Lista de Poemas

Amor perdido

Amor perdido

Não penso mais no teu amor perdido

Nem nos dissabores que dele emanaram

Amor, pensar em ti, não faz sentido

Quando os sentimentos de amor secaram,

Hoje, amargo a dura e triste saudade

Suspira minha alma aliviada

Ao penhor de tua antiga amizade

Que, pensei ser eterna namorada

Dilui meu coração na formosura

Sempre na esperança de ter o teu carinho

Fatigado, nunca encontrei a ternura

Mudei o rumo, troquei o caminho,

Foi um sonho lívido, sonho mirrado

Finalmente, a trégua... Estou sozinho !

Porangaba, 12/01/2014

Armando A. C. Garcia

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499

Anseios mirrados

Anseios mirrados


Os teus anseios mirrados

Secaram minha esperança

Meus olhos apaixonados

Vertem lágrimas da lembrança


O condão de prodígios

Que teu amor despertou

Extinguiu os vestígios

Que meu coração ofertou


Orgulhosa e pujante

A soberba, te apraz

No teu mundo tão distante

De tudo, tu és capaz


Tristeza, não te comove

Teu fronte, sacode as ondas.

-Que teu coração não prove

Da amargura que escondas


Pisas na face e no peito

De quem cruza teu caminho

É o desengano perfeito

A quem espera carinho


Teus beijos de amor, somente

Satisfazem os desejos

De teu amor decadente

Que beija a todos sem pejos


Na ebulição do amor

Tens mestria em fingimento

Camaleão muda de cor,

Tu, mudas de pensamento!


São Paulo, 15/01/2014

Armando A. C. Garcia


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451

Homenagem a Anderson Silva

Homenagema Anderson Silva

Norosto, um paroxismo de pavor

Seucoração que triunfava na arena

Naqueledia, rendeu-se à imensa dor

Daquebra da tíbia e da fíbula; triste cena

AndersonSilva o possante lutador

Nacena dramática daquele dia escuro

Sofreuacidental derrota. Cujo valor

Ovencedor, o sabe de valor impuro !

SãoPaulo, 25/01/2014 (data da criação)

ArmandoA. C. Garcia

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588

Céu de estrelas

Céu de estrelas



O céu de estrelas coalhado

Mal o luar chegava ao chão

Clareava o manto sagrado

Escurecia, meu coração


Meu olhar, jamais se cansa

Daquela noite observar ! ...

Vou saciar minha esperança

No sonho que hei de sonhar.


Verte em mim a nostalgia

Daquela noite sem luar

O astro rei, naquele dia

Não aqueceu meu trovar


Como vento que entristece

O confuso e frágil vazio

Mais triste, inda parece

O meu amor doentio


Minh’alma chora vazia

Meus olhos tristes, sem luz

Depois da noite, aquele dia

Teu amor, foi minha cruz


Se desabafo o queixume

Das desventuras sofridas

Culpa do maldito ciúme

Que não cicatriza feridas


O meu sonho se desfez

Como a marola do mar

E eu... te perdi de vez

Pra nunca mais... te encontrar !


São Paulo, 26/01/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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534

Até clarear o dia

Atéclarear o dia

Mágoatamanha eu possa suavizar

Nobrando afeto de tua cabeceira

Felizmomento, perdure a noite inteira

Atéclarear o dia, quero-te amar

Depoisda crueldade, do imenso abismo

Dashórridas mazelas, dos dias de tristeza

Daescassa sorte, quis a natureza

Quecontigo amor, como que por onirismo

Suavizasseminhas penas e infortúnio

Libertando-medeste pélago imenso

Pondo um pontofinal no mau vaticínio

Mudandoa natureza dura, impiedosa

Nessedoce mel, oásis de amor suspenso

Tuaimensa estima. Mulher maravilhosa !


Porangaba,17/01/2014
Armando A. C. Garcia

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561

Como no mar !


Comono mar !

Vêque no mar, os rios desaparecem

Naágua salgada, as doces desvanecem

Emudecendoo clamor retumbante

Dopequeno rio, ao mais gigante

Eo clamoroso mar, não se levanta

Recebetoda essa água e a acalanta

Noseio gigante de sua natureza,

E asuperfície da terra, não despreza

Amaré da crosta terrestre ele respeita

Seminvadir, como intérprete sagrado

Silencioso,ou mesmo agitado, aceita

Aságuas doces, límpidas, ou barrentas.

Seseu clamor se agiganta esborraçado

É paraacalmar as inúmeras tormentas.

Porangaba,19/01/2014
Armando A. C. Garcia

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454

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero que caiu do céu

O helicóptero caiu do céu
Recheado de cocaína
Não era dele, nem era seu
Foi colocada à surdina

O produto que continha
Não era carga do mal
Era pura sacarina
Confundida com a tal

Sabem todos muito bem
Da pura integridade
Que torpeza, fica além,
Muito além... da autoridade

Sacanagem, esse o termo
Já que, indevidamente
O comandante estafermo
Ultrapassou o condizente

Ou será que papai Noel
Fez carregamento indevido
Invés de pegar o farnel
Pegou o duplo sentido

Não se engane minha gente
Tudo, não passa do nada
Falar, contraproducente ...
- Foi só meia tonelada !

São Paulo, 29/11/2013
Armando A. C. Garcia

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731

As marginais e ou o marginal

As marginais e/ou o marginal

As marginais e/ou o marginal
Palco de convulsão e vandalismo
Espetáculo degradante e brutal
Sem um pingo de amor e de civismo

O rancoroso desintegrado da posse
Em agressiva vingança intolerante
Promove barricadas, como se fosse
O dono das marginais, naquele instante

Atravessa ônibus, saqueia os veículos,
Dos reféns d’ato, com a passagem obstruída
O desespero toma conta. São ridículos
Os meios de protestar e sua investida

O cidadão que sustenta toda máquina
Fica à mercê d’ intolerância irracional
O governo em suas atitudes de messalina
Não coíbe a baderna, no radical

Poderia do alto do helicóptero afastar
Com balas de borracha os meliantes,
Bem como pôr a cavalaria a enfretar
E a Rocan, para prendê-los em flagrantes

Suas atitudes fracas, geram forças brutas
Nosso governo, tem os meios, e não os usa
Se o maestro, não sabe usar a batuta
A afinação da orquestra fica confusa

Nessa semelhança, o meliante abusa
Sabendo que a punição não o alcança
Enquanto a população fica reclusa
O crime, a cada dia que passa, avança

Até quando... teremos esta intolerância
Os ladrões recebem todas as benesses,
No quadro dos mensaleiros, a impotência.
E, vê-los-emos em breve, em novas messes !

Estes, denominam-se presos políticos
Aberração ao vernáculo lusitano
Língua pátria, qu’em todos sensos criticos
Apelidá-lo desse termo, é puro engano!

Mas como nós, de engano em engano
Temos sido, constantemente enganados
Na frágil consciência do político insano
No encontro desses vis, entre os humanos

Suas mentes fantasiosas persuadem
Maquiando seu intento, ao eleitor
No disfarce maquiavélico invadem
... Se desprovido de boa-fé, o confessor !

Estes, são os ladrões do alto escalão,
Aqueles, os sem casa, os pés rapado
Aos que tudo falta, por vezes até o pão
Mas o crime, é igualmente tipificado

Surgem, entretanto sérias divergências
Os primeiros, são considerados excrecências
Os segundo serão sempre excelências
Mesmo no palco de tantas pestilências !

Porangaba, 23/11/2013
Armando A. C. Garcia

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520

Trotskistas Brasileños

Trotskistas Brasileños

Que País é este que tolera
Atos de selvajaria e os acoita
A lei esconde-se atrás da moita
Então... o criminoso impera

Incendeia ônibus e caminhões
A imprensa os televisiona,
A polícia, sem restrições
Vira assistente da intentona

Parece que temos um Governo
De apedeutas visionários
Candidatos ao inferno
P’los anseios comunitários

Onde o poder, pelo poder
É a prioridade absoluta
Seu apreço é combater
Levando o povo à luta

Decretos totalitários
Dão direito ao invasor
Os pobres dos proprietários
Perderam o seu valor

Rendem tributo à droga
Tiram os símbolos de Deus
Da igreja e sinagoga
Desacreditando os céus.

Demonstrando complacência
E conivência com o crime
Deixam os seus comandados
Jogarem no mesmo time

São trotskistas formados
Na academia do PT
Com estudos avançados
Pra tomar tudo, de você !

Consentimento calado
Do comando da nação
No pior, mais delicado
Espectro da confusão

A propriedade privada,
A lei, não respeita mais
Hoje, é página virada
O invasor, manda nas tais

Queimam ônibus, caminhões
Nas ruas e na estrada
E o que acontece aos vilões
Absolutamente... nada !

Sem ninguém que os impeça
A impunidade é total
Tapam o rosto e a cabeça
Ninguém os prende, afinal

Pensa bem com teus botões
Se algo, não está errado
No auge das confusões
A policia, quieta ao lado.

Ninguém impede a façanha
Deixam botar fogo na lenha
A safadeza é tamanha
Que nem a lei, deles desdenha

São trotskistas preparados
Instruídos pra badernar
Em todo país e estados
Pro tal regime implantar

Eu avisei, minha gente
Que esse pessoal de Cuba,
Não vinha curar doente
Só, participar da suruba

Meu povo, bom e pacato
Não se fie em altruísmo
Nada no mundo, é tão ingrato
Como esse tal de comunismo

Não se engane minha gente
Dão bote igual à serpente
A picada mal se sente,
O veneno é abrangente

Não fiques de pés balançando
Sentado, na tua cadeira
Levanta, mostra quem és
Que tens a força guerreira !

São Paulo, 29/10/2013
Armando A. C. Garcia

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564

Singelas Trovas

Singelas Trovas 

Tem folhas de laranjeiras
Voando no meu pomar
Moças lindas e solteiras
Nenhuma que me queira amar
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Pálida rosa amarela
No pé, a erva daninha
Sugou toda seiva dela
Levando o caos à pobrezinha
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A duas quadras da rua
Onde mora o meu amor
O meu coração flutua
Feito disco voador
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Já caminhei pela rua
Carregando imensa dor
Somente as pedras da rua
Ouviram o meu clamor
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Teu ninho de encantamentos
Que um dia me seduziu
Hoje, é ninho de espinhos
Que meu coração feriu
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No pungir de meus desejos
E o coração a palpitar
A boca espera teus beijos,
Beijos que tu, não queres dar
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Só sente tédio na vida
A mente desocupada,
Ao que labuta, a fadiga,
Não deixa pensar em nada
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Os pensamentos do homem
Perdidos em conjeturas
A sua alma consomem
Em dias de amargura !
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São Paulo, 26/10/2013
Armando A. C. Garcia

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553

Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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