Lista de Poemas

CAVALEIRO ENCOURAÇADO

Chapéu de couro, jaleco, gibão,guarda peito e perneira. Taca de couro cru, espora prateada, luva de couro, olhar fixo na caatinga, pra ver pra onde corre o boi.
Laço preparado, mãos aflitas, cavalo arrediu querendo partir, gesticulando a pata como se cavasse o chão na expectativa do sinal para arrancada.

Vento parado, suor no rosto, retrata a quentura deste solo árido e desvisitado de chuva nesta estação.
Eita chão quente, mais se parece com uma fornalha. Mas, ali está a figura forte do vaqueiro encouraçado feito tatu, só de fora decifravel, os olhos atentos aos movimentos.
Parte o boi, caatinga a dentro, calumbi, serra guela, pau de colher,quebra facão, tudo passa na velocidade do vento, galho de candeia se tora, toco de jurema se deita, poeira levanta grito se houve no ôco do mato cercado de tantos misterios, compartilhados pelos personagens principais:O BOI, O CAVALO O CAVALEIRO ENCOURAÇADO, A CORAGEM A DETERMINAÇÃO DA LIDA.
Deu vista boa, pegou o laço, girou no ar,a corda de couro fez um bailado zunindo no vento, o lance aplicado, o alvo atingido o grito de guerra "EIA" ecoa feito estampido de arma possante, estrondando no seco solo da lida.
Pescoço do boi, agora não mais livre, e sim dominado pelas ageis mãos e fortes braços do encouraçado Homem da caatinga.
Domador de feras na lida diária do sertão.
Oficio dos seus antepassados, outros encouraçados herois de sina acatingada pelo viver soberano da fortaleza do ser.
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TEREZA

Os olhos de Tereza eram luzes
Prumo de viagem,farol de ida em rumo certo.
A boca de Tereza era uma gruta de mel,servido ao nectar sublime do beijar molhado e atiçando as partes escondidas no linho do.meu vestir. Tereza ria.
Os seios de Tereza,palpáveis no aveludar das mãos massageando auréola e bicos empinados apontando pra lua do céu da minha boca.
A pele desnuda,lisa e arrepiada de Tereza,eriçava pelos e tremia a voz mesmo sem ser frio, num calor abrasador envolto em delírios puros chamados desejos.
As curvas de Tereza, confluências de rotas a seguir,já sabendo onde queria chegar.
O mar bailando espumas claras, convidando Tereza a cirandar seus gritos de liberdade, cavalgando firme sem pensar em cansaço do galope.
Assim era a minha doce Tereza, (Tê, Téca) antes de vê-la balbuciar suas últimas palavras dizendo adeus, sustentando um malicioso sorriso, mordendo o lábio inferior, deixando-me assim, num mar de solitários devaneios, desperto pelo sol quebrando com seus raios o anúncio para o meu acordar.
Cadê Tereza?
Deve estar dormindo ou nesse exato momento acordando, noutros braços que não os meus.
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FRIBURGO

O grito da serra não se cala. Mas o choro abala suas encostas, e mãos correm em busca de outras mãos, olhos ávidos de esperanças tentam alcançar os seus pares.

E a ignorância de quem manda escreve em tom autoritário sem autoridade: AFASTEM-SE ESTAMOS EM OBRAS.
Seres despedaçaram sonhos tantos.
Vidas engolidas e o porvir é só o choro, a lágrima seca da perda a lamuria, a pergunta sem resposta e o desabafo engolido em pranto.

E mesmo assim, as orquídeas teimam dizer em lindas cores: 
EU AINDA ESTOU AQUI.
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AUTOMOBILITIZANDO VERSOS

A minha prima ELBA é uma BESTA,não KOMBInava com nada.
Sonhava com FOCUS de luzes NEON de IPANEMA como se esperasse um PRÊMIUM
Seu olhar OFUSCA feito ECLIPSE.
Queria pegar STRADA ir até a ilha de MARAJÓ pescar.

Parecia uma PERUA em dia de VERANEIO, onde se joga bola, fazem GOL, PARATI, para mim.
So assistia a programação da FOX e o seu sorriso causava ECOS.

MERCEDES era diferente, queria conhecer o circuito de MONZA, casar-se com um sobrinho do milionário FERRARI.Gostava de de fazer VOYAGE, pelo mundo.
Mas, KA pra nós, preferia a zona sul que morar em BRASILIA, pois lá, poderia montar um CORCEL BIANCO ou seu MUSTANG vermelho de crinas bem aparadas.

A cicatriz que tinha no rosto, virou EX CORT,devido a cirurgia feita pelo Dr RENAULT, na clinica PEUGEOT na rua MERIVA numero 1113 ao lado da escola de KADETE próximo ao campo de GOLF.

Ela gostava de FIESTA, desfilava exibindo seus AIRBAGS e o seu PORTA MALAS chamava a atenção de todos.

Só reclamava do transito:
VOLKS dum lado,
CHEVROLET do outro
FORD na frente, FORD atrás
FORD na frente FORD atrás ... coisas de cidade grande
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POLITICAGEM COSTUMEIRA

Um matuto aputalado
No país da roubalheira
Vendo assim tanta besteira
Nada de bom pro seu lado
Sentindo-se tão enojado
Rasgou o “Tito” de inleitor
Se lasque o “Gunvernador”
Presidente do senado
Se arrombe os deputado
Pois neles num voto mais
Ô Raça de satanais
Disgraçado inganador

Prefeito e Veriador
Uma corja de mardito
Neles eu num mais cridito
São do povo enrolador
Num respeita professor
Nem trabaiador braçal
Uns monte de animal
Roubano minha cidade
A ninguém faz caridade
Essa cambada de ladrão                                                                              
A mim num ingana não
Cum gesto de farsidade

As muié desses mardito
São quengas bem disfarçada
Trambiquera mazelada
Que tentam levar no grito
Lamento do povo aflito
Que pede ajuda aos pranto
È festa pra todo canto
Interior e capitá
Festança pra se daná
Gastando a crença do povo
Que vive a dançar de novo
Nas terras do meu lugá

Das veis que eu já votei
 Não tive bom resultado
Eu cri num cabra safado
Com ele eu me enganei
Nada com este ganhei
A não ser decepção
Comprou até o meu chão
Pagando u’a micharia
Por eu tá nas agonia
Duns trocados precisando
Ele foi logo pagando
Menos do que merecia

Montou farmácia e mercado
Ao genro deu de presente
A filha era gerente
De um comercio encostado
Encheu fazenda de gado
O povo quieto olhando
Ninguém tava investigando
A roubalheira tramada
Sua família montada
Na grana que escorria
Quem fiscaliza não via
Fingia não era nada

Os conchavos e propinas
No meio da madrugada
As malas tão recheada
Para dar aos seus sovinas
Corja de imundos suínas
Rapador de coisa alheia
A coisa tava tão feia
Acho que não consertou
Essa quadrilha desviou
Nossa cidade ficando
O progresso atrasando
Pagou caro quem votou

Fazendas e mais fazendas
No Estado da Bahia
Era o que mais se via
Ninguém fazia contendas
Parecia inté parlendas
E o povo nem se mexia
Amargava a agonia
De ver ladrão se armando
E a todos ali comandando
Por muito tempo passado
Mas o troco será dado
Estamos nos preparando

Na terra de cego amigo
Quem tem um olho é Rei
Jamais me enganarei
E pra não correr perigo
Aprendi com o castigo
Não me meto com canalha
Se minha mente não falha
Nunca mais vou me meter
E tão pouco eleger
Bandido e nem trambiqueiro
Nem por rio de dinheiro
Lhe butarei no puder

Saúde e educação
Isso é coisa do passado
Hospital já foi fechado
La vem suplementação
Nome esquisito do cão
Para os buracos tapar
Legisladores a esperar
Pelo seu voto vendido
Que não é mais escondido
A falta de lealdade
E assim a tal cidade
É governada por bandido

Analfabetos no poder
Querendo enganar o povo
La vem pedindo de novo
Achando-se merecer
Ele quer enriquecer
As custas de quem é do bem
Quando chegar o ano que vem
La vem cheio de promessa
E a pancada é sempre essa
Dizendo que vai mudar
As coisas vão melhorar
Só que não podem ter pressa

Mudar de partido é ligeiro
O jogo do jogo é assim
Isso nunca terá fim
È o poder do dinheiro
Que ajuda o desordeiro
Brincar com o inleitor
O cabra confiador
Fica decepcionado
Sentindo-se tão enganado
Naquele que confiava
E neste depositava
Seu voto encabrestado

Gunvernador veio cá
Falou palavra bonita
E o povo todo cridita
Pois veio pra iscutá
O homem então discursá
Com jeito inteligente
Desses que mentem pra gente
Todo dia e toda hora
E o povo inda implora
Melhorar a comunidade
Conversa de farsidade
Tempo leva sem demora

É uma vela pra Deus
E uma reza pro cão
É um covil de ladrão
Reunião de ateus
Que roubam os sonhos meus
Afogam as esperança
E quem lhes dá confiança
Morre sem vê resultado
Tudo que tem é roubado
Com o apoio do inleitor
Que torna-se apoiador
Do politico safado

Eu já tô aresolvido
Nunca mais hei de votar
Mas sempre vou opinar
É meu direito adquirido
Por tanto ano sufrido
Em que fui um votador
Mas deixo para o senhor
Entendedor desta vida
A luta é merecida
De quem luta pra mudar
Então saiba manejar
Boa escolha na lida

Nunca venda o seu voto
Não traia sua confiança
Mantenha a esperança
Sem ser do besta devoto
Esse conselho lhe boto
Pense assim na sua gente
Seja mais inteligente
Na hora da votação
A arma tá na sua mão
Então vote consciente
E não seja negligente
Ajude sua nação


Dei o meu ponto de vista
Você segue se quiser
Faça a escolha que fizer
Seja honesto e calculista
Siga sua própria pista
Não se venda nem se traia
Em armadilha não caia
Lute por sua cidade
Pois a tal felicidade
Inda existe sim senhor
A ela então dê mais valor
Preserve sua honestidade

São esses versos rimados
De boa modalidade
Em 12 assim de verdade
Compostos bem humorados
E com carinho preparados
Numa linguagem matuta
Porém correta é a luta
De quem sonha e espera
Que mude essa esfera
Com responsabilidade
E que tenhamos na verdade
Mudança de nova era

É mera coincidência
Os fatos aqui descritos
Em meio a tantos gritos
Não perco a paciência
Se você tem a ciência
De ver em fato narrado
Nesse meu cordel traçado
Não mexo com sua cidade
Pois tenho maturidade
Não vou mudar seu pensar
Então queira respeitar
Minha criatividade

Minha estrofe em 12 versos
Deu-me a inspiração
Em linguagem bem matuta
Faço minha expressão
Mas isso é um recado
Se estiveres preparado
Votarás certo, ou não.

Sou um poeta brasileiro
Sou um cidadão do mundo
E conheço bem a fundo
Este meu país inteiro
O nosso povo ordeiro
Carrega dignidade
Espalha felicidade
Em verso prosa e canção
Na cidade ou no sertão
A luta é tão guerreira
Minha nação brasileira
Que me enriquece de emoção

Sou um poeta paulistano
Na Bahia fui criado
Amando esse Estado
Já me sinto um bom baiano
E ando fazendo plano
Do meu livro publicar
No Brasil irei lançar
Relatando em poesia
Fonte da minha alegria
No verso do canto falado
Um paulistano abaianado
Um versador em cantoria

Cada um tem sua arte
A sua escolha de lida
Rebusco nessa medida
Lutar com dignidade
Ouvindo assim com vontade
Somando a paz escolhida


Somos parte desse povo
Imitando o bom viver
Luta sonho e pensamento
Valorizar cada momento
Aprimorando o meu saber

Com Gonzagão aprendi
As coisas deste sertão
Com Jessier nosso irmão
Muita coisa dele ouvi
Foi então que escolhi
Traçar a vida em verso
Vagando nesse universo
Na saga da poesia
Que me enche de alegria
Nesse meu torrão amado
Sou um abrasileirado
Neste mundo de leotria
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OTICA REPUDICA

Desnudagem de pensamento, secura de lágrima, esticamento de saudades. Todo sentimento sofre a dura rejeição de uma incompreensível repudia.
Talvez sejamos culpados, pois o nosso teor de egoismo é muito forte e nos sufoca, sufocando também quem a gente tanto ama.
Não procure compreender as pessoas, pois elas (tal qual você) mudam de comportamento e estão sempre em busca de mudanças, pois a vida é um carrossel de sonhos e buscas.
Os nossos pensamentos vagueiam no infinito, mira ao longe até o imperceptível e nos lança sempre adiante em busca do desconhecido.
Onde pretendemos chegar, o que nos bastaria, corremos atrás de que,porque, e prá que?Fama, status social, casa luxuosa carro do ano, mega investidor na bolsa de valores, dono de haras, com manga larga e puro sangue desfilando aos nossos olhos? Riqueza, conquista poder.Talvez esqueçamos de que o verbo “SER” seja mais importante que o verbo “TER”. Ou não ? TER SUPERA O SER?
TER dá direito a convites, viagens, férias a hora que quiser. ”AMIGOS” nossa, e como aparecem amigos, tapas nas costas, cartões de credito, reuniões com figurões da alta sociedade. É isso? E o SER: Diz-me com quem andas e parará, parará...
Empregado (ou não) reclama do gas da água, do aluguel, luta e não consegue dá conta das contas que não param de chegar, pede algum emprestado, o outro que mais tem não se aproxima tanto temendo ser a próxima vitima de um empréstimo.
Emprestar dinheiro a pobre, é pedir esmola prá dois... Eu tô defendendo o meu, e cada um que se vire. Se eu puder aproveitar de algo, usarei qualquer um para conseguir estar bem. Eu, eu e mais eu... (Pensamentos e falas de canalhas que absolvem o talento e explora a miséria de quem o procura). Afaste-se desses antes que morras de tédio e nojo.
Mas seja sempre confiante. Orgulhando-se do SER, pois o TER, um dia desmorona.Já parou para analisar a solidez do muro de Berlim, As torres gêmeas do World Trade Center de Nova Iorque?
O TER, a sua tendência é cair por terra e encontrar o chão como abrigo final, e junto com a queda, os escombros de toda uma prepotência falida jogada ao pó.
Mesmo sem TER, eu prefiro SER, pois sendo, não Terei que dar satisfação aos hipócritas e seus verbetes de cristais expelidos como forma de veneno.

Para conhecer um pouco mais do meu trabalho literal, acesse: www.recantodasletras.com.br/autores/apora
No youtube digite:Estrangeirismo ou Carlos Silva Poeta
Musicas: http://bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantador
http://cantoresecompositores.com.br

Boa leitura e boa audição a todos.
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DESPEDIDA


Chegou.
Sim, chegou o dia da minha partida.Eu que tanto lutei em busca de vida calma, dias brandos, vida social estável, família feliz, risos largos, conquistas e bem estar.
Procurei em vão, o que a vida não quis que eu encontrasse, adquirisse ou tivesse.
Não serei o ORGULHO DA FAMÍLIA, o conquistador que acreditou, correu atrás, batalhou, se humilhou tanto e conseguiu realizar sonhos.
O que dirão meus filhos, minha esposa? Eu não sei. Mas sei que foram parceiros e nunca me deixaram parar por conta de desânimo, mesmo vendo a realidade estampada de perto, quando por algumas vezes, algumas moedas escorregaram e ficamos sem fazer a nossa feira. Mas estávamos juntos sempre, acreditando no raiar de um novo dia, onde algum Chamado para alguma apresentação aparecesse. Nada, cada dia era uma tortura, uma espera e idas ao computador verificando mensagens que só vinham para aumentar ainda mais a minha dor. Amigos, tive poucos tão poucos que na mão caberia conta-los e quem sabe até ainda sobrassem dedos.(não sei).
Acho que sonhei demais, acreditei demais, depositei confiança em investimento sem retorno e vivi como vivem os loucos acreditando que tudo é azul e que a vida é um intenso mar de rosas. Para mim não foi.
E agora sinto o peso do corpo reclamar as tantas idas e dormidas em estradas e rodoviárias, em busca de um sonho que só me fez dormir, dormir e chegar ao ponto de dizer: CANSEI. Melhor que a morte me abrace, para evitar que meus olhos ainda vejam as minhas frustrações e negações que me foram impostas por tantos que tanto tinham e nada dividiram.
Amigos... amigos... Quantos restaram no caminhar? Confesso que sinto falta de alguns do começo da caminhada, mas é melhor que cada um siga seu rumo, pelo menos os que não valem apena ser lembrado, confesso que luto todo dia para esquece-los de vez.
Quero partir em paz, sem mágoas, sem lembranças amargas que possa despurificar o meu espirito. Não sei se terei um lugar reservado embaixo da árvore de vida, não sei se Cristo me aceitará em seu reino, não sei se viverei a vida eterna ao lado dos escolhidos.
O fato é que, se for para ainda estar aqui nessas proporções, bem melhor será a despedida e estarei aqui Ó Morte, de braços abertos e se você quiser vir agora que venha, mas saiba que levarás um cabra arretado que lutou até a hora exata de dizer: CANSEI.
E quer saber de uma coisa Morte: VÁ PRA PUTA QUE LHE PARIU, e se se você pensa que vou por minha conta, vá se arrombar. Se quiser venha me buscar, pois já estou preparado para isso e disso tudo eu já sabia, desde o dia 14 de abril de 1963.
Despedida, flores, caixão, tanto feladaputa em volta que chegará para minha esposa e filhos e (TALVEZ) dirão: SE PRECISAR DE ALGO ESTOU A DISPOSIÇÃO... QUALQUER COISA BASTA CHAMAR. Porque não disse antes quando eu peregrinava de bar em bar, feito puta se entregando para o oficio e desse trazer para casa o da feira?
Peço á minha família,(PARA CONSERVAR A NOSSA DIGNIDADE) que nem um pedaço de verso meu seja dado pra ninguém, pois me custou caro cria-los e muitos deles revelam as duras penas que arrastei no meu prosseguir, para tentar criar a minha família.
Para muitos artistas famosos mandei musicas, e esses, nem se deram ao luxo de responder, para varias editoras mandei meus escritos, e estas só querem dinheiro para lançar livros. Que bom que as gravadoras, quebraram, em breve, muitas editoras também beberão o seu próprio veneno e quem sabe vão escrever no inferno suas novas publicações.

Quero me despedir fazendo com que o mundo saiba: EU LUTEI, TENTEI, INVESTI, FUI FUNDO E NO ENTANTO, não tenho muito do que me orgulhar. Percebi que MUITAS PESSOAS são e agem como verdadeiras putas: ADORAM ELOGIOS E NÃO IMPORTA DE QUEM OU DE ONDE VENHAM.

Qualquer hora dessas, chegará a minha hora e depois que eu me for, que me importarão os teus cuidados para comigo ou para minha família?
Talvez seja besteira, mas se eu morrer aqui, quero ser enterrado em Itamira, lá na Serra do Aporá, junto do meu pai.

Perdão a quem feri nessa caminhada, mas não queiram abraçar os meus queridos, com tua falsidade que nunca teve a honra de bater na minha porta. Contudo, que não haja em mim a condenação para ninguém e que Deus lave a minha alma e me conduza a vida eterna junto aos seus escolhidos, no dia DO GRANDE DIA.
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O QUE ME IMPORTA É A MINHA FÉ!


Não importa onde eu esteja, os passos que já dei e os que ainda darei nessa terra. Não importa as duvidas, os medos, os NÃOS, e toda e qualquer dificuldade vivida, não importa se a vitória não veio, uma vez que a luta foi interminável, não importa se a conta tem muitos dígitos, ou negativada por nunca ter depositado o suficiente para mantê-la ativa. Não importa se os supostos amigos me abandonaram na caminhada, não importa se os apertos de mãos foram tão frouxos que não puderam segurar as minhas mãos.
Não importa se a lagrima veio antes do riso, não importa se a dor, veio antes da alegria. O que me importa de verdade, é ter a certeza e a consciência, que em todos os lugares e situações vividas por mim, Ele, (O todo poderoso criador do céu e da terra) O Deus responsável pelo meu existir, nunca desistiu de mim.
Se os amigos se foram, é porque não eram tão amigos assim a ponto de perpetuar uma amizade. Se os risos se apagaram, é porque não houve a acesa chama da sinceridade.
Hoje, eu penso assim: Que o Homem se distancie de mim o máximo que puder, não sentirei falta, mas o que eu realmente não quero pra minha vida, é que Deus se distancie (ou eu dEle) um milímetro sequer, pois a minha estrada sem Ele, seriam apenas veredas e tortuosas trilhas de incerteza, prazeres passageiros e enganos desenhados com as tintas das ilusões.

O que me importa, é á minha fé e o meu passo ao encontro desse amigo que nunca (em momento algum da minha vida), pensou em me abandonar mesmo que eu tenha andado por caminhos que somente Ele e eu sabemos.

Espero que CADA UM DE TODOS NÓS JUNTOS NESSE MUNDO, encontremos o verdadeiro caminho a seguir, sem olhar para trás, sem tempo para lamentos, pois só anda quem acredita na capacidade de dar o próximo passo sabendo que um centímetro, já é o inicio do caminhar adiante.

CARLOS SILVA POETA CANTADOR
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SÃO PAULO DE TODOS NÓS

Quem dera mergulhar em águas imaginárias e, ao emergir, fixar meu olhar no ponto onde tudo começou.
Quem sabe meus pés calcassem então o solo enlameado e virgem de projetos e edificações.
Quem sabe dissesse ao colonizador: “O que estás ajudando a construir hoje tornar-se-á, no futuro, o espaço das grandes concentrações voltadas para o lazer, a informação e a cultura. Enfim, para a vida...
Aqui, onde depositas a pedra fundamental, milhares de passos passarão pisando.
Talvez alheios a tudo que hoje aqui ocorre.
Noutros,, porém – sobretudo aqueles com olhares poéticos,lúdicos e boêmios, repousarão inspirados versos,cantigas,contos e cantorias.
E, mesmo que não verbalizem um agradecimento sonoro que se faça ouvir em toda a plenitude, tenham a certeza de uma coisa: no íntimo de cada ser, desses capazes de enxergar com a ótica poética, haverá ao menos um filete de regozijo e satisfação por estar aqui.
Teus olhos, ó idealizador, obviamente já tragados há muito pelo solo – pois isso dar-se á daqui a mais de quatro centenas e meia de anos – não verão nada disso.
Desde já conforta-te, porém, em saber que tu serás lembrado.
E quando as cortinas do sol abrirem-se no horizonte, e quando vários poetas estiverem reunidos, então saberei que neste dia os calendários do nosso solo paulistano estarão marcando histórica data de 25 de Janeiro.

Teu gesto então será celebrado por aqueles que carregam no coração o amor por esta mãe-metrópole tão receptiva e hospedeira.
Que não faz distinção de raça, cor, credo.
E que a todos se dá, sem nada esperar em troca.
A não ser o gozo pela vida e pela preservação de sua própria história.
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Comentários (1)

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Carlos Silva
Carlos Silva

Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.

O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior. Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos. Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado. Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS. Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO. Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz. Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis. 2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo. Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais. Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo. Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente. 2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado. Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa. As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil. Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais. CORDÉIS