Tua ingratidão, (soneto)
Tua ingratidão, (soneto)
Tua ingratidão, é a dor que me consome
Já não posso mais pronunciar teu nome
Foste um cântico triste e lento que passou
Rompendo nas trevas aquele que te amou
Sutilmente, tu geraste o esquecimento
E foi a ele, que estendeste o meu tormento
Sonho entre visões, de um eterno bem
Que só tu, podias dar-me e mais ninguém !
Sofre o meu coração, esta imensa dor
Meu peito, não tolera a falta de amor
E só tu, podes entender esta amargura
Amortalhei na confiança o pensamento
E achei em vez de paz, esquecimento
Que levar-me-á por certo à sepultura!
São Paulo, 27/08/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Niilismo imanente (soneto)
Niilismo imanente (soneto)
Ao *niilismo **imanente foi jogado
Aquele belo sonho, tão almejado
Que ocultei com ***pundonor da vida,
Ante o sofrimento da despedida
Segui rumo diferente ao almejado
Tu, caminhaste para um outro lado
Nossas estradas jamais se cruzaram
As lembranças, nunca te olvidaram
Nos perdemos, nos nadas da ilusão
De nada valeu tão grande paixão
Caminhei sem rumo, e tu ... também !
Perdi-me, pensando no amor d’alguém
Que as reminiscências usufruem
Sem atingir a ****insight compreensão !
*Redução a nada
**Que existe sempre em um dado objeto e inseparável dele
***Dignidade; brio; honra
****Compreensão repentina em geral intuitiva
São Paulo, 11/10/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Foi um cheiro do céu (soneto)
Foi um cheiro do céu (soneto)
Dar-me-ei inteiramente ao teu amor
Tu, dar-te-ás ao meu desejo atreito
Porque amor, separar não teve jeito
O desejo de querer, criou a dor !
No intento estreito do vil destino
Dar-nos-emos satisfeitos, saber
Que num e noutro o âmago de viver
Consiste num amor de peregrino
Foi um cheiro do céu que evaporou
Deixando, porém, toda sua essência
Até quase final d’extinta existência
Inda se sente o olor inebriante
Da coisa mais linda, o teu semblante.
Pena amor, que o sonhou terminou !”
São Paulo, 17/10/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Na nudez do destino (soneto)
Na nudez do destino (soneto)
Acúleos espinhos perfurando o peito
A carne dilacerada exangue
Na nudez do destino imperfeito
No emaranhado de veias sem sangue
Madeiro moldado esta minha cruz
Dobra-me a cerviz o fardo pesado
Quem sabe um dia, se acenda uma luz
As trevas urdidas, serão o passado !
Vertem lágrimas do próprio coração
Ante tamanha prostração, abatimento
Resultante da doença na perna e mão.
Só quem pelo infortúnio já passou
Pode aquilatar a dor física e moral
De quem hoje, em si, vê o resto que sobrou
São Paulo, 14-09-2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Nas sombras lúgubres (soneto)
Nas sombras lúgubres (soneto)
Envolto nas sombras lúgubres da tristeza
Caminha na desventura o ancião
Seu rosto de mágoas cheio, com certeza
Por sonhos, por quimeras e ilusão
No calado momento, inoportuno
Onde maldiz, o maligno fado duro
Por seu rosto, escorrem lágrimas, soturno
Ante o injusto cerne, tão escuro.
Cobra-lh’a retidão d’alma cada ato
Ao brotar dos sentimentos a noção
De sabedoria, conhecimento pacato
Demonstrando experiência em cada fato.
- Caminha com a paz no coração
E pensa, porque o mundo é tão ingrato !
São Paulo, 20/09/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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De ver o corpo inerte, (soneto)
De ver o corpo inerte, (soneto)
De ver o corpo inerte, minha alma chora
As lágrimas que verte, são puro sentimento
Do tempo de glória, que se foi embora,
E meu corpo agora, amarga o sofrimento
Por minhas faces cansadas, escorrem
Grossas lágrimas, do desdém desta vida
Ante tamanha prostração, já morrem
As esperanças porventura possuídas,
Em outrora, no tempo que passou
Face ao nada, que hoje sou, resultante
Da doença que o infortúnio me tomou
No deserto paradoxal da coincidência
Por campos amargos, decrépito caminhante
Perdido na vida... perdeu a paciência !
São Paulo, 14-09-2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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SER PAI (replay)
SER PAI (replay)
É uma solene missão
Árdua, tarefa dura
Que Deus dá à criatura
Num rosário de paixão
É uma fonte de esperança
Que consola o coração
Como se fora uma benção
Uma bem-aventurança
É a argila que se molda
Nem sempre a nosso prazer.
Pois querer. Não é puder,
Nem sempre o barro se amolda !
Ser pai é fé que sublima
Altar de luz e tormenta
É paixão que impacienta
É um sonho que arrima.
É esperança que consola
É um sol que irradia
A estrada áspera e fria
E faz do ninho uma escola.
Não vê maldade em quem ama
Tem amor sempre de sobra...
Pelo filho se desdobra
Se preciso, pisa a lama.
É um clarão de alegria...
A nova estrada do mundo
É o amor mais profundo
Estrela... que o filho guia.
São Paulo, 06/08/2004 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O abstrato...
O abstrato...
Não te mantenhas abstrato
A ouvir o som das marés
Porque elas, poderão de fato
Já estar molhando os teus pés
São Paulo, 12/08/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A banalidade (soneto)
A banalidade (soneto)
Trago no peito entranhada a solidão
À minha alma, já falta inspiração
Esperanças, especulações e fantasia...
São hesitações do momento a cada dia.
A banalidade da indiferença
Sofrida com calma pela descrença,
Fez de mim um intrépido lutador,
Que nem na última gota, sente a dor
E se a dor, persistir em magoar,
Do meu peito, hei de a arrancar
E não serão os delírios do coração,
Que irão impedir de eu controlar
Nem mesmo evitar de abortar
A intensidade dessa louca paixão !
São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Amor; (soneto)
Amor; (soneto)
se é que esta palavra tem sentido
após intensa vivência amorosa,
como forma de sublimar o indefinido
de um momento pleno, cor de rosa
projeção impar da síntese perfeita
no apogeu magnético do amor
quando a palavra amor, se estreita,
dando lugar à rival, chamada dor !
sonhos projetados esvoaçando no ar.
no voo dum pensamento intermitente
alçado à lúbrica ceia, vagamente
nos *paroxismos que o desejo faz criar
no **hipocondríaco cérebro sedente
do amor, que ame, verdadeiramente !
*exaltação máxima de uma sensação
**tristeza profunda; melancolia
São Paulo, 10/06/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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