Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

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Pedaços de ilusões !  -  09/09/2026  

Pedaços de ilusões !  -  09/09/2026

 

Sinto pedaços de ilusões

Adejando em minha mente,

São velhas recordações

Lembranças, certamente,

 

Tudo muda minha gente

Na vida nada é igual,

O coração eternamente

Sem mudar, é desigual.

 

Nessas antigas lembranças

Duma alegria sem fim.

Vi morrer as esperanças

De ter você junto a mim.

 

Tempo feliz que passou

Tudo ficou no passado,

Dos pedaços só ficou

O sonho mais delicado.

         

Foi a antiga lembrança

O teu modo de andar.

Nos sonhos desta criança

E o teu jeito de amar.

 

Se pro céu vai a fumaça

Espalhando seus pedaços,

Na terra fica a carcaça

Ou seja, o seu carvão.

 

São Paulo, 09/09/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

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Poemas

1121

SERÁ ! ... (soneto)

SERÁ ! ...

Pé ante pé, com o coração partido
Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...

E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida

Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho

Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso

São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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210

Forças da Afeição (soneto)

Forças da Afeição

De vis amores tenho a alma consumida
Contingência de dedução de razões
Que exsurgem na mente tão sofrida
Olhando a fria noite, sem opções

De tantos amores o que me resta agora
Senão desilusão, descontentamento
Por ter experimentado, o que foi bom, piora
Ante a solidão, aumenta o meu tormento

Quem não sofre, sem o mal de si ausente
Por mais rara que seja tal ironia
Nunca saberá o que minha alma sente

No sentir noutro amor, noutra esperança
O doce tempo que a saudade faz lembrança
Hoje caduco, débil, cheio de agonia.

São Paulo, 08/05/2005 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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271

O tempo corrói o amor

O tempo corrói o amor


O tempo corrói o amor
Desunindo a afeição
Peito vazio onde a dor
Suplanta a ablação.

Lembranças viram saudade
Vagando espaço sem fim
Aonde a terna amizade
Transforma-se em Arlequim

O tempo põe fim ao anseio
Trancando com as aldravas
O sentimento alheio,
Silenciando as palavras.

O tempo deixa nos rastros
Silenciosas pegadas
Tal nau que sustenta os mastros
Pelas águas agitadas

E nessas águas profundas
Vagando silenciosa
Por vezes a nau se afunda
Como a paixão mentirosa !

São Paulo, 14/11/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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281

A banalidade

A banalidade

Trago no peito entranhada a solidão
À minha alma, já falta inspiração
Esperanças, especulações e fantasia...
São hesitações do momento a cada dia.

A banalidade da indiferença
Sofrida com calma pela descrença,
Fez de mim um intrépido lutador,
Que nem na última gota, sente a dor

E se a dor, persistir em magoar,
Do meu peito, hei de a arrancar
E não serão os delírios do coração,

Que irão impedir de eu controlar
Nem mesmo evitar de abortar
A intensidade dessa louca paixão !

São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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98

Só !

Só !

Só, na trajetória, abandonado
Esgotado na mágoa e amargor
Cansado da vida, desventurado,
Só ! O sonho escorre como a dor.

As lágrimas dos olhos, inútil secar
Porque as da alma, jamais secarão
Esperança morta, não pode vivificar
A incessante aflição do meu coração.

Só ! Nas mãos do destino a flutuar
No silêncio, d' ansiedade e sentimento
Contra os recifes na violência do mar

Só ! Atirado nas ondas do destino
A minha vida, caí sem um lamento
Na última prova do estágio divino !

São Paulo, 12/04/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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175

Sem um triste adeus

Sem um triste adeus

E sem um triste adeus ao meu destino,
Parti na nova caminhada da vida,
Nesta idade, não sou mais um libertino
A saudade, num instante é sentida.

Carrego de lembranças o coração
As lágrimas sentidas, são retidas
Pelo abalo moral da comoção,
As cicatrizes no peito, são feridas.

Deste mundo insensato, sem amor
Do qual parti, sem porto pra ancorar,
Sequer um lenitivo pra aplacar a dor.

Não há termos, pra expressar a agonia
Nem há porto, onde eu possa ancorar
Nesta estrada, sem sentido e heresia !

São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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161

Castelo encantado (Infantil)

Castelo encantado (Infantil)

Naquele castelo encantado
Morava uma linda princesa
Um súdito era encarregado
De proceder toda limpeza

Certo dia caminhando,
Moço nobre ali passou
E meio desconfiado
Ao súdito, ele indagou:

Se alguém ali morava,
No castelo tão bonito,
E quem tão bem o cuidava.
Mediante o elogio inaudito,

Ele contou ao forasteiro
Que uma princesa encantada
Foi vítima dum cavaleiro
Que tentava desposá-la,

Por não ser correspondido
Encanto mandou fazer;
Pra só voltar ao sentido
Se um cavaleiro a quiser,

O moço sem mais rodeios
Prontificou-se ir ao castelo.
Tirou do cavalo os arreios,
Viu na princesa, um modelo,

Ficou deveras encantado
Ao ver pessoa tão bela
E meio desajeitado
Deu um beijo no rosto dela

E, no seu beijo quebrou
Todo aquele encantamento,
Ele, a ela amor jurou,
Foi um fausto casamento !

São Paulo 17/04/2017
(data da criação)
Armando A. C. Garcia

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172

Um contra-senso

Um contra-senso

Refletindo custa a crer
Q
ue em Deus sejamos irmãos
A ciência salva os doentes,
Pra guerra matar os sãos.

É, ou não, um contra-senso
Do ser humano animal,
Dentre seu labor imenso
Faz o bem, questiona o mal

A vida, assim nos condena
A salvar ou a matar
Pelejamos nesta arena
Até o mundo acabar !

É, ou não, um contra-senso
Dizer que somos irmãos
A ciência cura os enfermos
Vem a guerra, mata os sãos

Por isso me custa a crer
Que sejamos todos irmãos,
Uns vêm pra padecer
Outros, cheios de afeição !

São Paulo, 19/04/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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158

O Vate

O Vate

Como o ourives cinzela uma jóia
Procuro cinzelar minha poesia
E os delírios desta paranóia
São para mim, uma eterna alegria

Como o escultor que uma pedra lavra,
Procuro lavrar a minha poesia
E procuro que a síntese da palavra
Traga o leitor à minha companhia.

E que em cada frase escrita sinta,
O que eu senti ao escrever o texto
Se não gostar, seja sincero, não minta

Diga a verdade, não tenha o pretexto
De agradar este rudimentar escultor,
Para que ele, possa melhorar o contexto !

São Paulo, 02/04/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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146

A Busca do Tesouro ! (infantil)

A Busca do Tesouro ! (infantil)

Diziam que naquela ilha
Havia tesouro enterrado
Por isso pai, filho e filha
Foram buscar o almejado.

Viajaram mar sem fim,
A ilha não encontravam,
Até que um dia, por fim
Uma ilhota avistavam !

Mesmo sem mapa, sem rumo
Na ilha se aventuraram
A procurar, em resumo,
De procurar se cansaram ...

Não achando o tal tesouro,
O mar de novo enfrentaram.
Aí viram que valia ouro
As terras que não plantaram.

A aventura da viagem
Fez os três reconhecerem,
Que lhes faltava coragem
Pra suas terras cultivarem

Virão então que o tesouro
Estava em suas próprias mãos
Pois quem planta tem ouro
Nos grãos que advirão !

Conclusão, moral da história
O trabalho é um tesouro,
Sargaços escondem pérolas
E são eles que valem ouro !

São Paulo, 01/04/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Comentários (1)

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Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....