E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Projetei a felicidade
Projetei a felicidade
Sem esquadro, sem prancheta.
E sem saber na verdade
Como ela se projeta !
Projetei a felicidade
Pros dias de minha vida
Ó! Quanta contrariedade
Quanta intempérie sofrida
Quantas vezes a ventura
Parecia estar a meu lado
Com tamanha envergadura
Que me deixava encantado
A felicidade era um sonho.
O presente, sem esperança
Novo degrau que transponho
Sem merecer a confiança
No ciclo da natureza
Há um momento fugaz
De felicidade e riqueza
Que passa, deixando atrás
Os momentos de ventura
De um abraço caloroso
Vez que o sonho pouco dura
E menos, ao desditoso !
Oportunidades na vida
De um futuro brilhante
Aspiração pretendida
E um cargo importante
Desiderato dirás !
Na sorte de cada um
Mesmo correndo atrás,
Não alcancei nenhum !
São Paulo, 27/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Ânsia de liberdade – Redenção !
Ânsia de liberdade e igualdade
Embala vaporosa nossa nação
Como sonho na vasta imensidade
Clamores irados, incompreensão
Eloquência crepuscular se agita
Menos persuasiva que a arruaça
Queixume hilariante de cobiça
Que mais destrói, o que a palavra traça
Nesse lamento o espírito habita
Já no pranto de cinzas tumulares
Doloroso tormento dessa desdita
Bem sei, não serem queixas singulares
Segurança, educação tão finitas
Nossa Saúde, tormentos seculares !
II
Vosso canto é canto poderoso
Não deixeis cair o sonho em vão
Que a voz se faça ouvir, é forçoso
Alterando as formas, é pura ilusão
Meu sonho comunga-se com o vosso
Porém, sem a cruel libertinagem
Queremos um país com outro esboço
Justiça que envergue outra linhagem
Educação e saúde, primazia
S’gurança que possamos confiar
Que acabe de vez a cobardia
Qu’ possamos finalmente respirar
Volte a reinar a paz e a alegria
Que Deus do céu nos possa abençoar !
Porangaba, 14/02/2014
Armando A. C. Garcia
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Quanta luz !
Quanta luz, quanta glória
Espargem os céus na terra
É de Deus esta vitória
E tudo que ela encerra
Senhor meu Deus, a teus pés
Abrirei meu coração
E tudo, nele que Tu vês
É obra da redenção
Vacilei desamparado
Neste mundo de aflição
Agora, estou a Teu lado
Sinto o mundo em minha mão
Meu sonho *megalômano
Maior que minha conquista
Fez de mim, tal um cigano
Da humanidade, egoísta
Estendo os braços na cruz
Onde ergueram no calvário
O Teu filho; O Bom Jesus
Julgado, tal mercenário
Misericórdia Senhor,
Para esta humanidade
Que não ama com fervor
O Arquiteto Criador
Eu quero ser aprendiz
Fruir de Tua amizade
Viver na vida Feliz
Afastado da vaidade !
*Mania de grandeza
São Paulo, 18/02/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Acepipes principescos
D’acepipes principescos
No menu do Maranhão
Banhos de sol e refrescos
Tonelada e meia de camarão
Como se tal não bastasse
Oitenta quilos de lagosta
E, pra que nada faltasse
Um milhão. Eis a resposta
Patinhas de carangueijo
Só, setecentos e cinquenta quilos
Não sei explicar de queijo
Mas de peixe, dois mil quilos
D’carne, cinco toneladas
Do guaraná marca Jesus
Dois mil e quinhentos litros
Cinquenta caixas de bombons
Bons canapés de salmão
E coqueteis de mariscos
Empanadas de camarão
E caviar. Eis os petiscos.
Regados a vinhos importados
Franceses ou portugueses
Italianos,aprimorados
Comos champanhes Franceses
Como prato principal,
No menu: filé mignon
Ao molho de gorgonzola,
E, também à provençal
Pato ao molho laranja
Carne de carneiro e cabrito,
Tem risoto de lagosta
Caldeirada de camarão,
Um bacalhau com natas,
E um risoto de peru.
Comporiam as magnatas
Receitas desse menu.
Afronta ao assalariado
Deste povo miserável
Onde a compra no mercado
Mal dá pro indispensável
Arroz, feijão e farinha
O ovo e o macarrão
Pão e café, na cozinha,
Um dia tem, outro não .!
Ver este tal de absurdo
País em desenvolvimento
Nosso governante, é surdo
Ou tem, cabeça de jumento
No grão estilo de vida
O governante se esquece
Que sua atitude é medida
Por aquele que desmerece
Nosso povo mal nutrido
Sem pão, e sem moradia
É do governo esquecido
A quem dá tanta regalia
Cala por medo, ou vergonha
Sem um grito de rebeldia
E numa esperança visonha,
Sem poder, dá mordomia !
Desperta meu povo querido
É hora de dizer basta
Teu civismo adormecido
Há meio século se arrasta !
Porangaba, 10/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Mistérios a desvendar
A Deus, eu peço perdão
Das faltas que cometi
E que tenha compaixão
Se no mundo me perdi
No fervor da mocidade
Pensamos que o mundo é nosso
Jactância, promiscuidade
Nem rezamos um pai-nosso
Chegada a maturidade
A caminho da velhice
Vemos quão sem validade
Foi a nossa meninice
O tempo passa ligeiro
Como a água vai pro mar
E ele é tão lisonjeiro
Qu’espera a vida terminar
Cada qual, tem seu destino
E caminho a percorrer
O homem crê no Divino
Mas não aceita morrer
Na vida que Deus nos dá
Há mistérios a desvendar
Mas só a sorte dirá...
Se os pudemos decifrar !
São Paulo, 23/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Homenagem a São Paulo (replay)
A ti não chegaram às caravelas,
Mas de ti, partiram bandeirantes.
Como centro financeiro abres velas
Singrando o Brasil e America do Sul
És uma das mais globalizadas
Cidades no cenário mundial
Tua pujança, e luta das arcadas
São destemor e audácia sem igual
Teu povo, miscigenação de raças
Esculpindo ao mundo novas gentes
Longas ruas, jardins e praças
Repletas de arranha céus imponentes
No emaranhado, contrastas briosa
Com favelas que ninguém ousa falar
Por São Paulo ser grande e majestosa
És a locomotiva que roda sem parar
Berço do trabalho e da cultura
Acolhes o migrante e o estrangeiro
Dás esperança aquele que te procura
E teu povo, é um povo hospitaleiro
Tua marcha triunfal o Anchieta
Do além, certamente consagrou
Não foste traçada em prancheta
A força do destino te edificou
És o gigante, deste imenso país
Teu progresso está no imenso sucesso
E neste dia vinte e cinco de janeiro
Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro
Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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São Paulo - no teu aniversário
Ninguém as calha alarga ou afunda
Dos ribeirões que cortam a Capital
Sem álveo suficiente o bairro inunda
Por onde passa, cada rio piscinal
Os anos transcorrem é sempre igual
Nunca há dinheiro para tal obra
A população sofre um abalo mortal
E a prefeitura, o IPTU lhe cobra
Hoje, neste aniversário de São Paulo
Nada há para o cidadão comemorar
Crescem as inundações, pelo abaúlo
Álveo dos ribeirões sem os alargar.
Queima ônibus o povo insatisfeito
Saqueia um mercado e caminhão
A polícia surge depois do mal feito
E o saqueador fica sem a punição
Que devo eu comemorar como poeta
Senão a constrição do amargor
Quisera eu poder tocar trombeta
Para te homenagear cheio de amor
São Paulo, 24/01/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Berçodo amor !
Tu,és o berço do amor e da paz
Clarãoque todas luzes iluminam
Afonte,onde a alma é capaz
D’alcançaras virtudes que ensinam
Adesvendar tesouros do infinito
Inesgotável,fascinação de luz
Ambientejubiloso, bendito
Aondea alma, sente a mão de Jesus
Páramocelestial do firmamento
Esplêndidobanquete onde as harpas
Soamsonoras notas ao barlavento
Nojardim de flores, como complemento
Correao lado, um rio cheio de carpas
Nãosendo esse da alma o alimento
Porangaba,18/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Acre deleite
Aquela a quem amei de coração
Levou de mim a esperança e a virtude.
Na parva alucinação da juventude
Parti para bem longe, após seu não
Amei-a cheio de amor, o quanto pude
Aquela chama até hoje me consome
É labareda ardente, o seu nome,
Porque o destino comigo, é tão rude
Porque o puro amor, tanto se engana
Na chama vivaz, que engana e erra
A alma e a razão, sentido insana
Perdi-me, ao provar do seu amor
Hoje, vejo o nada que ele encerra
E o acre deleite que traz o amor !
São Paulo, 20/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Da mãe natureza (soneto)
Parece sempre tudo igual, reconheço
Mas há substancial mutação em apreço,
E todos os fenômenos da mãe natureza
Têm de Deus o prodígio, e sua justeza.
De pólo a pólo, da eólica fúria do vento
À fúria insana do oceano em movimento,
Força imensa que de glórias preconizam
Os feitos Teus, que de amor enraízam.
Do albor da manhã, até ao sol poente
Da voz do trovão à escuridão da noite
Entre o céu brilhante e a horrenda tormenta
Da andorinha sem teto, à estrela cadente
Do leão indomável, ao flagelo do açoite
Tudo, tem a mão de Tua ferramenta.
São Paulo, 13/01/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....