Lista de Poemas

Projetei a felicidade

Projetei a felicidade


Projetei a felicidade

Sem esquadro, sem prancheta.

E sem saber na verdade

Como ela se projeta !


Projetei a felicidade

Pros dias de minha vida

Ó! Quanta contrariedade

Quanta intempérie sofrida


Quantas vezes a ventura

Parecia estar a meu lado

Com tamanha envergadura

Que me deixava encantado


A felicidade era um sonho.

O presente, sem esperança

Novo degrau que transponho

Sem merecer a confiança


No ciclo da natureza

Há um momento fugaz

De felicidade e riqueza

Que passa, deixando atrás


Os momentos de ventura

De um abraço caloroso

Vez que o sonho pouco dura

E menos, ao desditoso !


Oportunidades na vida

De um futuro brilhante

Aspiração pretendida

E um cargo importante


Desiderato dirás !

Na sorte de cada um

Mesmo correndo atrás,

Não alcancei nenhum !


São Paulo, 27/02/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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615

Ânsia de liberdade – Redenção !


Ânsia de liberdade – Redenção !


Ânsia de liberdade e igualdade

Embala vaporosa nossa nação

Como sonho na vasta imensidade

Clamores irados, incompreensão

Eloquência crepuscular se agita

Menos persuasiva que a arruaça

Queixume hilariante de cobiça

Que mais destrói, o que a palavra traça

Nesse lamento o espírito habita

Já no pranto de cinzas tumulares

Doloroso tormento dessa desdita

Bem sei, não serem queixas singulares

Segurança, educação tão finitas

Nossa Saúde, tormentos seculares !

II

Vosso canto é canto poderoso

Não deixeis cair o sonho em vão

Que a voz se faça ouvir, é forçoso

Alterando as formas, é pura ilusão

Meu sonho comunga-se com o vosso

Porém, sem a cruel libertinagem

Queremos um país com outro esboço

Justiça que envergue outra linhagem

Educação e saúde, primazia

S’gurança que possamos confiar

Que acabe de vez a cobardia

Qu’ possamos finalmente respirar

Volte a reinar a paz e a alegria

Que Deus do céu nos possa abençoar !

Porangaba, 14/02/2014

Armando A. C. Garcia

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498

Quanta Luz !

Quanta luz !


Quanta luz, quanta glória

Espargem os céus na terra

É de Deus esta vitória

E tudo que ela encerra


Senhor meu Deus, a teus pés

Abrirei meu coração

E tudo, nele que Tu vês

É obra da redenção


Vacilei desamparado

Neste mundo de aflição

Agora, estou a Teu lado

Sinto o mundo em minha mão


Meu sonho *megalômano

Maior que minha conquista

Fez de mim, tal um cigano

Da humanidade, egoísta


Estendo os braços na cruz

Onde ergueram no calvário

O Teu filho; O Bom Jesus

Julgado, tal mercenário


Misericórdia Senhor,

Para esta humanidade

Que não ama com fervor

O Arquiteto Criador


Eu quero ser aprendiz

Fruir de Tua amizade

Viver na vida Feliz

Afastado da vaidade !

*Mania de grandeza

São Paulo, 18/02/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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616

Deus de misericórdia

Deus de misericórdia


Senhor, Deus de misericórdia
Perdoai as faltas que cometemos
Não se esgota a taça da discórdia
Se uma vida santa, não vivemos

Sem amor, a máscara se apouca
A ventura é fugaz, ilusória
É o disfarce desta gente louca
Que *álacre sonha obter a glória

Ó pai! apaga do anímico registro
O horrendo gérmen do infortúnio
E leva a cada alma a crer no Cristo

Só assim, alcançarão a vitória,
Entrementes, a lua em novilúnio
Os espíritos, conseguirão a glória !
• Alegre

Porangaba, 07/02/2014
Armando A. C. Garcia

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484

Acepipes principescos

 

Acepipes principescos

 

 

D’acepipes principescos

No menu do Maranhão

Banhos de sol e refrescos

Tonelada e meia de camarão

 

Como se tal não bastasse

Oitenta quilos de lagosta

E, pra que nada faltasse

Um milhão. Eis a resposta

 

Patinhas de carangueijo

Só, setecentos e cinquenta quilos

Não sei explicar de queijo

Mas de peixe, dois mil quilos

 

D’carne, cinco toneladas

Do guaraná marca Jesus

Dois mil e quinhentos litros

Cinquenta caixas de bombons

 

Bons canapés de salmão

E coqueteis de mariscos

Empanadas de camarão

E caviar. Eis os petiscos.

 

Regados a vinhos importados

Franceses ou portugueses

Italianos,aprimorados

Comos champanhes Franceses

 

Como prato principal,

No menu: filé mignon

Ao molho de gorgonzola,

E, também à provençal

 

Pato ao molho laranja

Carne de carneiro e cabrito,

Tem risoto de lagosta

Caldeirada de camarão,

 

Um bacalhau com natas,

E um risoto de peru.

Comporiam as magnatas

Receitas desse menu.

 

Afronta ao assalariado

Deste povo miserável

Onde a compra no mercado

Mal dá pro indispensável

 

Arroz, feijão e farinha

O ovo e o macarrão

Pão e café, na cozinha,

Um dia tem, outro não .!

 

Ver este tal de absurdo

País em desenvolvimento

Nosso governante, é surdo

Ou tem, cabeça de jumento

 

No grão estilo de vida

O governante se esquece

Que sua atitude é medida

Por aquele que desmerece

 

Nosso povo mal nutrido

Sem pão, e sem moradia

É do governo esquecido

A quem dá tanta regalia

 

Cala por medo, ou vergonha

Sem um grito de rebeldia

E numa esperança visonha,

Sem poder, dá mordomia !

 

Desperta meu povo querido

É hora de dizer basta

Teu civismo adormecido

Há meio século se arrasta !

 

Porangaba, 10/01/2014

Armando A. C. Garcia

 

 

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604

Mistérios a desvendar

Mistérios a desvendar



A Deus, eu peço perdão

Das faltas que cometi

E que tenha compaixão

Se no mundo me perdi


No fervor da mocidade

Pensamos que o mundo é nosso

Jactância, promiscuidade

Nem rezamos um pai-nosso


Chegada a maturidade

A caminho da velhice

Vemos quão sem validade

Foi a nossa meninice

O tempo passa ligeiro

Como a água vai pro mar

E ele é tão lisonjeiro

Qu’espera a vida terminar


Cada qual, tem seu destino

E caminho a percorrer

O homem crê no Divino

Mas não aceita morrer


Na vida que Deus nos dá

Há mistérios a desvendar

Mas só a sorte dirá...

Se os pudemos decifrar !


São Paulo, 23/01/2014

Armando A. C. Garcia


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546

Homenagem a São Paulo (replay)

Homenagem a São Paulo (replay)


A ti não chegaram às caravelas,

Mas de ti, partiram bandeirantes.

Como centro financeiro abres velas

Singrando o Brasil e America do Sul


És uma das mais globalizadas

Cidades no cenário mundial

Tua pujança, e luta das arcadas

São destemor e audácia sem igual


Teu povo, miscigenação de raças

Esculpindo ao mundo novas gentes

Longas ruas, jardins e praças

Repletas de arranha céus imponentes


No emaranhado, contrastas briosa

Com favelas que ninguém ousa falar

Por São Paulo ser grande e majestosa

És a locomotiva que roda sem parar


Berço do trabalho e da cultura

Acolhes o migrante e o estrangeiro

Dás esperança aquele que te procura

E teu povo, é um povo hospitaleiro


Tua marcha triunfal o Anchieta

Do além, certamente consagrou

Não foste traçada em prancheta

A força do destino te edificou


És o gigante, deste imenso país

Teu progresso está no imenso sucesso

E neste dia vinte e cinco de janeiro

Milhões de beijos ao teu povo hospitaleiro


Porangaba, 24/01/2012 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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São Paulo - no teu aniversário

Ninguém as calha alarga ou afunda

Dos ribeirões que cortam a Capital

Sem álveo suficiente o bairro inunda

Por onde passa, cada rio piscinal

Os anos transcorrem é sempre igual

Nunca há dinheiro para tal obra

A população sofre um abalo mortal

E a prefeitura, o IPTU lhe cobra

Hoje, neste aniversário de São Paulo

Nada há para o cidadão comemorar

Crescem as inundações, pelo abaúlo

Álveo dos ribeirões sem os alargar.

Queima ônibus o povo insatisfeito

Saqueia um mercado e caminhão

A polícia surge depois do mal feito

E o saqueador fica sem a punição

Que devo eu comemorar como poeta

Senão a constrição do amargor

Quisera eu poder tocar trombeta

Para te homenagear cheio de amor

São Paulo, 24/01/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

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502

Berço do amor !

Berçodo amor !

Tu,és o berço do amor e da paz

Clarãoque todas luzes iluminam

Afonte,onde a alma é capaz

D’alcançaras virtudes que ensinam

Adesvendar tesouros do infinito

Inesgotável,fascinação de luz

Ambientejubiloso, bendito

Aondea alma, sente a mão de Jesus

Páramocelestial do firmamento

Esplêndidobanquete onde as harpas

Soamsonoras notas ao barlavento

Nojardim de flores, como complemento

Correao lado, um rio cheio de carpas

Nãosendo esse da alma o alimento

Porangaba,18/01/2014
Armando A. C. Garcia

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512

Acre deleite

Acre deleite



Aquela a quem amei de coração

Levou de mim a esperança e a virtude.

Na parva alucinação da juventude

Parti para bem longe, após seu não


Amei-a cheio de amor, o quanto pude

Aquela chama até hoje me consome

É labareda ardente, o seu nome,

Porque o destino comigo, é tão rude


Porque o puro amor, tanto se engana

Na chama vivaz, que engana e erra

A alma e a razão, sentido insana


Perdi-me, ao provar do seu amor

Hoje, vejo o nada que ele encerra

E o acre deleite que traz o amor !



São Paulo, 20/01/2014

Armando A. C. Garcia


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545

Da mãe natureza (soneto)

Da mãe natureza (soneto)

 

Parece sempre tudo igual, reconheço

Mas há substancial mutação em apreço,

E todos os fenômenos da mãe natureza

Têm de Deus o prodígio, e sua justeza.

 

De pólo a pólo, da eólica fúria do vento 

À fúria insana do oceano em movimento,

Força imensa que de glórias preconizam

Os feitos Teus, que de amor enraízam.

 

Do albor da manhã, até ao sol poente

Da voz do trovão à escuridão da noite

Entre o céu brilhante e a horrenda tormenta 

 

Da andorinha sem teto, à estrela cadente

Do leão indomável, ao flagelo do açoite

Tudo, tem a mão de Tua ferramenta.

 

São Paulo, 13/01/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
 
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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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