E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Perdida a fé
Perdida a fé, a esperança e a razão
Já sem graça, a doçura da expressão
Seu semblante comove à piedade
Ao vê-la exaurir-se, na flor da idade
Recolhendo em sua alma o sofrimento
Com ânimo esforçado, e ao mal atento
Subjugando a adversidade à intolerância
Nas ardentes dores mitiga a constância
Na luta pela vida o corpo mal resiste
Pálida, só nas mãos da rígida ciência,
Então ela, lembra-se de pedir clemência
Renovando a perdida fé, que na alma existe,
Elevou uma prece ao Deus omnipotente,
Ouvindo-a, curou-a complacentemente !
Porangaba, 23 /02/ 2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Deus é o amor
A imensidade de Deus, é o amor
Clarão de luzes, na alma e sentidos
Uns, o chamam, cantando seu louvor
Outros, na prece silenciosa, movidos.
Nessa fonte de amor inesgotável
Nela transborda o galardão divino
O fulgor adquirido inigualável
Faz da oração o voto genuíno
Sua alma, sentidos e coração
Uníssonos no desejo de louvar
Abertos ao imortal artesão !
Buscam na fonte do amor saciar
A sede que retrai a vitalidade
Levando a alma à erraticidade.
Porangaba, 16 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia
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Apaciência
Apaciência é a sublime companheira
Somenteinimigo a turba sem complacência
Enos cria a oportunidade, a experiência
Delhe mostrar a tolerância derradeira
Tu,suportas com o ânimo redobrado,
Opeso da inconstância da volubilidade
Etriunfas contra toda adversidade
Tolerandocom dignidade o enjeitado !
Paciência,és virtude de quem tem controle
Vencesproblemas e derrubas a tenacidade,
Dispensasresistência à reação do que brade
Semequilíbrio, sem controle emocional
Suaúnica arte, consiste em falar mal.
Enquanto,lhe toleras perversa índole !
SãoPaulo, 24/02/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Agora assisto à morte
Ante atitudes tais... o desconsolo
Fúria tenaz, agora assisto à morte
Provocada abusando da sorte
Um jovem, um criminoso, um tolo
Suas idéias, sem ideal, pólo a pólo
Assombram, inconscientes difusas
Por anarquicamente confusas
Aos fenômenos derradeiros, deste solo
Com um rojão crucial, o inquieto.
Como se o câmera, fora seu desafeto.
Prostou ao chão, a vítima infeliz.
Talvez o Tribunal de Areópago
Fosse mais justo, severo que Cartago,
Capaz de punir desafeto sem cariz !
Porangaba, 15 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia
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A sociedade afogada no desespero
A sociedade afogada no desespero
Da frenética fúria fatal e criminosa
Maldade que destrói a paz e a família
Não sabe se dorme, ou se fica de vigília
Neste mundo de furor infernal, sem prosa
Onde o menor mata, e o matador sai a zero !
Nossas vidas, levar à mão de Deus, não receia
Mas sua morte, sabemos que ele não deseja
Quando o furor da ira arqueja; à Polícia
Exige um colete, não quer virar notícia
E a imprensa televisionada presente esteja
Pois se assim não for, sua refém incendeia
A ousadia no crime é tamanha e tanta
Que estamos à mercê de suas vontades.
Não tem outra força, com mais valia e raça,
Ao crime organizado, ninguém põe mordaça
Com desculpa aos policiais e todos meus confrades
A impunidade é tanta, que nossa ira levanta
Questionar direitos e obrigações políticas
Mãe dos males, letais à nossa sociedade
Sem brios, sem vigor, votam ao desfavor
Não é esta a razão de minhas críticas
Mas sim a consternação que a alma invade
Ao saber que o crime, tem o Senado a seu favor
Sua obrigação moral e ética é nos defender
Para tal foram eleitos e nós os sustentamos
Com o suor de tantos impostos que pagamos
Ao decorrer do dia, ao decorrer dos anos,
Não podem voltar as costas a tantos desenganos.
O fiasco da copa mostrará, a quem puder ver!
Não há segurança em nosso país, e o mundo sabe.
E, sendo a vida, o maior bem do ser humano
Sem garantia, ninguém quererá se arriscar
Não será com as mãos no vácuo que irá acabar,
A fúria infernal, a impunidade, o desengano.
- Só a alteração das leis, fará que isso acabe.
Qualquer, que nas manchetes, seus olhos ponha
Riscos supérfluos, não quererá correr
E certamente da copa se ausentará,
Em seu país, na calma aos jogos assistirá
Sem ter o perigo iminente de morrer.
Zelar pela vida, é ter honra e não vergonha !
Terra fecunda, é da nossa natureza
Cheia de brilho e de esplendor provida
Sem igual, sem par, os efeitos previdentes
Dando vida à fauna e à flora existentes.
Só carecemos, de governos que dêem guarida
À paz, e à tranqüilidade, sem vileza !
O crime em espiral de imensidade tamanha
Cresce a cada dia em nossa linda nação,
Combatido de forma breve, imperfeita
Escondendo as acúleas garras desta feita,
Não impondo a justiça a devida sanção
Campeia a impunidade, sem dominar a sanha !
Porangaba, 22 de fevereiro de 2014
Armando A. C. Garcia
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Tolerância.
Aprender a tolerar quem nos ofende
É ensinamento inato de Jesus
A tolerância não se compra, nem se vende
É tegumento das almas já sem pus
Demonstrando ao ofensor que tua calma
Vence sua ira e a prostra por terra.
Toda a maldade que existe na alma
É digna de dó, pelo que ela encerra
A tolerância do ser, é o amadurecimento
Sem ela a racionalidade é medíocre
Leva a descomedido comportamento.
Fruir da tolerância é ter amor na alma
É reconhecer que os erros do ofensor
São louros de vitória, que dão a calma !
São Paulo, 25/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Recônditos da alma
Nos *absconsos **recônditos da alma
Quando o pensamento humano se agita
No abstrato de ilusões não tem vivalma
Que lhe traga um consolo na desdita
Oh! Sombra perdida, entre quimeras
Quando o peito arde de aflição
Nem o resplendor das lindas primaveras
Têm o condão de levá-la à ***acessão
No abstrato abismo da *4 catatonia
Quando a bruma da noite o céu embaça
Chega a madrugada, irrompe o dia
A sombra perdida, é sonho que não passa
É como o *tegumento, a mesma cria
Somente a morte lhe renderá graça !
*segredos *2 escondidos, íntimos *3 subida; acesso
*4 esquizofrenia em períodos de negativismo *5 o que cobre o corpo dohomem
SãoPaulo, 19/02/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Olhos cor de esmeralda
Teus seios são duas rosas
Alvas que o céu colocou
No seio da mais formosa
Mulher que o mundo cruzou
Teus olhos cor de esmeralda
Têm a luz, bela e vivaz
Teus cabelos, tal grinalda
Encantam qualquer rapaz
Como a luz da natureza
Ateia a chama cristalina
Deus criou toda pureza
Em tua alma de menina
Na tela pode o pincel
Teus encantos reproduzir
Ou o escultor com cinzel
Gravar estátua ou adir.
Ainda está para nascer
Obra de Deus mais formosa,
É uma rosa a florescer
No jardim de outra rosa !
São Paulo, 17/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....