Lista de Poemas

Sem ti deixei meu querido Portugal

Sem ti deixei meu querido Portugal



Sem ti deixei meu querido Portugal

Com minha alma cheia de tristeza

Percorri caminhos dignos de chacal

Carregando em segredo tua vileza


Aprendi como viver ao desalento

Meu espelho abandonei com tua imagem

Quando a teu lado caminhei desatento

Ladeando teus passos que não interagem


Meu caminho, era atravessar contigo

Este mundo deserto de carinho e amor

Mas vi, para punição de meu castigo

Que meu reino, era o império da dor!


Pela ambição e grandeza do poder

Veio a cobiça por montes de tesouros

Que agita e abala qualquer mulher

Quando fita e se encanta pelo ouro


Hoje, como um sonho em vão, já se desfez

A ilusão que habitava em seu coração

E um tormento doloroso, teve vez

E assim pagou por sua infame traição !


Porangaba 24-01-2015

Armando A. C. Garcia


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328

Estrelas cadentes

Estrelas cadentes

São como estrelas cadentes

Mudando de direção

No amor nunca contentes

Quem sofre é o coração

Esta nova geração

Desprovida de sentimentos

Pela volúvel paixão

Infringe os dez mandamentos

Em decorrência da sorte

Que o destinou nos moldou

Ninguém vê, além da morte

O que ela nos reservou

Sua vã filosofia

Ao bem de Deus, pouco atenta

Insensata em demasia

Pouco amor ela acalenta

Gente sem força, sem brio,

Só pega os frutos maduros

- Pois plantá-los dá fastio

À geração de imaturos

Ao sábio sentimento

São surdos, se lhe convém

Dependendo do momento

Eles, não conhecem ninguém !

SãoPaulo, 03-02-2015 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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305

DEUS

DEUS

Já caminhei pela terra
Já caminhei pelo mar
Subi montes, desci serra
Nunca pude te encontrar

Caminhei no Sol ardente
E até, na fria Lua
Fui do Norte ao Poente
Casa em casa, rua em rua

Caminhei anos sem fim
E não te pude encontrar
- Caminhando lado a mim
Foi difícil te achar

Sempre Tu me orientavas
Não ouvia teus conselhos
Pensamentos, sem palavras
Achava coisa de velhos

Finalmente reconheço
Nos caminhos percorridos
Se pedras são um tropeço
São caminhos definidos

Hoje, sei onde encontrar-te
Já que caminho contigo
Estás na poesia e na arte,
TU, és meu melhor amigo.

São Paulo, 04/07/2011
Armando A. C. Garcia

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342

A Inveja !

A Inveja !


Cobiçar o que é de outrem, gera inveja

Sentimento nefasto que se arrasta

Na humanidade, e nem mesmo a igreja

E suas leis, conseguiram dar-lhe o basta !


Essa fúria cega envenena a alma,

Pela frustração da incompetência

De quem não usa a prudência e a calma

Para ter na vida a mesma ambivalência


Destrói nas ondas o amor e a amizade

Com ódios, repugna o que prospera

E na alma fomenta sua maldade


Pois só, iniquidade em si impera

Pela inveja e cobiça à sociedade

Que cresce ao lado com celeridade.


São Paulo, 02-02-2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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437

Homenagem a São Paulo (replay)

Homenagem a São Paulo (replay)

A ti não chegaram as caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e América do Sul

És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual

Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repleta de arranha-céus imponentes

No emaranhado, contrasta briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
É a locomotiva que roda sem parar

Berço do trabalho e da cultura
Acolhe o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro

Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou

És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro

Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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253

Afago

Afago

O afago carinhoso

Que a mulher dá ao esposo

Não é um abraço perdido

É carinho concedido

Num peito aberto ao amor

Com o perfume da flor

A doce mistura de mel,

De amor insuperável.

As mãos cheias de ternura

Não se cansa a criatura

Na mansa fusão de almas.

Como pluma, tu acalmas.

Se o afago é manso, puro

É um afeto pro futuro

Desse enlevo de carinho

Que do imo, sai mansinho.

A mãe, a seu filho afaga

O pai, segue a mesma saga

Acarinha, ameiga, amima

Afeição, em amor se firma,

O afago é luz que anima

Dá à alma, clara estima

E quando o afago é sincero

É amor... sem exagero!

Post-Scriptum:

Afago é meigo carinho

De ternura e afeição

É a flor do caminho

Que perfuma o coração

SãoPaulo, 26/01/2015

ArmandoA. C. Garcia

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371

Amargos encantos

Amargos encantos


A mais pungente mágoa
Aquela que mais nos dói
Cujo calor é uma frágua,
É de um amor, que se foi.

É uma mágoa de prantos
De soluços e suspiros
São os amargos encantos
Já forjados em Oniros,

Que sufocam a ventura
Dizimando a esperança.
São os dias de amargura
Frustrando a confiança

Corações escravizados
Na dor mais rude e cruel
Aflitos e flagelados,
Seu cálice, continha fel !

Embora a dor nos açoite
A vida é bela e formosa
Mas, se o dia vira noite...
Seja ela, cor de rosa !

São Paulo, 14/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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278

Nas ondas...

Nas ondas ...

Neste mar a que chamamos de vida
Em condições adversas à calmaria
Navegamos nas ondas das intempéries
Para nos vislumbrarmos *paupéries
Ao deparar não passar de alegoria
A altanaria conquista da subida !

São Paulo, 13/01/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
*miséria; penúria
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366

Astronomicamente... desiguais !

Astronomicamente... desiguais !


Astronomicamente desiguais

Salários percebidos por políticos

Ao grupo social, no analítico

A proporção é vilã aos demais


E, no coeficiente majorativo

O deles, não se cansam de aumentar

Ao povo dão migalhas sem falar

Que o aumento deles é superlativo


As avaliações dos representantes

Trazem o ranço putrefato do petróleo

Dos sofismas virulentos, sem óleo

Rangendo na máquina *estuantes


Vinte bilhões que a máquina corroeu

É espantoso minha estimada gente

Que a **cleptocracia siga em frente

E impune, quem mais nos empobreceu


Solução de minguada transparência

Sem recuperação das verbas desviadas

Nas complexas e multifacetadas

Artes de ***concussão e influência


Apoderaram-se de vinte bilhões

É dinheiro de que nem temos noção

O rombo que abalou toda nação

Derrubou na Bolsa o valor das ações


Em consequência grandes acionistas

Dos Estados Unidos, acionam na justiça

A Petrobrás, a responsável da liça

Em razão do golpe dos oportunistas


O escândalo do grande desvio de dinheiro

Levará acionistas estrangeiros a pleitearem

Altas indenizações, as quais se equiparem

À perda sofrida nas ações do petroleiro


Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo

Desvalorizou pra a metade seu valor

Face às indenizações, será ainda pior

Se ela aguentar o arrimo do tombo


Roubo não se justifica, nem se explica

A não incriminação desses patifes

Demonstra que fazem parte doutra grife

Que tudo pode e que, nada os implica


Delação premiada! como ficam os delitos?

Proponho aos ladrões que confessem os crimes

Se somos iguais conforme a lei e regime

Confessado o crime... resolve-se os atritos !


Roubo não se justifica, nem se explica

Delação, atitude de Judas premiada

Não deixa de ser lorota de vil piada

D’gente sem honra, por herança abdica !


Dizê-la como uma das ignomínias maiores

da humanidade, apouca-lhe a dimensão

Foi um câncer que corroeu toda a nação

À exceção de nossos governadores


São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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* que ferve em cachão

** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia

*** extorsão ou peculato exercido por servidor público

394

Estrada da saudade

Astronomicamente... desiguais !


Astronomicamente desiguais

Salários percebidos por políticos

Ao grupo social, no analítico

A proporção é vilã aos demais


E, no coeficiente majorativo

O deles, não se cansam de aumentar

Ao povo dão migalhas sem falar

Que o aumento deles é superlativo


As avaliações dos representantes

Trazem o ranço putrefato do petróleo

Dos sofismas virulentos, sem óleo

Rangendo na máquina *estuantes


Vinte bilhões que a máquina corroeu

É espantoso minha estimada gente

Que a **cleptocracia siga em frente

E impune, quem mais nos empobreceu


Solução de minguada transparência

Sem recuperação das verbas desviadas

Nas complexas e multifacetadas

Artes de ***concussão e influência


Apoderaram-se de vinte bilhões

É dinheiro de que nem temos noção

O rombo que abalou toda nação

Derrubou na Bolsa o valor das ações


Em consequência grandes acionistas

Dos Estados Unidos, acionam na justiça

A Petrobrás, a responsável da liça

Em razão do golpe dos oportunistas


O escândalo do grande desvio de dinheiro

Levará acionistas estrangeiros a pleitearem

Altas indenizações, as quais se equiparem

À perda sofrida nas ações do petroleiro


Destarte, o valor da Petrobrás com o rombo

Desvalorizou pra a metade seu valor

Face às indenizações, será ainda pior

Se ela aguentar o arrimo do tombo


Roubo não se justifica, nem se explica

A não incriminação desses patifes

Demonstra que fazem parte doutra grife

Que tudo pode e que, nada os implica


Delação premiada! como ficam os delitos?

Proponho aos ladrões que confessem os crimes

Se somos iguais conforme a lei e regime

Confessado o crime... resolve-se os atritos !


Roubo não se justifica, nem se explica

Delação, atitude de Judas premiada

Não deixa de ser lorota de vil piada

D’gente sem honra, por herança abdica !


Dizê-la como uma das ignomínias maiores

da humanidade, apouca-lhe a dimensão

Foi um câncer que corroeu toda a nação

À exceção de nossos governadores


São Paulo, 09/01/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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* que ferve em cachão

** a corrupção nas altas esferas que põe em xeque a democracia

*** extorsão ou peculato exercido por servidor público

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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