E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Sem ti deixei meu querido Portugal
Sem ti deixei meu querido Portugal
Com minha alma cheia de tristeza
Percorri caminhos dignos de chacal
Carregando em segredo tua vileza
Aprendi como viver ao desalento
Meu espelho abandonei com tua imagem
Quando a teu lado caminhei desatento
Ladeando teus passos que não interagem
Meu caminho, era atravessar contigo
Este mundo deserto de carinho e amor
Mas vi, para punição de meu castigo
Que meu reino, era o império da dor!
Pela ambição e grandeza do poder
Veio a cobiça por montes de tesouros
Que agita e abala qualquer mulher
Quando fita e se encanta pelo ouro
Hoje, como um sonho em vão, já se desfez
A ilusão que habitava em seu coração
E um tormento doloroso, teve vez
E assim pagou por sua infame traição !
Porangaba 24-01-2015
Armando A. C. Garcia
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Estrelas cadentes
São como estrelas cadentes
Mudando de direção
No amor nunca contentes
Quem sofre é o coração
Esta nova geração
Desprovida de sentimentos
Pela volúvel paixão
Infringe os dez mandamentos
Em decorrência da sorte
Que o destinou nos moldou
Ninguém vê, além da morte
O que ela nos reservou
Sua vã filosofia
Ao bem de Deus, pouco atenta
Insensata em demasia
Pouco amor ela acalenta
Gente sem força, sem brio,
Só pega os frutos maduros
- Pois plantá-los dá fastio
À geração de imaturos
Ao sábio sentimento
São surdos, se lhe convém
Dependendo do momento
Eles, não conhecem ninguém !
SãoPaulo, 03-02-2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Cobiçar o que é de outrem, gera inveja
Sentimento nefasto que se arrasta
Na humanidade, e nem mesmo a igreja
E suas leis, conseguiram dar-lhe o basta !
Essa fúria cega envenena a alma,
Pela frustração da incompetência
De quem não usa a prudência e a calma
Para ter na vida a mesma ambivalência
Destrói nas ondas o amor e a amizade
Com ódios, repugna o que prospera
E na alma fomenta sua maldade
Pois só, iniquidade em si impera
Pela inveja e cobiça à sociedade
Que cresce ao lado com celeridade.
São Paulo, 02-02-2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Afago
O afago carinhoso
Que a mulher dá ao esposo
Não é um abraço perdido
É carinho concedido
Num peito aberto ao amor
Com o perfume da flor
A doce mistura de mel,
De amor insuperável.
As mãos cheias de ternura
Não se cansa a criatura
Na mansa fusão de almas.
Como pluma, tu acalmas.
Se o afago é manso, puro
É um afeto pro futuro
Desse enlevo de carinho
Que do imo, sai mansinho.
A mãe, a seu filho afaga
O pai, segue a mesma saga
Acarinha, ameiga, amima
Afeição, em amor se firma,
O afago é luz que anima
Dá à alma, clara estima
E quando o afago é sincero
É amor... sem exagero!
Post-Scriptum:
Afago é meigo carinho
De ternura e afeição
É a flor do caminho
Que perfuma o coração
SãoPaulo, 26/01/2015
ArmandoA. C. Garcia
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Astronomicamente... desiguais !
Astronomicamente desiguais
Salários percebidos por políticos
Ao grupo social, no analítico
A proporção é vilã aos demais
E, no coeficiente majorativo
O deles, não se cansam de aumentar
Ao povo dão migalhas sem falar
Que o aumento deles é superlativo
As avaliações dos representantes
Trazem o ranço putrefato do petróleo
Dos sofismas virulentos, sem óleo
Rangendo na máquina *estuantes
Vinte bilhões que a máquina corroeu
É espantoso minha estimada gente
Que a **cleptocracia siga em frente
E impune, quem mais nos empobreceu
Solução de minguada transparência
Sem recuperação das verbas desviadas
Nas complexas e multifacetadas
Artes de ***concussão e influência
Apoderaram-se de vinte bilhões
É dinheiro de que nem temos noção
O rombo que abalou toda nação
Derrubou na Bolsa o valor das ações
Em consequência grandes acionistas
Dos Estados Unidos, acionam na justiça
A Petrobrás, a responsável da liça
Em razão do golpe dos oportunistas
O escândalo do grande desvio de dinheiro
Levará acionistas estrangeiros a pleitearem
Altas indenizações, as quais se equiparem
À perda sofrida nas ações do petroleiro
Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo
Desvalorizou pra a metade seu valor
Face às indenizações, será ainda pior
Se ela aguentar o arrimo do tombo
Roubo não se justifica, nem se explica
A não incriminação desses patifes
Demonstra que fazem parte doutra grife
Que tudo pode e que, nada os implica
Delação premiada! como ficam os delitos?
Proponho aos ladrões que confessem os crimes
Se somos iguais conforme a lei e regime
Confessado o crime... resolve-se os atritos !
Roubo não se justifica, nem se explica
Delação, atitude de Judas premiada
Não deixa de ser lorota de vil piada
D’gente sem honra, por herança abdica !
Dizê-la como uma das ignomínias maiores
da humanidade, apouca-lhe a dimensão
Foi um câncer que corroeu toda a nação
À exceção de nossos governadores
São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meu Blog: brisadapoesia.blogspot.com
* que ferve em cachão
** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia
*** extorsão ou peculato exercido por servidor público
Astronomicamente... desiguais !
Astronomicamente desiguais
Salários percebidos por políticos
Ao grupo social, no analítico
A proporção é vilã aos demais
E, no coeficiente majorativo
O deles, não se cansam de aumentar
Ao povo dão migalhas sem falar
Que o aumento deles é superlativo
As avaliações dos representantes
Trazem o ranço putrefato do petróleo
Dos sofismas virulentos, sem óleo
Rangendo na máquina *estuantes
Vinte bilhões que a máquina corroeu
É espantoso minha estimada gente
Que a **cleptocracia siga em frente
E impune, quem mais nos empobreceu
Solução de minguada transparência
Sem recuperação das verbas desviadas
Nas complexas e multifacetadas
Artes de ***concussão e influência
Apoderaram-se de vinte bilhões
É dinheiro de que nem temos noção
O rombo que abalou toda nação
Derrubou na Bolsa o valor das ações
Em consequência grandes acionistas
Dos Estados Unidos, acionam na justiça
A Petrobrás, a responsável da liça
Em razão do golpe dos oportunistas
O escândalo do grande desvio de dinheiro
Levará acionistas estrangeiros a pleitearem
Altas indenizações, as quais se equiparem
À perda sofrida nas ações do petroleiro
Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo
Desvalorizou pra a metade seu valor
Face às indenizações, será ainda pior
Se ela aguentar o arrimo do tombo
Roubo não se justifica, nem se explica
A não incriminação desses patifes
Demonstra que fazem parte doutra grife
Que tudo pode e que, nada os implica
Delação premiada! como ficam os delitos?
Proponho aos ladrões que confessem os crimes
Se somos iguais conforme a lei e regime
Confessado o crime... resolve-se os atritos !
Roubo não se justifica, nem se explica
Delação, atitude de Judas premiada
Não deixa de ser lorota de vil piada
D’gente sem honra, por herança abdica !
Dizê-la como uma das ignomínias maiores
da humanidade, apouca-lhe a dimensão
Foi um câncer que corroeu toda a nação
À exceção de nossos governadores
São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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* que ferve em cachão
** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia
*** extorsão ou peculato exercido por servidor público
Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....