Poeta Arte Educador Trovador Contador de Histórias Participa em mais de 40 coletâneas além de ter poemas em diversos sites e blogs.Criou o Projeto Passa na Praça/que a Arte te Abraça.É Cônsul do Poetas del Mundo em Corumbá.Pertence à mais de cem Entidades Culturais:Grupo ALEC,APEC,FALA e Academia Corumbaense de Letras.
Hoje a saudade bateu na minha porta E então meu coração Se debulhou na emoção de recordar Daqueles que se foram Dos entes mais queridos E o vídeo tape Da memória Desenrolou a história.
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IMAGINAÇÃO
Ás vezes a imaginação Leva o sonhador a viajar Pelo universo Adverso do existir E nas ruas vazias do seu sofrimento Vai desenhando o desejo De ser mais feliz Gravando no espaço do pensamento A melodia A incerteza A verdade E o pesadelo de acordar. A vida se desfaz O passado é revirado O futuro um ponto incerto Todavia a imaginação Faz com que o Poeta acorde feliz.
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SOU DON QUIXOTE PANTANEIRO
Sou Don Quixote Pantaneiro Correndo atras dos Moinhos de Vento Despejando os meus Sonhos na Taça da Ilusão E acordando na Boca da Aurora Enquanto O verdejante cenário Se encaracola no riso do jacaré de Papo Amarelo Que se espreguiça No colo da praia Mãe carinhosa Guardiã da bela manhã. Sou Don Quixote Pantaneiro!
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ANDARILHO
Sou andarilho sem gatilho Mochila Matula Ou cantil Vou pelo Brasil E pelas fronteiras Caçando o El Dorado do existir E na soleira da inquietude avisto a virtude De poder encontrar A Fonte da Vida Eterna em seu olhar E andarilhando nos eflúvios poéticos Da sua voz Tamborilo ao compasso da canção O tempo passa na argamassa do Destino E eu menino choramingo a saudade De um passado que longuíquo ficou. E lá vou eu,alma em farrapos Trançando os trapos do que restou.
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POETA DAS ESQUINAS
Lá vai o estro cambaleando nas trilhas dos versos Sem bússula Sem guia Apenas pensando no alvorecer E lá no céu na cesta do beleléu a Lua Quase nua de nuvens desvenda o pudor E o pássaro noturno espedaça o seu voo Na cortina invisivel. E em cada esquina a luzerna ilumina a solidão Do existir E o Poeta nem se importa Com a sombra velha da porta Vai vagando de esquina em esquina Tomando o porre da nostalgia
Nem quer saber da alegria... Em cada esquina vomita uma estrofe E faz das pedras um travesseiro. Para dormir na incerteza de acordar
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POETA DAS ESQUINAS
Lá vai o estro cambaleando nas trilhas dos versos Sem bússula Sem guia Apenas pensando no alvorecer E lá no céu na cesta do beleléu a Lua Quase nua de nuvens desvenda o pudor E o pássaro noturno espedaça o seu voo Na cortina invisivel. E em cada esquina a luzerna ilumina a solidão Do existir E o Poeta nem se importa Com a sombra velha da porta Vai vagando de esquina em esquina Tomando o porre da nostalgia
Nem quer saber da alegria... Em cada esquina vomita uma estrofe E faz das pedras um travesseiro. Para dormir na incerteza de acordar
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POIS NÃO TENHO NEM ARRANJO PRA ASSOVIO
Meus versos feito caramujo-flor Se escorregaram nas fímbrias da Saudade E viraram poemas Para quem puder me ler nas entrelinhas do sobreviver E a Lua modorrenta espreguiça na amplidão Enquanto os galhos do Flamboyant tentam filtrar a luz Que insolente se instala na calçada cheia de musgo verde alcatifa aveludada que disfarça a sujeira E o formigueiro assanhado Segue a trilha maravilha da natureza. O sabiá da laranjeira Agora se delicia no pé de Acerola Pois a boa chuva ainda não rola. O jeito é cantar. Pois não tenho nem arranjo prá assovio.
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Corumbá destes meus Sonhos
A minha cidade tem Poesia descendo os morros E se encrava na barranca Enquanto as Palmeiras Imperiais Quais esguios Samurais Dão adeus ao verde Pantanal que se descortina Aos olhos de quem passa ali na Praça.
A minha cidade velha amiga de outros tempos Vestuto templo de magia e encantamento Se desenha no S que se desenrola nos camalotes Levando viajantes e sonhadores pelo Rio Paraguai E lá debaixo o Moinho Cultural Sentinela pétrea das Artes. O Casario contempla o rio. As embarcações insólitas:canoas,batelões,voadeiras, Barco-Hotel sobem e descem pelo canal Fazendo reverência ao Farol Balduino, Solitário vigia das águas achocolatadas. E o Minhocão-Aqueduto fica de porteiro na Curva-entrada Da Baía Tamengo.
A minha Cidade Branca,Capital do Pantanal Faz fronteira com a Bolívia!
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Vou navegar
Vou navegar nas ondas da incerteza Vou navegar no sorriso franco Vou navegar nas lágrimas da saudade Vou navegar no rastro do luar Vou navegar na linha invisível dasolidão E assim quem sabe poderei descobrir novos mares Puros ares E então, como argonauta sonhador lançarei a âncora No arquipélago da impossibilidade, E aí então não mais irei navegar.
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TROVAS SOBRE CORUMBÁ
A beleza aqui se estanca sob formas mi..,Poema! Corumbá- Cidade Branca. Branca Luz! Beleza é o tema!
O teu Riocalmo e fagueiro Desenhando um"S" -traça O Destino altaneiro: _Corumbá - Cidade Raça!
É do Pantanal,Princesa. Estrela no céu de Anil. Corumbá -É com certeza A mais bela do Brasil!