata, como se abate uma rês e dá risada Pela ciência que tem da impunidade O Congresso nada faz pra mudar a idade Idade penal que só no Brasil é avançada
Vejamos o que ocorre ao redor do mundo Sobre a ótica da ilicitude do menor de idade Aos quinze na Dinamarca paga incivilidade Menos um, Itália e Alemanha, prendem imundo
Aos treze na França sofre a imputabilidade Na Holanda e Escócia com doze é punido Na Inglaterra, aos dez, também, não é excluído Nos Estados Unidos entre seis e doze anos
Veja o Mapa Múndi anexo:
América do Norte
- Estados Unidos – entre 6 e 18 anos, conforme legislação Estadual. - México -11 e 12 anos, na maioria dos estados
África
- África do Sul – 7 anos - Argélia – 13 anos - Egito – 15 anos - Etiópia – 9 anos - Marrocos – 12 anos - Nigéria – 7 anos - Quênia – 8 anos - Sudão – 7 anos - Tanzânia – 7 anos - Uganda – 12 anos-
Àsia
- Bangladesh – 7 anos - China – 14 - Coréia do Sul – 12 anos - Filipinas – 9 anos - Índia – 7 anos - Indonésia – 8 anos - Japão- 14 anos - Myanmar – 7 anos - Nepal - -10 anos - Paquistão – 7 anos - Tailândia – 7anos - Uzbequistão – 13 anos - Vietnã – 14 anos
América do Sul
- Argentina – 14 anos - Brasil – 18 anos - Chile- 16 anos - Colômbia – 18 anos - Peru – 18 anos
Europa
-Alemanha - 14 anos -Dinamarca – 15 anos -Finlândia – 15 anos -França – 13 anos -Itália 14 anos - Noruega – 15 anos - Escócia – 8 anos - Inglaterra -10 anos - Suécia – 15 anos - Ucrânia – 10 anos
Como se vê, só parcialmente na América do Sul A menor idade penal ocorre aos dezoito anos Parece que estamos no país dos desenganos Incapazes de arcar o fato neste país taful
Deixo a vocês leitores o sofrido arremate Nós somos eleitores, sem representação Sei que é difícil a prudente conclusão Nossa delegação de poderes, foi um disparate !
Mãe, é palavra Divina No seio da humanidade Na vida traz a alegria Na morte deixa a saudade !
São Paulo, 07 de maio de 2009 Armando A. C. Garcia
Mãe I
Ama-a, cheia de defeitos ou de bondade Ama-a tal qual é, porque ela é tua mãe Não lhe meças os erros se é que ela os tem Tampouco a enobreças se for cheia de bondade.
Ama-a, porque ela deu um pouco de si mesma E dessa dádiva, brotou um rebento. És tu! Que ela, jamais, deixou secar enquanto que tu... Tornas-te indigno de ser filho dela mesma.
Ama-a, como um filho deve amar sem preconceitos Porque o amor de uma mãe não pode ser ultrajado E aquele que o fizer, será eternamente condenado. Será um réprobo, um monstro, sem mais direitos.
Cobre de beijos, sua pele já sulcada de rugas E em cada fio de cabelo argenteado Deposita um beijo e perdoa seu pecado Assim como ela em criança perdoava tuas fugas.
Mas se assim não for, redobra então teus carinhos Para que um dia, quando morrer, leve na lembrança, A certeza de que na terra deixou uma esperança!... A quem mais tarde, será a luz de seus caminhos.
São Paulo, 04/04/1964 Armando A. C. Garcia
Mãe II
A palavra pequenina Que maior carinho tem É a palavra Divina Que tem a expressão de Mãe !
Mãe é palavra sagrada Cheia de amor e amizade Mãe... é a expressão mais amada Sinônimo de Felicidade.
São Paulo, 21/04/2004 Armando A. C. Garcia
Mãe III
Presta a justa homenagem À mãe, rainha do lar Que reflita sua imagem Como santa no altar
Lembra-te dos seus carinhos E dos desvelos sem fim Orientando teus caminhos Qual lâmpada de Aladim !
E nesta data festiva Enche de paz e alegria E leva a tua rogativa Aos pés da virgem Maria
Só em ter-te concebido Carregando-te no ventre Deves ser agradecido E louvá-la eternamente
São Paulo, 04/05/2004 Armando A. C. Garcia
MÃE (IV) I Carinhos quantos me deste Ó minha mãe tão querida Mil afagos, tu soubeste Colocar em minha vida II Velaste noites a fio Quase sempre, sem dormir Quer no calor, quer no frio. - De dia, alegre a sorrir III Em teu regaço ó mãe Aprendi sempre o melhor Ensinaste-me, também Quem foi do mundo o Feitor ! IV Bendita seja a mãe Que na palavra interpela Fazendo do filho alguém Na expressão lúcida e bela V Com o tempo fui crescendo - Sempre tu a orientar-me E em teus conselhos, aprendo A do mal, sempre afastar-me VI Em minha alma gravaste Princípios de honestidade E quantas noites passaste Velando minha mocidade VII Eu, fui crescendo na vida Tu, prateando os cabelos Ias ficando envelhecida Mantendo os mesmos desvelos VIII Oh! Se eu pudesse voltar Aos tempos de minha infância Teu rosto iria beijar Com ternura e *jactância IX O tempo nada perdoa Consome até a esperança - Mas deixa uma coisa boa Que é, a eterna lembrança ! * orgulho - altivez São Paulo, 26/04/2008 Armando A. C. Garcia
ÀQUELA QUE VAI SER MÃE ! ...
I Vai ser mãe não tem receio A espera é um anseio É esperança, é alegria De fecundar sua cria II O amor em si, canta e vibra Ela é força que equilibra Aurora cheia de brilho É mulher. Espera um filho III Ao seu filho tão amado Sempre estará a seu lado Cuidando e dando carinho Tal como a ave em seu ninho IV Será amável dedicada Alma em sonhos perfumada Da rosa pétala flor Magia dum amor maior V Como rocha, firme e forte Enfrentas até a morte Pela primorosa flor Fruto de um grande amor! VI Vais ser mãe. Bendita sejas E em minha prece singela Peço a Deus p'ra que não sejas A mãe de outra Isabella !
São Paulo, 26/04/2008 Armando A. C. Garcia
ÀS MÃES, QUE DEUS JÁ LÁ TEM !
Às mães, que Deus já lá tem Que glorificadas sejam Amor de todos amores. Mãe
Oh! Quanta falta tu fazes Aos meus anseios de vida Sem teus conselhos querida Meus desejos incapazes
De trilhar todo caminho Só temores atormentando. A casa, não é mais ninho Como o foi, no teu passado...[
Ò se pudesses voltar Ao convívio novamente, Como iria te amar Numa ternura envolvente
Mas se assim não pode ser Eu sei que o Criador Do Universo, se quiser Com seu Dom inspirador
Pode levar até ti Amostra do meu amor Para saberes que senti Com tua falta, grande dor!
São Paulo, 28/04/2005 Armando A. C. Garcia E-mail: [email protected]
Se Deus igualasse nossos pensamentos Se, também, igualasse os sentimentos O mundo seria uníssono em tom e cor Como ficaria a atração física e o amor?
Que seria de nossos vãos contentamentos Como seriam nossos vis comportamentos E que seria de nossas loucas esperanças Talvez, sendo jogadas nas intemperanças
Mas a sapiência Dele nos fez desiguais Para que cada um procure o algo mais E nas bordoadas da vida, a exalação
Pôs amor e sentimento no coração Pôs no pensamento a pura reflexão Fez de cada um de nós, seres universais
O Brasil é um pedaço de ambrosia Para políticos e para quem o regência Para os pobres... futebol e carnaval A classe média, finge bem, mas passa mal
Participam, à sua custa do manjar Aqueles que souberam no trabalho granjear E os filhos destes, que já ricos nasceram Mas que na verdade, o manjar não mereceram
A ambrosia no poder tem divinal sabor Para reproduzir o encanto e a cor Do gosto do bem e do mal, e mais que tudo Usam máscara com disfarce de veludo
Do inferno ao paraíso, entre o céu e a terra Nada, além de luxúrias... ninguém se ferra Na farra com dinheiro público, sem moral Sem honra, sem dignidade, anjos do mal
Que com falsas verdades enganam o povo Esse povo humilde que come pão e ovo E cheio de esperança, continua esperando Melhorias sociais que vão ambicionando
E ao longo do caminho nada acontece O pobre do pobre, chora, se aborrece Vê os mensaleiros cheios de dinheiro E a nenhum deles, vê ir pro cativeiro
Começo a pensar neste universo de incertezas Se devo temer, ainda o abissal abismo Pois de ver crescer imunidades insanas Onde campeiam a corrupção e ardilezas Num surto vertiginoso de amoralismo Onde políticos do mensalão não tomam canas
Começo a pensar sinceramente que na realidade O crime neste país compensa realmente E que essa tal de moralidade em que cresci É fruto tacanho de ulterior coletividade Época que a honestidade era certamente O crivo de honra, e dignidade; que virou xixi !