O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
Lista de Poemas
79 CIDADES DO MS
VAMOS CONHECER AS 79 CIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL.
Campo Grande, Dourados, Três Lagoas.
Corumbá, Ponta Porã, Maracaju.
Sidrolândia, Naviraí, Nova Andradina
Amambai, Rio Brilhante e digo a tu
Coxim, Carapó e Miranda São as belezas, do Mato Grosso do Sul.
Jardim, São Gabriel do Oeste Anastácio
Aparecida do Taboado e Bela Vista
Ribas do Rio Pardo Chapadão do Sul
Terras de sonhos de amor e de conquista
Itaporã Ivinhema e Ladário Tanta riqueza na visão de um cordelista.
Bataguassu Cassilândia e bonito
Itaquiraí e Terenos quanta riqueza
Nova Alvorada do Sul Costa Rica
Cada pedaço de chão é Realeza
Rio Verde de Mato Grosso Fátima do Sul
Mundo Novo por aqui beleza.
Sonora, Porto Murtinho Iguatemi
Coronel Sapucaia Agua clara e também
Nioaque Camapuã e Paranhos
Deodápolis e Eldorado logo vem
Brasilândia Aral Moreira Batayporã Tacuru
São Lembranças que na minha mente tem.
Dois irmãos do Buriti e Sete Quedas
Angélica e Guia Lopes da Laguna
Glória de Dourados a Anaurilândia Antônio João Muitos Rios para passeios de escuna
Japorã Bodoquena Pedro Gomes
Um paraíso Pantaneiro só falta Duna.
Santa Rita do Rio Pardo Inocência
Laguna carapã Jaraguari e Bandeirantes
Juti, Selviria Vicentina e caracol
Douradina, Corguinho e Rochedo, interessantes Paraíso das Águas Alcinópolis e Rio Negro Novo Horizonte do Sul e Jateí são fascinantes.
Taquaruçu Ribeirão Aqui termina
Inspiração por Deus abençoada
O estado do Mato Grosso eu amo tanto
Cada pedaço dessa terra tão amada
79 cidades aqui eu citei
Para que fique no cordel bem registrada.
Carlos Silva.
Poeta, cantor e compositor (Autor da musica) *LEMBRANCAS DO MATO GROSSO DO SUL*
Campo Grande, Dourados, Três Lagoas.
Corumbá, Ponta Porã, Maracaju.
Sidrolândia, Naviraí, Nova Andradina
Amambai, Rio Brilhante e digo a tu
Coxim, Carapó e Miranda São as belezas, do Mato Grosso do Sul.
Jardim, São Gabriel do Oeste Anastácio
Aparecida do Taboado e Bela Vista
Ribas do Rio Pardo Chapadão do Sul
Terras de sonhos de amor e de conquista
Itaporã Ivinhema e Ladário Tanta riqueza na visão de um cordelista.
Bataguassu Cassilândia e bonito
Itaquiraí e Terenos quanta riqueza
Nova Alvorada do Sul Costa Rica
Cada pedaço de chão é Realeza
Rio Verde de Mato Grosso Fátima do Sul
Mundo Novo por aqui beleza.
Sonora, Porto Murtinho Iguatemi
Coronel Sapucaia Agua clara e também
Nioaque Camapuã e Paranhos
Deodápolis e Eldorado logo vem
Brasilândia Aral Moreira Batayporã Tacuru
São Lembranças que na minha mente tem.
Dois irmãos do Buriti e Sete Quedas
Angélica e Guia Lopes da Laguna
Glória de Dourados a Anaurilândia Antônio João Muitos Rios para passeios de escuna
Japorã Bodoquena Pedro Gomes
Um paraíso Pantaneiro só falta Duna.
Santa Rita do Rio Pardo Inocência
Laguna carapã Jaraguari e Bandeirantes
Juti, Selviria Vicentina e caracol
Douradina, Corguinho e Rochedo, interessantes Paraíso das Águas Alcinópolis e Rio Negro Novo Horizonte do Sul e Jateí são fascinantes.
Taquaruçu Ribeirão Aqui termina
Inspiração por Deus abençoada
O estado do Mato Grosso eu amo tanto
Cada pedaço dessa terra tão amada
79 cidades aqui eu citei
Para que fique no cordel bem registrada.
Carlos Silva.
Poeta, cantor e compositor (Autor da musica) *LEMBRANCAS DO MATO GROSSO DO SUL*
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SEGUINDO OS MEUS MUNDOS
Os meus pesados passos marcaram nas pedras de fogo toda minha trajetoria por onde eu deveria firmar o meu caminhar, e as luzes do tempo marcando em compassos lentos e brilhantes cada passagem da minha vida, como se exercendo assim o poder da escolha de uma direção, na rota, ou no traçado insistente desse meu prosseguir.
Vidas em lutas calcadas em solos duros, de pedras insensíveis que por vezes fizeram-me tombar, por não respeita-las como deveria.Mas estas mesmas pedras, serviram-me de apoio para saber levantar.
Passos lentos agora pisam seguros e com extrema macies como se em cada pé, existisse uma bussola. Não, eu não mais cairei pois firme estou a traçar a minha jornada a qual sabiamente o destino fê-la surgir em minha direção.
Meu horizonte, eu já o avistei. Uma aguia sobrevoando a minha determinação do caminhar, mostrou-me com graça através da leveza do seu võo, por onde eu deveria direcionar cada passo milimetricamente dado nessa busca por mim mesmo.
A emissão do som que ecoava em todo trajeto, servia de confirmação a me dizer: SIGA, EU ESTAREI AQUI A TE GUIAR.
No imaginário somos assim, capazes de ver, ouvir, sentir coisas que somente a dotação de um coração puro, pode nos fazer perceber.
As pedras por onde passei, serviram-me de base para lapidar o meu coração, torna-lo mais manso, compreensivo, aceitável, faze-lo sentir que a vitoria até pode acontecer, mas a luta, temos a certeza de trava-la a todo instante como um teste de capacidade para recebermos (OU NÃO) conquistarmos os louros do triunfo nesse longo e tão belo caminhar.
Percebi que minhas lutas eram comigo mesmo, as minhas indisposições eram construidas por mim e os meus desafetos eu mesmo os alimentava.Precisei ficar sozinho, lamber feridas, desprender-me, para juntar uma multidão de pensamentos em mim e respeitar-me como um ser comum, pois somente assim, teria a capacidade a inteligencia e a oportunidade de entender e aceitar os outros como de fato os são.
Cada pedra não é um tropeço, é um marco direcional que nos ensina caminhar com sapiencia da lentidão, respeitando os nossos limites e aceitando as barreiras que os caminhos preparam para nós. Não como forma de impedimento, mas como teste para sabermos ultrapassa-los e seguir confiante de que o futuro, ele sempre estará lá adiante. Quando lá chegarmos(seja lá qual for o objetivo) ele deixará de ser o futuro, pois mais adiante teremos caminhos para percorrer e enquanto não nos acharmos, feito peregrinos, nunca deveremos deixar de caminhar.
Vêdes os andarilhos de beira de estradas? Eles seguem, acreditando que cada passo, (além de necessário) é um impulso para a teima do prosseguir.
Qual a direção? Não importa, somente ele poderá saber onde pretende chegar, todavia, eu, continuarei seguindo os meus mundos.
Carlos Silva BAHIA - BRASIL.
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PÓS PANDEMIA, JA?
Portas se abriram, pessoas circulam livres e irresponsavelmente pelas vias principais.
As barreiras foram desativadas e já se fazem visíveis aglomerações, onde tudo ja está normal no novo normal.
Alguns gananciosos EM CAMPANHAS, correm exageradamente para garantir o seu quinhão lucrativo apertando mãos e ignorando os cuidados basicos para evitar a proliferação epidemica.
Máscaras, álcool em gel, lavagens excessivas das mãos várias vezes ao dia, reclusão em casa, "PUTO DA VIDA POR FICAR PRESO" impossibilitado de exercer minhas funções de músico, poeta, palestrante em escolas, sentindo a falta do público, a falta de abraço, de aperto de mãos, da paga pelos serviços prestados.
Passei por tudo isso fazendo sacrifícios nunca antes imaginado, pra assegurar proteção e saúde a minha família e a quem circular por perto de mim.
A todo instante, jornais SENSACIONALISTAS TORCENDO POR MAIS VALAS ABERTAS traziam as sua informações atraves dos "telefones moveis"sobre mortes e mais mortes e muito mais mortes que eram atualizadas e contabilizadas as perdas de entes que (mesmo sem conhece-los) faziam doer em cada um daqueles que lutaram para preservar a sua família e tantos outros, tomando os necessários cuidados para evitar a contaminação.
Suportei as dificuldades em nao ter ônibus intermunicipais ou interestaduais e vi o povo do meu país e do mundo, refém de um vírus mortal e mutante que a cada instante vem se multiplicando e ceifando tantas vidas.
Só aqui no Brasil foram contabilizadas mais de 120 mil mortes.
Agora, após todo esse cuidado, privação, reclusão e insuportável sacrifício, sou surpreendido por uma gana de irresponsáveis que acham que já descobriram (nao só a cura, mas) o extermínio do vírus, pois estão nas ruas, agrupando-se gastando inutilmente em bebedeiras o auxílio do governo.
O país está se esfacelando (Já afirmaram isso alguns entendidos).
Como digo na música composta em parceria com Helio Braz: E AGORA JOAO?
Quem quiser pesquise lá no YouTube e vejam esse nosso trabalho.
PENSEM: Ainda não temos vacina e se por acaso, formos acometidos por uma nova ação desse vírus o estrago será desastroso. E o maior culpado disso quem é?
Se tiver algo interessante para contribuir com essa postagem comente. Caso contrário, nao perca seu tempo em ler.
Carlos Silva
06.09.2020
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*RETRATOS DE UMA LEMBRANÇA*
A vida é assim.
Já se foram algumas pessoas que fizeram ( E de uma certa forma fazem e/ou farao) parte da nossa existência. Lembro aqui de Iran, Preto J, Pezao, Pilar, é mais recente a nossa tão doce e sorridente Dora. Daqui algum tempo, vou eu também.
Ficarão apenas as marcas dos passos dados em prol do fazer alguém feliz, ou de uma humanidade que precisa sorrir com a arte que a estas lhes oferecemos.
Mas, como tudo na vida, a lembrança esquecerá e viraremos apenas uma saudade momentânea.
Estaremos numa música, numa poesia, num perfume, num fim de tarde chuvoso ou numa manhã de sol, numa dança, num abraço, num aperto de mão, numa forma especial de dizer um olá ou um tchau.
Existirão várias formas de sermos lembrados.
Todavia, tal qual uma foto num álbum de recordações, Iremos amarelando até desbotar de vez e nossa imagem irá sumindo, sumindo, sumindo...
Outras pessoas virão e com a mesma graça que tínhamos, irá entreter a outros com as mesmas risadas ou com o jeito despojado, alegre, solto e feliz que a todos nos mostravamos em cada encontro proposital ou casual.
Assim é o ciclo do nosso (Tão curto) existir, que cumpre esse rotativo papel de nos ensinar que: Nada é eterno, nem mesmo a saudade que tanto nos faz recordar a falta que faz, a falta da pessoa que tanta falta nos faz.
A todos os que já foram, muito obrigado pelo seu compartilhar humano em nossas vidas. Creiam, nao fora em vão os momentos que a vida nos ajudou partilhar.
Com amor e boas recordações, aqui jazem varias imortais lembranças.
Quer saber? Estamos sim, com muitas saudades.
Carlos Silva
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UM DIA, O TEMPO JÁ FOI TODO MEU
Um dia, eu tive um Pai zeloso, uma mãe carinhosa, irmãos biológicos e de criação ao meu lado.
Eu tinha uma casa que vivia cheia de gente, da família e de visitantes.
Eu tinha tios e primos, amigos...
Meu Deus, quantos amigos eu tive!
Falávamos as mesmas linguas:
A língua da criança inocente, birrenta e até mal criada, a língua do adolescente envolto em suas revoltas inexplicáveis mas que eram necessárias e inevitáveis para a formação e aprendizado de vida.
Eu entrava em muitas casas sem ser convidado pois éramos todos conhecidos.
Mas o tempo foi passando e a linguagem adulta foi se dissipando na névoa das transformações dos seres, a ponto de nao nos entendermos como antes, pois o diálogo mudara o teor e nao dava mais para traduzir as nossas línguas. Definitivamente, nao nos entendíamos mais.
Bati asas e voei em busca de outros espaços, mas um dia voltei tao esperançoso achando que a mesma inocência das línguas estavam a minha espera.
Nao! Eu nao tinha mais o primor dessa inocência Pois ela somente existia na minha lembrança.
Os meus amigos, nao existiam mais, pois como eu, cresceram, mudaram, ficaram mais sérios.
Alguns deles tão sérios que desaprenderam sorrir, abraçar, perderam o brilho do olhar que nos aproximava e afastaram as suas mãos, recoando-as para que as minhas nao as alcançasse.
Minha casa, nao existia mais, o vazio das lembranças fizeram-me aceitar as perdas e chorei num lamento sozinho temendo mostrar a muitos o tamanho da minha dor.
Os meus pais nao existiam mais, meus irmãos (biológicos e de criação) nao existiam mais. Eu estava ali, mirando o passado e me sufocando nas lembranças em teimosas lágrimas. Senti -me estranho entre tantos que em outrora foram meus conhecidos.
Restaram alguns conhecidos, onde trocamos cumprimentos frios e distantes carregados de um perceptível afastamento e já nao nos identificamos como antes.
Pudera... O tempo mudou ou moldou-nos tanto, que achamos que a nossa (estranheza) seja normal.
Hoje, em muitas casas eu nao entro pois não mais faço parte daquele convívio de outrora, e poucos daqueles amigos tantos que eu tinha, nunca me convidaram para ir até sua morada.
De fato eu nem sei a cor dos seus móveis, a estética da sala ou da sua cozinha.
Creio que há tempos já nos despedimos num tempo passado e tão distante.
Sim, há tempos que já nos despedimos, (apesar de na minha vã insistência em tê-los), como se APENAS PARA MIM, o tempo nunca tivera se passado.
Ainda sinto saudades de todos e de tudo, mas nao posso dividi-la com ninguém.
Conforto-me em saber que: Um dia, o tempo já foi todo meu.
Carlos Silva.
87
MEDINDO O TEMPO E A SAUDADE
Meus passos encurtaram o caminhar, meu corpo treme pois sente o peso dos anos acumulados que me fizeram escrever a história do meu prosseguir.
Sinto minha voz reverberar e tambem mudar o tom.
Meus ouvidos também sofreram as ações do tempo, e por vezes faço um esforço enorme para tentar entender o que me dizem.
Chego a ficar nervoso num profundo lamento de incapacidade de socialização.
Minhas vistas turvam as imagens e sempre tropeço por nao enxergar direito.
Hoje, contemplo a lentidão do caminhar amparado por moletas que nunca imaginei destas fazer uso.
Meu filho entra no meu quarto e me chamou: Pai.
Porque nao está lá fora com a gente?
Olhei para ele com a ternura de sempre e lhe respondi com voz embargada:
Não quero dar trabalho mais do que já dou meu filho.
Olhei em seu rosto, com um certo lamento, e vi seus labios tremendo ao mesmo tempo que dos seus olhos brotaram lágrimas.
Ele me abraçou e disse: Ô meu pai, meu velho querido e amado pai, mais trabalho eu te dei na vida e o Senhor nunca reclamou meu velho!.
Agora choravamos juntos, para dividir os nossos sentimentos, como a dizer e comprovar em gesto (como aquele que ali acontecia), que sempre foi assim e sempre seria até o fim do meu viver.
Meu filho disse em soluços: Eu te amo meu pai, meu velho querido. Você sempre foi e será o melhor amigo que Deus me deu na vida.
Você é o meu maior orgulho pai. Nesse momento, eu senti uma saudade enorme de lhe pegar no colo, joga-lo para cima e apara-lo vendo o seu largo sorriso e sua confiança que eu o seguraria. Eu o abracei tao forte que se naquele instante eu me despedisse da vida, faria satisfeito a minha passagem pois estaria amparado nos braços do meu filho.
Ele me olha e diz: Pai, muito obrigado por tudo que você fez pra cuidar de mim, da mãe e dos meus irmãos.
As tuas lições meu velho, ficarão comigo por onde eu for. E se eu conseguir ser para os meus filhos a metade do que você foi pra mim, terei conseguido ser um excelente pai para eles, pois a base de tudo foi você meu pai. Meu espelho, meu norte minha bússola de vida.
Nesse momento, meus olhos eram rios de corredeiras felizes e eu agradeci a Deus por estar ali vivendo tudo aquilo, e um filme colorido exibindo bela história, passava em minha mente, e foi ali que eu pude ver imaginar e sentir sorrindo pra mim, a figura do meu pai.
Nisso, entra meu netinho correndo e diz: Vovô vamos lá pra fora, o seu amigo sol ta lhe esperando.
Eu lhe abracei com tanto carinho e ele perguntou: Por que você está chorando vovô e o papai também? Foi meu filho quem lhe respondeu:
Porque o amor, de tão grande que ele é, por vezes, nos faz chorar de alegria, de saudade e de muitas lembranças boas. Né pai?
Sim meu filho, o amor é o maior sentimento que Deus nos presenteia, para nunca esquecermos que Ele é um pai de bondade sem fim.
Tá bom vô. Agora vamos todos la pra fora pois o dia está muito bonito.
Mas antes de sairmos daqui, vamos nos dar um abraço.
Abracamo-nos e eu lhes disse: Vão indo!, eu irei em seguida.
Eles saíram, eu me ajoelhei com certa dificuldade, para agradecer a Deus pelo privilégio de ter sido o reflexo do espelho do meu pai, hoje no rosto dos meus filhos.
Gratidão, também é um gesto de um grande amor
Carlos Silva
123
A MINHA POESIA É PRETA
Quero Solanizar meu canto
e quando o trem anunciar que tem gente com fome
alimenta-las-ei com os meus versos, inspirados na força negra do seu dizer.
SE TEM GENTE COM FOME; DAI DE COMER.
Dormirei no quarto de Despejo
que me fora cedido por Carolina Maria de Jesus, onde lerei seus rabiscos que nao foram publicados.
Preciso entender a vida
para melhor dizer ás coisas que faça o povo sonhar com a liberdade além pele.
Valei-me meu querido São José... do Patrocínio.
"Eu não te ordeno, te peco", com a mesma pureza que teve Maria Firmina dos Reis, rogai pela poesia, que ao mundo todo alimentou desde o início do seu existir.
Sou eu também que grito em PROTESTO a lhe dizer: Sou eu meus irmãos, que ao lembrar dos meus avós, ainda sinto o brado de um outro Carlos, como se fizesse em versos, um tributo a Carlos Assumpção, e assim o faço, para que a sua obra tão rica circunde e nos encontre a todos..
Sim! Sim Senhoras e senhores, a minha poesia é preta.
Carlos Silva.
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QUARENTENA MUSICAL
https://youtu.be/oALdhEVgNss
Nosso projeto musical.
Assista e inscreva-se no nosso canal.
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SE NOSSOS GATOS VOASSEM
Se os nossos gatos voassem, não existiriam passarinhos, borboletas, pirilampos.
E se eles nadassem, mergulhariam bem fundo nos rios, mares e tanques para comer os mais belos, exóticos e suculentos peixes.
Se eles tocassem as estrelas, poderiam arranhar o céu para tentar chegar na lua , por pura aventura felina.
E, ao chegar lá, procurariam por ratos. Sim, eles iriam caca-los na expectativa de levá-los para outros lugares onde pudessem brincar com eles nos seus jogos sádicos e torturosos antes de elimina-los, pois assim agem os gatos.
Afinal, os gatos sempre ouviram os ratos dizer que a lua era feita de queijo e que o seu sabor era de vários queijos misturados em diversos nomes: Prato, Mussarela, Suíço, Parmesão, Gouda, Meia cura, Minas fresca, Montanhês, Ricota, Coalho, o Brie, que é produzido em Paris, Camembert, da região da Normandia, da França, o Colonial, que é do Brasil da região do RS, o Cottage que é da Grã-Bretanha, o Cream cheese que é um queijo desenvolvido nos Estados Unidos no século 19, o Edam que é produzido na Holanda, o Emmental que é da Suiça, o Estepe, que é da região das Estepes Russas, por onde os dinamarqueses caminharam, o Gorgonzola, da Itália, ou o Minas padrão, que é tipicamente mineiro, o Provolone de origem Italiana, ou até mesmo o queijo Reino que pode ser um dos mais autênticos brasileiros.
Os ratos eram os maiores conhecedores de queijo do mundo e sabiam da procedencia (e o mais importante) do gosto de cada um.
Todavia, para findar essa história, a lua não é de queijo, nela não existem ratos, os nossos gatos não voam, e os passarinhos, borboletas e pirilampos estão a salvos para flutuarem pelo espaço que lhes cabem de direito, enquanto que os peixes continuam nadando livremente pelas águas doces e salgadas do planeta, sendo perseguidos pelos predadores naturais do seu habitat, e pelos anzóis, arpões e redes do inescrupuloso homem.
Fim...
56
O QUE O TEMPO FEZ
...com meu rosto?
...com meus sonhos?
...com meus pensamentos?
...com meus atos?
...com meus gestos?
...com meus passos?
...com meus gostos?
...com minhas vontades?
...com meu sexo?
...com minha ousadia?
...com minha coragem?
...com minha politização?
...com meus lideres?
EM QUE TORNEI-ME.
...quando me vi velho?
...quando deixei de acreditar?
...quande deixei de formar opiniao?
...quando perdi o senso de agir?
...quando disse que não me importei?
...quando não quis seguir?
...quando perdi a graça?
...quando ignorei a mim mesmo?
...quando perdi a libido?
...quando cresceu o medo?
...quando vi o nascer da covardia?
...quando vi o mar da corrupção?
...quando as grades da ilusão encarceraram as doutrinas de quem eu tanto confiei?
O que fui eu, quando o tempo estava voando por entre meus olhos e eu apenas achava que ele lentamente se arrastava pelos dias dos calendários preguiçosos e surrados face ao seu repetir?
Tempo tempo tempo e um outro tempo, me perdoe, eu não imaginava que você fosse tão rápido a ponto de desnudar-me a visão que somente agora lentamente vejo.
Carlos Silva.
(75)99838 5777 whatssapp.
100
Comentários (1)
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Carlos Silva
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.