Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
322 798 Visualizações

A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


Visite meu Blog: brisadapoesia.blogspot.com


Ler poema completo
Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com

Poemas

1327

Gelada solidão

Gelada solidão

Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Não há sol, nem esperança
Perdido pela lembrança,

Dos dias em que vivi
Junto, e ao lado de ti.
Era feliz e não sabia
Hoje, perambulo o dia

Sonhando poder voltar
Mas não te posso alcançar,
Estás mui longe de mim
Mas eu espero, mesmo assim !

Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Sem teu amor, há tristeza
E o mundo perde a beleza

Trás de volta o teu amor
Tu és meu sol, meu calor
Tira-me desta solidão
Alegra o meu coração.

Tirar-me desta geleira
É só transpores a barreira
De teu orgulho pessoal,
E terás, um amor imortal !

São Paulo, 27/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
106

A verdadeira reforma previdenciária (soneto)

A verdadeira reforma pA verdadeira reforma previdenciáriarevidenciária
A verdadeira reforma previdenciária  (soneto)

Político não necessita formação
Tal função, também, não é profissão
Não carece de concurso público,
Nada mais é, que um dever cívico

De prestação de serviço temporário
Como tal, não deveria ter direito
A aposentadoria e/ou pensão,
Concedê-las é extorquir a nação.

Legislando em causa própria, o político
Ajeitou para si um cachê artístico
Com ganho superior ao de sua arte.

A verdadeira reforma previdenciária,
É anular suas aposentadorias, ou pensões
Este, o desejo de todos nossos corações !

São Paulo, 01/08/ 2018 (data da criação) 
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
84

Oh! linda criatura (soneto)

Oh! linda criatura (soneto)

Ante tua beleza oh, linda criatura
Vejo-me fascinado e apaixonado
Fecho os olhos e diante dessa formosura
Vejo-me em silêncio, ser por ti amado

Tua insinuante beleza me seduz
Nesse sonho belo, procuro alimento
Que nutre, estimula e me conduz
Ao cume do apogeu do pensamento 

Sejas tu, minha estrela, a minha luz
Como foste inspiração destes rabiscos
Peço a Deus que não sejas minha cruz

Mas sim a Diva de todos pensamentos
Oh! linda criatura, beleza d’ Andaluz ,
Pra poder amar-te, em todos os momentos !

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs: 
http://brisadapoesia.blogspot.com 
http://preludiodesonetos.blogspot.com 
http://criancaspoesias.blogspot.com 

Direitos autorais registrados 
Mantenha a autoria do poema
125

Reto retrato de: TU (soneto)

Reto retrato de: TU (soneto)


Tu és o amor a quem eu quero tanto
Tu, és a esperança que em mim renasceu
A luz que clareia o  meu caminho, enquanto
A alegria de meus dias só cresceu

Quando te encontrei, sorrindo no caminho
Tu, rosa sem espinho, perfumada
És a deusa do amor e do carinho
És a luz que ilumina minha estrada !

Tu, que és a expansão e o limite
O Omega e o alfa, a morte e a vida
A flor exótica, a onda em desafio

Tu. Que foste tudo isto em minha vida
Sou hoje, para ti um nada, um estalactite
Pendido do teto da caverna por um fio !

Porangaba, 10/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
90

A Pérola !... (Infantil)

A Pérola !... (Infantil)


Caminhava pela praia
Um plebeu, pescador
Quando surgiu a princesa
Tão linda como uma flor !

O destino quis que ao vê-lo
Gostasse dele a princesa
E levou-o ao castelo
Pra apresentar à realeza

Nada tinha o pescador
Pra princesa presentear
Pescou a pérola mais linda
Que havia no fundo do mar

Seu presente de noivado
Estava ali garantido
Deixou o rei encantado
E aceitou o pedido

Na véspera do casamento
Novamente foi pescar
E pra seu maior contento
Pescou a pérola, que era par

Presenteou a rainha
Que muito agradeceu,
Perguntou donde provinha
Ele disse, que era do céu!

As pérolas eram tão belas
Parecia que tinham luz
Geradas duns cravos velhos
Que pregaram as mãos de Jesus !

São Paulo, 04/11/2012 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus Blogs: http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
89

Por ti, (soneto quádruplo)

Por ti, (soneto quádruplo)


Por ti, só por ti, sofri amarguras
Mil atrocidades, desventuras
Por ti, só por ti, aguentei a dor,
Tão grande era, e foi o meu amor

Se lá do alto, nas penas da discórdia
Deus não teve por mim misericórdia
Ao menos as musas, com mais concórdia
Acompanharam minha trajetória

O amor primeiro, justo, verdadeiro
Sem pejo nem brio, no atoleiro
Tu jogaste, sem ao menos tê-lo

Amparado na dor alucinante
Que me rasgou a alma e o semblante
Pra hoje em ti, tornar-se pesadelo

II

Talvez seja alucinação minha
O amor que meu coração continha
Talvez seja o amargor da derrota
Da simbiose aurícula e marota

Talvez seja um lampejo de loucura
Num coração partido, impostura
Talvez seja, o querer que não se almeja
Ou o fútil desejo por quem seja

Talvez seja, a dor do sofrimento
Inútil que por ti, sem alento
Passei, sem nenhum merecimento

Com outro te encontrei, e o lamento
Da dor que gerou teu casamento
E até hoje envolve meu pensamento !

III

Amargura, dor e sofrimento
Foi tudo que me trouxe teu amor
Pra quem esperava nele o alimento
Encontrou, foi o calvário da dor

E se desse martírio consentido
Nenhuma outra coisa sobreveio
Não me considero arrependido
Da ilusão do amor que foi meu esteio

Na imensidão descomedida da dor
Tu, sempre foste meu grande amor
E peço a Deus que lá das alturas

Te dê alento nas sepulturas
Ao partires deste mundo,com pesar
Ao teres-me trocado, sem pensar !

IV

Um castelo de areia em minha mente
Criei com sonhos vãos de teu amor
Ao invés de pensar naturalmente
Deixei-me levar nas ondas, ao sabor

A vida, é a ilusão dos iludidos
Quimera panaceia de ilusões
De amores não correspondidos
Castelo de areia de paixões

Onde fenecem esperanças de amor
E os grilhões da inveja e da cobiça
Trescalam, tangenciando a dor

Que o infortúnio às vezes quer impor
Ao destino anêmico que atiça
Tal chaga que se alastra ao redor !

São Paulo, 19/01/2016 às 0,3 hs. (data da criação)
Armando A. C. Garcia

Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com

Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema

96

O Simples Labor

O Simples Labor 

O nectário floral, nutre o beija-flor
E faz a abelha zumbir em seu redor
E desse celeiro, ninho de amor
Da candura inocente de cada flor

Surge a doce substância chamada mel
De angélica fragrância, o néctar da flor
E pela constância do afinco labor
Dessas obreiras, no trabalho fiel

No esplendor imorredouro a cada dia
Vão granjeando o sustento no farnel
Para suprir as necessidades com o mel
Extraído, até da perfumada orquídea ! 

Para em noites caliginosas e frias
Alimentarem o enxame da colméia\. 
Se expira ao pôr do sol a sua ceia
Nunca terão aflições e agonias 

Seu corporativismo é da melhor idéia
Organização por tarefas de trabalho
Por isso nunca lhes falta em seu baralho  
Uma rainha que comande a colméia !

Porangaba, 04/03/2014  (data da criação)
Armando A. C. Garcia 

Visite meu Blog: 
brisadapoesia.blogspot.com

414

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....