Reto retrato de: TU (soneto)
Reto retrato de: TU (soneto)
Tu és o amor a quem eu quero tanto
Tu, és a esperança que em mim renasceu
A luz que clareia o meu caminho, enquanto
A alegria de meus dias só cresceu
Quando te encontrei, sorrindo no caminho
Tu, rosa sem espinho, perfumada
És a deusa do amor e do carinho
És a luz que ilumina minha estrada !
Tu, que és a expansão e o limite
O Omega e o alfa, a morte e a vida
A flor exótica, a onda em desafio
Tu. Que foste tudo isto em minha vida
Sou hoje, para ti um nada, um estalactite
Pendido do teto da caverna por um fio !
Porangaba, 10/02/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
AMOR!
AMOR !
Teu amor, prende e me encanta
Teu rosto, é tal de uma santa
Teu olhar, a luz sagrada
Ao romper da madrugada
O teu corpo, sem igual
É como puro cristal
Me enlevo no que pressinto
Pelo amor que em ti sinto
Contemplando, mudo e quedo
Tão delicado brinquedo
Tremo e não me atrevo
A tocar no santo enlevo
Pôs-me Deus no teu caminho
P'ra ver se alcanço sozinho
A paz e a tranqüilidade
A alegria e a saudade
Não sei se tu, meu amor
Dás ao meu, igual valor
Descrevi, só o que vejo
No sonho de meu ensejo
Tem o efeito de um feitiço
Meu amor, eu sinto isso
Perdido nos desenganos
Das ondas dos oceanos
Tu, és mais do que eu mereço
Afeto de grande apreço
És primavera em flor
No mar vogando ao sabor
Quem me dera fosse estrela
Assim, eu poderia vê-la
Do azul cinzento dos céus
Da janela lá de Deus
Teu amor não se resume
Num brilhante vaga-lume
Mas na auréola sagrada
Que cobre a túnica *alvada
Oh! Princesa que saudade
Revolvo cinzas da idade
Esperanças que nutri outrora
Rolam dispersas agora
Mas o amor é tão insano
Ergue um altar ao desengano
Cruel dúvida que magoa
E o amor, tudo perdoa.
São Paulo, 23/09/2009
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
* Correto : alvadia
Amor que o vento levou
Amor que o vento levou
Não tem nada que amenize
O amor que o vento levou
É uma constante crise
Que nem o fogo queimou
Só quem perdeu um amor
Pode então avaliar
A imensidão dessa dor
Que não para de abalar
Oh! Que destino malvado
A vida nos apresenta
Carpir a dor deste fado
Nenhum cristão aguenta
É ferida que não cicatriza
A perdição de um amor
É chaga que martiriza
De manhã, ao sol se pôr !
Esta cruz de expiação
Deixa a alma descontente
E o pobre do coração
A carrega, tristemente
Soluça a ilusão perdida
Negro e profundo pesar
A felicidade é interrompida
Dando lugar ao penar
Vão-se sonhos e esperança
Nas asas da desventura
Porém a alma não cansa
De pensar na criatura
É um laço que manieta
Ao que o fogo não queimou
É a ilusão completa
Do nada, que lhe sobrou !
Essas cinzas que restaram
São escombros do passado
São saudades que ficaram
De um sonho sepultado !
São Paulo, 04/09/2014 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs.
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Oh! linda criatura (soneto)
Oh! linda criatura (soneto)
Ante tua beleza oh, linda criatura
Vejo-me fascinado e apaixonado
Fecho os olhos e diante dessa formosura
Vejo-me em silêncio, ser por ti amado
Tua insinuante beleza me seduz
Nesse sonho belo, procuro alimento
Que nutre, estimula e me conduz
Ao cume do apogeu do pensamento
Sejas tu, minha estrela, a minha luz
Como foste inspiração destes rabiscos
Peço a Deus que não sejas minha cruz
Mas sim a Diva de todos pensamentos
Oh! linda criatura, beleza d’ Andaluz ,
Pra poder amar-te, em todos os momentos !
São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Do primeiro amor... (soneto duplo)
Do primeiro amor... (soneto duplo)
Do primeiro amor, ninguém esquece
É sentimento que na vida inteira cresce,
Na alma que ama, o coração floresce
Sentimento intenso que não perece.
É esse amor eterno, verdadeiro
Que a alma alimenta no braseiro
Mantendo na memória do primeiro
Condição dum digno cavalheiro,
E este sentimento é tão profundo
Que em qualquer lugar deste mundo
O primeiro amor é o mais fecundo
Feliz daquele que recebe a benção
Sacramental da eterna união,
Sentimental desejo do coração !
II
Todavia, por certos contratempos
Outros, tão divergentes da vontade
Não que seja por meros passatempos
Perde-se o amor primeiro, vem saudade
Esta infinda, trazendo a nostalgia,
Preso à memória o desejo aceso,
Querendo o primeiro amor a cada dia
Como se pudesse voltar ao que é defeso.
Tristeza, dor e sofrimentos mil
Ao sentir no peito amor intenso
Sem puder ser ao grande amor servil,
É o amor que a alma não esquece,
Nem o coração o deixa suspenso
Passa a vida inteira, e não perece !
Porangaba, 13/03/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Por ti, (soneto quádruplo)
Por ti, (soneto quádruplo)
Por ti, só por ti, sofri amarguras
Mil atrocidades, desventuras
Por ti, só por ti, aguentei a dor,
Tão grande era, e foi o meu amor
Se lá do alto, nas penas da discórdia
Deus não teve por mim misericórdia
Ao menos as musas, com mais concórdia
Acompanharam minha trajetória
O amor primeiro, justo, verdadeiro
Sem pejo nem brio, no atoleiro
Tu jogaste, sem ao menos tê-lo
Amparado na dor alucinante
Que me rasgou a alma e o semblante
Pra hoje em ti, tornar-se pesadelo
II
Talvez seja alucinação minha
O amor que meu coração continha
Talvez seja o amargor da derrota
Da simbiose aurícula e marota
Talvez seja um lampejo de loucura
Num coração partido, impostura
Talvez seja, o querer que não se almeja
Ou o fútil desejo por quem seja
Talvez seja, a dor do sofrimento
Inútil que por ti, sem alento
Passei, sem nenhum merecimento
Com outro te encontrei, e o lamento
Da dor que gerou teu casamento
E até hoje envolve meu pensamento !
III
Amargura, dor e sofrimento
Foi tudo que me trouxe teu amor
Pra quem esperava nele o alimento
Encontrou, foi o calvário da dor
E se desse martírio consentido
Nenhuma outra coisa sobreveio
Não me considero arrependido
Da ilusão do amor que foi meu esteio
Na imensidão descomedida da dor
Tu, sempre foste meu grande amor
E peço a Deus que lá das alturas
Te dê alento nas sepulturas
Ao partires deste mundo,com pesar
Ao teres-me trocado, sem pensar !
IV
Um castelo de areia em minha mente
Criei com sonhos vãos de teu amor
Ao invés de pensar naturalmente
Deixei-me levar nas ondas, ao sabor
A vida, é a ilusão dos iludidos
Quimera panaceia de ilusões
De amores não correspondidos
Castelo de areia de paixões
Onde fenecem esperanças de amor
E os grilhões da inveja e da cobiça
Trescalam, tangenciando a dor
Que o infortúnio às vezes quer impor
Ao destino anêmico que atiça
Tal chaga que se alastra ao redor !
São Paulo, 19/01/2016 às 0,3 hs. (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Que mais queres ó vida ! (soneto)
Que mais queres ó vida ! (soneto)
Que mais queres ó vida, deste ancião
Já mui fraco, sem ânimo e rugoso
Outrora enérgico, impetuoso,
Indomável coragem no coração,
Hoje, sem forças, curte o desengano
Dos dias que fogoso se sentia.
Vejo agora, que d'nada me servia
Indumentária social, ou de cigano
Findou o encantamento que dispunha
Quando jovem, alegre, prazenteiro
Tinha o bolso recheado de dinheiro
Hoje, vazio, como vazia sua alma
Seu ímpeto, seu alento; agora é calma,
Antes, nenhuma, àqueles se antepunha !
Porangaba, 18/07/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
A vida inteira ! (soneto)
A vida inteira ! (soneto)
Carreguei a vida inteira, este meu fardo
Fruto idílico de um amor passado
Que em chamas de amor ainda arde
E nem as cinzas, dão o fogo apagado.
Olha, do que o amor verdadeiro é capaz
Mesmo fazendo de ti, gato e sapato
Nunca deixarás de voltar atrás,
Ao giro das paixões, mesmo caricato.
Pois as asas das malvadas tentações,
Sempre ousarão tua vontade dominar
Acendendo e apagando dilações.
E mesmo assim, a velho coração resiste
A todas as vicissitudes, para amar
Do primeiro amor, a quem amar insiste !
São Paulo, 10/11/2015 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
Gelada solidão
Gelada solidão
Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Não há sol, nem esperança
Perdido pela lembrança,
Dos dias em que vivi
Junto, e ao lado de ti.
Era feliz e não sabia
Hoje, perambulo o dia
Sonhando poder voltar
Mas não te posso alcançar,
Estás mui longe de mim
Mas eu espero, mesmo assim !
Nesta gelada solidão
Que vive o meu coração
Sem teu amor, há tristeza
E o mundo perde a beleza
Trás de volta o teu amor
Tu és meu sol, meu calor
Tira-me desta solidão
Alegra o meu coração.
Tirar-me desta geleira
É só transpores a barreira
De teu orgulho pessoal,
E terás, um amor imortal !
São Paulo, 27/04/2018 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonetos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema
A luz de Deus
A luz de Deus
És a luz que dá esplendor
E a seiva à natureza
És a luz do Criador
A luz de Deus, com certeza
És do mundo protetor
O amor de Ti orbita
És lenitivo na dor
O amparo na desdita
És o consolo e a paz
A esperança de quem chora
De tudo Tu és capaz
Por este mundo afora
És o Mestre que afeiçoa
Ensinando o bom caminho
Na mensagem digna e boa
Tangendo amor de mansinho
Dás amparo ao decaído
Socorres na escuridão
O doente, o oprimido
Mesmo aquele sem coração
Tua Divina presença
Se estende, não tem fronteiras
Atende a humilde criança
E ao viço das roseiras
Na aflição e desventura
És a estrela, o caminho
A recompensa futura
De quem procura teu ninho
Mas quem és Tu, diz agora
Que o verso não descortina
- Sou Jesus, a Eterna Aurora
Restaurador da doutrina
São Paulo, 27/09/2009 (data da criação)
Armando A. C. Garcia -
Visite meus blogs:
http://brisadapoesia.blogspot.com
http://preludiodesonestos.blogspot.com
http://criancaspoesias.blogspot.com
Direitos autorais registrados
Mantenha a autoria do poema