Lista de Poemas

Fonte do amor !...

Fonte do amor !...



Nesta ausência da verdade

Na cinza que o fogo deixa

Onde a queima da vontade

É o suspiro da queixa


Última réstia do sol

Última réstia de esperança

Sonho flutua ao arrebol

O enigma à semelhança


A memória se povoa

De perspectivas sem fim

Tua imagem sobrevoa

As sombras do meu jardim


Nas voltas que o contornas

Dissipas o ensombrado

As flores, antes soturnas

Voltaram ao seu passado


Fundem-se as emoções

Num gradual sentimento

Que une dois corações

Ao sagrado sacramento


Nessa fonte de desejo

Onde nasce o grande amor

Se beijar-te é um ensejo

Abraçar-te é esplendor !


Porangaba, 09/08/2014

Armando A. C. Garcia


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460

A Concupiscência

A concupiscência



A *concupiscência é o antônimo da pureza

É a principal causa dos males humanos

Fruto do desejo intenso com certeza

Por bens, gozos materiais ou sexuais


Na **preceituação, retórica-poética

A ostentação por desejos diletantes

Evidenciam procedimentos sem ética

Obra das veleidades inconstantes


Nos olhos há cobiça, na mente ilusão

Seus caminhos cruzam o intangível

Na distante presença das estrelas


Desvairadamente o seu coração

Não se coaduna com o plausível

- Despedaça-se na ambição, sem cautela !


*desejo intenso de bens ou gozos materiais

**ordenamento;.determinação


Porangaba, 02/08/2014

Armando A. C. Garcia



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521

Na mão de Deus

Na mão de Deus


Na mão de Deus depositei a esperança

E foi nessa âncora de fé e confiança

Que encontrei a paz nesta existência

Unida à força psíquica da consciência


Na imensidade dos mundos perplexo

Nosso espírito os habita genuflexo

Ante o incomensurável poder Divino

Que na essência da alma descortino


Guardarei na Sua mão eternamente

Os mimos de magnitude e esperança

Que ao longo da vida fez semente


Nas lições d’amor do Grande Professor

Que veio ao mundo proceder a mudança

Trazendo a aliança do Redentor !


Porangaba, 20/07/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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485

MIRANDA, Voltei, para reverte

MIRANDA,Voltei, para reverte

Minha terra, minha terra
Quantas saudades eu tive
Por tudo que ela encerra,
Pelo tempo que cá estive

Miranda, tu és o ouro,
O Douro, corre a teus pés
Miranda, és um tesouro
Orgulho do Mirandês

Quem me dera ó Miranda
Voltar a morar aqui
No destino, ninguém manda
Premissa que conclui.

Reverte agora, novamente
É imensa satisfação
O que meu coração sente
É alegria e emoção

Encontro-te remoçada
Mais linda e evoluída

Ao retornar, choro a partida
Minha Miranda, querida !

Querido torrão natal
Vim matar minha saudade
Foi em teu solo, afinal
Que passei a mocidade !

Miranda do Douro, 30/06/2014 - Portugal
Armando A. C. Garcia

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542

O Canto da Sereia !...

O Canto da Sereia !...


Sonhos que alimentei e vi morrer
Os sonhos que sonhei na minha infância
E hoje, os alimento, sem saber
Quão grande foi a sua importância

Mais doces que a brisa e a lua cheia
Tão belos, tão puros, por vezes vulcão
Na imaginação, ao canto da sereia
Inquietos, à mente causam confusão.

São Paulo, 13/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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462

Na culminação do poder !

Na culminação do poder !



Quando chegam à culminação do poder

Esquecem de que foram eleitos pelo povo

Legislam em seu próprio favor e querer

Como se sua fosse, a outorga do povo !


Nossos votos, são subjugados ao crivo

E escravos de sua ambivalência

Projetados aquém da história ao vivo

Como pura antecipação da pestilência


Os noticiários diários nos dão conta

Dos mais horríveis crimes cometidos.

Se preso o meliante, para nossa afronta

A justiça o liberta, estamos perdidos !...


Sem sentido, estranho procedimento

A polícia o prende, a justiça o solta

Dizem o Código Penal ser um instrumento

Ultrapassado. Como a própria escolta


Entretanto, nessa versão, eu não creio,

Que seja pusilanimidade do Código.

Na Lei de Execuções Penais, antevejo

O aniquilamento penal, dito antigo


Hão de se levar em conta as distorções,

Que recentemente nele foram insculpidas

Com benesses pra deixar fora das prisões

Ladrões que atazanam nossas vidas


Concedidas, pelos que, com pundonor

Deveriam proteger nossa sociedade

Ao invés de defender o malfeitor

Deveriam agir com mais seriedade


Até quando esta gente, desprotegida

Sem ninguém, linha dura, que interceda.

Sem cessar o crime, a vida é consumida

P’la inquietação do terror, que não arreda


O psique emocional chegou à exaustão

A nação está descrente do congresso

Não se instituem leis para a punição

Ao contrário, as fazem para o egresso


Acovardam-se com medo dos facínoras,

Ou será, como diz o adágio popular

Que quem cuspe pra cima, lhe cai na cara,

Por este receio, a lei deve ser singular !


Vergonha ! Uma Vergonha Nacional

Não há mais políticos como antigamente

Os que temos, desprotegidos de moral

Só pensam na grana, absolutamente !


Porangaba, 07/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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512

Seu último suspiro

Seu último suspiro


Na sua palavra trouxe a luz ao mundo
Rasgando a escuridão da mente humana
Seu último suspiro, foi profundo
De clemência da humanidade insana

A palavra triunfante, o destino
Cortou cedo demais na sua vida
O verbo inflamado do peregrino
Que deixava toda elite constrangida !

Medonho fragor no último momento
Quando cessou o dia e a noite veio
No calvário de torrentes sem lamento
Expirou d’vez, voltou pra donde proveio

Sob o cavo obliterante o dia se fechou
Na terra, o terror separou os horizontes
O ruído das torrentes silenciou
Um soluço abafado, cobria os montes

Ó Deus! porque tal dano consentiste
Teu filho subjugado à paixão mundana.
Triunfou da adversidade, se morte existe
Para hoje, Ele ouvir o cântico de hosana !

São Paulo, 06/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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416

O Tal do Coração !

O Tal do Coração !



Coração ! És tu da vida o sustentáculo

Que sem cessar, não medes as fadigas

Teu sustento, mitigas no cenáculo

Excelsa preeminência a que te ligas


Tuas fibras de viço e vigor potente

Fazem o sangue no corpo voltejar

E assim, vigorizas com sangue quente

O físico, por todas as veias ao passar


De ti, o homem recebe o alento

A força, que lhe infunde a coragem

A disposição resoluta do intento

O brio, quando puro o sentimento


É hospede teu, nosso corpo inteiro

De ti, a mor parte do tempo esquecido

Sem reverenciar-te, como hospedeiro.

Me amoldo a ti, não fiques enfurecido,


Como tu, envelheci, que mais tu queres

Deste ancião caduco, rugoso e fraco

Findaram as ilusões, findaram os prazeres

Só nos resta a transferência pro buraco !


Na última estação da vida, fustigado

D’borrascas, contrariedades seguidas

Não esperes qu’inda seja transformado

A máquina, está duplamente enfraquecida !


Porangaba, 08/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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560

Em ti,

Em ti,


Em ti, depositei minha confiança

Por ti, sofri grandes humilhações

Eras tu, minha única esperança

De unir nossos pobres corações


Enquanto eu esperava, o sol se punha

Caindo a mansidão da negra noite

Na lentidão o tempo se antepunha

À dor de transpor tremendo açoite,


Embora a dor me fira incessante

Com escaras no peito repetidas

Cismando esse momento importante,

Pensamentos duvidosos em nossas vidas


Separaram pra sempre nosso amor

Eu, nunca esquecerei essa tristeza

Que penaliza meu foco interior

Onde se esconde a dor dessa vileza


Tu, vacilando em raios cor de rosa

Teu peito exita, mas por mim falece

A essência do amor... foi pura prosa

No correr dos dias, cedo me esquece !


E em outros estímulos se envolve

Teu peito de amor, que era só meu,

Teu olhar flutua, a mente resolve

E como em imenso sonho se perdeu


Tua viva paixão, foi chama qu’se apaga

Bastou voltejante rio passar perto

- Tua inconsciente moral, como fraga

Um dia, virará areia do deserto !


Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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488

Para ti !...

Para ti !...

Reservei para ti,
O amor de minha vida
Mas eu logo percebi,
Que era jogada perdida

Desse afeto estiolado
O fulgor de minha estrela,
Vi apagar no passado
Eu, sumir tal como ela.

Quem me dera a fantasia
Não fosse realidade,
Pois viver nesta utopia
É nebulosa que invade

O meu sonho de ilusão
N‘esplendor da primavera
Quando risonho, então
Eu ficava à sua espera

Perdida no meu passado
Essa quimera de amor
Para o hoje é projetado
O sentimento dessa dor

Nada que traga consolo
À mágoa que em mim ficou
Sou como um filho sem colo
Que em sua mãe não mamou

Eu perdi nesta existência
O amor de minha vida
Que por mera contingência
A um amigo foi servida!

São Paulo, 27/05/2014
Armando A. C. Garcia

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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