E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Não penso mais no teu amor perdido
Nem nos dissabores que dele emanaram
Amor, pensar em ti, não faz sentido
Quando os sentimentos de amor secaram,
Hoje, amargo a dura e triste saudade
Suspira minha alma aliviada
Ao penhor de tua antiga amizade
Que, pensei ser eterna namorada
Dilui meu coração na formosura
Sempre na esperança de ter o teu carinho
Fatigado, nunca encontrei a ternura
Mudei o rumo, troquei o caminho,
Foi um sonho lívido, sonho mirrado
Finalmente, a trégua... Estou sozinho !
Porangaba, 12/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Anseios mirrados
Os teus anseios mirrados
Secaram minha esperança
Meus olhos apaixonados
Vertem lágrimas da lembrança
O condão de prodígios
Que teu amor despertou
Extinguiu os vestígios
Que meu coração ofertou
Orgulhosa e pujante
A soberba, te apraz
No teu mundo tão distante
De tudo, tu és capaz
Tristeza, não te comove
Teu fronte, sacode as ondas.
-Que teu coração não prove
Da amargura que escondas
Pisas na face e no peito
De quem cruza teu caminho
É o desengano perfeito
A quem espera carinho
Teus beijos de amor, somente
Satisfazem os desejos
De teu amor decadente
Que beija a todos sem pejos
Na ebulição do amor
Tens mestria em fingimento
Camaleão muda de cor,
Tu, mudas de pensamento!
São Paulo, 15/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Homenagema Anderson Silva
Norosto, um paroxismo de pavor
Seucoração que triunfava na arena
Naqueledia, rendeu-se à imensa dor
Daquebra da tíbia e da fíbula; triste cena
AndersonSilva o possante lutador
Nacena dramática daquele dia escuro
Sofreuacidental derrota. Cujo valor
Ovencedor, o sabe de valor impuro !
SãoPaulo, 25/01/2014 (data da criação)
ArmandoA. C. Garcia
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Céu de estrelas
O céu de estrelas coalhado
Mal o luar chegava ao chão
Clareava o manto sagrado
Escurecia, meu coração
Meu olhar, jamais se cansa
Daquela noite observar ! ...
Vou saciar minha esperança
No sonho que hei de sonhar.
Verte em mim a nostalgia
Daquela noite sem luar
O astro rei, naquele dia
Não aqueceu meu trovar
Como vento que entristece
O confuso e frágil vazio
Mais triste, inda parece
O meu amor doentio
Minh’alma chora vazia
Meus olhos tristes, sem luz
Depois da noite, aquele dia
Teu amor, foi minha cruz
Se desabafo o queixume
Das desventuras sofridas
Culpa do maldito ciúme
Que não cicatriza feridas
O meu sonho se desfez
Como a marola do mar
E eu... te perdi de vez
Pra nunca mais... te encontrar !
São Paulo, 26/01/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Atéclarear o dia
Mágoatamanha eu possa suavizar
Nobrando afeto de tua cabeceira
Felizmomento, perdure a noite inteira
Atéclarear o dia, quero-te amar
Depoisda crueldade, do imenso abismo
Dashórridas mazelas, dos dias de tristeza
Daescassa sorte, quis a natureza
Quecontigo amor, como que por onirismo
Suavizasseminhas penas e infortúnio
Libertando-medeste pélago imenso
Pondo um pontofinal no mau vaticínio
Mudandoa natureza dura, impiedosa
Nessedoce mel, oásis de amor suspenso
Tuaimensa estima. Mulher maravilhosa !
Porangaba,17/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Comono mar !
Vêque no mar, os rios desaparecem
Naágua salgada, as doces desvanecem
Emudecendoo clamor retumbante
Dopequeno rio, ao mais gigante
Eo clamoroso mar, não se levanta
Recebetoda essa água e a acalanta
Noseio gigante de sua natureza,
E asuperfície da terra, não despreza
Amaré da crosta terrestre ele respeita
Seminvadir, como intérprete sagrado
Silencioso,ou mesmo agitado, aceita
Aságuas doces, límpidas, ou barrentas.
Seseu clamor se agiganta esborraçado
É paraacalmar as inúmeras tormentas.
Porangaba,19/01/2014
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....