E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Resquícios de lembranças
Num lampejo de saudade teu encanto
Irrompe, como cachoeira em livre queda
No turbilhão da correnteza. Onde o canto
da sinfonia das águas, nele se envereda,
No resquício de lembranças, adormecidas
Que fluem de sonhos de amor, de mansinho
Em meio às esperanças, já perdidas
Nas pedras cheias de lama do caminho
Vivo, da triste saudade, sem clemência,
No desejo, que o tempo refaça os anseios
Refazendo o desengano na coerência
Da relação harmônica de meus devaneios
Vaguei na ambivalência mística da idéia
Contemplativa, absorção do pensamento
E como aranha me envolvo nessa teia
Qu’a aridez do tempo, forjou sem um lamento
Como folhas que a ventania não soprou
Estão em mim os resquícios das lembranças
Preciso expurgar da alma o que sobrou
Praretornar a ter da vida confiança !
Porangaba,23/08/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Cinzas do passado !
No silêncio da saudade
Acredite, ouço sua voz
Quando o luar, a terra invade
Diviso sua sombra, na foz !
E, quando triste passeio
Taciturno, melancólico
Vou espairecer no seio
Do meu recanto bucólico
Certas noites te procuro,
Fitando as estrelas do céu
Sob o manto azul-escuro
Está, teu destino e o meu
O céu não quis nos unir
No passado e no futuro
São saudades a carpir
Neste orbe, obscuro
Nesta mata de enganos
Em que sonhos flutuam
Nos recônditos *arcanos
Que na alma perpetuam
Longo mar, longa distância
Tua imagem carinhosa
Não teve a mesma coerência
Que fez de ti, a mais ditosa
Jamais tirei da lembrança
A moldura do teu rosto
Mas o fiel da balança
Pendeu-se no contraposto
Neste longo corredor
Que a vida nos aflora
A paixão é uma dor
Que nem a morte a devora
*segredo; mistério
Porangaba, 26/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Pai ! (replay)
PAI, chama de vida
Presente a toda hora
No carinho, educação
Deste sempre acolhida
Ao impulso que aflora
Do meu pobre coração
És o grande timoneiro
Significado de vida
Com tua sabedoria
Moldaste, qual usineiro
Sem deixar de dar guarida
À minha triste *agnosia
Aos poucos foste moldando
Mostrando o bom caminho
No exemplo de tua conduta
Aprendi o valor, quando
Vi em grande desalinho
Minha vida dissoluta
Que entre o certo e errado
Há grande diferenciação
Um, caminho verdadeiro
O outro, leva ao pecado
Um pulsa na exatidão
Outro, exala mau cheiro
Corrigir, defeitos, falhas
Tudo de ti aprendi
Conhecimento, bondade
E, enfrentar as batalhas
Que, de nenhuma fugi
Nem estendi a toalha
Longo o aprendizado
Foi-me de grande valia
Aprendi a ser honrado
Probo, integro, respeitado
A **cravelha que me guia
Tangendo cordas do fado
PAI, de ti foi plagiado
Nos passos de teu caminho,
Teu exemplo incrustado
Na minha alma gravado
Por teu amor e carinho
A teu filho dedicado.
Neste dia congraçado
Aos pais deste universo
Quero deixar um recado
Nas letras deste meu verso
Que seja um dia louvado
E o Pai, parabenizado.
Com abraço de ternura
E um beijo de afeição
Que expresse o carinho
Cheio amor e ventura
E sele a saudação
Com cheiro de rosmaninho!
São Paulo, 13/08/2011
Armando A. C. Garcia
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leia; SER PAI
*ignorância
**peça para retesar as cordas (de instrumentos de corda)
Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....