E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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O vil engano
Em taças de ouro, o vil engano bebe
Do tempo mágico da vida encantado
A carruagem, dos prazeres a todos serve
Um homem de bem, em bruto é transformado
Quem se deleita na posse do prazer
Percorre uma estrada, só de descaminho
O princípio é fim, cruel a padecer
Arrostando ao temor de um fero espinho
Quem lança mão dos deleites, manifesta
Sua intenção de seguir o que não presta
Volúvel de um homem sem firmeza
Capaz de cair no abjeto laço infame
Da torpeza, da impudicícia, do vexame
Ao afastar-se voluntariamente da pureza !
Porangaba, 05/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No tabernáculo da Fé
Verte a agonia do peito
Da rigidez da amargura
Meu Deus, volve perfeito
À Tua paz e ternura
Tenho a alma consumida
Sem esperança ou timoneiro
Na via, escabrosa da vida
Sou solitário caminheiro !
Na sementeira Divina
Sua a migalha do nada
Meu
Com Tua luz condensada
Para extinguir as tristezas
Seja a alma consolada
Dá-lhe a força e grandeza
De enfrentar a
Que a sombra e sofrimento
Sejam pra sempre afastadas
Meu coração sem alento,
Quer ver as dores resgatadas
O Teu poder é
De varrer a amargura
Senhor! Minha alma redime
Dá-me as sobras da ventura!
São Paulo, 10/04/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Perdido, em busca de mim
Nesta vida eu tenho andado
Perdido, em busca de mim
Não me tenho encontrado
Nem do princípio ao fim,
Nesta minha intemperança
Vi Jesus, pelo caminho,
Mas não dei muita importância
Ao que diz seu pergaminho
Sagrados ensinamentos
O Bom Jesus nos legou
Guardar os mandamentos...
Coisas que o vento levou !
Procurei ser justo e fiel
Ambos, difícil concluir
São remédio, igual ao fel
Rejeitar, ou engolir
Neste maciço mistério
Conforto meu pensamento
Desculpem meu vitupério,
Se vos dá algum alento !
São Paulo, 20/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A compra da refinaria Pasadena
Quarenta e dois milhões e meio de dólares
Foi o preço pelo qual a Astra a comprou
No ano seguinte os Belgas venderam metade
Por trezentos e sessenta milhões de dólares.
Sabe quem! generosamente, a comprou...
Com cláusula obrigando à compra da outra metade?
Se não sabe, eu te direi, foi a nossa Petrobras
Obrigada a adquirir a outra metade por mais do dobro
Do que ela pagou no primeiro pagamento.
A empresa que andava pra frente, andou pra trás
É da inteligência desse pessoal que eu cobro
Explicações para esse péssimo investimento.
Afinal, se a petrolífera não processa o óleo
Produzido no Brasil, qual o motivo da compra ?
Negócio irregular é o que se pode entender
Ninguém faz uma empresa falida dar petróleo
A não ser a Petrobras, isto nos assombra !...
Agora, vender a sucata... milhões vai perder
A ministra chefe da Casa Civil, por ironia
Então presidente do Conselho Administrativo
Da Petrobras era Dilma Rousseff, presidente
Diz não saber o que assinou, porque o faria...
Quem assina, o que não lê, não é defensivo
E muito menos, criterioso e prudente !
Agora, sobra essa conta, para nós pagarmos,
Duma administração caótica e desordenada.
De cento e oitenta milhões de dólares foi a proposta
Para compra da sucata... só resta entregarmos
Se afinal, não vale nada, como foi valorizada
No ato da compra. Negociata, eis a resposta !
O mais irritante neste episódio, é o baixo lance
De diretores afastados, dependurando-se
Imediatamente em outro cargo semelhante
Chego a crer que honorabilidade não tem alcance.
Prejudicando o erário, os conchavos ajeitando-se
No meio político, terá um cargo importante !
Porangaba, 22/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No pendor de minha vida
No pendor de minha vida
Penhorei em ti meus sonhos
Mas tu, em contrapartida
Os transformastes bisonhos
Triunfas na adversidade
Na inconstância volúvel
Cheia de ardis e maldade
E pensamento dissolúvel
Não cabe o sentimento
No coração que albergas
Só o frio esquecimento.
Trespassas todo tormento,
E mesmo que a taça ergas
Contemplas o sofrimento!
Porangaba, 29/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Só me tiranizas !
Na alma, sinto um tormento repentino
Que desgasta a alma, até do libertino
Escorre o suor, fruto de grandes fadigas
Ao escutar a rítmica de tuas cantigas
E tu, doce amada, só me tiranizas
Amassando-me como massa de pizzas
Com as tuas excessivas opressões
Como produto de tuas possessões
Tua nefanda loucura está matando
Desfaz-se o alento, o amor vai secando
Não sei que tormento tão inesperado
Que tu, doce amada me disseminaste
Eu vi, duas lágrimas, que por mim choraste
Não vi na verdade, teu coração magoado !
São Paulo, 16/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Anseios infecundos
Nesta vida, são poucos seus anseios
Ensarilhados não somam uma dezena
Não é fácil alcançar os seus meios
Embora sua aspiração seja pequena
É difícil alcançar o que se quer
Numa luta desigual se precede
A conquista da fama ou da mulher
Mas uma força ímpia o impede
De alcançar os anseios desejados
A conquista, pelo tempo vencida
Vai corroendo seus sonhos esperados
Por derradeiro, subjugado à lida
Continuam na dezena ensarilhados
Os poucos anseios infecundos na vida !
Porangaba, 23/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Cego na ambição ! ...
Cego na ambição, o mundo caminha
Sustendo o homo em pura decadência
Deus deu-lhe ciência, ele a descaminha
Como agnóstico, duvida a existência
De um Ser Superior que tudo governa
E moto contínuo manifesta-se descrente
Pleno vigor, vivo, de potente perna
Plena saúde, sem uma febre ardente
Julga-se o sustentáculo da vida
E que toda excelsa preeminência
Esta na pura natureza contida,
E, ela sim, encerra toda a ciência.
Sistemas, opiniões, têm mudança
Ao longo das quatro épocas da vida
Na quarta idade, quando a fraqueza avança
Teme as ofensas, já na eterna despedida
Quando era moço forte, em nada cria
Não tinha chagas, nem tinha amargura
Agora velho, caduco, chega a agonia
Muda a opinião, medo da sepultura !
O vil egoísmo, império do fanatismo
Do niilismo, da descrença absoluta
Garbo fingido, a alma, leva ao abismo
E seu hóspede, a uma vida dissoluta !
Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....