Lista de Poemas

Essa besta !...

Essa besta !...


Cultua-se o diabo,
Cultua-se essa besta
Mas, cultuar o diabo
É gostar do que não presta

O povo está ousado
Crendo nessa criatura
Vem de anjo disfarçado
Prometendo-vos fartura

Mas assim, que vos cativa
Fantoche, virais dele
E com a vida à deriva
Ireis saborear o fel

Vossa alma desvirtua
Deprava a vossa moral
Sua chave, uma gazua,
Abre o coração pró mal

Mentiroso, trapaceiro
Um perfeito vigarista
Hipócrita, embusteiro
No seu palco, é artista !

Até Jesus, o Nazareno,
Já foi, tentado por ele
Sua trapaça tem veneno
Mais amargo que o fel !

Porangaba, 30/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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538

Desejos !...

Desejos! ...


Desejos, quantos já tive
Nesta vida indesejada
Se de desejos se vive
Essa foi minha estrada

Nascemos predestinados
Uns pro bem, outro pro mal
Uns patrões, outros criados
Neste mundo desigual

Não se trata de desejos
O que a vida nos reserva
O ser bom, ou malfazejo
O espírito o conserva

O viver é um desejo
Inato do ser humano
Ninguém resiste ao ensejo
De na vida ser o decano

Reclamando, ou não da vida
O desejo é mais forte
Adiando a partida
Vencendo a própria morte

O desejo é uma esperança
Esta, não morre jamais
É uma eterna criança
Na vida dos animais

Desejos, quem os não teve
Pergunto, quem os não tem
Se o desejo se manteve
É a aurora do Bem !

São Paulo, 19/03/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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455

CICLO DA ÁGUA (Replay) Dia Mundial da Água 22/03

CICLO DA ÁGUA (Replay)


Todos em ti deixam sua sujeira
Mas tu, qual Fênix que renasce das cinzas
Voltas renovada, purificada
Cristalina a cada novo ciclo de vida

Podes ser sólida, líquida ou gasosa,
Tua sublimação de sólida a vaporosa
É movimento constante, na esfera.
Estás nos oceanos, continentes e atmosfera

Porém está na evapotranspiração
Tua maior afirmação de transmudação
Passas à atmosfera pelo efeito do calor
A cada ciclo hidrológico repetidor

Te condensas em nuvens de vapor
Para a milhares de quilômetros dar vigor
A plantas, florestas, cardos e roseiras
Alimentas rios, mares, oceanos e geleiras

Penetras no solo, alimentas as nascentes
Cursos d’água em todos continentes
Deságuam nos lagos e outros no mar
Ou criam aqüíferos singular

Ninguém obstrui o teu curso, és poderosa
Escoas esbravejando na tarde chuvosa
Em direção aos rios, lagos e oceanos
És inconstante, levas vida de ciganos

Brotas de fissuras nas rochas duras
Irrompes de entre nuvens magnéticas
Que cospem línguas de fogo para a terra
E o fogo apagas, esfrias a guerra

Tua força e dom é sobrenatural
Mitigas a sede de planta, do animal
És o prenúncio da vida renascida
O poder o equilíbrio e a medida

Força suprema da natureza viva
Que de ti nasce e se procria ativa
És potência, vigor, força e energia
És dilúvio, enchente e calmaria

Esperança do agricultor, seiva da vida
Fertilidade e abundância de comida
Nos organismos, matéria predominante
Âncora que a vida leva adiante

Nas madrugadas em forma de orvalho
Ou então caindo em lentos flocos de neve
Qual manta branca na linha do horizonte
Cobrindo vegetação, árvores e montes

Teu ciclo hidrológico se inicia nos mares
Com a evaporação marítima sobes aos ares
E os ventos te transportam aos continentes
Em ciclos contínuos e permanentes

P’ra no caminho subterrâneo te infiltrares
Nos poros das formações sedimentares
Num processo contínuo e lento
Como quando nuvem, ao sabor do vento

Crias vendavais, e inundações
Transbordas nos rios, lagos e lençóis
Só o mar acalma tuas agitações
Por vezes encapelas ondas, dimensões

O processo de mutação pelo calor
Que do globo passas à atmosfera
Para renovar com viço e amor
A natureza que sempre te espera

De teu potencial surgiu a roda d´água,
A máquina a vapor, a usina hidrelétrica
O caminho fluvial, a caixa d’ água
Com participação em toda cibernética

São Paulo, 22 de março de 2006

Armando A. C. Garcia

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416

Caçador veterano

Caçador veterano



Seu Eufrásio, caçador veterano

Toquinho, seu fiel cão perdigueiro

Nas caçadas ele, sempre o primeiro

A açular a caça no monte ou plano


Por isso toquinho entre os demais cães

Era o preferido do velho caçador

Ao qual dedicava carinho e amor

E dava sempre pedaços de seus pães


Mas o tempo, desassociou a amizade

Aos poucos Seu Eufrásio já não via

O toquinho como o que melhor agia

E passa a tratá-lo com crueldade


Deixando de colocar sua ração

De trocar a água do recipiente

E um dia, já tão indiferente

Deixou o fiel na rua, sem razão


Toquinho, pelas ruas do bairro vagou

Como cão errante que não tem dono

Até que no umbral da porta veio o sono

No dia seguinte o pesadelo continuou


Seu Eufrásio impassível, nem ligou

Ao ver o sofrimento de toquinho

Sequer o alojou ou deu carinho

O que foi seu fiel amigo, afastou!


Certo dia, Seu Eufrásio foi caçar

Lembrou-se de procurar o toquinho

Levou-lhe pão e pedaço de toucinho

E voltou seu cão a acariciar


Convidou-o para nova caçada

Toquinho sua raiva não demonstrou

Seu Eufrásio, numa perdiz atirou

E quando já pensava comê-la assada


Toquinho sem pressa a localizou

E ali mesmo, ele se banqueteou

Pela primeira vez, ele não voltou

Foi aí, que Seu Eufrásio se tocou


Dias se passaram, e como cão vadio

Pelas ruas, abandonado à sua sorte

Toquinho passou privações de morte

Certo dia, Seu Eufrásio, sentiu vazio


No seu peito, saudades de toquinho

Cruzou parques, ruas e avenidas

Com o coração e a alma feridas

Não suportava ter ficado sozinho


Caminhou dias e dias procurando

Aquele que tratou com tanto desprezo

Certo dia levantou cedo, ficou surpreso

Toquinho vinha dormir à sua porta


Seu Eufrásio ao ver toquinho dormindo

Abriu de par em par a sua porta

Porém, toquinho, como coisa morta

Não entrou. Seu Eufrásio, então sorrindo


Foi-se acercando, com amor e carinho

Aos poucos reconquistando confiança

Foi aí, que sentiu quanta importância

É manter a amizade com toquinho !


São Paulo, 13/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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541

O marco do caminho

O marco do caminho


O pão, é o alimento do corpo
A prece, o alimento da alma
A fé, é o marco do caminho
A esperança, o marco da caridade !

São Paulo, 06/03/2014

Armando A. C. Garcia

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547

Contrariedades

Contrariedades



De ver tanta depravação nos costumes

Já me acostumei à anormalidade

Chegando até a pensar que esses *gumes

São apenas, uma questão de contrariedade


Com raras exceções, a crítica ignoram

Merecem um **epigrama mais à altura

Sem pejo, a boa fé do povo exploram

Mesmo que seu método, nos leve à sepultura!


Implacável a austera intransigência

Que em nome do direito e da verdade

Fingem praticar com toda coerência


Qu’na verdade, fazem com degenerência

E nós do povo crentes na sinceridade

Quietos, como sem um pingo de decência !


•Perpicácia;agudeza


** Poesia sátira


Porangaba, 02/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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536

Imaginar o quanto...

Imaginar o quanto...


Nem podes imaginar o quanto

Do tanto que te amei, enquanto

No caminho, derramei meu pranto,

A almejada avença, no entanto...


- Havia debandado teu encanto

Tu, dispersa, vestias outro manto

Dispersando o amor sacrossanto

Puro e limpo, ainda sem pecado


A solidão e abandono é tanto

Quão eqüidistante é o recanto

A separar o tempo. Entretanto,


À margem, o que resta... é canto

Dum sonho distante sem encanto

Nas memórias de quem amou tanto !


Porangaba, 08/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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475

Ao Sol da Verdade

Ao Sol da Verdade


Dissolutos de sonhos e de quimeras

Que viveis alucinados em aparências

Mais tarde sofrereis duras consequências

Lá, as sombras da razão à vossa espera


No denso abismo de pompas e chalaça

Sem pejo, jogastes a santa redenção.

Da adversidade, soltaste o grilhão

Pelas coisas vãs do mundo, a desgraça!


Crédulos mortais, de sujos negros fados

Despertai ao sol da verdade e razão

Da cega ambição, buscando consolação

Na face amena do ser mais elevado


Afastai penúria cruel de vãos desejos

Caminhai em sentido avesso, oposto,

O monstro da iniquidade em retrocesso

Velo-eis perder o comando de seu posto


É hora de sepultar no denso abismo

As coisas vãs que a sociedade adora

E clamar por piedade mundo afora

Afastando da alma o ocultismo


Deus é a consolação da humanidade

Vos inspire no sagrado lema, ternura

E num lampejo de amor, a brandura

E vendo um peito a gemer, a caridade!


São Paulo, 05/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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578

Coração liberto

Coração liberto



Coração liberto, ganhaste a alforria

Descansa enfim da sombria jornada

Os despojos mortais de quem já morria

Deixa-os para trás da porta encerrada.


O desânimo de outrora mudou a atitude

Os sonhos e anseios que a mente criou

Finalmente ganharam ampla plenitude

O triste caminho, o traçado mudou


Na luta pelas prioridades da vida

O peso do fardo, na mão se dispõe

No vasto corredor que se transpõe,


A lôbrega jornada é desconhecida

Em busca da liberdade e felicidade

Na mão exaurível, d'suprema entidade !


Porangaba, 02/03/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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553

Sonho que flutua

Sonho que flutua


Como nas nuvens de um sonho que flutua

E numa selva de enganos se confundem

Nesse labirinto, onde a mente vai à lua

Procuro-te em pensamentos que se fundem


De olhos fechados em vão insisto achar-te

No zunido do vento, no murmúrio das fontes

No balanço das ondas e, em toda a parte

Até no arco-íris, além do horizonte


Mas não te encontro. Caminho e fecho a porta

Ao meu desejo, que o sonho vai reabrir

E imediatamente a ti me transporta


Nas voltas e viravoltas como num bailado

Sempre te espero, mas tu, não queres vir

Para mim ter-te em sonho, parece o meu fado !


Porangaba, 01 /03/ 2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....

Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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