beneditocglimadonquixotepant

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Perfil
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SOU NEGRO,SIM SENHOR

Sou negro,

sou forte

na busca da sorte

e viver

sou bravo

sou rude

mas fiz o que pude

para sobreviver

não choro

e até oro

e os dias se esvaziam

na taça do sofrimento

mas não lamento

sou bom de argumento

o jeito é saber

o lugar de destaque

no som da atabaque

sou negro

sou um heròi.

Ler poema completo
Biografia
Poeta  Arte Educador  Trovador  Contador de Histórias Participa em mais de 40 coletâneas além de ter poemas em diversos sites e blogs.Criou o Projeto Passa na Praça/que a Arte te Abraça.É Cônsul do Poetas del Mundo em Corumbá.Pertence à mais de cem Entidades Culturais:Grupo ALEC,APEC,FALA e Academia Corumbaense de Letras.

Poemas

15

DIA DE SAUDADE

Hoje a saudade
bateu na minha porta
E então meu coração
Se debulhou na emoção de recordar
Daqueles que se foram
Dos entes mais queridos
E o vídeo tape
Da memória
Desenrolou a história.
318

IMAGINAÇÃO

Ás vezes a imaginação
Leva o sonhador a viajar
Pelo universo
Adverso do existir
E nas ruas vazias do seu sofrimento
Vai desenhando o desejo
De ser mais feliz
Gravando no espaço do pensamento
A melodia
A incerteza
A verdade
E o pesadelo de acordar.
A vida se desfaz
O passado é revirado
O futuro um ponto incerto
Todavia a imaginação
Faz com que o Poeta acorde feliz.
340

SOU DON QUIXOTE PANTANEIRO

Sou Don Quixote Pantaneiro
Correndo atras dos Moinhos de Vento
Despejando os meus Sonhos na Taça da Ilusão
E acordando na Boca da Aurora
Enquanto
O verdejante cenário
Se encaracola no riso do jacaré de Papo Amarelo
Que se espreguiça
No colo da praia
Mãe carinhosa
Guardiã da bela manhã.
Sou Don Quixote Pantaneiro!
165

ANDARILHO

Sou andarilho sem gatilho
Mochila
Matula
Ou cantil
Vou pelo Brasil
E pelas fronteiras
Caçando o El Dorado do existir
E na soleira da inquietude avisto a virtude
De poder encontrar
A Fonte da Vida Eterna em seu olhar
E andarilhando nos eflúvios poéticos
Da sua voz
Tamborilo ao compasso da canção
O tempo passa na argamassa do Destino
E eu menino choramingo a saudade
De um passado que longuíquo ficou.
E lá vou eu,alma em farrapos
Trançando os trapos do que restou.
466

POETA DAS ESQUINAS

Lá vai o estro cambaleando nas trilhas dos versos
Sem bússula
Sem guia
Apenas pensando no alvorecer
E lá no céu na cesta do beleléu a Lua
Quase nua de nuvens desvenda o pudor
E o pássaro noturno espedaça o seu voo
Na cortina invisivel.
E em cada esquina a luzerna ilumina a solidão
Do existir
E o Poeta nem se importa
Com a sombra velha da porta
Vai vagando de esquina em esquina
Tomando o porre da nostalgia

Nem quer saber da alegria...
Em cada esquina vomita uma estrofe
E faz
das pedras um travesseiro.
Para dormir na incerteza de acordar
276

POETA DAS ESQUINAS

Lá vai o estro cambaleando nas trilhas dos versos
Sem bússula
Sem guia
Apenas pensando no alvorecer
E lá no céu na cesta do beleléu a Lua
Quase nua de nuvens desvenda o pudor
E o pássaro noturno espedaça o seu voo
Na cortina invisivel.
E em cada esquina a luzerna ilumina a solidão
Do existir
E o Poeta nem se importa
Com a sombra velha da porta
Vai vagando de esquina em esquina
Tomando o porre da nostalgia

Nem quer saber da alegria...
Em cada esquina vomita uma estrofe
E faz
das pedras um travesseiro.
Para dormir na incerteza de acordar
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POIS NÃO TENHO NEM ARRANJO PRA ASSOVIO

Meus versos feito caramujo-flor
Se escorregaram nas fímbrias da Saudade
E viraram poemas
Para quem puder me ler nas entrelinhas do sobreviver
E a Lua modorrenta espreguiça na amplidão
Enquanto os galhos do Flamboyant tentam filtrar a luz
Que insolente se instala na calçada
cheia de musgo verde alcatifa aveludada
que disfarça a sujeira
E o formigueiro assanhado
Segue a trilha maravilha da natureza.
O sabiá da laranjeira
Agora se delicia no pé de Acerola
Pois a boa chuva ainda não rola.
O jeito é cantar.
Pois não tenho nem arranjo prá assovio.
351

Corumbá destes meus Sonhos

A minha cidade tem Poesia descendo os morros
E se encrava na barranca
Enquanto as Palmeiras Imperiais
Quais esguios Samurais
Dão adeus ao verde Pantanal que se descortina
Aos olhos de quem passa ali na Praça.

A minha cidade velha amiga de outros tempos
Vestuto templo de magia e encantamento
Se desenha no S que se desenrola nos camalotes
Levando viajantes e sonhadores pelo Rio Paraguai
E lá debaixo o Moinho Cultural Sentinela pétrea das Artes.
O Casario contempla o rio.
As embarcações insólitas:canoas,batelões,voadeiras,
Barco-Hotel sobem e descem pelo canal
Fazendo reverência ao Farol Balduino,
Solitário vigia das águas achocolatadas.
E o Minhocão-Aqueduto fica de porteiro na Curva-entrada
Da Baía Tamengo.

A minha Cidade Branca,Capital do Pantanal
Faz fronteira com a Bolívia!
575

Vou navegar

Vou navegar nas ondas da incerteza
Vou navegar no sorriso franco
Vou navegar nas lágrimas da saudade
Vou navegar no rastro do luar
Vou navegar na linha invisível dasolidão
E assim quem sabe poderei descobrir novos mares
Puros ares
E então, como argonauta sonhador lançarei a âncora
No arquipélago da impossibilidade,
E aí então não mais irei navegar.
293

TROVAS SOBRE CORUMBÁ

A beleza aqui se estanca
sob formas mi..,Poema!
Corumbá- Cidade Branca.
Branca Luz! Beleza é o tema!

O teu Riocalmo e fagueiro
Desenhando um"S" -traça
O Destino altaneiro:
_Corumbá - Cidade Raça!

É do Pantanal,Princesa.
Estrela no céu de Anil.
Corumbá -É com certeza
A mais bela do Brasil!
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Comentários (1)

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luisa13

Seus poemas são profundos. Nos seus versos, escritos numa linguagem sóbria e bonita, eu li muita sensibilidade, ternura, maturidade e reflexão.