Lista de Poemas
ATÉ AMANHÃ?
Tem que ser hoje,
Amanhã sei lá,
Tudo pode acontecer,
O mundo está para acabar!
O momento é agora,
Nem um minuto a mais,
Não me mande embora,
Temos muito que falar.
Estou aqui na sua frente,
Vai que amanhã eu me vá,
Então nunca mais me verá,
E depois vai se esquecer.
Diga que me escuta,
Por apenas uns minutos,
Serei breve e direto,
Não farei rodeios inúteis.
Mas não enrola,
O tempo está passando,
Ele corre feito uma lebre,
E meu amor está fervendo.
Tolice sua ser assim,
Fazer doce desse jeito,
Se não quer, diga,
Liberta-me e serei feliz!
Amanhã devo chorar,
Mas depois ficará tudo bem,
Por favor, pare de enrolar,
Pois assim não convém!
VAI COM DEUS!
Se quer saber,
Vai com Deus!
É favor me esquecer,
Procure pelos seus.
Trocarei a fechadura,
Pintarei toda a casa,
Vou comprar outra cama,
Para ter outro amor.
E você, que me feriu,
Será para sempre esquecida,
A vida vai fazer a sua parte,
E o tempo vai curar a ferida.
Continuarei meu caminho,
Sem olhar para trás,
Vou correndo e devagarinho,
O tempo tanto faz.
Estarei mais leve,
Sem a sua companhia,
Que me tirava a força,
E me amolecia.
Jurei para mim mesmo,
Que amanhã vou te esquecer,
Apagarei as fotografias
Que eu tenho com você.
Encontre o seu próprio caminho
E não mais prejudique os outros,
Tente fazer tudo mais certinho,
E melhorará muito pouco.
UM MINUTO
Quero ter de você
Um minuto de atenção,
Para eu te dizer
O que está em meu coração.
É amor muito grande,
Que já não cabe mais,
Então dói muito forte,
E eu sofro, mas tanto faz.
Sei que ainda é perigoso
Dizer sobre meu amor,
Podemos não estar prontos,
E isso nos causar muita dor.
Temos nossos problemas,
Escolhemos viver assim,
Se pudesse voltar atrás,
Eu faria algo por mim.
Quanto eu já chorei,
Arrependido do passado,
Quando eu errei,
E permaneci calado.
Assim que o padre perguntou
Eu devia ter me manifestado,
Mas a vergonha me calou
Depois fiquei perturbado.
Eu pensei que o tempo
Ia acalmar minha alma,
Mas com fui muito burro,
O amor só o amor acalma.
TODA A VERDADE
Quando digo a verdade
O mundo não escuta,
O meu grito é abafado,
Por tanta maldade.
Sou refém de mim mesmo,
Dos meus poços escuros,
Onde entrei por descuido,
Assim que destruí os muros.
Eu não sabia de nada,
Era prisioneiro da vida,
Mas numa fuga desesperada,
Perdi minha medida.
A verdade ficou num baú,
Dentro do meu ser,
Lá no íntimo de mim,
Impossível até de eu ver.
Sou toda a mentira
Que disseram contra mim,
Minhas defesas falharam,
Decretaram o meu fim.
Inimigos pisam firme
Sobre o que ainda resta,
Cospem e gritam
Palavras duras que não prestam.
Vivo sem saber por quê,
Sou um peso nesse mundo,
Eu tento sobreviver,
Enquanto afundo.
E você que lê esse lamento,
Não fique assustado,
Sou um tanto forte,
Tudo isso ainda aguento.
SEM PONTUAR
Faço este poema
Para ser lido sem parar
Sem ponto e vírgula
Para poder respirar
Tudo isso para dizer
Que te amo demais
A verdade para você
É que amar nunca é demais
Meu coração bate forte
Ao ouvir o seu nome
Quando te vejo então
Meu corpo todo treme
Quero muito seu amor
Mas não sei como lutar
É um estado de torpor
Que eu tenho de suportar
Mesmo assim não te esqueço
É uma tortura noite e dia
Ver você com a sua família
Isso eu não mereço
SOU O FIM
Sou o fim de mim mesmo,
E também o começo,
O meu mundo é aqui dentro,
Onde eu bem conheço.
Nele há tantas cores,
Que nem posso contar,
Existem amores,
Que vêm para me alegrar.
Eu me basto de algumas coisas,
Outras preciso encontrar,
Então caminho pelo mundo,
Tentando me completar.
E tenho sede de amor,
De dar e receber,
Tudo em mim é intenso,
De outra forma não sei viver.
E sou o princípio e o fim,
Sou o sim e o não,
Contradigo o que disse,
Sou pura contradição.
MEIO TRISTE
Ando meio triste,
Até decepcionado,
É tanto dedo em riste
Que eu vejo ao meu lado.
Outros dedos me apontam,
Como seu eu fosse um condenado,
Mas todos eles aprontam,
E eu sou o crucificado.
Quero ver a verdade,
De quem me acusa de nada,
Vivo em calamidade,
Minha vida está sufocada.
E nem o sol brilha mais,
A lua não vem me ver,
As estrelas caíram todas,
Está difícil de viver.
Mas eu tento resistir,
Correr dessa coisa toda,
Querem me ver cair
Torcem pela minha derrota.
Agora sou um pária,
Não tenho serventia,
Já mamaram tudo o que eu tinha,
Hoje sou uma teta vazia.
Meio triste? É pouco!
Sou a tristeza em estado puro,
Um pau todo oco,
Jogado num canto escuro.
UMA SEMANA LINDA
Essa será mais uma semana
Cheia de alegrias e satisfação,
É que uma boa vibração emana,
Aqui do meu coração.
Fico cheio de esperança,
De que algo vai mudar,
Mas continuo a minha dança,
Pois ela não pode parar.
Entusiasmado com o trabalho,
Faço tudo com carinho,
Se assim não pode ser,
Não faz sentido o meu caminho.
Te desejo tudo de bom,
Que você seja abençoado,
Tenha fé na sua missão
E trabalhe concentrado.
Começo assim o meu dia,
Para que ele tenha luz,
É preciso ter fé e alegria,
Que o resto te conduz.
ASSOMBRO
Me causa assombro
O mundo como está,
Quase em escombros,
Daqui a pouco não vai se levantar.
E tem gente achando bom,
Ver outros povos se ferrando,
Sei não qual é o tom
Com o qual estão se pintando.
Gente boa está morrendo,
Enquanto os maus triunfam,
O que está acontecendo,
Pois uns dormem enquanto outros bufam?
O dinheiro está escasso,
E as contas vem chegando,
Deixam todos no bagaço,
Depois vão só limpando.
Creio pouco nos homens,
Muito menos nos "honestos",
Esses são os que têm mais fome
E deixam aos pobres só os restos.
Muito choro e desespero,
Entre guerras irracionais,
Há quem acha bem maneiro,
Explodir casas e hospitais.
Já chega dessa loucura,
O mundo pede paz,
Vamos deixar de usura
E amar muito mais!
RETALHOS
Eu era uma colcha velha,
Remendada com retalhos,
Não servia para nada,
Nem para forrar armários.
Meu tecido era frágil,
Por vezes até podre,
Nada se encaixava,
Eu ficava jogado num canto.
Era noite em minha vida,
O sol não mais brilhava,
Era carta fora do baralho,
Na verdade, perdida.
E debaixo de nuvens escuras,
Que prenunciavam tempestade,
Eu passava por agruras
De um tempo de maldades.
Chorei, sorri, chorei novamente,
E o choro não cessou,
Foi intenso e constante,
E, por fim, me colapsou.
Eram mortos os meus sonhos,
Pesadelos muito duros,
Eu cambaleava pela vida,
Apoiando-me em velhos muros.
E a vida me achincalhava,
Me colocando para baixo,
Na lama eu me atolava,
Esfriando o meu facho.
E assim foi até agora,
Subi e desci tantas vezes,
Fiquei mais no fundo,
Afogado em meus erros.
Comentários (2)
Obrigado!!
Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.