campos

campos

n. 1946 -- --

teólogo - psicanalista - escritor - best seller - aposentado

n. 1946-06-27, Tatuí

Perfil
6 279 Visualizações

Empreendedor poeta


Empreendedor poeta


Empresa

moderna

faz uso da

terceirização,

 

desonerando-se dos encargos sociais e outras

incidências  sobre custos operacionais de seus

produtos normais. Ficamos  imaginando um futuro

de empresários formais, um contingente de empresas

domésticas, estamos caminhando para  isso. Embora haja

um intrincado sistema de linhas à pressa e terminais eletrônicos

no  mundo empresarial, há também a benesse da produção rápida

e perfeita através de  máquinas modernas. Startup daqui, startup dali.

A exemplo da  impressora 3 D. quase tudo já pode fazer para arrefecer

com  rara rapidez  na intrepidez de suas variadas atitudes de fabricação

amiúde.

cuja  utilidade não  dá nem pra se antever em curto prazo de arrazo que

numa cabeça possa caber. Empresas da gestão  do conhecimento, que-

iramos ou não, poderemos nos  formar em estudos acadêmicos impor-

tantes  através da  Internet. Eis o EAD para aumentar o saber.  Bem,

falaríamos muito sobre detalhes da empresa, mas queremos aqui,

apenas  alertar o futuro  empresário a repensar sua posição de

humanização a  não ser mais um otário do rentável salário.

Quanto às dificuldades para se chegar ao sucesso empresarial. pois, hoje ainda

ele é extremamente burocrático, ou seja, em outras palavras, perde-se muito tempo

enchendo linguiça com o supérfluo, mas, a esperança é grande com o avanço  ciberné-

tico na simplificação desse sucesso! Desejamos-lhe sucesso e felicidade nessa empreitada.


Aqui vai uns versos aos seus sentimentos de ser humano empresarial:


VOCÊ, TAMBÉM É POETA, E MUITO MAIS...


Como músico escrevo estes versos, procurando a sonoridade

de um poeta, que canta com suas palavras de encantos. Difícil é

ampliar esses sons em palavras. Torno-me poeta, por apreciar tanto

a  musicalidade vibracional dos versos, porém, como sonoro  que sou,

vejo-me  na obrigação  de versejar sobre o bom som. Existem muitos

sons melódicos, mas, refiro-me aos  calmantes que relaxam, fazendo-

me pensar em poesias. Na  integralidade musical, peço  a palavra pa-

ra escrever, pois, todo o músico tende a ser poeta. Poeta, você é mú-

sico por excelência, como o pintor que toca com  o seu pincel, dan-

do vida à natureza morta. Seu pincel tange na plangência sonora

e  cromática e na etérea simetria matemática, com maestria e

performance de mestre, semelhante ao bisturi do cientista.

Nesta startup parnasiana, passo horas, dias e semanas

à espartano do amor sideral, buscando na mente pre-

sente do  momento astral na produção do verso do

amor integral, versando na lavra da santa palavra

de simples lavrador do amor fraternal. Que Tal?.


Suas ferramentas de empreendedor do amor.


Ferramentas do poeta: Tempo & Amor Verso de louvor.

Você  é poeta, verdadeiro  atleta na sua função.

Em  tempo  integral, com  amor ao irmão!

Poeta,  você é o pintor  de interior,

e,  com  estética  acurada,

em  etéreo   anseio

à   perfeição

de permeio

você  vai.

Do  seio

da  alma

extrai calma,

põe  ao exterior.

Genuflexo  no chão,

você  faz parte de Deus,

apenas  instrumento  da alma,

e possui alma alva, que Ele lhe deu.

Ao seu irmão com amor, estende a mão.


Ampulheta


Poeta, arquiteto do tempo, ampulheta criou

e, chegando até ela  com o pensamento,

caneta,  lápis, teclado  e o Eu, ou o

Seu,  dentro  da métrica,  rimas,

e  verbetes, ferramentas  de

Mestre, cavalete e pincel.

Idéias, ideais, sem dor

e  sem  ais, você se

fez mais, doou o

seu ser, borrou

com as tintas,

a tela da vida,

verdade pintou.

Tempo passando

ampulheta  criando

o  seu   tempo formou.

Bisturi  do espírito é o seu

pensamento  herdado de Deus,

suturando com  palavras, corações

estraçalhados, que  a vida estraçalhou.

Ágil  ou lento, não  enterrou o seu  talento,

cumprindo o mandamento, o seu irmão amou!


Na sua startup, empreenda além, o amor também.


Do livro: Os jurássicos


jbcampos
Ler poema completo

Poemas

44

Empreendedor poeta

Empreendedor poeta


Empresa

moderna

faz uso da

terceirização,

 

desonerando-se dos encargos sociais e outras

incidências  sobre custos operacionais de seus

produtos normais. Ficamos  imaginando um futuro

de empresários formais, um contingente de empresas

domésticas, estamos caminhando para  isso. Embora haja

um intrincado sistema de linhas à pressa e terminais eletrônicos

no  mundo empresarial, há também a benesse da produção rápida

e perfeita através de  máquinas modernas. Startup daqui, startup dali.

A exemplo da  impressora 3 D. quase tudo já pode fazer para arrefecer

com  rara rapidez  na intrepidez de suas variadas atitudes de fabricação

amiúde.

cuja  utilidade não  dá nem pra se antever em curto prazo de arrazo que

numa cabeça possa caber. Empresas da gestão  do conhecimento, que-

iramos ou não, poderemos nos  formar em estudos acadêmicos impor-

tantes  através da  Internet. Eis o EAD para aumentar o saber.  Bem,

falaríamos muito sobre detalhes da empresa, mas queremos aqui,

apenas  alertar o futuro  empresário a repensar sua posição de

humanização a  não ser mais um otário do rentável salário.

Quanto às dificuldades para se chegar ao sucesso empresarial. pois, hoje ainda

ele é extremamente burocrático, ou seja, em outras palavras, perde-se muito tempo

enchendo linguiça com o supérfluo, mas, a esperança é grande com o avanço  ciberné-

tico na simplificação desse sucesso! Desejamos-lhe sucesso e felicidade nessa empreitada.


Aqui vai uns versos aos seus sentimentos de ser humano empresarial:


VOCÊ, TAMBÉM É POETA, E MUITO MAIS...


Como músico escrevo estes versos, procurando a sonoridade

de um poeta, que canta com suas palavras de encantos. Difícil é

ampliar esses sons em palavras. Torno-me poeta, por apreciar tanto

a  musicalidade vibracional dos versos, porém, como sonoro  que sou,

vejo-me  na obrigação  de versejar sobre o bom som. Existem muitos

sons melódicos, mas, refiro-me aos  calmantes que relaxam, fazendo-

me pensar em poesias. Na  integralidade musical, peço  a palavra pa-

ra escrever, pois, todo o músico tende a ser poeta. Poeta, você é mú-

sico por excelência, como o pintor que toca com  o seu pincel, dan-

do vida à natureza morta. Seu pincel tange na plangência sonora

e  cromática e na etérea simetria matemática, com maestria e

performance de mestre, semelhante ao bisturi do cientista.

Nesta startup parnasiana, passo horas, dias e semanas

à espartano do amor sideral, buscando na mente pre-

sente do  momento astral na produção do verso do

amor integral, versando na lavra da santa palavra

de simples lavrador do amor fraternal. Que Tal?.


Suas ferramentas de empreendedor do amor.


Ferramentas do poeta: Tempo & Amor Verso de louvor.

Você  é poeta, verdadeiro  atleta na sua função.

Em  tempo  integral, com  amor ao irmão!

Poeta,  você é o pintor  de interior,

e,  com  estética  acurada,

em  etéreo   anseio

à   perfeição

de permeio

você  vai.

Do  seio

da  alma

extrai calma,

põe  ao exterior.

Genuflexo  no chão,

você  faz parte de Deus,

apenas  instrumento  da alma,

e possui alma alva, que Ele lhe deu.

Ao seu irmão com amor, estende a mão.


Ampulheta


Poeta, arquiteto do tempo, ampulheta criou

e, chegando até ela  com o pensamento,

caneta,  lápis, teclado  e o Eu, ou o

Seu,  dentro  da métrica,  rimas,

e  verbetes, ferramentas  de

Mestre, cavalete e pincel.

Idéias, ideais, sem dor

e  sem  ais, você se

fez mais, doou o

seu ser, borrou

com as tintas,

a tela da vida,

verdade pintou.

Tempo passando

ampulheta  criando

o  seu   tempo formou.

Bisturi  do espírito é o seu

pensamento  herdado de Deus,

suturando com  palavras, corações

estraçalhados, que  a vida estraçalhou.

Ágil  ou lento, não  enterrou o seu  talento,

cumprindo o mandamento, o seu irmão amou!


Na sua startup, empreenda além, o amor também.


Do livro: Os jurássicos


jbcampos
197

Coração de pedra

 

5 - Retrospectiva no paraíso verde 

Após alguns meses de convivência, Clodoaldo vai tirar férias e, acaba compadecendo-se de Carlos, convidando-o a uma pescaria lá pelos estados de Mato Grosso, e assim lá se foram para ficar quinze dias numa bela pousada e tudo mais. Nas barrancas do rio, de caniço e samburá, Carlos estava fazendo um bela psicoterapia, quando resolve perguntar ao tio Clodoaldo sobre sua infância e puberdade. Clodoaldo não esperava tal inquirição e ficou em palpos de aranha, mas foi bastante sincero ao dizer: 
- Carlos você tem certeza de que quer falar mesmo sobre isso? 
- Sim, quero e peço encarecidamente que não me sonegue nada daquilo que você sabe a meu respeito! 
- Sendo cinco anos mais velho do que você, não pude palmilhar os mesmos passos que você, mas acompanhei de perto os fatos ocorridos. 
- O que você quer saber exatamente, daquilo que você mesmo não sabe? 
- Fale-me um pouco de Clodomir e de seu pai, Antonio Fortes.
Clodoaldo ficou rubro e em seguida empalideceu diante daquela pergunta que jamais esperava fosse perguntada. 
- Nossa... Que pergunta difícil você me faz, rapaz, não dá para você esquecer essa pergunta e me fazer uma outra?
- Por que, o que há nela tão difícil de responder?
- Na realidade o meu santo nunca bateu com o santo do Clodomir, sempre o achei falso, apesar de ter de respeitá-lo como um pessoa da família, você sabe como é né, ele sempre foi muito íntimo da nossa família, sendo considerado meio parente da gente. 
- Mas o que é que há com esse cara que ninguém fala dele abertamente, tornando-se uma incógnita na minha cabeça.
- Esse traidor me roubou Sílvia, meu verdadeiro amor e mãe dos meus filhos.
- Carlos, você está aqui para espairecer a mente, vamos mudar de assunto, pois, não quero vê-lo infeliz, esqueça, vamos falar sobre outro assunto. 
Aquele suposto descanso estava se tornando um verdadeiro inferno para Carlos que fora até aquele paraíso verde para descansar, pois, estava em deletério profundo. Aquela pergunta tornou-se contundente, pois, Carlos insistiu com todas suas forças, porém, Clodoaldo foi evasivo, tirando de letra, resvalando na sua prosa a qual não convenceu Carlos, que de bobo não tinha nada. 
Naquele dia a pescaria rendeu-lhes alguns pintados, peixe muito saboroso.
Difícil estava sendo para Clodoaldo evitar que Carlos bebesse, tornando-se abstêmio na nobre causa de ajudar o sobrinho naqueles momentos difíceis. Naquele mesmo dia, no mesmo quarto da pousada, onde dividiam o mesmo espaço, assistiam televisão e num desses programas sensacionalistas, onde a hipocrisia campeia à solta, o apresentador chama ao palco uma senhora, que não conhecia sua única filha, era uma senhora religiosa e celibatária naquele momento. O sonho daquela mãe era realmente conhecer a sua filha, até para desencargo de consciência, pois, no leito de maternidade, em conluio com uma das enfermeira, simularam um sequestro do bebê o qual viria ser criado em outro estado do país pela sua irmã abastada e que era estéril.
Há trinta longos anos, aquela religiosa sofrera quotidianamente por aquele sacrilégio e, pela fé em Deus esperava resgatar o seu erro de mãe desnaturada. Bem, se aquela história era muito triste e emocionante, então pela apresentação daquele bom apresentador ficara fascinante, prendendo a atenção dos telespectadores. Aquele definitivamente não era um programa para Carlos ver, pois, o apresentador fazia o suspense exato para aquele episódio de sua vida real. 
Seria esta a filha de dona Marilda?
Apontando para alguém do auditório. 
- O que a senhora acha, seria porventura esta bela jovem? 
Como é de praxe para se aumentar o ibope, e com certeza a rentabilidade comercial, aquele apresentador interrompe aquela novela real, alegando ter estourado o tempo do seu programa, ficando o resultado para o dia seguinte. Tática sedutiva emocional. É o poder hipnótico da palavra!
Aquela noite foi para Carlos uma noite de profunda leitura, cumprindo até uma lei natural que diz: "O igual atrai o igual". Carlos leu num pequeno livro, um romance, onde identificara-se profundamente com o personagem que, como ele fora traído pela sua amada e tivera sua família destruída também, já que aquele varão era um caixeiro-viajante, ficando meses e meses longe da família, dando vazão à esposa para praticar o concubinato com um de seus "melhores" amigos e acabaram por amancebarem-se por muito tempo, e assim, fazendo a cabeça de seus filhos apropriaram-se de suas amizades. Como qualquer um de nós mortais vemos muitas coisas coincidirem, porém, desatentos deixamos passar importantes informações, até por ignorarmos este catártico e osmótico assunto virtual, redundando neste palavreado, somente para dizer a simples frase: Deus está sempre nos mostrando o caminho pelo qual devemos andar, porém, relapsos não prestamos atenção, ou não queremos ver a verdade que às vezes dói.
Naquela manhã ao abrir a janela, sob o mavioso gorjeio de um casal de passarinhos, que aos amores saudava a majestosa manhã ensolarada. Carlos meditou muito sobre a beleza natural do paradisíaco lugar, mas incontinente veio à baila seus dias felizes junto de sua amada Sílvia que, agora encontrava-se nos braços de ferro do carrasco: Coração de Pedra, seu rival Clodomir.
Mais um dia de entretenimento e de perguntas insolúveis feitas ao tio Clodoaldo, que já estava arrependido daquele passeio verde, nas matas e águas daquele santuário natural. Carlos não se continha ao esperar o horário do programa televisivo no desfecho tão esperado daquela mãe desesperada a encontrar a filha que não via há trinta anos.
Estavam numa lancha alugada da própria pousada e, embrenhando-se no pantanal mato-grossense, acabaram atolados nos aguapés da daquele rio, correndo risco de morte, pois, não puderam retornar naquela noite, apavorados ficaram abraçados o tempo todo, com seus faroletes a alumiar os brilhantes olhos dos crocodilos ou seriam jacarés? Os quais cercavam aquela frágil embarcação, ali pelas cinco horas da manhã chegaram os funcionários da pousada acostumados com tais situações, vieram socorrê-los. Intrigado Carlos, queixava-se ao tio por ter perdido aquele final novelesco da televisão, e pediu a Clodoaldo que não o importunasse, pois, iria fazer um curto retiro debaixo de uns pés de cambará que circundavam a pousada.
Dizia Clodoaldo:
Venha dormir Carlos, passamos a noite acordados, deixe esse negócio de meditar, rapaz.
Ali pela hora do almoço acorda Clodoaldo e sai à procura do sobrinho e o encontra aos plantos, sentado no chão debaixo de um cambará. Chorava copiosamente, pois, adormecerá profundamente e em sonho terminara de assistir o desfecho do encontro daquela mãe com a filha, fato onírico, porém muito afetivo e sensível para quem estava com o coração quebrantado pela dor de uma separação. Depois, menos inebriado pelo sonho, relatou-o, ainda emocionado, que naquele palco sob a égide do grande apresentador, surge por trás daquela mãe a filha que a surpreende aos plantos, e o animador do programa também tomado de emotividade encerra a sua apresentação, sem poder conduzi-la, sendo substituído por outro colega, enfim a emoção fora fantástica causando-lhe uma síncope.
Acontecem certas coisas que ficam encerradas nas memórias ocultas de nossos irmãos, e que são externadas de maneiras distorcidas, e nós impacientemente não queremos entender, desdenhando-as, pois, simplesmente não nos interessam. Então somos pegos pela intolerância para com o próximo. Deveriamo-nos colocar no seu lugar e sentirmos suas dores e compreenderíamos essas situações. Apesar dos pesares, aqueles dias foram amenos, sendo que Carlos saíra da rotina do burburinho citadino, daquele que é um dos maiores centros movimentados do planeta. Apesar de nostálgico, já estava pensando em não mais voltar ao nefasto local de sua residência, mas sentia-se solitário, demasiadamente solitário e acovardado por esconder-se de uma situação ainda não solucionada.
Como enfrentar Clodomir, o Coração de Pedra?
Mas, e o maldito segredo?
Volta a instigar o tio: Aldo, como era carinhosamente chamado, teve de aturar à duras penas a inquisição enfática de Carlos: Aldo, pare de mentir para mim, fale a verdade sobre minha mãe, sua cunhada, pelo amor de Deus, e o desgraçado segredo sobre Clodomir, fale, estou ficando mais louco do que normalmente já sou.
Aquele palavreado de Carlos ficou até jocoso, como se pudesse ser louco normalmente. Situação esdrúxula, hilária ou estapafúrdia que nada mais é que, engraçada. Clodoaldo já não aguentava mais aquela pressão alucinada de Carlos. A consciência de Clodoaldo falava mais alto, pois, em análise profunda sobre a infância de Carlos chegava ao consenso de que, poderia acarretar-lhe enorme sequela, ainda mais a quem já estava em deletério profundo, seria talvez o golpe de misericórdia, mas não queria ser cúmplice de uma fatalidade sem retorno, pensava o tio Aldo. Conjeturando melhor, percebia também que o sofrimento do sobrinho poderia ser amenizado se lhe fosse revelado a causa de seu sofrimento. 
 
Do livro: O coração de pedra 
 
jbcampos
216

Carta de amor


A noite se faz dia quando a dor é trocada pela paz da alegria. O açoite vem pela dor nos fustigar pela agonia. A prova nos faz noite pela hipocrisia dum racismo mental, o que tem a cor negra da noite com a felicidade do clarão do dia? A noite nos traz o descanso reparatório dos afazeres do dia. O aprender nos faz dia, noite, dor e alegria, nos faz vida. Eis a evolução nela contida. Jogo do amor, da vida à corte. Não lastime a sorte, não chore a partida. Com vida ou morte, estancando o fluxo da velha ferida. A vida é um barco que navega sobre um charco. Lamaçal de engodo o qual nos pega de assalto. Sê prudente, não caia do salto. Olhe à serpente, olhe a velocidade no asfalto, olhe o que vem do Sul ou Norte ou de qualquer parte. Plante a boa semente para colher seu fruto contente. Sê firme, sê forte, sê gente, se não teme a vida, muito menos a morte. Salte de lado, de frente, enfrente. Sê diferente, pois, sempre atrás vem gente. É mundaréu, grande escarcéu. Não fique parado, não olhe de lado. Uns olham infernos, outros olham céus. São mundos internos. Cria-se na mente, aquilo que se sente. É coisa de gente. Situação muito conhecida por trauma quase fatal, depois de impregnada, babau. Aqui se forma a personalidade a qual avança pela idade.
Essa carta é para você se atinar ao condicionamento mental.
Para uns, matar é normal, para outros é simplesmente morrer num tal pecado capital. Tirar uma vida; para uns é suicídio total, sem perdão natural, porém, não ao inocente canibal.
O feijão cria de tudo, porém, é muito bom pensar em se equilibrar antes de vestir o sobretudo final.
Pela via das dúvidas é inteligente praticar o bem, amar muito além do natural, antes que me esqueça, aja assim sem esquentar a cabeça, não se envaideça e desse pedestal desça, e não seja besta, pois, essa vida é muito curta, por incrível que pareça.
Como é difícil enxergar o óbvio.
Carta para você ser feliz em 2019
Essa carta é para todos nós, foi a Musa que escreveu essa carta intrusa, portanto, já senti o safanão e a minha carapuça já vesti. Agora, se você não tem carapuça, procure uma boutique e nela se aplique ou aceite minhas desculpas de antemão, pois, chegaste à perfeição, agora, prestes atenção, já vou falando na segunda pessoa para ficar mais charmoso o texto, pois, não falo à toa e me arrisco a pagar o preço. Seja bom do fim ao começo, não custa muito, pois, ser feliz e ser simples, mesmo sem enxergar um palmo diante do nariz.
Sê feliz, sê sábio aprendiz.

jbcampos

http://mensalem.blogspot.com
117

O dia em que o ego morreu


O dia em que o ego morreu

Há muito tempo, lá nos primórdios da humanidade já aventava-se de que somos unos, pertencemos a um corpo cósmico. A evolução tecnológica explode literalmente, a interação é algo nunca visto, pode-se conectar simultaneamente e se saber de tudo instantaneamente, enquanto, nossa residência é vigiada pela inteligência artificial da robótica o nosso vizinho constrói sua casa em alguns dias por uma impressora de Três Dimensões. A arcaica Guerra nas Estrelas de Tio Sam também já morreu, As Coreias e outros países já são beligerantes nucleares. O Ensino à Distância deixa os antigos Ph. Ds muito irritados, e com certa razão, pois, nos seus dias tinham de estudar radicalmente, porém, os tempos são outros, hoje basta ser um usuário razoável para ter um mestre em qualquer momento a lhe dar suas respostas, enquanto, o ensino convencional e presencial anda vagarosamente se achando eficiente. Muitos jovens que nasceram pilotando os seus celulares tornaram-se gênios abandonando seus ensinos convencionais, pois, se aperceberam que dormiam ao lado do maior e melhor professor jamais visto em outras eras e já chegaram sem a vaidade dos velhos e arrogantes mestres, nem todos é claro, mas é bom pensar sobre isso. Porque estão preparando-se para matar o ego, pois, fará parte duma mente universal, através de nanos chips conectados entre si. Mente essa muito confundida com Deus.

É assustador pensar sobre isso, mas pior do que está não será, talvez por isso os futuros velhos, hoje joguem tanto os jogos virtuais, pois, se nos parece que não terão outra coisa a fazer, a não ser se entreterem o tempo todo.

E assim, pelo espírito de equipe, o ego foi desanimando-se, ficando doentio até que morreu.

Mente única não tem motivos para a vanglória pessoal.

Que bom seria o honorável prazer de se sentir igual ao próximo.

Alguém muito importante já disse: Amai ao próximo como a si mesmo!

Pense sobre isso e tenha um Feliz Ano Novo.


jbcampos
93

minha viola

 
 
 
 
 
MUNDO DOS SONHOS
 
114

Taça da saudade

 

 
Taça da saudade

Quando “navegar é preciso” qual “saudade duma infância querida,

debaixo  dos  laranjais”,  é  bom firmar um pedido fagueiro. Ser  poeta

vivido  é estar  sempre ávido, havido e; por que não vívido  sem estar opri-

mido  sob o  cultivo da  paz? Pensar ligeiro mesmo sendo o derradeiro, abrir  

bem   os ouvidos,  tirar  dos olhos o argueiro  e sonhar sobre travesseiro de  

amor  alvissareiro de verdadeiro  amor fagueiro. Antes de ser abduzido, de-

ixar a má petulância  da infância querida que  os anos não  trazem  mais.

Escravizar estrangeiros, ver imundos  navios negreiros é jactancioso

demais.  Bom  mesmo  é  “tirar  a  pedra  do  meio  do  caminho”

antes  que ela  fure o fundo do  velho escaninho. Porém,

com  carinho-amor  “seja eterno,  enquanto, dure”,

e  pela  verve  que  ferve  ele  apure,  e  pela

vida  inteira  será sua vitoriosa liteira,

portanto,  não  irá “coche pe-

la  vida  sem eira nem

beira", amar-

gando

seus

ais.

Na

lida

de  rara

beleza, amor-

preciso por realeza

vindo  da grandeza  de

Deus-Pai. Quiçá,  será amigo

do portentoso Rei, irá sempre adiante

à terra prometida donde  emana leite e mel.

Seguirá radiante e saberá  livrar-se do “Inferno de

 

Dante”, e com a fé que lhe é peculiar estará livre do mal e

de seu fedorento fel, será bom viandante e fiel amante ao pal-

milhar  pelo caminho da paz. Então erga essa taça de triunfo do

amor e deguste seu mais delicioso licor. Fazendo inveja a Baco,

se fazendo forte com os fortes e fraco com os fracos, muito

embora, licor não seja realmente o fraco de Baco. Po-

rém, indo além, perceberá que o buraco é mais

embaixo, e jamais enganará ninguém.

 

Coisas de quem ainda crê em coisas.

 

jbcampos

107

depressão

depressão

é
de
pres-
sa  es-
sa mal-
vada mal-
dição a qual
violenta men-
te da gente pela
desordenada ima-
ginação. A vida é e-
fêmera   sobremaneira,
portanto, para que a pres-
sa em anuir à essa pressão.
asneira, meu irmão, deixe o
seu  pensamento  de  lado  e
fique bem relaxado e verá
desaparecer o seu falso
cuidado o qual o tem
desviado do lado
alado ao qual
foi enviado.
ame a si
primeiro
depois o
irmão do
lado até
ao seu der-
radeiro compa-
nheiro. vele e clame
pela chama desta vela que o chama
por inteiro à paz desse candeeiro, a
vida ferida vale menos que dinheiro.
cuja chama que o ama, chama ao rol
da maior fama à paz daquele que se
ama. muitos carecem de você o tem-
po inteiro que não quer isso enxergar
quanto os pode ajudar, se o seu irmão
regozijar ou chorar, por favor entenda,
não faça nada que se arrependa, não dê
azo ao azar dessa fenda, pelo amor maior
se defenda, pois, é você no seu lugar. você
é o seu próximo, independentemente de
estar próximo. caso ouse tirar a própria vida,
terá tirado a do seu irmão querido, e da sua
família por onde você trilha a qual vai desaguar
no mar da dor, tire essa ideia da cabeça e sinta o
calor do amor, antes que o dia anoiteça, pois, a vi-
da é muito curta, sem necessitar de você nada an-
teceder, procure a paz para o seu bem-viver; não
esquente a sua cabeça não permita que sua base
se entorte e pode contar com a base deste forte o
qual lhe legará a boa sorte. deixe tudo acontecer,
sabendo que a mãe natureza sempre cuida de sua
realeza. vela a queimar calorias noite e dia até que
venha derreter a sua agonia, então, pressa por que?
a depressão pode durar por uma noite fria de açoite,
mas a sua esperança pode ver que logo raiará o dia de
alegria. pelo enredo da vida pela qual se cria toda a ho-
ra todo o dia a nostalgia de viver. mas através dum bom
relaxamento, creia, e firme o pensamento que a glória
irá rever com muita alegria de viver. assim falou um dia,
o Senhor da alegria: amarás o próximo como a ti mesmo.
então meu irmão não viva a esmo, ciente de que este
mundo é feito de ilusão, porém com ardor compreenda
que apenas sobreviverá o amor. guarde esses três manda-
mentos: ame-se - ame-se - ame-se para conseguir amar o
próximo como a si mesmo com amorável coração!

JAMAIS SUICIDE O AMOR, POR FAVOR!

jbcampos
258

nirvana


nirvana

para conquistar 
o bem-estar  é pre-
ciso enxergar com os 
olhos  do  espírito o mo-
mento  pelo  qual se sente 
a simplicidade da vida, ape-
nas isso, nada mais pode ser 
importante do que  entender o 
nada, o  vazio, vácuo donde  to-
das as almas são  procedentes. a 
emoção  do ego  na  grandiosidade
desta  vida  efêmera  só  pode  trazer 
constrangimentos  ao  empafioso  que 
se encontra  cego  ao  não  ter  a  óbvia 
consciência  de sua própria mortalidade.
No momento  em  que se pode realmente 
olhar e  contemplar  o  sorriso  de  uma 
criança, o  andar  encarquilhado dum 
ancião, o desabrochar duma flor, 
a  verdade 
duma simples
gota de orvalho a 
refletir  todo  o  firma-
mento  divino.  Então pode 
dizer que está começando a en-
xergar o óbvio,  apenas o  óbvio.
quando  a alegria for  apenas 
pela própria alegria, sem 
esperar ou  por ter conquistado 
um prêmio boçal qualquer, então, 
evolução d’alma começa a florescer.
quando você sentir o prazer da  felicida-
de por nada,  apenas  nada,  cresceu  sobre-
maneira,  pois,  não  discute  mais, não  tendo 
de  provar  nada, absolutamente  nada a  ninguém. 
Agora se você não está entendendo, sinto muito,  pois, 
terá de descer do seu altar e aprender a mais simples lição 
desta vida, a humildade... Feche  seus olhos  esvaziando a sua 
mente, deixe  que  o amor, apenas  o amor  invada  todo o seu ser.
Se conseguir essa simplicidade, acaba de  atingir o nirvana  e  pode 
esquecer os céus e os infernos, pois, atingiu o fim colimado d’alma 
humana, e não queira mais do que isso... modestamente este seu 
conservo pede-lhe a receita de chegar ao auge da singeleza.
bons sonhos, onde mora a sua essência.


jbcampos
173

Guardião

Somos volúveis sobremaneira ao passarmos pela vida inteira, inteirando ideias conexas e desconexas, verdades & mentiras anexas. Caímos em ardilosas armadilhas gostosas, porém, elas veem retirar até o nosso último vintém. É a lei da sobrevivência implacável, e somente o ser humano pode e deve defender-se de todas suas tramas as quais podem sobrecarregar a concordância do amém em desajeitada patranha. O homem também vai além, criando guerras infindas pela eternidade advinda. Poder e riqueza reforçam essa mesa. Momentaneamente, incoerentemente pela ilusão de vida passageira e indevida, endividada pela vida inteira. Na realidade tudo não passa de ilusória besteira. O assunto que aqui nos convém, convenhamos, é cuidar da nossa orbe mental, que tal? É neste exato momento que entra o nosso Guardião mental, sujeito pouco sentimental. Sem a sua providencial interferência o nosso sonho pode se tornar desastroso pesadelo, ao desenrolar desse antigo novelo chamado de: Medo, com várias alcunhas: Insegurança, Inveja, Ódio, Vingança, Morticínio, Matança, Covardia, enfim os demais companheiros dessa nojenta facção que produz o excesso de medo, eis o Guardião guardando seu mais íntimo segredo. Se o nosso Guardião mental, estiver sóbrio, e nessa lucidez separar cuidadosamente a dor e o prazer em seus devidos lugares, com certeza, teremos maiores momentos de felicidade em vez de tormento à espera da atrocidade, este é o conhecimento óbvio de nossos movimentos. Vamos simplificar o nosso entendimento: No presente momento, ao plantarmos mamão, temos a plena certeza de que colheremos mamão, isso é bem óbvio e bom, porém, a sua qualidade não depende somente do nosso cuidado, mas podemos deixar de lado maiores preocupações, portanto, melhorando a nossa qualidade de vida psicossomática ao se preocupar com esse plantio o qual depende do sol, da chuva, da praga e do estio. E não pense que a vida nossa de cada dia é diferente, apenas temos de fazer a nossa parte, o resto, com certeza, ficará ao deus-dará. Nada podemos fazer além da nossa limitação. Quando um mau pensamento se aproxima da nossa mente esse Guardião chamado de subconsciência deve estar treinado para repeli-lo tranquilamente, sem medo, sem cisma, sem ódio, sem fobia, sem rima, coisa que o subconsciente não tem, somente quando o condicionamos, então dá pra se ter uma ideia de que ele realmente é o nosso mais fiel companheiro, obedecendo nossa ordem sem discussão alguma, apenas obedece à robô mental. Esse Guardião de tão fiel passa por burro, literalmente falando, condicione-o a crer na mais espúria mentira e ele a terá como a mais pura verdade. Peguemos um simples exemplo do nosso cotidiano atual: Se alguém perguntar em quem alguém vai votar, com certeza a maioria vai fazer um discurso em defesa de algum político ladrão, corrupto, idiota, é isso mesmo, temos vários que já foram depostos de seus cargos por corrupção e ali se encontram como se nada tivesse acontecido, tem uns que estão presos e ao mesmo tempo são candidatos, e se porventura você declinar ser apolítico, vai receber um belo sermão ao ser julgado como impatriota e assim por diante, mesmo que não tenha em quem votar, já que você não tem a capacidade de julgar quem seja o bom político, filho ou neto de outro político que há décadas continuam a perpetuar a mesma geração. O Guardião da maioria recebe uma ordem nefasta para que não enxergue, literalmente, e simplesmente obedeça cegamente o sistema. Na realidade é mesmo a maneira mais inteligente para que se viva melhor, porém, nada impede de que se enxergue realmente o fundamento da hipocrisia humana. Peça ao seu Guardião que lhe indique o melhor caminho a seguir. Porém, isso somente acontece quando a gente se entrega à meditação profunda e constante até que se reconheça seus benéficos e maléficos efeitos, quais sejam bons ou desastrosos e que podem afetar a vida familiar e social. E você, já encontrou o seu ilibado candidato? Eu? Bem, prefiro ser hipócrita como o próprio sistema, estou proibido pela ética eleitoral em declinar o meu voto secreto, talvez eu pague a multa. Ah… Estava esquecendo, talvez pelo adiantado do tempo, não preciso votar, estou na democracia e tenho 73 anos de idade. “A democracia não obriga ninguém a votar”. Seja feliz meu irmão e, vou além; se encontrar o seu nobre e probo candidato, então posso até fazer um sacrifício, diga-me o seu nome e o seu ofício, que quero nele votar também. Só não me venha com chorumelas! 


jbcampos
280

Arquipoética


arquipoética


a
arte
da vida
faz  parte,
arteiro poeta,
a musa arquiteta,
maestrina  dest’arte.
é arte que atura a forma,
o  espaço,  é  o astro agora,
astrolábio a guiá-la ao norte.
a musa abusa da música
entoando a temática
pela matemática
na simbiótica
da rota.
nota.
fá.
do pensamento ao lábio onomástico do poeta,
destarte,  a  arte concreta do arcabouço tônico
na mão do arquiteto  biônico,  arte  histriônica.
faz  bem  aos  olhos e ao coração arquitetônico
humano qual regala o bom  humor  estrangeiro,
brasileiro-nipônico, carioca-paulista de brasília
ou de qualquer ilha, que maravilha de  parnaso
a dar aso à asa do voador poeta-trovador, vaso
de flor de odorífico amor, às vezes  atleta jônico.
às vezes desmedido atônito, menestrel, rei irônico.
o tudo, o nada, o prédio, o tédio, a  alegria, a calçada
desregrada e regada, bem aguada, desperdiçada no tédio
do majestático prédio estático, extasiado altaneiro, compacto
brasileiro. arte que edita o seu valor hermafrodita e cosmopolita.
licença poética, social,
apoplética, especial.
cada arte com seu
menestrel
no intervalo
ao tropel cavalo.
bom senso do civil engenheiro
fiel  companheiro  de cálculo
preciso, quiçá, sem cálculo
no órgão renal, ao som do
órgão  pascal, eclesial do
bem e  do mal, o poema
entrelaça o todo da vida,
janela,  lajota, vil janota
de  dar nota  na alegria
do tom  maravilha, filhos
da  musa, poética-poesia
denota qualquer bel heresia.
arte concreta, poesia herética,
fantasia  frenética, fala  eclética,
de cana, feijão cozido ao pimentão,
de cana libertina, liberdade assassina,
de velha jovem cega, menina, rico nobre,
de trabalhador honesto e pobre,
de jóia, de josé descalço, de joão,
se arquiteta o teto de toda  criação,
movimentando-se  pelo chão batido
sob asfalto no alto de seu sobressalto.
às vezes ao falso cadarço ao cadafalso.
o político, ladrão, traficante, nação pobre
nação que sobeja  sobre velhaco ataúde
que ilude a nação mais nobre, porém,
atrás sempre vem o “big bang”
depois do velho trem.
assim se cria o planeta perneta
da costela de eva e doutras
tretas verdes e amarelas
repletas de sequelas.
adão já era
nesta era.
 
  jbcampos
217

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.