Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
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Et cetera - 27/08/2026

Entre outras coisas, o restante,

Ficou no silêncio certamente,

Ou ficou de mim equidistante

Ao pensamento transcendente.

 

Nessa legião de coisas escondidas

Envolvidas na percepção sensorial,

Vão dando, de si, vida às nossas vidas

No sentido amplo, consciente e mental !

 

São Paulo, 27/08/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –

 

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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

1138

A casinha pequenina

A casinha pequenina


Naquela pobre casinha

O telhado é uma peneira

Na chuva, é só goteira

No quarto, sala e cozinha.

No raiar do sol a pique,

P’lo telhado esburacado

Entra a luz por todo lado

Fazendo inveja à casa chique

Ao despontar a madrugada

O sabiá na mangueira

Trina a manhã inteira

Tal como num conto de fada

Naquela casinha singela

Reina amor, felicidade

E quem passa à frente dela

Ao vê-la, sente saudade

Seu jardim é um encanto

Rosas, jasmim, margarida

É um sonho à boa-vida

A magia daquele recanto

Bem na beira dum riacho

De água pura, cristalina

Orla florida de boninas

É um sonho pro meu facho

A casinha, é um meigo ninho

Só pobre na edificação.

Rica de amor e de pão,

Do paraíso, um pedacinho !

São Paulo, 07/10/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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1 121

A Fé

A Fé

Não deixes murchar a Fé
Porque pode fenecer
Deixando a alma à mercê,
Certamente, irás sofrer

Louva a Deus, no infinito
No mundo da redenção
Ora, serás bendito
Terás paz no coração

Se a Fé remove montanhas
Removerá teu sofrer
Extirpando das entranhas
O que te faz padecer

Ela, é a essência Divina
É a luz do renascer
A semente da doutrina,
Não a deixes perecer

Já na Sagrada Escritura
Deus revela seu poder,
De que a Fé configura
Pro cristão o renascer

A Fé alimenta a alma
Fortalece o coração,
É o remédio que acalma
Sem nos deixar ilusão.

É ela que dá esperança
De uma vida melhor
E, no fiel da balança
Ele pesa com rigor !

Consulta teu coração
Nos dias da tua vida
Se a Fé é redenção
Não a deixes esquecida

É nos mistérios da vida
Que concentramos a Fé
Erudita ou distraída
É coisa de quem a crê .

É o lenitivo na dor,
O consolo na desdita
O amparo ao sofredor
De Deus, a benção bendita !

Seria irracional
A humanidade sem Fé
Sendo a alma imortal
Alimentar-se-ia do quê?

O pão, alimenta a matéria
A alma, da Fé e da razão
O sangue, corre na artéria
E a Fé, na devoção

Porangaba, 03/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –

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483

O paciente e o médico

O paciente e o médico

Senhor doutor me atenda
Obsequie este favor
Já pus duas vacas à venda
Para pagar ao senhor

Minha mulher está morrendo
Com fortes dores de parto
Só o senhor atendendo,
Poderá reverter este fato,

No horizonte, já raia o sol
Ouve-se o canto do sabiá
Acorde porque o arrebol
Firme, no céu, já está

Só tu podes, o sabes bem
Separar a vida da morte
Salva a criança e a mãe
Pagar-te-ei a boa sorte.

O compadre Manuel,
Seu compromisso tomou
No preço justo e aceitável
Paga as vacas que apartou .

Por isso senhor doutor
Pegue lá sua carroça
Corra a todo vapor
Para a minha pobre roça

A pobre da minha mulher,
Consumida pela dor,
Em ti está o poder
De aliviá-la do pior

Cada qual em sua arte
Conhece e traça o caminho
Faz doutor a tua parte
Cheio de amor e carinho

O filho e a mãe me apresente
Sem danos, nem contusões
Dar-lhe-ei como presente
O melhor dos meus leitões.

São Paulo, 06/10/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia –

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438

Política/mente

Política/mente



Neste mundo de enganos e desenganos

Nesta ausência permanente da verdade

Promete-se tudo, palavra de ciganos

Nas mal delineadas teses de aceitabilidade


No longo corredor, deslavada/mente

Mentem com promessas, nunca a ser cumpridas

Na senda de mentiras, covarde/mente

Enganam o eleitor, com melhora em suas vidas


Nessa trilha do poder, nacional/mente

Dardejam entre si chispas inflamadas

No presente e no futuro, certa/mente

Continuarão mentindo, em busca da Alvorada


São Paulo, 27/09/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia –


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381

O Legado do Pai !

O Legado do Pai !

Sentei-me neste banquinho
Esperando por vocês
Cada qual por seu caminho
Não chega nenhum dos três

Nem Paulo, nem Eduardo,
E nem mesmo o Francisco
Vêm visitar este fardo
Que já, do fim está *prisco

O tempo passa e não chega
Nenhum dos filhos queridos
Cada um em si carrega
Dois pesos descomedidos

O dinheiro e a ambição
Tomam conta de suas vidas
Nunca lhes faltou o pão
Pra essa corrida enlouquecida

Eu, contínuo esperando
Já no limite da vida
Vocês ficam tateando
Na loucura ensandecida

Perderam de vez a razão
Esquecendo de vosso pai
Um velho e fraco ancião
Que neste banco se esvai

Foi muito amor e carinho
Que na infância vos deu
Três doutores. Esse o caminho,
Que para vós escolheu.

Hoje, aqui abandonado
Sentado espero a morte
Como já não sou lembrado
Vos desejo melhor sorte !

E neste breve legado
Vos deixo meu sentimento
Deste pobre desprezado
Relegado ao esquecimento

A morte já bate à porta
Despeço-me de vocês,
A caligrafia está torta,
Tal como a vida dos três.

Salvador, 16/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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*antigo; vetusto

444

Se o poeta rasga os versos

Se o poeta rasga os versos



Se o poeta rasga os versos

Sem coragem de mostrá-los

Seus pensamentos dispersos,

Não têm força para amá-los


Se o poeta rasga os versos

Não acreditou no que dizia

Ou eles são tão perversos

Que turvam a luz do dia


Se o poeta rasga os versos

Seus sonhos, ele viu morrer

Pois eles são o universo

De quem gosta de escrever


Se o poeta rasga os versos

Algo neles quis esconder,

Ou ele é ruim de converso

Ou como eu, perde o dizer


Se o poeta rasga os versos

Por certo já decaiu

E em funda tristeza imerso

Do que falava, mentiu


Se o poeta rasga os versos

Ao lusque fusque da aurora

Seu âmago está disperso

De sua musa inspiradora


São Paulo, 21/09/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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424

A força do nada ...

A força do nada ...


Da força do nada
O encanto da vida
Flor decepada
Na areia perdida


Confronto, retoque
Detalhe projetado
Status, enfoque
Caminho apertado


O peso da vida
Na selva de pedra
Ninguém o duvida
O oásis não medra


O trevo da sorte
Sinal de esperança
Na vida ou na morte
O Ser não descansa


Estrada espraiada
Estrela da vida
Prenúncio do nada
Na vida sofrida !


Salvador-BA- 18/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia


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468

Murmura a cachoeira

Murmura a cachoeira

Murmura a cachoeira

Ao som das águas em queda

Do alto da cabeceira,

Em sinfonia se enreda

Cobre-se o horizonte

Co’a bruma da cachoeira

E o arvoredo defronte,

A absorve inteira

É linda e estimulante

A queda d’água pura

Espetáculo exuberante

Emanando paz e ternura

É de singular beleza

Contemplar sua caída

Encanto da natureza

Apoteose da vida

Que nossas almas invade

Com delicada candura

Perde-se a ansiedade

Ante a paz serena e pura

Quietude gratificante

A beleza do lugar

Paz serena dominante

É Deus, a abençoar !

Porangaba,07/09/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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505

Amor que o vento levou...

Amor que o vento levou...

Não tem nada que amenize
O amor que o vento levou
É uma constante crise
Que nem o fogo queimou

Só quem perdeu um amor
Pode então avaliar
A imensidão dessa dor
Que não para de abalar

Oh! Que destino malvado
A vida nos apresenta
Carpir a dor deste fado
Nenhum cristão agüenta

É ferida que não cicatriza
A perdição de um amor
É chaga que martiriza
De manhã, ao sol se pôr !

Esta cruz de expiação
Deixa a alma descontente
E o pobre do coração
A carrega, tristemente

Soluça a ilusão perdida
Negro e profundo pesar
A felicidade é interrompida
Dando lugar ao penar

Vão-se sonhos e esperança
Nas asas da desventura
Porém a alma não cansa
De pensar na criatura

É um laço que manieta
Ao que o fogo não queimou
É a ilusão completa
Do nada, que lhe sobrou !

Essas cinzas que restaram
São escombros do passado
São saudades que ficaram
De um sonho sepultado !

São Paulo, 04/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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388

Escola Bendita !

Escola bendita !

Eu percorri mil caminhos

Em busca da paz e do amor

Sabe aonde os encontrei

Na palavra do Senhor

É este o caminho correto

De quem busca a felicidade

Não seja um analfabeto,

Na procura da verdade !

E nessa escola bendita

Encontrarás alegria

Ao que estuda e confia

Mundo novo descortina

Sê fiel, ama e perdoa

Fé em Deus e confiança

Mesmo que a alma te doa

Não percas a esperança

Tem afeição e carinho

Consola no sofrimento

Semeia luz no caminho

Terás certo o pagamento.


São Paulo, 05/09/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....