Lista de Poemas

A vida inteira ! (soneto)

A vida inteira ! (soneto)

Carreguei a vida inteira, este meu fardo
Fruto idílico de um amor passado
Que em chamas de amor ainda arde
E nem as cinzas, dão o fogo apagado.

Olha, do que o amor verdadeiro é capaz
Mesmo fazendo de ti, gato e sapato
Nunca deixarás de voltar atrás,
Ao giro das paixões, mesmo caricato.

Pois as asas das malvadas tentações,
Sempre ousarão tua vontade dominar
Acendendo e apagando dilações.

E mesmo assim, a velho coração resiste
A todas as vicissitudes, para amar
Do primeiro amor, a quem amar insiste !

São Paulo, 10/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Que mais queres ó vida !  (soneto)

Que mais queres ó vida ! (soneto)


Que mais queres ó vida, deste ancião
Já mui fraco, sem ânimo e rugoso
Outrora enérgico, impetuoso,
Indomável coragem no coração,

Hoje, sem forças, curte o desengano
Dos dias que fogoso se sentia.
Vejo agora, que d'nada me servia
Indumentária social, ou de cigano

Findou o encantamento que dispunha
Quando jovem, alegre, prazenteiro
Tinha o bolso recheado de dinheiro

Hoje, vazio, como vazia sua alma
Seu ímpeto, seu alento; agora é calma,
Antes, nenhuma, àqueles se antepunha !

Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Do primeiro amor... (soneto duplo)

Do primeiro amor... (soneto duplo)


Do primeiro amor, ninguém esquece
É sentimento que na vida inteira cresce,
Na alma que ama, o coração floresce
Sentimento intenso que não perece.

É esse amor eterno, verdadeiro
Que a alma alimenta no braseiro
Mantendo na memória do primeiro
Condição dum digno cavalheiro,

E este sentimento é tão profundo
Que em qualquer lugar deste mundo
O primeiro amor é o mais fecundo

Feliz daquele que recebe a benção
Sacramental da eterna união,
Sentimental desejo do coração !

II

Todavia, por certos contratempos
Outros, tão divergentes da vontade
Não que seja por meros passatempos
Perde-se o amor primeiro, vem saudade

Esta infinda, trazendo a nostalgia,
Preso à memória o desejo aceso,
Querendo o primeiro amor a cada dia
Como se pudesse voltar ao que é defeso.

Tristeza, dor e sofrimentos mil
Ao sentir no peito amor intenso
Sem puder ser ao grande amor servil,

É o amor que a alma não esquece,
Nem o coração o deixa suspenso
Passa a vida inteira, e não perece !

Porangaba, 13/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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A Pérola !... (Infantil)

A Pérola !... (Infantil)


Caminhava pela praia
Um plebeu, pescador
Quando surgiu a princesa
Tão linda como uma flor !

O destino quis que ao vê-lo
Gostasse dele a princesa
E levou-o ao castelo
Pra apresentar à realeza

Nada tinha o pescador
Pra princesa presentear
Pescou a pérola mais linda
Que havia no fundo do mar

Seu presente de noivado
Estava ali garantido
Deixou o rei encantado
E aceitou o pedido

Na véspera do casamento
Novamente foi pescar
E pra seu maior contento
Pescou a pérola, que era par

Presenteou a rainha
Que muito agradeceu,
Perguntou donde provinha
Ele disse, que era do céu!

As pérolas eram tão belas
Parecia que tinham luz
Geradas duns cravos velhos
Que pregaram as mãos de Jesus !

São Paulo, 04/11/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O Simples Labor

O Simples Labor 

O nectário floral, nutre o beija-flor
E faz a abelha zumbir em seu redor
E desse celeiro, ninho de amor
Da candura inocente de cada flor

Surge a doce substância chamada mel
De angélica fragrância, o néctar da flor
E pela constância do afinco labor
Dessas obreiras, no trabalho fiel

No esplendor imorredouro a cada dia
Vão granjeando o sustento no farnel
Para suprir as necessidades com o mel
Extraído, até da perfumada orquídea ! 

Para em noites caliginosas e frias
Alimentarem o enxame da colméia\. 
Se expira ao pôr do sol a sua ceia
Nunca terão aflições e agonias 

Seu corporativismo é da melhor idéia
Organização por tarefas de trabalho
Por isso nunca lhes falta em seu baralho  
Uma rainha que comande a colméia !

Porangaba, 04/03/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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