E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Por do Sol/ Alvorecer
Se o por do Sol é bonito
É mais lindo o alvorecer
Aquele, representa declínio
Este, a vida a florescer
Põe-se o sol, a noite cai
Em noites de lua cheia,
O luar rasga a escuridão
E abóbada do céu permeia,
Com estrelas cintilantes
No céu majestoso,a brilhar.
Vem o crepúsculo matutino
E a lua, parte a chorar !
Com sua luz radiante
O Sol é vida, alegria
Traz em si, o renascer
Graça, vigor, *acrosofia
Novo dia, nova esperança
Sol é luz, é movimento
Elemento de pujança
Dentro do próprio elemento
No crepúsculo vespertino
A lua, volta a brilhar
Na permutação cíclica
Dia após dia, sem parar
Este mecanismo complexo
Comumente, chamado de vida
Para uns, o luar é reflexo
Da luz do dia refletida !
* A sabedoria divina
Porangaba, 11/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Sem água, as plantas fenecem
Nem as ervas daninhas crescem.
Roguemos, que a seca arrede
Onde não chove, vem a miséria
Vem a fome, a calamidade,
O flagelo, adversidade
Proliferando a bactéria
Oh! Deus, compadece-te de nós
Manda São Pedro abrir torneiras
Pois a São Paulo está às beiras
De uma sequidão atroz.
São Paulo, 17/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
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Poesia – Alçar vôo
Minha alma precisa ser livre, livre
Como a águia nos céus do horizonte
Como a clareza da água da fonte
Sem obstáculo algum que de tal a prive
Pra quando chegar a hora de alçar vôo
Singrar por todos oceanos e céus
Abstrair de todos os afetos meus
Como sendo o último café que côo
São Paulo, 21/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
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Na mão de Deus
Na mão de Deus, deposito minha vida
Na esperança que me seja concedida
No derradeiro momento da partida
A remição à minh’alma arrependida
Que a luz espiritual de imortal ventura
Me leve a Teu lado, ao palácio da alvura
À Tua mão direita, de coração liberto,
Remido, faça jus à salvação decerto
Em Ti, busco o claro entendimento
A razão da imortalidade e do elemento
Qu’após morte, leva à Santíssima Trindade
Mistério da fé Cristã, da Divindade
Na mão de Deus, em Tua luz resplandecente
Quero que descanse minha alma eternamente
Que nela fecunde o amor e a caridade
O conhecimento da razão e da verdade !
Porangaba, 03/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
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A casinha pequenina
Naquela pobre casinha
O telhado é uma peneira
Na chuva, é só goteira
No quarto, sala e cozinha.
No raiar do sol a pique,
P’lo telhado esburacado
Entra a luz por todo lado
Fazendo inveja à casa chique
Ao despontar a madrugada
O sabiá na mangueira
Trina a manhã inteira
Tal como num conto de fada
Naquela casinha singela
Reina amor, felicidade
E quem passa à frente dela
Ao vê-la, sente saudade
Seu jardim é um encanto
Rosas, jasmim, margarida
É um sonho à boa-vida
A magia daquele recanto
Bem na beira dum riacho
De água pura, cristalina
Orla florida de boninas
É um sonho pro meu facho
A casinha, é um meigo ninho
Só pobre na edificação.
Rica de amor e de pão,
Do paraíso, um pedacinho !
São Paulo, 07/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Política/mente
Neste mundo de enganos e desenganos
Nesta ausência permanente da verdade
Promete-se tudo, palavra de ciganos
Nas mal delineadas teses de aceitabilidade
No longo corredor, deslavada/mente
Mentem com promessas, nunca a ser cumpridas
Na senda de mentiras, covarde/mente
Enganam o eleitor, com melhora em suas vidas
Nessa trilha do poder, nacional/mente
Dardejam entre si chispas inflamadas
No presente e no futuro, certa/mente
Continuarão mentindo, em busca da Alvorada
São Paulo, 27/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....