E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Fonte do amor !...
Nesta ausência da verdade
Na cinza que o fogo deixa
Onde a queima da vontade
É o suspiro da queixa
Última réstia do sol
Última réstia de esperança
Sonho flutua ao arrebol
O enigma à semelhança
A memória se povoa
De perspectivas sem fim
Tua imagem sobrevoa
As sombras do meu jardim
Nas voltas que o contornas
Dissipas o ensombrado
As flores, antes soturnas
Voltaram ao seu passado
Fundem-se as emoções
Num gradual sentimento
Que une dois corações
Ao sagrado sacramento
Nessa fonte de desejo
Onde nasce o grande amor
Se beijar-te é um ensejo
Abraçar-te é esplendor !
Porangaba, 09/08/2014
Armando A. C. Garcia
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A concupiscência
A *concupiscência é o antônimo da pureza
É a principal causa dos males humanos
Fruto do desejo intenso com certeza
Por bens, gozos materiais ou sexuais
Na **preceituação, retórica-poética
A ostentação por desejos diletantes
Evidenciam procedimentos sem ética
Obra das veleidades inconstantes
Nos olhos há cobiça, na mente ilusão
Seus caminhos cruzam o intangível
Na distante presença das estrelas
Desvairadamente o seu coração
Não se coaduna com o plausível
- Despedaça-se na ambição, sem cautela !
*desejo intenso de bens ou gozos materiais
**ordenamento;.determinação
Porangaba, 02/08/2014
Armando A. C. Garcia
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Na mão de Deus
Na mão de Deus depositei a esperança
E foi nessa âncora de fé e confiança
Que encontrei a paz nesta existência
Unida à força psíquica da consciência
Na imensidade dos mundos perplexo
Nosso espírito os habita genuflexo
Ante o incomensurável poder Divino
Que na essência da alma descortino
Guardarei na Sua mão eternamente
Os mimos de magnitude e esperança
Que ao longo da vida fez semente
Nas lições d’amor do Grande Professor
Que veio ao mundo proceder a mudança
Trazendo a aliança do Redentor !
Porangaba, 20/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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MIRANDA,Voltei, para reverte
Minha terra, minha terra
Quantas saudades eu tive
Por tudo que ela encerra,
Pelo tempo que cá estive
Miranda, tu és o ouro,
O Douro, corre a teus pés
Miranda, és um tesouro
Orgulho do Mirandês
Quem me dera ó Miranda
Voltar a morar aqui
No destino, ninguém manda
Premissa que conclui.
Reverte agora, novamente
É imensa satisfação
O que meu coração sente
É alegria e emoção
Encontro-te remoçada
Mais linda e evoluída
Ao retornar, choro a partida
Minha Miranda, querida !
Querido torrão natal
Vim matar minha saudade
Foi em teu solo, afinal
Que passei a mocidade !
Miranda do Douro, 30/06/2014 - Portugal
Armando A. C. Garcia
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O Canto da Sereia !...
Sonhos que alimentei e vi morrer
Os sonhos que sonhei na minha infância
E hoje, os alimento, sem saber
Quão grande foi a sua importância
Mais doces que a brisa e a lua cheia
Tão belos, tão puros, por vezes vulcão
Na imaginação, ao canto da sereia
Inquietos, à mente causam confusão.
São Paulo, 13/07/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Na culminação do poder !
Quando chegam à culminação do poder
Esquecem de que foram eleitos pelo povo
Legislam em seu próprio favor e querer
Como se sua fosse, a outorga do povo !
Nossos votos, são subjugados ao crivo
E escravos de sua ambivalência
Projetados aquém da história ao vivo
Como pura antecipação da pestilência
Os noticiários diários nos dão conta
Dos mais horríveis crimes cometidos.
Se preso o meliante, para nossa afronta
A justiça o liberta, estamos perdidos !...
Sem sentido, estranho procedimento
A polícia o prende, a justiça o solta
Dizem o Código Penal ser um instrumento
Ultrapassado. Como a própria escolta
Entretanto, nessa versão, eu não creio,
Que seja pusilanimidade do Código.
Na Lei de Execuções Penais, antevejo
O aniquilamento penal, dito antigo
Hão de se levar em conta as distorções,
Que recentemente nele foram insculpidas
Com benesses pra deixar fora das prisões
Ladrões que atazanam nossas vidas
Concedidas, pelos que, com pundonor
Deveriam proteger nossa sociedade
Ao invés de defender o malfeitor
Deveriam agir com mais seriedade
Até quando esta gente, desprotegida
Sem ninguém, linha dura, que interceda.
Sem cessar o crime, a vida é consumida
P’la inquietação do terror, que não arreda
O psique emocional chegou à exaustão
A nação está descrente do congresso
Não se instituem leis para a punição
Ao contrário, as fazem para o egresso
Acovardam-se com medo dos facínoras,
Ou será, como diz o adágio popular
Que quem cuspe pra cima, lhe cai na cara,
Por este receio, a lei deve ser singular !
Vergonha ! Uma Vergonha Nacional
Não há mais políticos como antigamente
Os que temos, desprotegidos de moral
Só pensam na grana, absolutamente !
Porangaba, 07/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Tal do Coração !
Coração ! És tu da vida o sustentáculo
Que sem cessar, não medes as fadigas
Teu sustento, mitigas no cenáculo
Excelsa preeminência a que te ligas
Tuas fibras de viço e vigor potente
Fazem o sangue no corpo voltejar
E assim, vigorizas com sangue quente
O físico, por todas as veias ao passar
De ti, o homem recebe o alento
A força, que lhe infunde a coragem
A disposição resoluta do intento
O brio, quando puro o sentimento
É hospede teu, nosso corpo inteiro
De ti, a mor parte do tempo esquecido
Sem reverenciar-te, como hospedeiro.
Me amoldo a ti, não fiques enfurecido,
Como tu, envelheci, que mais tu queres
Deste ancião caduco, rugoso e fraco
Findaram as ilusões, findaram os prazeres
Só nos resta a transferência pro buraco !
Na última estação da vida, fustigado
D’borrascas, contrariedades seguidas
Não esperes qu’inda seja transformado
A máquina, está duplamente enfraquecida !
Porangaba, 08/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Em ti,
Em ti, depositei minha confiança
Por ti, sofri grandes humilhações
Eras tu, minha única esperança
De unir nossos pobres corações
Enquanto eu esperava, o sol se punha
Caindo a mansidão da negra noite
Na lentidão o tempo se antepunha
À dor de transpor tremendo açoite,
Embora a dor me fira incessante
Com escaras no peito repetidas
Cismando esse momento importante,
Pensamentos duvidosos em nossas vidas
Separaram pra sempre nosso amor
Eu, nunca esquecerei essa tristeza
Que penaliza meu foco interior
Onde se esconde a dor dessa vileza
Tu, vacilando em raios cor de rosa
Teu peito exita, mas por mim falece
A essência do amor... foi pura prosa
No correr dos dias, cedo me esquece !
E em outros estímulos se envolve
Teu peito de amor, que era só meu,
Teu olhar flutua, a mente resolve
E como em imenso sonho se perdeu
Tua viva paixão, foi chama qu’se apaga
Bastou voltejante rio passar perto
- Tua inconsciente moral, como fraga
Um dia, virará areia do deserto !
Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....