DEUS
DEUS
Já caminhei pela terra
Já caminhei pelo mar
Subi montes, desci serra
Nunca pude te encontrar
Caminhei no Sol ardente
E até, na fria Lua
Fui do Norte ao Poente
Casa em casa, rua em rua
Caminhei anos sem fim
E não pude encontrar-te
- Caminhando lado a mim
Foi difícil de achar-te
Sempre Tu me orientavas
Não ouvia teus conselhos
Pensamentos, sem palavras
Achava coisa de velhos
Finalmente reconheço
Nos caminhos percorridos
Se pedras são um tropeço
São caminhos definidos
Hoje, sei onde encontrar-te
Já que caminho contigo
Estás na poesia e na arte,
TU, és meu melhor amigo.
São Paulo, 04/07/2011 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Reto retrato de: TU (soneto)
Reto retrato de: TU (soneto)
Tu és o amor a quem eu quero tanto
Tu, és a esperança que em mim renasceu
A luz que clareia o meu caminho, enquanto
A alegria de meus dias só cresceu
Quando te encontrei, sorrindo no caminho
Tu, rosa sem espinho, perfumada
És a deusa do amor e do carinho
És a luz que ilumina minha estrada !
Tu, que és a expansão e o limite
O Omega e o alfa, a morte e a vida
A flor exótica, a onda em desafio
Tu. Que foste tudo isto em minha vida
Sou hoje, para ti um nada, um estalactite
Pendido do teto da caverna por um fio !
Porangaba, 10/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Por ti, (soneto quádruplo)
Por ti, (soneto quádruplo)
Por ti, só por ti, sofri amarguras
Mil atrocidades, desventuras
Por ti, só por ti, aguentei a dor,
Tão grande era, e foi o meu amor
Se lá do alto, nas penas da discórdia
Deus não teve por mim misericórdia
Ao menos as musas, com mais concórdia
Acompanharam minha trajetória
O amor primeiro, justo, verdadeiro
Sem pejo nem brio, no atoleiro
Tu jogaste, sem ao menos tê-lo
Amparado na dor alucinante
Que me rasgou a alma e o semblante
Pra hoje em ti, tornar-se pesadelo
II
Talvez seja alucinação minha
O amor que meu coração continha
Talvez seja o amargor da derrota
Da simbiose aurícula e marota
Talvez seja um lampejo de loucura
Num coração partido, impostura
Talvez seja, o querer que não se almeja
Ou o fútil desejo por quem seja
Talvez seja, a dor do sofrimento
Inútil que por ti, sem alento
Passei, sem nenhum merecimento
Com outro te encontrei, e o lamento
Da dor que gerou teu casamento
E até hoje envolve meu pensamento !
III
Amargura, dor e sofrimento
Foi tudo que me trouxe teu amor
Pra quem esperava nele o alimento
Encontrou, foi o calvário da dor
E se desse martírio consentido
Nenhuma outra coisa sobreveio
Não me considero arrependido
Da ilusão do amor que foi meu esteio
Na imensidão descomedida da dor
Tu, sempre foste meu grande amor
E peço a Deus que lá das alturas
Te dê alento nas sepulturas
Ao partires deste mundo,com pesar
Ao teres-me trocado, sem pensar !
IV
Um castelo de areia em minha mente
Criei com sonhos vãos de teu amor
Ao invés de pensar naturalmente
Deixei-me levar nas ondas, ao sabor
A vida, é a ilusão dos iludidos
Quimera panaceia de ilusões
De amores não correspondidos
Castelo de areia de paixões
Onde fenecem esperanças de amor
E os grilhões da inveja e da cobiça
Trescalam, tangenciando a dor
Que o infortúnio às vezes quer impor
Ao destino anêmico que atiça
Tal chaga que se alastra ao redor !
São Paulo, 19/01/2016 às 0,3 hs. (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Oh! linda criatura (soneto)
Oh! linda criatura (soneto)
Ante tua beleza oh, linda criatura
Vejo-me fascinado e apaixonado
Fecho os olhos e diante dessa formosura
Vejo-me em silêncio, ser por ti amado
Tua insinuante beleza me seduz
Nesse sonho belo, procuro alimento
Que nutre, estimula e me conduz
Ao cume do apogeu do pensamento
Sejas tu, minha estrela, a minha luz
Como foste inspiração destes rabiscos
Peço a Deus que não sejas minha cruz
Mas sim a Diva de todos pensamentos
Oh! linda criatura, beleza d’ Andaluz ,
Pra poder amar-te, em todos os momentos !
São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Amor... eterno amor, (soneto)
Amor... eterno amor, (soneto)
Amor... eterno amor, vives em mim
És o doce veneno que segue meus passos
Não queiras tu, saber dos meus fracassos
Na perversa estrada donde eu vim.
Supremo amor, estrela que me guia
Deusa olente, com perfume de mulher
Sublimidade de formosura a transcender
A nobre generosidade de sua fidalguia
Musa, que a natureza fez mulher
Espargindo encantos de primavera
No ansioso anseio que minh’alma gera,
No qual é aprisionada pelo amor
De teus encantos, cheios de esplendor
Aos quais me amarro, enquanto Deus quiser !
São Paulo, 26/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A Gazela e o Lobo mau (infanto-juvenil)
A Gazela e o Lobo mau (infanto-juvenil)
Certo dia uma gazela desgarrada
Á beira de um riacho, tranqüila pastava
Quando um lobo, goela aguçada
Olhava, mirava, se dum pulo a'lcançava
O porco-espinho, compadre da gazela
Atento observava a avidez do lobo
Que a cada segundo, pensava comê-la.
Como o porco espinho, nada tinha de bobo...
Arquitetou um plano contra o intento
Do astuto e ardiloso lobo mau,
Que fingia nutrir-se do mesmo sustento
Para acercar-se da gazela, o marau!
E quando o manhoso, o bote tinha certo,
O porco-espinho que a tudo assistia,
Jogou seus espinhos, em firme acerto
Que o lobo cegou; e de dor, ele gania...
A doce gazela, tão pura e tão bela,
Sequer percebeu o perigo iminente.
Continuou comendo, nenhuma cautela...
Só foi perceber, quando à sua frente!
O lobo ganindo, socorro pedia...
A pobre gazela, seus espinhos tirou,
Curou suas chagas, serviu-lhe de guia,
Para ser atacada, tão logo ele sarou. !
O quanto podia, correu pelos prados
Saltava, pulava, só poeira fazia.
Por fazer o bem, pagou seus pecados...
Até que chegou, aonde o lobo não ia.
Aí, foi pensar que nem sempre se pode
Ao seu inimigo, comida lhe dar.
Porque à primeira rusga a poeira sacode...
Agradecendo assim, quem o quis ajudar.
São Paulo, 23/08/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O Melro ! (Infanto-juvenil)
O Melro ! (Infanto-juvenil)
Melro que pias sozinho
A morte de tua mãe
Nesse piar tão baixinho
Externas tua dor, também
Teu sentimento profundo
Revela amor pela mãe.
- A criatura no mundo
Igual ao teu, já não tem.
Quisera Deus que assim fosse
O amor do ser humano
Hoje imbuído na posse,
Só vê o lado profano.
O melro piando dolente
Demonstra com sua dor
Ao pai omnipotente
Quão grande era seu amor,
Põe-se o sol, vem o luar
À noite, já mal se ouvia
Mas continuava a cantar
Num choro de agonia
Veio um anjo e lhe falou
Melro, não fiques triste,
A tua mãe descansou
Estava doente, tu não viste
O melro, quase expirando
Ao anjo se reportou:
Passei a vida voando,
Minha mãe, nada falou !
São Paulo, 12/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A verdadeira reforma previdenciária (soneto)
A verdadeira reforma pA verdadeira reforma previdenciáriarevidenciária
A verdadeira reforma previdenciária (soneto)
Político não necessita formação
Tal função, também, não é profissão
Não carece de concurso público,
Nada mais é, que um dever cívico
De prestação de serviço temporário
Como tal, não deveria ter direito
A aposentadoria e/ou pensão,
Concedê-las é extorquir a nação.
Legislando em causa própria, o político
Ajeitou para si um cachê artístico
Com ganho superior ao de sua arte.
A verdadeira reforma previdenciária,
É anular suas aposentadorias, ou pensões
Este, o desejo de todos nossos corações !
São Paulo, 01/08/ 2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O amor é chama ... (soneto duplo)
O amor é chama ... (soneto duplo)
O amor é chama que arde no peito
Sentimento que aquece permanente
Vida de contentamento a quem o sente
É viver num paraíso perfeito.
É fogo que não se apaga sutilmente
Esperança de carinho toda a vida,
É ter a confiança consentida
É dar a lealdade a quem consente.
Amor é o fruto deiscente que se abre
No esplendor da fausta primavera
Que por vezes toca noutra alma severa
É ficar preso sob a mira de um sabre,
Ou viver para servir a quem se ama,
Na cinza permanente dessa chama !
Porangaba, 08/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
O amor é fogo ...
O amor é fogo que arde sem queimar
É algo imaterial qu'a gente sente e não vê
É o despertar pra vida da alma e da fé
É um querer, impossível de deixar
É um contentamento de alegria
Sentimento impar de felicidade
É troca sincera de lealdade
É querer o que se quer, sem *astenia
É morrer pelo amor se precisar
É servir-lhe de guia na cegueira
É ter com quem dividir à sua beira
É contentar-se, mesmo descontente
Se a vida dói, fingir que não o sente,
E não deixar a chama se apagar !
Porangaba, 09/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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*debilidade; fraqueza
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Se foi Deus que nos criou
Se foi Deus que nos criou
Se foi Deus que nos criou
Porque nos criou desiguais
E porque alguns nada têm
E outros têm demais
A resposta a esta pergunta
Está na reencarnação
Penhor de vidas passadas
Resgate, compensação
Feliz daquele que nesta vida
Paga centil, por centil
Ter a existência perdida
É retrocesso infantil
Situação digna de nota
Pluralidade d'existências
A unicidade é remota
Não encontra consistência
Se Deus é justo e bom
Como impor tribulações
Misérias e infortúnios
E dar a outros mansões?
Nossa sorte é decidida
Pró ou contra ao nascer
A uns um tipo de vida
A outros o perecer !
Que Deus teríamos afinal
Dando a uns felicidade
Sem repartir por igual
A sua fraternidade !
Porangaba, 10/05/2011
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