baninan885

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Poemas

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poema simbólico

é do sofrimento e da dor
que o amor sempre está.
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narrativa simbólica

assim, Eduardo enlouquecera, alucinara, desvairara, tresloucara, endoidecera
o amor não é conquista nem perda
é apenas um caminho eterno na solidão que lhe guarda.
eternamente, quase sempre.
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os tipos de amor

os tipos de amor
são: não correspondido, correspondido, platônico.
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chama do amor

venha comigo amor
rasga meu coração
tira da terra o sol e a lua
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em busca do amor e não encontrei nenhum amor

suspiro desventuras
e amores
estou só sem companhia alguma
rio no frio da alma
a emoção que não pode ser completa
na alma bate um coração
bate um coração na alma
o corpo bate coração
não há espírito e o amor não é universal para todos.
há pessoas que sofrem com ou sem amor
há pessoas que morrem com ou sem amor
há pessoas que não casam por não conhecer o verdadeiro amor
há pessoas que queiriam casar, mas desconhecem pessoas que querem casar
a vida é oferta e demanda
quem ama, sofre
quem sofre, ama verdadeiramente aquilo que não conhece e tem para si
e sofre, quem deseja amar e não é amado parcialmente, completamente
e sofre, quem não pode-se amar, diga-se amor não correspondido ou amor platônico
relações sociais acabam em doses de conversas vãs e sem sentido
um pedido de desculpas não é aceito
a vida segue vazia e sem horizonte.
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poeta, eu sou

e então vem o frio de antes
onde minha alma descansa
a ilha de imaginação e serena
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canto 2

Ainda fico restrito e frágil 
- ainda posso amar qualquer pessoa
Que queira amar-me da mesma forma, 
intensidade o que posso ser e sou
e dar carinho 
e brindar-me com vinho
e querer... Ah! meu bem maior! 
que fique aqui o relato da dor e do sofrimento
dos sonhos e desejos tenebrosos
palavras vãs e amargas como a língua e a escrita
que todos podem expressar quando estão tristes e pensativos
equílibro de natureza, grandeza
proclamo solidão e deus
em algum momento um ou outro em parte do meu corpo
e consciência
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risos

mundo mudo
nas formas de respeito fino
grande circular de boca a pouca
a alma penada
22

alma

a alma vibra
e desaparece
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canto

Canto com risos e sonatas
Canto em sincronia com as trevas
Canto como as rosas vermelhas caídas
Em várias... mil lágrimas

Canto com tantos ais
E de tantos ais e mais ais

Canto pertubado como o selo secreto
Da vida que ainda não foi descoberta e nem conhecida
Canto tênue o imenso descompasso e sofrimento
Meu canto é o único remédio para o inferno
Canto a vida e a morte que para muitos é a ida
Para nenhum lugar -  onde não há espaço e tempo
Como um grande profundo e profundo dilúvio e nó

Ó! Canto que produzo e escuto a mim próprio:
  - Ó! Arcanjo! Ó! Luz e náu!
Não acedito em deus e nenhum milagre verdadeiro
Preso a este mundo como o grande fundo labirinto do fauno 

Canto sem ego inflado
Canto de um jeito obscuro e sereno
Beba e escute minha voz insana e horrível como a morte
Quieta que em certa medida é brava
Não há tais astros que muitos veneram
Não acredito em nada
A verdade é um espírito do meu sentimento.
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