Lista de Poemas
FORTE. E MUITO!
Foi com tanta força
Que chegou o amor,
Um baque avassalador,
No meu coração sofredor.
Mas agora está tudo certo,
Você está aqui comigo,
Cada vez mais perto,
Com seu carinho e sorriso.
Estou bem como nunca,
Amor assim nunca senti,
Sei que tem retorno,
Então só posso curtir.
Quero muito te fazer bem,
Cuidarei bem dessa parte,
Posso ir muito além,
Mas evitarei o desgaste.
Será tudo na medida,
Sem passar dos limites,
Você é minha querida,
A mulher que sonhei.
DUAS NAMORADAS
Tenho duas namoradas
Uma nunca tive
A outra é inventada,
Para acalmar a solidão.
A mente atormentada,
Me fez viajar nessa onda,
Mais que roubada!
Sozinho e namorando.
Inventei duas pessoas
Com quem me relacionei,
Eram mulheres lindas,
Eu nunca as beijei.
Ume era loura e alta,
A outra morena e baixa,
Uma era fogosa,
A outra recatada.
Vivi anos essas paixões,
Enganado pela ilusão,
Inventei dois corações
Que tomaram o meu coração.
TOMEI RANÇO
Tomei ranço de gente imoral,
Que só pensa nela mesma,
Para se dar bem faz até o mal,
Vive virando a mesa.
Gente podre e mentirosa,
Passa a vida enganando,
Se acha majestosa,
Mas está se quebrando.
Vejo com repugnância
Tantas mentiras contadas,
Abusam da ignorância,
Das massas desencantadas.
Agem em prol de si,
Nada fazem ao povo,
Acreditam que são puros,
Mas da serpente são ovo.
Figuras imorais,
Roubam de quem precisa,
Verdadeiros marginais
Que se escondem na Bíblia.
Vão arder no inferno,
Mergulhados em óleo quente,
Suas almas já perdidas
São manchas indecentes.
SEM AMOR
O amor é um tesouro
Que eu não encontrei.
Cavei em lugares ermos,
Onde só o pó encontrei.
Vi corações de pedra,
Alguns até reluziam um pouco,
Mas era falso brilho,
Lá no fundo eram opacos.
Busquei amor onde não havia,
Caí em várias ciladas,
Elas já existiam, eu não as via,
Eu era a própria roubada.
E cheguei aqui assim,
Sem amor e carinho,
Apanhei por toda a vida
E acabo sozinho.
AH, VAI...
Tenho vontade de mandar
Quase tudo ao inferno,
Ver todo mundo se lascar,
Sofrendo um duro inverno.
Não aguento mais hipocrisia,
Gente fingindo felicidade,
Quando no escuro de sua alma
Tem mesmo infelicidade.
De gente boa o Capeta gosta,
Essa gente "sem mácula",
Que escondido só faz bosta
E depois sacrifica os outros.
Vai se ferrar!
Sua vida nada vale,
Tem cara de pau demais,
É um verdadeiro canalha!
Sobe pisando nas pessoas,
Depois joga de cima algumas migalhas,
E assim fica numa boa,
Remoendo internamente suas tralhas.
Chora, depravado!
Deus está te vendo,
Se eu não vejo, tanto faz,
Seu destino já está selado!
Vejo suas desculpas
Como as mais esfarrapadas,
É tudo cortina de fumaça,
Para esconder suas derrapadas.
Aponta o dedo para todos,
Como se você não fosse sujo,
A sujeira que eu vejo,
É de sua alma lamacenta.
Distorcendo os fatos,
Você cria falsos vilões,
Mas todos os seus atos,
São puras aberrações.
RETA FINAL
Já foi dada a última volta,
Nada mais a fazer,
Em breve cruzo a chegada,
Na posição que conquistei.
Chego ainda triste,
Por não ter feito mais,
Quando pude acelerar,
Tive medo demais.
Então perdi posições,
Cheguei ao último lugar,
Só depois de muitas voltas,
Comecei a ultrapassar.
Mas ainda havia medo,
Eu não acreditava em mim,
Mesmo tendo carro bom,
Eu ainda o achava ruim.
E a pista ficou escura,
Com curvas muito fechadas,
Começou uma chuva forte,
Dei várias rodadas.
Eu não via mais ninguém,
Fiquei sozinho onde estava,
A pista sempre molhada,
Era difícil e arriscada.
Então parei no box,
Precisava dar um jeito,
Perdi voltas adoidado,
E saí com o carro refeito.
Mas aí já era o final,
Não tinha muito o que fazer,
Cheguei depois de todo mundo,
E ninguém veio me receber...
MUITO TRISTE
A tristeza tomou conta
Da minha vida atormentada,
Tenho medo de quase tudo,
Faço quase nada.
Estou preso em mim,
Nas profundezas do meu ser,
Aliás, já nem sei quem sou,
Nem se mereço viver.
As portas se fecharam,
As luzes são fracas,
Os meus olhos não enxergam,
O que está bem claro.
Vago pela vida,
E ela passa por mim,
Me atropela sempre,
Atirando-me ao chão.
Danço uma música mórbida,
Sem pé e nem cabeça,
Sozinho no salão,
Ainda tem quem me esqueça.
Ah, vida que levo!
Eu não aguento mais!
Um dia ainda me revolto,
E não volto atrás!
QUE MAL TE FIZ?
Eu não sei porque se ressente de mim,
Nada fiz de mal a você,
Que me transforma em um ser ruim.
Difícil te entender.
Eu nem te conheço direito,
Sei que você existe,
Mas não mora em meu peito,
Onde mora quem eu deixo.
Pois bem, criatura,
Vê se me deixa em paz,
Eu não te aturo,
Nem ligo para o que me faz.
Se meu mal foi crescer na vida,
Simplesmente foi pelo trabalho,
Que não é só palavra dita,
É de ação que eu falo.
Pode crer, sua babaca,
A vida é maior do que o seu mundinho,
Essa sua violenta ressaca,
Não mexe com meus brios.
Sou chapa quente e dinâmica,
Não espero nada acontecer,
Nem vivo com visão panorâmica,
Do que tenho de fazer.
Apenas sei onde quero chegar,
E construo o meu caminho,
Depois tenho que caminhar,
Fazendo tudo bem certinho.
Joga pedras com vontade,
Elas pouco me acertam,
Delas não faço nada,
Apenas as tiro do meu caminho.
Se te fiz alguma coisa,
Foi continuar a minha luta,
Você tanto fez para eu desistir,
Mas eu sou um cara batuta.
Eu podia te xingar de muitas coisas,
Mas prefiro mesmo ignorar-te,
Tenho mais o que fazer,
Essa é a minha parte.
Vivo dessa doce arte,
De criar versos e poesia,
O que causa seu espanto
É que vou mais longe a cada dia.
Nada te fiz nessa vida,
A não ser ignorar-te,
Se é causa de sua ira,
Sinto nada ao incomodar-te!
QUE RAIVA!
Tenho raiva desse amor
Que me consome devagar,
Devia logo me acabar,
Destruir quem eu sou.
Eu podia me libertar
Dessa amarra dolorosa,
Poderia até voar
Buscar alma mais bondosa.
Estou preso aqui,
Nessa jaula que eu mesmo fiz,
Onde me pus de joelhos
E a vida eu perdi.
Essa condição desesperadora,
Que não cessa um minuto,
Deprecia a minha vida,
É um grande abuso.
Sou seu refém voluntário,
Que loucura a minha!
Vez ou outra me rebaixo,
Me coloco pequenino.
Quero logo te dizer
O que nunca digo,
Pelo medo de te perder
De receber o seu castigo.
Castigado já sou,
Por viver um amor sem você.
Olha só o ponto a que chegou,
Em vida consegui morrer.
QUERO SER FELIZ
Eu só quero ser feliz
Como uma criança na praça
Brincando no parquinho,
Em tudo vendo graça.
Felicidade é conquista,
Que a vida nos permite,
Hoje tenho muitas em vista,
E não há nenhum limite.
Posso até ficar triste,
Mas será por um segundo,
Depois de revigorado,
A felicidade será o meu mundo.
Sofrimento é ser triste,
Andar cabisbaixo pela rua,
Não ter amigos e nem amor,
Levar a vida de forma crua.
Acordar é uma dádiva,
Ter um dia inteiro para viver,
Poder refazer as coisas,
E outras fortalecer.
Eu te juro, minha querida,
Pelo que eu ainda vou ter,
Que não será nunca esquecida
Enquanto nesse mundo eu viver.
Serei feliz hoje, agora,
Não vou deixar para depois,
A tristeza mandarei embora,
Se é que ela ainda não se foi...
Comentários (2)
Obrigado!!
Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.