E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !
São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia
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Precisa mudança !...
Não pode haver ordem e paz, sem segurança
A impunidade acarreta conseqüências
A cada dia mais drásticas. O povo não descansa,
Precisa mudança, que traga ordem e confiança
Confiança n’justiça, e severa punição
Não fique no variável moto, entra e sai,
O temor precisa atingir o crime e o ladrão
A sociedade, precisa que o governo seja pai
Como tal, defendida, não sujeita à inconstância
Volúvel da marginalização que a afronta
Dizimando chefes de família e, com arrogância
Debocham da justiça, qu’não os amedronta
Por ser impotente, fraca e benevolente,
Sabem que matando, logo serão soltos
Na abissal pilha de crimes, justiça clemente
Por isso, os ânimos do povo estão revoltos
Em face de situações difíceis, sem coragem
De nossos governantes agirem com firmeza
Para mudar de vez essa anomalia de imagem
Abstrusa, de que o crime, gera a riqueza
Sistemas e opiniões, exigem mudança
A evolução é o caminho firme e seguro
Para levar ao nosso povo a segurança
Contra a obra do mal e, livrá-lo do apuro
Como feras na selva densa, atacam o povo
Dizimando-o, mais e mais a cada dia
Pois certos estão que irão pra rua de novo
Já que a justiça sem força, ainda é tardia !
Sem temer ofensa, cheios de ódio espreitam
A oportunidade no cidadão, que sem suspeita
Tomado de surpresa, o assaltam e desrespeitam
Quando a vida, não lhe é tirada na empreita.
Nossa justiça o que faz? Gera impunidade
O criminoso , de tal privilégio ciente
Sem temor, mais e mais nos tolhe a liberdade,
A situação se inverte, tomam o lugar da gente
Passamos a ser prisioneiros da liberdade
Até quando? Despertai autoridades !
- As eleições estão à porta, comunidade ...
Abri os olhos, para não ficar nas saudades
Basta ! acorda ! é tempo! Tempo de mudança
Pessoal, vamos exigir, sem mais tardança
A mudança e que ela pese na balança
A similitude, e haja com perseverança !
Porangaba, 24/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Uma réstia de saudade ! ...
Perdido nos teus encantos
Perdi o meu coração
Agora choro aos prantos
A minha desilusão !
Uma réstia de saudade
Em meu coração reside,
Que Deus tenha piedade
Da paixão que me agride
Já sepultei ilusões
Utopias, coisas vãs
Já fiz sofrer corações
Amarguras de titãs
Se meu amor se perdeu
Logo mais, outros aspira
Só um amor me prendeu
Hoje. Noutro amor respira
No fundamental da vida
Dinheiro tem seu valor
Quando a grana é perdida,
Perde-se junto o amor
Nesta singularidade
Que envolve o coração
Uma réstia de saudade
Na grande desilusão !
Porangaba, 31/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Quatro elementos da natureza
Água, Terra, Fogo e Ar
Juntos, o planeta regem
Para nada nos faltar
Na união, nos protegem
Essenciais à vida humana
Deus cedeu à natureza
Como deu caça à Diana
Deu-nos eles, por singeleza
Na motivação da vida
Seu conjunto de fatores
Integrantes na medida
Sutil de grandes valores
A água pura cristalina
Emana até da rocha dura
Tem por condão e rotina
Rasgar da terra a secura
Esta, ao ser irrigada
Nos dá alimento sadio
Quando ela é trabalhada
Mesmo em solo bravio
O fogo é chama que aquece
Por vezes destruidor
Mas se fogo, não houvesse
Não haveria vapor !
O ar, contém o oxigênio
Indispensável à vida
Como a varinha do gênio
Dá motivação à vida
Na evapotranspiração
Pelo efeito do calor
Sua transmudação
Num ciclo repetidor
Em nuvem condensa
O hidrológico vapor
E em chuva imensa
Rega o chão do lavrador
Gera brisas e furacões
Tudo destrói com violência
Leva barracos, mansões
E também a pestilência
Cada qual na sua função
Tem de Deus comportamento
Falta ao homem a unção
Para ter entendimento !
Porangaba, 01/06/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Igual ao cego, não vê !...
O homem se engana e erra
Quando pensa que na terra
A natureza, é tudo,
E, todo o resto, é conteúdo
Que nada, além do infinito
Exista como inaudito
Além do clarão da lua
Ou do sol que flutua
O homem se engana e erra
Se em coisas vãs nesta terra
Somente pensa e crê
-Igual ao cego, não vê !
Sem nenhuma expectativa
Vive no mundo à deriva
Sem esperança e sem fé
Pobre agnóstico, não crê !
Minhas dúvidas, chego a ter
Que alguém possa não crer
Que o universo foi criado
Por um Ser tão sublimado
Só quando o cálice acre
Lhe tolher a paz como um lacre
E sentindo o peso do mal
Pede comiseração final
Despido de sentimentos
Ao peso dos sofrimentos
Começa a pensar como gente
Porque afinal, foi diferente
Sua existência deslavada
Submersa e afundada
Em pensamentos pueris
Só dignos de imbecis
E à excelsa preeminência
Vai rogar pela clemência
De infaustos dias passados
Em pensamentos infundados
P’la primeira vez a chama
Luminar de Deus inflama
Dentro de seu coração
E pede ao mundo... perdão !
Porangaba, 17/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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No cepo da mentira
De fatais desditas me foi a sorte
O torno das paixões sofreu um corte
O tempo mede as fúrias do ciúme
O fogo da paixão, fez dele seu lume
Feliz de quem ama e é amado
Sem ver e’engano o sonho transformado
Seu coração em paz de amor respira
Afastado que foi do cepo da mentira
Por longos anos sofri a desventura
De sua torpeza vil e perjura
Sem temor me prostrou no infame laço.
Quem ama de verdade não suspeita
Que a fera da traição já o espreita
Com a infida mão em seu abraço !
Porangaba, 18/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Assim fala o agricultor !
O mundo aclama no palco os cantadores
E no futebol os craques jogadores
Não dão glória ao humilde agricultor
Aquele que planta e vos honra com seu labor
Com o alimento para vossas forças prover.
O mundo só aclama o homem de poder
Aquele que nada faz em prol da humanidade
Mas que passa ovante pela notoriedade
Os que entre a multidão, passam triunfantes
E olham a miséria com desdéns cruciantes.
O homem bom e justo, o povo não aclama
Ao cantor e ao jogador, até lhe dão a cama
Não há glória alguma, ou ato de coragem
Olhando sua vida, é pura libertinagem.
O agricultor labuta do nascer do dia
E até ao anoitecer é a faina de seu dia
O povo, não aclama, quem lhe dá de comer
Somente a futilidade ele sabe acolher,
Seria motivo de festa e muita felicidade
render graças à sabedoria da verdade !
A um trabalho que parece inexpressivo
Mas que é o único fecundo e criativo
Capaz de alimentar no mundo sua grei
Para crescer, no suor que derramei !
Porangaba, 02/05/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....