O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
Lista de Poemas
UMA causa COM EFEITO
"Uma causa com efeito"
Saiba que Ainda tem jeito
Mude ja o seu conceito
Tens linguajar escorreito
Que venceria um pleito
Se quisesse ser um prefeito
Por muitos seria aceito
Pois tens um bom aspeito
Mas nao tente tirar proveito
E nao haja com despeito
Em ti não vi como suspeito
Tu vives em um parapeito
Mas mostra-se bem imperfeito
Chega ate ser putrefeito
Es um ser um tanto alfeito
Faça um mundo perfeito
Se em tudo tu vês defeito
Voce é que não leva jeito
Sua atitude eu enjeito
Repugno e não enfeito
Voce com esse trejeito
Contigo eu não me ajeito
Não sabe o que é respeito
Não tem amor em teu peito
Qual seria o teu preceito?
Chega ser um putrefeito
Ou não enxerga direito
Nunca está satisfeito
Tuas ações eu espreito
Mas acho que és atreito
E faz do largo um estreito
Toma teu rumo sujeito
Prepara melhor o teu leito
Não mereces nenhum preito
E pra finalizar o contra feito,
DESTRUA AGORA O TEU PRECONCEITO.
Carlos Silva...
Saiba que Ainda tem jeito
Mude ja o seu conceito
Tens linguajar escorreito
Que venceria um pleito
Se quisesse ser um prefeito
Por muitos seria aceito
Pois tens um bom aspeito
Mas nao tente tirar proveito
E nao haja com despeito
Em ti não vi como suspeito
Tu vives em um parapeito
Mas mostra-se bem imperfeito
Chega ate ser putrefeito
Es um ser um tanto alfeito
Faça um mundo perfeito
Se em tudo tu vês defeito
Voce é que não leva jeito
Sua atitude eu enjeito
Repugno e não enfeito
Voce com esse trejeito
Contigo eu não me ajeito
Não sabe o que é respeito
Não tem amor em teu peito
Qual seria o teu preceito?
Chega ser um putrefeito
Ou não enxerga direito
Nunca está satisfeito
Tuas ações eu espreito
Mas acho que és atreito
E faz do largo um estreito
Toma teu rumo sujeito
Prepara melhor o teu leito
Não mereces nenhum preito
E pra finalizar o contra feito,
DESTRUA AGORA O TEU PRECONCEITO.
Carlos Silva...
807
NO MEU MUNDO NAO TEM PONTES
*NO MEU MUNDO NÃO TEM PONTES*
------_______-------_______-------
De onde venho
tudo é muito diferente
a minha gente
rala muito pra viver
E essas pontes
que dividem a cidade
É a realidade
que apelidaram de poder.
Nossa quebrada
é diferente da avenida
mas minha vida
no gueto foi bem moldada
a minha mente
é uma máquina pensante
eu sou um tudo
quando dizem que sou nada.
Sou o Joãozinho
ou o mané la do oriente
e sigo em frente
ampliando minha visão
traçando meta
faço a matéria correta
porque eu quero
Criar a minha direção
eu sou Irene
sou as Rosas e sou Lídia
eu sou a Ângela
também posso ser Joaniza
se o meu verso
desandar pra outro tema
não tem problema
a palavra improvisa.
Veridiana,
Pagu e Mariana
tem meu respeito e confiança de verdade
lembro Mafalti
Angelica e Ana Rosa
estão distantes,
em outra realidade.
mas vou seguindo
em busca do meu sonhar
bem amparado
na força de um vencedor
pois amanhã,
quero ver lá no futuro
João Manoel
ser chamado de doutor.
Carlos Silva.
------_______-------_______-------
De onde venho
tudo é muito diferente
a minha gente
rala muito pra viver
E essas pontes
que dividem a cidade
É a realidade
que apelidaram de poder.
Nossa quebrada
é diferente da avenida
mas minha vida
no gueto foi bem moldada
a minha mente
é uma máquina pensante
eu sou um tudo
quando dizem que sou nada.
Sou o Joãozinho
ou o mané la do oriente
e sigo em frente
ampliando minha visão
traçando meta
faço a matéria correta
porque eu quero
Criar a minha direção
eu sou Irene
sou as Rosas e sou Lídia
eu sou a Ângela
também posso ser Joaniza
se o meu verso
desandar pra outro tema
não tem problema
a palavra improvisa.
Veridiana,
Pagu e Mariana
tem meu respeito e confiança de verdade
lembro Mafalti
Angelica e Ana Rosa
estão distantes,
em outra realidade.
mas vou seguindo
em busca do meu sonhar
bem amparado
na força de um vencedor
pois amanhã,
quero ver lá no futuro
João Manoel
ser chamado de doutor.
Carlos Silva.
823
UM QUERER EM POESIA
Eu queria... sim eu queria!
Queria fazer uma poesia que furasse o oco do mundo, rompesse as locas de pedras, mergulhasse numa lagoa e se estufasse em busca de um rio, e só parasse de furar o bucho do mundo quando chegasse lá no ultimo mar de não sei onde.
Lá, ela acalmaria o cais de vários portos, enxugaria as lágrimas daquelas que amam os Homens vestidos de branco e que em troco de alguns trocados trocam suas experiências deitando-se em vários corpos.
A minha poesia entraria nas sinagogas e ensinava aos escribas falantes o verdadeiro amor que o poder de uma palavra tem, sem crucificar em nome de Cristo, uma humanidade que anseia por uma benção de paz.
Adentraria nas mansões e expulsaria de lá os vícios da soberba, da prepotência e da arrogância, convertida em práticas de luxurias. Invadiria prisões e libertava os guardas das suas obrigações carcerárias, onde eles por um gesto de irmandade soltariam todos os encarcerados escravos de uma pena maior do que a merecida, imposta por um juiz que nem a vida dele mesmo é tão justa que não mereça também um castigo punitivo pelos seus atos falhos no escrutínio dos seus aposentos.
A minha poesia sobrevoaria as igrejas e ensinaria aos padres, bispos, pastores freiras e papas, o real significado do PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU.
Assinaria (não com a rubra tinta do sangue de inocentes em campos de batalha, mas com o branco da paz), um tratado que amenizasse do mundo tudo a culpa ou a condenação por tudo aquilo que não condiz com o bom viver de um ser humano que guarda e professa a sua fé no Deus criador.
Depois ela voltaria para mim, em forma de risos, desenhados de linhos flutuantes em cores azuis, anunciando que a paz no mundo foi consolidada e que os homens de boa vontade agora só falam e cantam munidos de muito amor e paz em vossos corações.
Eu queria... sim eu queria! Eu queria que a minha poesia fosse o balsamo benigno que furasse de amor os corações de todas criaturas da terra... (de todos e de todas as criaturas da terra), até ver de perto como uma borboleta beija seu próprio casulo anunciando a chegada de mais uma vida para enfeitar o mundo de um colorido admirável.
Eu queria... sim eu queria! era só o que eu queria. Que a vida me provasse com amor, como é bonito rico e possível vencer e eliminar o ódio dos corações que foram manchados por coisas tão banais.
Carlos Silva.
876
O COGUMELO DA MORTE
As bombas deixaram marcas. Não só na terra que absorveram o impacto, não só na vegetação que foi toda queimada e destruída, não só nos mares que face a sua irradiação matou milhares de espécies, que em paz por ali viviam a cultuar sua liberdade nadando inocentes sem praticar mal algum.
Não só as gravidas que interrompendo seus partos, morreram com suas crias em seus ventres já prestes a dar à luz mas que assinaram uma sentença de morte sem ter direito a defesa.
Nem caberia aqui falar dos animais terrestres que sofreram a devastada agressão ferindo-os de morte e mutilações sendo pois, obrigados a serem sacrificados para aliviar as dores causadas pela explosão.
As marcas maiores, ficaram, naqueles que autorizaram que o pavio atômico fosse aceso e acionasse o artefato assassino que ceifou de 90 a 166 mil pessoas em Hiroshima e de 60 a 80 mil seres humanos em Nagasaki.
Conforme relatos históricos, cerca de metade das mortes ocorreram nos ataques do primeiro dia.
Viver com essas marcas é futucar feridas incicatrizáveis.
UM GAROTINHO e um HOMEM GORDO provocaram o cogumelo da maldade, que por mais que tentem toda uma humanidade jamais será esquecido. Um LITTLE BOY, apenas um LITTLE BOY fez tanto estrago em Hiroshima, e um FAT MAN, concluía sua brutalidade arremessando-se entre crianças, velhos bichos, plantas, plantações e animais, sem a menor piedade, e sem medir tamanha destruição que causaria a um povo que se hoje estivesse vivo, estaria como eu, estudando, plantando, colhendo, fazendo artes, criando seus filhos e netos e ensinando os aprendizados da sabedoria para um existir mais irmanado banhado (AO INVÉS DE ÓDIO) de amor, fraternidade união e igualdade entre os povos.
A primeira arma nuclear a ser detonada no mundo, foi a BOMBA TRINITY, isso aconteceu em 16 de agosto de 1945.
Desses 75 nos passados, o que somamos para o nosso viver atual?
Num oceano PACIFICO, tivemos o espetáculo de uma terrível guerra.Deveriam até(Pelo ocorrido) ter mudado o nome das águas, já que não mudariam jamais o estrago que fizeram por conta do poder.
Condenamos tanto as ações de Hitler, sendo que de alguma forma chegamos a imita-lo em gestos e fazeres destrutivos. O PROJETO MANHATTAN doerá por muitos anos nas mentes, nas lembranças e nas heranças dos seus executores, que ao receber a voz de comando, acionaram o gatilho destrutivo, com ou sem os seus consentimentos.
Mas já se passaram tanto tempo, o perdão já foi concedido, as mãos foram apertadas e o passado negro, já não existe mais. Esquecer? só esquece uma surra aquele que aplica. Quem a recebe, memoriza cada momento da execução sentida no corpo. O poeta Paulo Eiró, para definir a raça humana e os seus desmandos através do poder do mandar, disse um dia: “O HOMEM SONHA MONUMENTOS E SÓ RUINAS SEMEIA”.
Estaríamos nós SERES ditos tão HUMANOS a reconciliarmo-nos com nossos corações e apagar de vez a sangrenta página da nossa história, se desde o começo de tudo, só aprendemos a brigar?
Qual a melhor reflexo que o espelho da nossa consciência fará com que vejamos sem sentir o menor instante de remorso por algo que fizemos e que a tantos prejudicou ao longo desse nosso caminhar?
Que outras bombas se calem, e que os estampidos não mais ecoem dilacerando tantas vidas inocentes.
857
O AMOR DOS ASTROS
Zofilo Tristão. Físico nuclear, astrônomo e maconheiro, dizia que viveu em Marte e defende a sua tese: O AMOR IMPOSSÍVEL DOS ASTROS, afirmando:
"Um dia, O sol se apaixonou pela lua, E sofria por não poder se aproximar da sua amada.
Ele ardia de vontade de estar bem pertinho, mas sabia que se ele se aproximasse dela, a torraria e mataria sua amada.
A lua por sua vez, chorava gotas prateadas e encharcava a terra.
Eram lágrimas de tristeza por não corresponder aquele sentimento tão bonito.
Quando esquenta excessivamente aqui na terra, é o sol se masturbando pensando na crescente fenda da lua minguante,numa nova menstruação, cheia de vontade de ter os raios do sol penetrando-a.
Nessa hora,Não tem cavalo e nem dragao que possam conter o tesão que separa os dois na louca vontade que ambos tem de trepar no espaço.
As estrelas, são espermas cristalizados do sol fecundado na lua".
Por: Carlos Silva Poeta Cantador
"Um dia, O sol se apaixonou pela lua, E sofria por não poder se aproximar da sua amada.
Ele ardia de vontade de estar bem pertinho, mas sabia que se ele se aproximasse dela, a torraria e mataria sua amada.
A lua por sua vez, chorava gotas prateadas e encharcava a terra.
Eram lágrimas de tristeza por não corresponder aquele sentimento tão bonito.
Quando esquenta excessivamente aqui na terra, é o sol se masturbando pensando na crescente fenda da lua minguante,numa nova menstruação, cheia de vontade de ter os raios do sol penetrando-a.
Nessa hora,Não tem cavalo e nem dragao que possam conter o tesão que separa os dois na louca vontade que ambos tem de trepar no espaço.
As estrelas, são espermas cristalizados do sol fecundado na lua".
Por: Carlos Silva Poeta Cantador
864
EU ESTOU PARTINDO
Ta chegando. Sinto que a minha hora está chegando. Já lutei muito, ganhei pouco e lucrei quase nada. Passei a maior parte do tempo mais pedindo que doando.
Cansei de andar em busca de tanta coisa que nunca de fato tiveram tanta importância e que só serve para alimentar o ego e se dizer(ou se achar) conquistador.
Já não sonho conquistar mais nada, ou melhor três refeições e um lanche ser-me-ia suficientes ´para a manutenção do viver.
Desobrigo-me de correr atrás do sonho. Que sonho, se os pesadelos se ocuparam tanto de mim que nem sei ao certo quando estava ou não sonhando?. Se ainda estou sonhando? Não! Meus sonhos ficaram N’alguma curva do meu passado mais recente.
Quer saber? tomara que não o encontre mais, pois meu corpo está cansado e minha vida já anseia de paz e precisa descansar.
Ahh se eu demorar de acordar amanhã pela manhã, perdoe-me não ter tido tempo para despedidas, é que eu realmente estava muito, mas muito cansado mesmo.
Até um dia.
Carlos Silva.
29 de Setembro de 2020
887
BRASIL UMA NAÇÃO POLITIZADA.
O pré candidato ao pleito que orgulhosamente disputará nessas eleições, e para mostrar ao seu eleitorado a sua (Força política), exagera nos gastos com churrascos regados a cerveja e cachaça de tudo que é tipo, com a estupidez de muitos fogos de artifícios nessas ações organizadas pelos coordenadores de sua campanha (COMO SE FOSSEM MERCADORES ANUNCIANDO A CHEGADA DOS SEUS PRODUTOS), aliás eu não entendo onde está a alegria ou a graça de soltar esses fogos que prejudicam a audição dos seres humanos e de animais, desrespeitando até mesmo os enfermos em postos de saúde que lutam pela sua recuperação num leito de alguns hospitais.(quando acham vagas)
E tem mais gastos:
Gasolina (a vontade, nos postos dos seus aliados, é claro) para carros e muitas motos contratadas ate mesmo de outras localidades, pois o importante mesmo, é fazer número para encher os olhos dos idiotas, e provocar barulhos infernais.ppr onde passam.
Essa FARRA ELEITOREIRA, Nem o ATUANTE T.R.E. consegue impedir a sua prática, por entender que é um ato legal e cívico para uma boa e saudável campanha eleitoral.
É exatamente aqui, e por aqui, (Nessas manifestações legalizadas) que começam os conchavos a variação cambial ou mercantilismo de oportunidades, devido aos apoios, e empréstimos bem consignados venha de onde vier.
injeção de quantias para se ACERTAR DEPOIS, serão sempre bem vindas.
Se eleito, onde estaria o dinheiro que viria para a saúde, educação, transporte, cultura (ESSA É SEMPRE LEGADA AO 3° ou 4° plano) esporte, infraestrutura etc etc etc.
O FPM e outros fundos da União ou do Estado, além das suas arrecadações municipais, não são suficientes para arcar com TANTA DESPESA QUE O POVO CAUSA NUM GESTOR.
O próprio gestor lamenta e se dirige aos órgãos de imprensa dizendo em seu discurso de desabafo em auto e bom tom:
" É lamentável a situação do nosso município é lamentávelmente uma das piores de toda regiao.
Vejam Senhoras e Senhores, público presente e famílias representadas.
Eita povo miserável que gera tanto custo num município.
São gastos absurdos para cuidar dessa cidade Quando não é com esse negócio de Educação, inventaram uma tal de cultura que só presta pra gastar com festas e coisas sem futuro.
E olhem que eu me esforço tanto, mas nem com as emendas parlamentares e nem com os precatórios ou empréstimos compulsórios ou suplementação orçamentária e nem mesmo utilizando fundos de reservas, eu tenho condições de entender como um povo gasta tanto".
Até professorzinho faz greve pra ensinar o Vê a BA. Ô povo que reclama de barriga cheia é essa classe de professor!
Os seus apoiadores puxam os aplausos e empolgam uma plateia minúscula.
Eles olham para o povo presente com cara MUITO FEIA para que esse mesmo povo (sem outra alternativa), também aplaudam o competente gestor, que até chora ao se pronunciar de forma tão eloquente para os seus munícipes.
Mas o Sr. Fulano é letrado, competente, ama nosso povo, é filho dessa terra e fará a melhor administração que essa cidade já viu acontecer.
Entra dia e sai dia, (Vem a análise dos 100 dias) semanas passam, meses passam totalizando os 1460 dias da sua gestão e lá vem ele de novo com as suas respectivas e tão praticáveis e costumeiras promessas, com a farra dos churrascos, cervejas, a gasolina, os fogos, os empréstimos, os APADRINHAMENTOS quem sabe até a sua nova gestao sendo reeleito, pois o povo (Além de IMBECILICA massa de manobra) tem a memória curta gerada ainda pelo efeito do álcool e das promessas da campanha anterior.
O que? Sim! Elegeu-se de novo.
Teremos mais 1460 dias, que somados totalizarão : 2920 dias de uma administração incomparável e totalmente incontestável.
E os desvios de verbas? Pergunta o nobre diarista *Joaquim do Futuro Incerto da Conceição de Souza*
Você prova? Revate Indagando *João da Esperança da Silva*, que sempre foi um fiel Cabo eleitoral do gestor, e que nada tinha no início, mas no final da honesta gestão do seu administrador, conseguiu acumular fortuna que não a teria com sua atividade de feirante, pois foi isso que fez em toda sua existência naquele pedaço de chão.
Conversa encerrada, vida que segue.
Pra onde?
Pergunte ao povo.
Nota do autor:
Nossa narrativa, é baseada numa visão fictícia, esclarecendo que todo fato aqui apresentado não tem ligação alguma com nenhum cidadão e se por acaso tiver, será pura e mera coincidência.
Carlos Silva
859
Caminhar é preciso
Andante buscando o rumo, pisando em estrelas de sonhos de lidas e pó.
Pó cintilante carrega o e espargos no corpo, a vontade desse infindo caminhar em busca de mim, sempre em torno do meu eu, que jamais me deixa.
Um eu que me segue, me acompanha, me acalma e me socorre, me corrigi o caminhar, mas não me censura e nem me trava os meus certeiros passos, por compreender que o meu caminhar é preciso.
Envolto em meus pensares, tornei-me translúcido na certeza que um foco de razões me atravesse o corpo; que por vezes mostra-se exaurido, mas ergue-se pela certeza em memorizar que caminhar é preciso sim, pois o futuro não está onde já caminhei mas sim onde ainda irei caminhar.
Para trás, nem lembranças deixei para que estas não me inspirem a voltar.
Assim, como o navegar, o caminhar também é preciso.
Carlos Silva.
848
VAGO, VOGO E VOU.
Pois é Vago, vogo e vou
Pois é, vago, vogo e vou.
Por passagens estreitas mal iluminadas cá com meus botões
Nem no sertão, em noite de breu, é escuro assim.
Pois é vago vogo e vou
Pois é, vago, vogo e vou.
Depois de cada passo Trago no peito as marcas dos nós das cordas
que seguravam o navio, que partiu de mar afora, bem no mei da noite
Olho as tiras de carnes dos corações penduradas,
em árvores calcinadas ( e o navi de mar afora)
Mais um trago e sigo o rumo, pois é, vago vogo e vou
É madrugada, hora incerta, mas é madrugada
Inda vou morar sozinho onde as crianças brincam e colhem, flores de aboninas.
Paro aprumo o passo e vou com medo de ser tingido de incarnado pelas costas.
Por entre uns que gritam mãos ao alto: COM VOZES FARDADAS.
Sigo entre carcaças de canhões e cheiro o acridoce dos corpos queimados,
como se fosse borrachas retorcidas.
Fica abaixo das linha dos olhos um pirão de cinzas poeira pólvora e lágrimas duras
Tamarina morena gostosa vou com as marcas dos nós das cordas no peito
Aperto o passo e sigo pois É: Vago vogo e vou
Letra: Chico Canindé,
Musica: Carlos Silva
Pois é, vago, vogo e vou.
Por passagens estreitas mal iluminadas cá com meus botões
Nem no sertão, em noite de breu, é escuro assim.
Pois é vago vogo e vou
Pois é, vago, vogo e vou.
Depois de cada passo Trago no peito as marcas dos nós das cordas
que seguravam o navio, que partiu de mar afora, bem no mei da noite
Olho as tiras de carnes dos corações penduradas,
em árvores calcinadas ( e o navi de mar afora)
Mais um trago e sigo o rumo, pois é, vago vogo e vou
É madrugada, hora incerta, mas é madrugada
Inda vou morar sozinho onde as crianças brincam e colhem, flores de aboninas.
Paro aprumo o passo e vou com medo de ser tingido de incarnado pelas costas.
Por entre uns que gritam mãos ao alto: COM VOZES FARDADAS.
Sigo entre carcaças de canhões e cheiro o acridoce dos corpos queimados,
como se fosse borrachas retorcidas.
Fica abaixo das linha dos olhos um pirão de cinzas poeira pólvora e lágrimas duras
Tamarina morena gostosa vou com as marcas dos nós das cordas no peito
Aperto o passo e sigo pois É: Vago vogo e vou
Letra: Chico Canindé,
Musica: Carlos Silva
836
UMA CRÔNICA COM REQUINTES DE SAUDADES
O tempo age em nossas vidas, como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos, começa sentir saudades de tudo aquilo que a sua mente ainda armazena e traz a tona de um recordar. Por mais distante que tenha sido o ocorrido, a mente sempre armazena, as melhores lembranças das nossas vidas.
Assim, sentado num banco da solidão e bebendo as gotas do meu passado insistente em me fazer recordar, fiz uma mente regresso e comecei viajar nessas andanças do meu cérebro que ainda guarda momentos que forçosamente tenta extrair e exteriorizar, para que eu possa transcrever cada partícula de tempo em que vou recordando.
Saudade bate, coração pulsa, alma sente, e a vida me cobra um proceder como se criança eu ainda fosse, ao ver tantas crianças ainda por mim passar, com a leveza desses infanto recordar que hoje mima o meu ser de gente grande almejando ser “minino de calças curtas” a perambular pela vila com os olhares juvenis onde era proibido não ser, não fazer e não se sentir feliz.
Talvez, você nunca em sua vida, tenha ouvido falar da Serra. Da Serra do Aporá, que fica perto de Cajueiro, (Acajutiba) de Barracão, (Rio Real), Mocambo ou Novolinda, (Olindina) da Natuba (Nova Soure) de Sobrado (Aporá) De Dendê, Bomfim, Vila Rica (Crisopolis). Não! Jamais eu poderia condena-lo por isso, afinal, nossos topônimos talvez estejam muito distantes dos teus. Mas saiba que foi por aqui, nessas imediações entre litorais e sertões que eu fui criado e tido como gente vivente para desbravar essas terras. Oriundo sou de outro local onde por lá deixei enterrado meu umbigo como uma identidade, um pertencimento e uma forma de me achar inserido nalgum canto desse imenso país. Talvez, isso nem implique mais em identificar-me lá onde meu umbigo um dia foi enterrado, pois foi daqui que comecei meu primeiro contato com o povo que passou ser meu povo, com a gente que passou a ser a minha gente, e que por este aceito fui e por isso identifico-me até com o seu modo de falar e de fazer a vida ter sentido nesse viver alucinado em busca dos sonhos que nunca se perdem pelo andar desse mundo tão complexo e cheio de descobertas, lembranças, prazeres duvidas, sonhos e até decepções. Na complexidade desse meu discurso em busca de mim mesmo, é que me apresento para que entendam que eu também tive quimeras que hoje as lembranças tangem o meu viver para esses mais remotos encantos da minha vida. Assim, passo a lhes convidar para conhecer um pouco dessa minha Serra, a Serra do Aporá que fica perto de todas as cidades acima citadas, para não ser redundante.
Por favor, queira por gentileza concentrar sua atenção em mais esta narrativa que lhes passo como uma reparação trazida nesse momento pelos deleites das minhas lembranças.
EITA, a idade chegou, o cansaço me veio e a fadiga me alcançou.
Sentado num banco de praça (perto de casa para não me afastar muito) vejo as crianças brincando numa gritaria exagerada como somente elas sabem e podem fazer. Sim, podem. Toda criança pode ter o direito de gritar, extravasar a meninice e ao seu modo ser feliz. Afinal, ser criança, é um curto tempo que passa ligeiro e em nós deixa saudades, ainda que vivamos 100 anos.
Avisto um dos meus netos correndo com seus coleguinhas, e outro que passa na minha frente e feliz grita pra chamar minha atenção: OLHA VOVÔ. Todo orgulhoso em pedalar sua bicicleta.
Meus olhos se enchem de saudades e numa fração de segundos, eu me lembro da bicicleta que papai comprou pra mim e da alegria que eu senti em poder dizer: Eu tenho a minha bicicleta que papai comprou pra mim.
Era pra ir pra escola, pra ir à venda comprar algo pra mamãe, pra dar um recado, pra chamar alguém para ajudar em casa e principalmente para fazer o que o meu neto está fazendo agora: PARA BRINCAR. Preencher o tempo de menino em meio a tantos gritos aproveitando aquela liberdade que só quem é (ou quem já foi) criança sabe o seu significado.
A vida passou, Itamira cresceu o açude que era imenso, diminuiu juntamente com o tanque grande. Quando a gente é criança tudo é grande. O pé da serra era imenso, a ladeira do João Luiz era enorme e atolava carros por lá quando chovia e os tanques transbordavam e as pessoas iam pescar e saiam carregando suas enfieiras de peixes.
Vou tentar Descrever um pouco do meu viver numa vila que me viu crescer, amparado nessa minha meninice ali vivida, mesmo sabendo que a mente, não vai obedecer alguns detalhes que o tempo apagou. Mas deixou alguns lampejos dessas lembranças onde agora passo a fazer a minha narrativa, ou o que sobrou de todo esse meu lembrar.
Existia a praça onde eu morava com minha família, seguindo reto chegávamos à casa de Manezinho e Dona Bemvina que era a mãe de Tinego. O comércio se dividia assim:
Tinha a pensão de Dona Amélia e de Dona Eduarda. A farmácia de Terezinha de Pasquinho, O bar de Manoel de Juca, o Departamento de Correios e Telégrafos (D.C.T) onde minha mãe trabalhava, tinha a loja Santos de Olímpio e o armazém de Guilherme Chaves, (ambos da cidade de Olindina). A loja de Jaldo Mendes (De Inhambupe) as padarias de Seu Zé Batista/Seu Enoque e também a de Noel, a venda de Raimundo do gás, o comércio de Zé do Ouro, a venda de tio Joel, a tenda do Sr. Timóteo, e lá na saída da rua a tenda de “Seu Lalu” (o 10º Prefeito do município) o bar de “Seu” Rozi, a venda de João da Pedra (Pai de Dezinho) a venda de “Seu” Zé da jaqueira (Eram dois irmãos do Retiro), o Bar de Cabo Mário, a cachaçaria de Durval (Pai de Herbert) de Inhambupe, que até hoje mantém o comércio. Na esquina (onde hoje é de João papa, era a venda de Clovis Mendes Vasconcelos). Por ali também tinha o bar de Antônio Vieira (TONHO DE ZÉ VIDA TORTA), a loja de tecidos do Sr. Godofredo Mendes de Souza (O quarto Prefeito), O Sobrado do Finado Mauricio e Dona Julia. No bar que era de Manoel de Juca (Que antes era de Otoniel) foi instalado o primeiro supermercado de Itamira, cujo proprietário era o Daniel (da cidade de Inhambupe).
O beco do mercado (Que por uma insanidade ou falta de conhecimento cultural de preservação de um patrimônio derrubaram para construir uma instalação da prefeitura) que dava acesso, e ainda dá a praça da igreja, onde do lado esquerdo tinha as vendas de Dedézinho do pé da serra e a marcenaria do “Seu” Zé Biita casado com D. Alice do tijuco. No fim da rua (a esquerda) existia uma casa que abrigava a cisterna.
Subindo, sentido a saída para Aporá que hoje se chama Av. Coronel José Simões de Brito (Que até hoje nem sei quem foi, mas carece de um estudo sobre a vida do Homem que empresta o seu nome para uma das principais vias da cidade).
Tinha o armazém do Seu Neném de Pequeno (irmão de Pasquinho) a venda de João de Francisquinha, depois a casa de Paraguai, o comércio do Senhor Cosmo ai vinha à farmácia de Terezinha, - onde fora ali a recepção do casamento de Milton e Esmeralda- A casa de Nezinho de prazer e D. Amélia (Os pais de Zé Renato, ou Zé Tiliba), depois a do Senhor Agenor Mendes de Oliveira 8º Prefeito, (contando com a curta Gestão de Zezito Correia). Seguindo reto iriamos encontrar a casa de Chica Dantas, Tio Lucas, quase em frente à casa de Mané de Zé Santo e Dona Ana (Mãe de Mariazinha, Tais e Louro Som) e seguindo pelo lado esquerdo, a casa de Seu Zuminho e Dona Zefa. (RAPAZINHO DIREITO) era assim que ele chamava meu irmão Raimundo e eu.
E lá adiante a casa de Pedro Bueiro e Dona Martinha, e em seguida a casa e a tenda de ”Seu” Vicente Ferreira, Sinó e toda família, que eu os tinha E TENHO como parte de minha família também, em face de aproximação que tínhamos com eles e com os meninos.
A venda de Ulisses de Cosmo. E do lado esquerdo a casa de Dona Elisa e do lado direito, Dobrava-se ali na esquina que dava acesso a casa do Senhor Pionório, na tão conhecida Rua da Delegacia. Onde vi muitas perversidades acontecer naquela época, com os presos que eram levados para lá. (Por falar nisso, vale ressaltar os nomes dos soldados: Etevaldo, - que vivia maritalmente com Dona Santinha irmã de Tio Sé, e outro por nome Antônio Soldado, que me parece que era da região de Serrinha).
Seguindo até o final, dava acesso ao Caetano (Terras do “Seu” Suta, que posteriormente passa pertencer ao “Seu” Zelito de Celi) que seguindo ia sair lá adiante já perto onde hoje é a casa dos herdeiros do nosso querido ZÉ RIACHÃO – O BRASILEIRO. Dali, seguindo para a direita na bifurcação, ia pro campo de bola (O carecão), mas antes tinha a casa de Seu Mané Felix, passava em frente da casa do “Seu” ZE LAPADA, lá adiante era a casa de “Seu” Chiquinho curador, a casa de Tonho curador, Freboni, Manelinho, Geronisso, Badinho e a esquerda descia pro açude, passava pela casa do “Seu” Marciano, mais adiante, a casa de Domingo futuro, Pedro Cambueiro, “Seu” Bispo até chegar às aguadas.
Na saída da rua (Sentido Inhambupe) primeiro tinha o acesso ao cansa bode (e ainda tem que seguindo por ali vai pra várzea, chapada e por ai afora).
Seguindo pela direita: A casa de Zé Pedro de Negune, Nezinho da Várzea, Dona Vina, (Alguns ranchos de feira) D. Zélia e Mané Dantas. A rua acabava ali.
Mais a esquerda era a saída principal onde hoje é o posto medico (Ao lado da casa de Seu Nestor e Dona Anizia, Mãe de Neuman, Neumize e Neurandi, e mais adiante era o matadouro, onde nas imediações era a casa de Dona Julia (Mãe de Zé de Mauricio, Salvador e Aurélio). Foi ali na casa de Dona Julia, que eu vi chegar o caixão do Sr, Antônio de Mariana, que era proprietário de um caminhão e muito amigo do meu pai, o Sr. Otácilio (PARAIBA).
Lá em cima na saída pelo lado direito era a casa de Chico Surdo e em seguida A malhada de Dona Agda, a casa de Zé Vida Torta e D.Salvelina, E quase em frente, era(E AINDA É) a casa de Totonho e Dona Coité, vizinho de Fraterno e Honorata. Seguindo ainda pelo lado esquerdo, a casa de Dona Mariquinha, João de Pedro a casa da avó de Tizío (Esqueci o nome dela, que era também avó de um sujeito chamado Marivaldo) e o prédio escolar.
Existiam ali quatro entradas para o carrapato: A primeira onde hoje é a casa de Boquinha, a segunda a casa do Finado Teodoro Mendes a terceira após o Prédio, (Vizinho a Zé Caiçara e Dona Moça) em frente à matança de Zé Maia (Pai de Zé Pretinho) a quarta era depois da casa de Seu Zé Pereira, que após a entrada era a casa de Seu Pedrinho e em frente à casa de Seu Do Reis. Passando dessa casa vinha a morada de Bento e Zita (Que eram os pais de Teobaldo, Miudinho, Carminha e tinha uma outra que não recordo o nome). Logo em frente - Colado com seu Pedrinho - morava a finada Caetana e depois era a casa de Zé Maia e Dona Davina, e em seguida era a casa de D.Odete (que era vizinha de Januária de Vitoriano, pai de Marão) e quase em frente morava Pedro Sergipano com a professora Nenzinha e família.
Ao lado dele a roça de Manoel Dantas que ficava em frente à casa de Seu Lucas e Dona Nita, e em frente morava Seu Juca e Dona Zulmira, e ao lado deste, Seu Luiz e Dona Maria (que eram os pais de Dadá, Zé e Alice). A frente morava Dona Nicácia seus filhos e sua filha Izilda.
Ali no sitio residiam Jeronilson, Petu, Rui que foi casado com Amália, Antônio de Apolônio, o Pai de SEU NÉ, Ricardo, D.Raquel (Mãe de Zé) Seu Olímpio, Mané Coruja, Seu Davi (e sua grande família), os pais do finado Zelão, e Seu Amando e chegava às vendas, ali entrada da chapada.
Como não guardar na mente tantas lembranças que hoje mesmo estando grande ainda sinto-me pequeno demais, como se ainda coubesse o meu corpo no afago dessa terra que um dia me teve embalando em seus braços que eram tão meus, mas que o tempo (como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos crescem) tirou-me de lá, mas nunca me afastou de fato daquele torrão que ainda AO MEU MODO, eu amo sem saber explicar como e nem por que. E, num suspiro de saudades eu afirmo em dizer que eu, sim, que eu sou da Serra, da mesma Serra do Aporá, da então Itamira que um dia hei de ver emancipada, onde hoje pra ela, dedico essas minhas memórias.
Fim... Mas sem nunca terminar, pois amor, nunca termina, aquilo que um dia a vida começou.
Carlos Silva - poeta cantador, Mestre de culturas populares e Itamirense de todo meu coração inspirado nas saudades tão minhas que divido com todos aqueles que entendem o que quero de fato dizer.
Com gratidão e muito afeto, Muito obrigado.
Contatos (75) 99838-5777
E-mail cscantador@gmail.com Instagran; Carlos_poetizado
Assim, sentado num banco da solidão e bebendo as gotas do meu passado insistente em me fazer recordar, fiz uma mente regresso e comecei viajar nessas andanças do meu cérebro que ainda guarda momentos que forçosamente tenta extrair e exteriorizar, para que eu possa transcrever cada partícula de tempo em que vou recordando.
Saudade bate, coração pulsa, alma sente, e a vida me cobra um proceder como se criança eu ainda fosse, ao ver tantas crianças ainda por mim passar, com a leveza desses infanto recordar que hoje mima o meu ser de gente grande almejando ser “minino de calças curtas” a perambular pela vila com os olhares juvenis onde era proibido não ser, não fazer e não se sentir feliz.
Talvez, você nunca em sua vida, tenha ouvido falar da Serra. Da Serra do Aporá, que fica perto de Cajueiro, (Acajutiba) de Barracão, (Rio Real), Mocambo ou Novolinda, (Olindina) da Natuba (Nova Soure) de Sobrado (Aporá) De Dendê, Bomfim, Vila Rica (Crisopolis). Não! Jamais eu poderia condena-lo por isso, afinal, nossos topônimos talvez estejam muito distantes dos teus. Mas saiba que foi por aqui, nessas imediações entre litorais e sertões que eu fui criado e tido como gente vivente para desbravar essas terras. Oriundo sou de outro local onde por lá deixei enterrado meu umbigo como uma identidade, um pertencimento e uma forma de me achar inserido nalgum canto desse imenso país. Talvez, isso nem implique mais em identificar-me lá onde meu umbigo um dia foi enterrado, pois foi daqui que comecei meu primeiro contato com o povo que passou ser meu povo, com a gente que passou a ser a minha gente, e que por este aceito fui e por isso identifico-me até com o seu modo de falar e de fazer a vida ter sentido nesse viver alucinado em busca dos sonhos que nunca se perdem pelo andar desse mundo tão complexo e cheio de descobertas, lembranças, prazeres duvidas, sonhos e até decepções. Na complexidade desse meu discurso em busca de mim mesmo, é que me apresento para que entendam que eu também tive quimeras que hoje as lembranças tangem o meu viver para esses mais remotos encantos da minha vida. Assim, passo a lhes convidar para conhecer um pouco dessa minha Serra, a Serra do Aporá que fica perto de todas as cidades acima citadas, para não ser redundante.
Por favor, queira por gentileza concentrar sua atenção em mais esta narrativa que lhes passo como uma reparação trazida nesse momento pelos deleites das minhas lembranças.
EITA, a idade chegou, o cansaço me veio e a fadiga me alcançou.
Sentado num banco de praça (perto de casa para não me afastar muito) vejo as crianças brincando numa gritaria exagerada como somente elas sabem e podem fazer. Sim, podem. Toda criança pode ter o direito de gritar, extravasar a meninice e ao seu modo ser feliz. Afinal, ser criança, é um curto tempo que passa ligeiro e em nós deixa saudades, ainda que vivamos 100 anos.
Avisto um dos meus netos correndo com seus coleguinhas, e outro que passa na minha frente e feliz grita pra chamar minha atenção: OLHA VOVÔ. Todo orgulhoso em pedalar sua bicicleta.
Meus olhos se enchem de saudades e numa fração de segundos, eu me lembro da bicicleta que papai comprou pra mim e da alegria que eu senti em poder dizer: Eu tenho a minha bicicleta que papai comprou pra mim.
Era pra ir pra escola, pra ir à venda comprar algo pra mamãe, pra dar um recado, pra chamar alguém para ajudar em casa e principalmente para fazer o que o meu neto está fazendo agora: PARA BRINCAR. Preencher o tempo de menino em meio a tantos gritos aproveitando aquela liberdade que só quem é (ou quem já foi) criança sabe o seu significado.
A vida passou, Itamira cresceu o açude que era imenso, diminuiu juntamente com o tanque grande. Quando a gente é criança tudo é grande. O pé da serra era imenso, a ladeira do João Luiz era enorme e atolava carros por lá quando chovia e os tanques transbordavam e as pessoas iam pescar e saiam carregando suas enfieiras de peixes.
Vou tentar Descrever um pouco do meu viver numa vila que me viu crescer, amparado nessa minha meninice ali vivida, mesmo sabendo que a mente, não vai obedecer alguns detalhes que o tempo apagou. Mas deixou alguns lampejos dessas lembranças onde agora passo a fazer a minha narrativa, ou o que sobrou de todo esse meu lembrar.
Existia a praça onde eu morava com minha família, seguindo reto chegávamos à casa de Manezinho e Dona Bemvina que era a mãe de Tinego. O comércio se dividia assim:
Tinha a pensão de Dona Amélia e de Dona Eduarda. A farmácia de Terezinha de Pasquinho, O bar de Manoel de Juca, o Departamento de Correios e Telégrafos (D.C.T) onde minha mãe trabalhava, tinha a loja Santos de Olímpio e o armazém de Guilherme Chaves, (ambos da cidade de Olindina). A loja de Jaldo Mendes (De Inhambupe) as padarias de Seu Zé Batista/Seu Enoque e também a de Noel, a venda de Raimundo do gás, o comércio de Zé do Ouro, a venda de tio Joel, a tenda do Sr. Timóteo, e lá na saída da rua a tenda de “Seu Lalu” (o 10º Prefeito do município) o bar de “Seu” Rozi, a venda de João da Pedra (Pai de Dezinho) a venda de “Seu” Zé da jaqueira (Eram dois irmãos do Retiro), o Bar de Cabo Mário, a cachaçaria de Durval (Pai de Herbert) de Inhambupe, que até hoje mantém o comércio. Na esquina (onde hoje é de João papa, era a venda de Clovis Mendes Vasconcelos). Por ali também tinha o bar de Antônio Vieira (TONHO DE ZÉ VIDA TORTA), a loja de tecidos do Sr. Godofredo Mendes de Souza (O quarto Prefeito), O Sobrado do Finado Mauricio e Dona Julia. No bar que era de Manoel de Juca (Que antes era de Otoniel) foi instalado o primeiro supermercado de Itamira, cujo proprietário era o Daniel (da cidade de Inhambupe).
O beco do mercado (Que por uma insanidade ou falta de conhecimento cultural de preservação de um patrimônio derrubaram para construir uma instalação da prefeitura) que dava acesso, e ainda dá a praça da igreja, onde do lado esquerdo tinha as vendas de Dedézinho do pé da serra e a marcenaria do “Seu” Zé Biita casado com D. Alice do tijuco. No fim da rua (a esquerda) existia uma casa que abrigava a cisterna.
Subindo, sentido a saída para Aporá que hoje se chama Av. Coronel José Simões de Brito (Que até hoje nem sei quem foi, mas carece de um estudo sobre a vida do Homem que empresta o seu nome para uma das principais vias da cidade).
Tinha o armazém do Seu Neném de Pequeno (irmão de Pasquinho) a venda de João de Francisquinha, depois a casa de Paraguai, o comércio do Senhor Cosmo ai vinha à farmácia de Terezinha, - onde fora ali a recepção do casamento de Milton e Esmeralda- A casa de Nezinho de prazer e D. Amélia (Os pais de Zé Renato, ou Zé Tiliba), depois a do Senhor Agenor Mendes de Oliveira 8º Prefeito, (contando com a curta Gestão de Zezito Correia). Seguindo reto iriamos encontrar a casa de Chica Dantas, Tio Lucas, quase em frente à casa de Mané de Zé Santo e Dona Ana (Mãe de Mariazinha, Tais e Louro Som) e seguindo pelo lado esquerdo, a casa de Seu Zuminho e Dona Zefa. (RAPAZINHO DIREITO) era assim que ele chamava meu irmão Raimundo e eu.
E lá adiante a casa de Pedro Bueiro e Dona Martinha, e em seguida a casa e a tenda de ”Seu” Vicente Ferreira, Sinó e toda família, que eu os tinha E TENHO como parte de minha família também, em face de aproximação que tínhamos com eles e com os meninos.
A venda de Ulisses de Cosmo. E do lado esquerdo a casa de Dona Elisa e do lado direito, Dobrava-se ali na esquina que dava acesso a casa do Senhor Pionório, na tão conhecida Rua da Delegacia. Onde vi muitas perversidades acontecer naquela época, com os presos que eram levados para lá. (Por falar nisso, vale ressaltar os nomes dos soldados: Etevaldo, - que vivia maritalmente com Dona Santinha irmã de Tio Sé, e outro por nome Antônio Soldado, que me parece que era da região de Serrinha).
Seguindo até o final, dava acesso ao Caetano (Terras do “Seu” Suta, que posteriormente passa pertencer ao “Seu” Zelito de Celi) que seguindo ia sair lá adiante já perto onde hoje é a casa dos herdeiros do nosso querido ZÉ RIACHÃO – O BRASILEIRO. Dali, seguindo para a direita na bifurcação, ia pro campo de bola (O carecão), mas antes tinha a casa de Seu Mané Felix, passava em frente da casa do “Seu” ZE LAPADA, lá adiante era a casa de “Seu” Chiquinho curador, a casa de Tonho curador, Freboni, Manelinho, Geronisso, Badinho e a esquerda descia pro açude, passava pela casa do “Seu” Marciano, mais adiante, a casa de Domingo futuro, Pedro Cambueiro, “Seu” Bispo até chegar às aguadas.
Na saída da rua (Sentido Inhambupe) primeiro tinha o acesso ao cansa bode (e ainda tem que seguindo por ali vai pra várzea, chapada e por ai afora).
Seguindo pela direita: A casa de Zé Pedro de Negune, Nezinho da Várzea, Dona Vina, (Alguns ranchos de feira) D. Zélia e Mané Dantas. A rua acabava ali.
Mais a esquerda era a saída principal onde hoje é o posto medico (Ao lado da casa de Seu Nestor e Dona Anizia, Mãe de Neuman, Neumize e Neurandi, e mais adiante era o matadouro, onde nas imediações era a casa de Dona Julia (Mãe de Zé de Mauricio, Salvador e Aurélio). Foi ali na casa de Dona Julia, que eu vi chegar o caixão do Sr, Antônio de Mariana, que era proprietário de um caminhão e muito amigo do meu pai, o Sr. Otácilio (PARAIBA).
Lá em cima na saída pelo lado direito era a casa de Chico Surdo e em seguida A malhada de Dona Agda, a casa de Zé Vida Torta e D.Salvelina, E quase em frente, era(E AINDA É) a casa de Totonho e Dona Coité, vizinho de Fraterno e Honorata. Seguindo ainda pelo lado esquerdo, a casa de Dona Mariquinha, João de Pedro a casa da avó de Tizío (Esqueci o nome dela, que era também avó de um sujeito chamado Marivaldo) e o prédio escolar.
Existiam ali quatro entradas para o carrapato: A primeira onde hoje é a casa de Boquinha, a segunda a casa do Finado Teodoro Mendes a terceira após o Prédio, (Vizinho a Zé Caiçara e Dona Moça) em frente à matança de Zé Maia (Pai de Zé Pretinho) a quarta era depois da casa de Seu Zé Pereira, que após a entrada era a casa de Seu Pedrinho e em frente à casa de Seu Do Reis. Passando dessa casa vinha a morada de Bento e Zita (Que eram os pais de Teobaldo, Miudinho, Carminha e tinha uma outra que não recordo o nome). Logo em frente - Colado com seu Pedrinho - morava a finada Caetana e depois era a casa de Zé Maia e Dona Davina, e em seguida era a casa de D.Odete (que era vizinha de Januária de Vitoriano, pai de Marão) e quase em frente morava Pedro Sergipano com a professora Nenzinha e família.
Ao lado dele a roça de Manoel Dantas que ficava em frente à casa de Seu Lucas e Dona Nita, e em frente morava Seu Juca e Dona Zulmira, e ao lado deste, Seu Luiz e Dona Maria (que eram os pais de Dadá, Zé e Alice). A frente morava Dona Nicácia seus filhos e sua filha Izilda.
Ali no sitio residiam Jeronilson, Petu, Rui que foi casado com Amália, Antônio de Apolônio, o Pai de SEU NÉ, Ricardo, D.Raquel (Mãe de Zé) Seu Olímpio, Mané Coruja, Seu Davi (e sua grande família), os pais do finado Zelão, e Seu Amando e chegava às vendas, ali entrada da chapada.
Como não guardar na mente tantas lembranças que hoje mesmo estando grande ainda sinto-me pequeno demais, como se ainda coubesse o meu corpo no afago dessa terra que um dia me teve embalando em seus braços que eram tão meus, mas que o tempo (como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos crescem) tirou-me de lá, mas nunca me afastou de fato daquele torrão que ainda AO MEU MODO, eu amo sem saber explicar como e nem por que. E, num suspiro de saudades eu afirmo em dizer que eu, sim, que eu sou da Serra, da mesma Serra do Aporá, da então Itamira que um dia hei de ver emancipada, onde hoje pra ela, dedico essas minhas memórias.
Fim... Mas sem nunca terminar, pois amor, nunca termina, aquilo que um dia a vida começou.
Carlos Silva - poeta cantador, Mestre de culturas populares e Itamirense de todo meu coração inspirado nas saudades tão minhas que divido com todos aqueles que entendem o que quero de fato dizer.
Com gratidão e muito afeto, Muito obrigado.
Contatos (75) 99838-5777
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Comentários (1)
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Carlos Silva
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.