Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
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Et cetera - 27/08/2026

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

1136

Despidos de Moral

Despidos de Moral


No inocente desafio a gênese do mal

Transtorno de personalidade nacional

Desvios de percepção despidos de moral

Na conduta dos individuas no poder

Capazes de reduzirem a personalidade

Dos cidadãos a um sentimento de igualdade

Condição social patológica que ao grupo

É imposta, sem levarem em conta o apupo

Da minoria que pode enxergar este fator

Que a longo prazo pretendem impor

E o indivíduo passa a pensar em "nós", Assim,

de tão coletivizado deixa de pensar em "mim"

Esta mudança está sempre apropriada

A novos conceitos jurídicos, equilibrada

Em novo sistema social a ser concebido

Onde o indivíduo pode dar sua vida por ele

Grupo denominado de ponerogênicos

Cuja melhor denominação; anticívicos

Vez que em plena luz do dia não hesitam

Em reverter a lei a favor, se necessitam

Assim, impondo de maneira lenta e gradual

Vão adequando aos fins do descomunal

A ordem de modo autoritário e irrevogável

Desestabilizando a qualquer custo a nação

Para eles o primordial é personificação

Conclamo aos liberais e conservadores

E a todo aquele que ao país tem amor

A proteger a nação de maléficas instituições

Para não vermos nossos filhos chorar, depois !

Porangaba, 11/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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284

O amor é chama... (soneto duplo)

O amor é chama ...(soneto duplo)

O amor é chama que arde no peito

Sentimento que aquece permanente

Vida de contentamento a quem o sente

É viver num paraíso perfeito.

É fogo que não se apaga sutilmente

Esperança de carinho toda a vida,

É ter a confiança consentida

É dar a lealdade a quem consente.

Amor é o fruto deiscente que se abre

No esplendor da fausta primavera

Que por vezes toca noutra alma severa.

É ficar preso sob a mira de um sabre,

Ou viver para servir a quem se ama,

Na cinza permanente dessa chama !

Porangaba, 08/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O amor é fogo ...

O amor é fogo que arde sem queimar

É algo imaterial qu'a gente sente e não vê

É o despertar pra vida da alma e da fé

É um querer, impossível de deixar

É um contentamento de alegria

Sentimento impar de felicidade

É troca sincera de lealdade

É querer o que se quer, sem astenia

É morrer pelo amor se precisar

É servir-lhe de guia na cegueira

É ter com quem dividir à sua beira

É contentar-se, mesmo descontente

Se a vida dói, fingir que não o sente,

E não deixar a chama se apagar !

Porangaba, 09/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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396

Queimei os sonhos,

Queimei os sonhos,

Queimei os sonhados sonhos
Na minha vida de sonhos

E sem desejo de encontrá-los,

Eu; nem pensei procurá-los

Sonhos de amor, de saudade

Dos tempos da frivolidade

Sonhos d’esperança, perdidos

Num disfarce consentidos,

Sonhos de vida perdida,

Foi uma vida, sem vida

Inverno sem primavera.

Rocambolesca quimera,

As penas, do meu penar

Tu, m’as fizeste aceitar,

As mesmas que escolhestes

No fora, que tu me deste

Teria sido tão diferente,

Não fosse maldita serpente,

Que de ti, me separou,

E para longe me levou

Mágoas, só geram tristeza

E esta, nos deixa a certeza

Que nossa alma está morta

Quando o amor nos fech’a porta

Desamor, pranto profundo

Em qualquer parte do mundo

Sonhos cruéis que no fundo

Fruto de amor infecundo

Inverno sem primavera,

Sonho de falsa quimera

Sem praia e sem flores

Sem ternura e sem amores

Do corpo, o sonho desliga

A falsidade, e a fadiga

E faz a gente pensar,
Em ardentes febres amar

Ó ilusão que não cansa,

Do sonho, fazer mudança

Ao gosto da opinião

Que nutre nossa paixão.

Por defeito a natureza,

Sujeita nossa fraqueza

A variedade do sonho

Nunca real, eu suponho !

Porangaba, 15/08/2015(data da criação)

Armando A. C. Garcia

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269

A fúria que o mar agita

A fúria que o mar agita

Mesmo que tal não pareça

A sina de minha cruz,

O sofrimento começa

Quando me afastei da luz

Os males, que cisma fomenta

Sem proveito e em demasia

São raiva que alimenta

O estertor duma agonia

A fúria que o mar agita

Tem vigor omnipotente,

Ninguém na vida cogita

Quand’o sangue ferve quente.

O Ser; em dor se derrama

Quando o fruto, é desengano

É qual faísca sem chama,

No notável corpo humano.

Nem o gestor das idades

Tragador dos pensamentos

Das vidas e das cidades

D’esculturas e monumentos,

Tem o dom da equidade,

Pra trazer a felicidade

A alegria e a bondade,

Nem que seja... por piedade !

Porangaba,15/08/2015(data da criação)

Armando A. C. Garcia

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384

Neste mundo de vaidades !

Neste mundo de vaidades !


Neste mundo de vaidades,
Onde todos andam perdidos,
Exaltam-se mediocridades,
Apoucam-se os comedidos

Desordens da natureza
Inconformes à razão
Sublimando a vileza,
Deslustrando ocidadão.

Entre tais fatuidades,
O mundo os enaltece,
Nutrem d’efemeridades
Os que lhe dão abenesse,

A vida tem suas regras,
Que a outras se antepõem
Umas claras, outras negras
Que na vida se interpõem.

Das infernais, a vaidade,
A mais nefasta e medonha,
É de tamanha acuidade,
Que ao homem, dá vergonha !

Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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310

Que mais queres ó vida ! (soneto)

Que mais queres ó vida ! (soneto)


Que mais queres ó vida, deste ancião
Já mui fraco, sem ânimo e rugoso
Outrora enérgico, impetuoso,
Indomável coragem no coração,

Hoje,sem forças, curte o desengano
Dos dias que fogoso se sentia.
Vejo agora, que d’nada me servia
Indumentária social, ou de cigano

Findou o encantamento que dispunha
Quando jovem, alegre, prazenteiro
Tinha o bolso recheado de dinheiro

Hoje,vazio, como vazia sua alma
Seu ímpeto, seu alento; agora é calma,
Antes,nenhuma, àqueles se antepunha !

Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia


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283

Erros de quem ama ! (soneto)

Erros de quem ama ! (soneto)

Perdidas todas suas esperanças

Fundadas em supostas conjeturas

Vede quão perigosas e inseguras,

Ao dar ao amor, eterna confiança

De erros, quem ama, não está ausente

Nem de sofrimentos d’áspera contenda

Só quem, ao seu coração não atenda,

Os sonhos, que sua alma consente,

E se lágrimas, os olhos consentissem

Ao sentir o arrependimento profundo

Mais de mil, seriam as que se viessem

Vertendo o lamento, o sentido pranto

Num caráter decisivo, rotundo

D’amor,que sem saber amava tanto !

Porangaba, 17/07/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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361

Nidificando ,,, (soneto)

Nidificando... (soneto)

Na copa das árvores,nota-se movimento

Num constante vai evem da passarada

Afluênciacircunscrita ao advento

De novos canários,de nova ninhada

Pássaros preto; pintassilgos,João de barro,

Sábias, acorrendo aalimentar a prol

A passarada, nessevai e vem bizarro

Agita as árvores, donascer ao por do sol.

Com seus trinados,de lindas melodias

Enchem de encanto epaz o meu pomar

Comem meus figos,peras, que alegria

Vê-los beliscar asfrutas sem parar,

De manhã, à tarde,em todo o dia

Lá procuram, com oque se alimentar

São Paulo,12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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352

A terra onde nasci. - Miranda do Douro

A terra onde nasci.

Miranda do Douro

A terra onde nasci, tem céu azul-celeste

Com estrelas dependuradas no zimbório

E tem na rigidez duma terra agreste,

A imaginação dum templo evocatório.

Hoje, tem gente nova que desconheço

Com heterogeneidade de padrões

Mas todos eles, merecem o meu apreço

Mesmo que sejam diferentes as deflexões

Minha Miranda, foste a última atalaia

Fazes divisa natural com a Espanha

Defendeste nosso país na azagaia

- Demonstrando o vigor de tal façanha.

O rio Douro, serpenteia tua terra

Terras do querido e amado Portugal

O teu castelo e Sé; superou a guerra

Hoje, orgulho do patrimônio nacional.

As belezas naturais que tu encerras,

Transformam meu amor em saudade.

- Onde vivo, tem imensidão de terras

Mas nenhuma, se iguala à tua majestade !

São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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414

O Melro ! (Infanto juvenil)

O Melro ! (Infanto-juvenil)


Melro que pias sozinho

A morte de tua mãe

Nesse piar tão baixinho

Externas tua dor, também

Teu sentimento profundo

Revela amor pela mãe.

- A criatura no mundo

Igual ao teu, já não tem.

Quisera Deus que assim fosse

O amor do ser humano

Hoje imbuído na posse,

Só vê o lado profano.

O melro piando dolente

Demonstra com sua dor

Ao pai omnipotente

Quão grande era seu amor,

Põe-se o sol, vem o luar

À noite, já mal se ouvia

Mas continuava a cantar

Num choro de agonia

Veio um anjo e lhe falou

Melro, não fiques triste

A tua mãe descansou

Estava doente, tu não viste

O melro, quase expirando

Ao anjo se reportou:

Passei a vida voando,

Minha mãe, nada falou !

São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....