Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
322 230 Visualizações

A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


Visite meu Blog: brisadapoesia.blogspot.com


Ler poema completo
Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com

Poemas

1120

Noite de São João

Noite de São João

Da forma mais popular
A Santo António pedi
Pra não me deixar ficar
Mais um São João sem ti.

Pra na noite de São João
Irmos pular as fogueiras
Milho assado e quentão
Arraial de mil bandeiras

Pamonha, curau, canjica
Bolo de milho e de fubá
Pé de moleque, muita música
Paçoquinha e munguzá

Alegria, o que é preciso
Na noite de São João
Não pode ficar indeciso
Pra manter a tradição

Aproveitando o ensejo
Na noite de São João
Quero dar-te um grande beijo
Que chegue ao teu coração

A quem quero, tanto bem
Dona de suave encanto
Beleza que ninguém tem
A mulher que amo tanto

Abra as portas São João
Nesta noite de folia
Pula à toa o coração
Tudo enfim é alegria

É alma cheia de vida
Fogos nos céus a brilhar
São João, noite querida
Convite pra namorar !!!

Porangaba, 11/06/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com


1 092

Ave sem canto (soneto)

Ave sem canto (soneto)

Lavas fumegando em meu coração
Jorram cinzas, ainda deste vulcão
Rasgando o peito que sangra ferido
D’acre saudade de haver-te perdido

A procela não dá alento à dor
Nem meu queixume reverte o amor
É como a ave, sem canto, perdida
Folha da árvore, pelo vento batida

No chão se arrasta já seca, sem vida
Nos espasmos da morte intenso *palor
No pranto fugaz de um sonho de amor

Porém, meus lábios, jamais beijarás
Qual luz que fenece, então, tu dirás:
Do amor que perdi, eu fui consentida !


     *palidez

São Paulo, 10/09/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia 
   
Visite meus blogs: 
http://brisadapoesia.blogspot.com 
http://preludiodesonetos.blogspot.com 
http://criancaspoesias.blogspot.com 

Direitos autorais registrados 
Mantenha a autoria do poema 

1 120

Esse nó !

Esse nó !


Esse nó, também me aperta sem dó
Oh! Nó triste, nó porque não me deixas só...
Quem só já é, sem ter tua companhia
Que persiste qual lágrima de teimosia

Rotular-te de sonho ou quimera
Prenúncio futuro de longa espera
Se lembranças poderem ser lembradas
Sejam elas, mais sutis e delicadas

São Paulo, 07-12-2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com
1 095

Deixa (soneto)

Deixa... (soneto)


Deixa eu tecer minhas ilusões
No tear de minhas fantasias
Pra que possa, depois aos guturões
Saborear tão sonhadas iguarias

Nem que percorra *absconso caminho
Da invasão de uma tristeza profunda
Deixa que meu tear urda cada espinho
Nem que a lança na caminhada rotunda

Corte minhas mãos a cada urdida
Deixa mesmo que sofra é meu sudário
É minha veleidade. Gosto d’vida

Neste acervo ávido de ilusões
Quando o físico nefando, refratário
Já se esconde do lume das paixões.


Porangaba, 25/10/2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog: http://brisadapoesia,blogspot.com

• Escondido; oculto
1 139

Diz (soneto)

Diz...


Diz... que o encantamento de tua ilusão
Chegou ao fim. E que tudo foi um engano
Da desenfreada torrente da paixão
Que durou aproximadamente um ano!

Diz... Sem tremer a voz e empalidecer
Que já não me queres mais. E sem que te fira
Caminharás adiante sem retroceder
Pois teu coração, por mim, não mais suspira.

Diz...que foi um vão ensejo que passou
Que hoje, só sentes por mim indiferença
E que o amor em teu peito já terminou

Diz... se fores capaz de eloquência tal
No extremo fervor de tua desavença
Sinto que tu, nada dirás ao final !

Porangaba, 24/11/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com

1 103

Cicatrizes (soneto)

Cicatrizes ... (soneto)


Minhas dores e lamentações, não escutas
Que acontece com teu pobre coração...
Consequências na troca de permutas
A exigir paciência ou resignação !

Sem olor a fragrância dos perfumes
Que exalavas na doçura do beijo,
Inúteis as palavras que resumes
Sendo nada, não são o que almejo

Escondo no peito os prantos sentidos
Em segredo preservo a dor do desamor
No meu ser, há desejos incontidos

Cicatrizes que meus sonhos marcaram
Quando desabrochavam com esplendor
Teu desamor. Minhas esperanças secaram.

Porangaba, 02/12/2012
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com

1 153

Meus pobres versos !

Meus pobres versos !

Dos pobres versos que compus em desalinho
Alguns foram lidos, mas muitos outros, não.
Como a rosa perfumada, tem o espinho
Meu estro, não lhes tocou o coração.

Mas se de versos indecorosos fosse a veia
De milhares seriam as suas leituras
Felizmente, não é essa a veia que lastreia
Foi concebida para coisas mais puras

Não é profana, nem mesmo anticristã
É contra os arautos vendilhões dessa fé
Que se insurge, por não ser doutrina sã,
E opõe-se a políticos, que fazem o que se vê....

Exponho o que dentro da minha alma eu sinto
Suspiros, lágrimas ou contentamento
E nesta imensidade, ó leitores, não minto
É meu primeiro e último comportamento !

São Paulo, 28/11/2012
Armando A. C. Garcia
Visite meu blog:
http://brisadapoesia.blogspot.com
1 234

Obsessão (soneto)

Obsessão (soneto)

Impertinente pensamento sua figura   
Em vão procuro esquecê-la. E seu retrato
Há muito tempo o queimei com amargura
Pensando livrar-me desse *desiderato

A alucinada visão de sua silhueta  
Em minha mente é constante, interminável
Parece ter o poder monstruoso do capeta
Sua figura a todo instante é infindável

Ah! Certamente devo estar a delirar
Ou talvez no limite das *assimetrias
Que na verdade, não sei onde albergar

E nada no mundo preenche este vazio
Que gravou na mente sua fisionomia
Cuja obsessão, mais parecer um desvario !

•    Aquilo que se deseja; que se aspira
** fig. Desarmonias de certas funções

São Paulo, 18/02/2013
Armando A. C. Garcia

Visite meu blog:http://brisadapoesia.blogspot.com
1 129

Perimetral

Perimetral

Se és capaz de maltratar
Quem da vida nada tem
Também podes suportar
O peso do meu desdém.

Ó Deus da eterna glória,
Do saber e da justiça
Leva teu filho à vitória
Nos liames desta liça

Não o desampares agora
Quando de Ti, mais precisa
Socorre-o sem demora,
Antes que perca a camisa

A fé, por Ti, descortina
És sua âncora de esperança
Dissipa-lhe a neblina
Que lhe tira a confiança

Senhor, ó Rei da glória
Deste mundo sofredor
Tu, julgarás a pretória
Que julga o mundo a "priori"

Teu julgamento isento
Das vicissitudes terrenas
Não aceita argumento
Estes, são do mundo apenas

No imenso caos do abismo
Na escuridão mergulhados
Pagarão pelo cinismo
Ao serem por Deus julgados.

São Paulo, 03/08/2012
Armando A. C. Garcia

"(do latim, "partindo daquilo que vem antes")
Visite meu Blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
1 182

O Agnóstico

O Agnóstico


Agnóstico, é o nome pomposo de ateu
Aquele que diz, não existir Deus, nem o céu
Diz-se descrente, sem fé, sem religião
Entretanto, preocupa-se com sua condição


Agnóstico é aquele que diz não crer em nada
Todavia, no íntimo recôndito da alma
Tem a semente que procura não germinar
E diz o mundo infestado de mentiras


Diz que a noção de justiça foi subvertida
Por Deus poder torturar a alma humana
Banindo a compaixão dos corações
Transformando homens em demônios


Que o Deus da bíblia é insensível, justiceiro
Que todas as religiões tem concepção errada
E influenicam o homem a sacrifícios e orações
Que Cristo foi uma lenda, um mito, e que,


Dos pagãos, adaptaram a eucaristia:


Que no festival da colheita faziam bolos de trigo
E no preito a Ceres e a Baco bradavam
A Ceres, "esta é a carne de nossa deusa"
E a Baco, "Este é o sangue de nosso deus"


Que não há, nem houve um ser criador
Vez que triunfa a injustiça neste o mundo
Que o dizem governado por um Deus
Um Deus que dizem, criador de doutrinas cruéis


A espalhar guerras e mortes no mundo
Terremotos, inundações, secas noutras regiões
Vulcões vomitando fogo, relâmpagos letais
Onde está a bondade de Deus, eles perguntam.


Porém, lá no fundo de seus corações
No recôndito da alma, eles crem num Deus
Talvez à sua maneira e conveniência
Um Deus que atenda e entenda suas intenções.


São Paulo, 12/08/2012
Armando A. C. Garcia


Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
1 158

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....