Lista de Poemas
QUE SE DANE!
Dane-se! Eu gritei.
Já estava cheio,
Estourei.
A raiva veio.
Dane-se o mundo,
Quem quiser ir embora,
Pode ir, sai agora!
Mas não me venha com absurdo.
Se estou louco?
Claro que quase.
Falta muito pouco,
Dizem que é uma fase.
Dane-se! Não sou mais santo,
Aliás, nunca fui, me fazia,
Mas a máscara caiu, minha tia,
Ficou em algum canto...
Agora, sou eu,
Sem me esconder,
O antigo morreu,
E daí, vai querer?
Já estava cheio,
Estourei.
A raiva veio.
Dane-se o mundo,
Quem quiser ir embora,
Pode ir, sai agora!
Mas não me venha com absurdo.
Se estou louco?
Claro que quase.
Falta muito pouco,
Dizem que é uma fase.
Dane-se! Não sou mais santo,
Aliás, nunca fui, me fazia,
Mas a máscara caiu, minha tia,
Ficou em algum canto...
Agora, sou eu,
Sem me esconder,
O antigo morreu,
E daí, vai querer?
58
VOTOS
Faço votos que você
Seja feliz até o fim,
Que o seu viver,
Seja bom até se estiver ruim.
E que viva muito tempo,
Fazendo dele seu aliado.
Não se deixe levar pelo vento,
Que te leva para o lado errado.
Tome em mãos o seu destino,
Escolha bem aonde vai.
Dentre suas companhias,
Cuide bem de quem cai.
Faço votos de que não tenha medo,
Mas também não se arrisque tanto.
Eu não sei nenhum segredo,
Só que quando caio me levanto.
E quando você chorar,
Não demore muito tempo,
Limpe as lágrimas que sobrarem,
Busque em Deus o seu sustento...
Seja feliz até o fim,
Que o seu viver,
Seja bom até se estiver ruim.
E que viva muito tempo,
Fazendo dele seu aliado.
Não se deixe levar pelo vento,
Que te leva para o lado errado.
Tome em mãos o seu destino,
Escolha bem aonde vai.
Dentre suas companhias,
Cuide bem de quem cai.
Faço votos de que não tenha medo,
Mas também não se arrisque tanto.
Eu não sei nenhum segredo,
Só que quando caio me levanto.
E quando você chorar,
Não demore muito tempo,
Limpe as lágrimas que sobrarem,
Busque em Deus o seu sustento...
39
QUE LOUCURA!
Ontem, não sei o que houve,
Aconteceu tudo de uma vez,
Ainda não assimilei,
O que a gente fez.
Que loucura, tudo aquilo!
Não estava preparado,
Mas foi bom, admito,
Ainda estou anestesiado.
De repente uma coisa,
Um calor tomou conta,
Nossos corpos se despiram,
E fizemos mil loucuras.
E de agora em diante,
Nos encontraremos de novo?
Deixe o tempo nos dizer,
Assim é sempre mais gostoso.
Seu gozo foi tão feliz,
Senti seu corpo leve,
Não pensei que fosse assim,
Que ia acontecer...
Eu romantizei nossa primeira vez,
Fiz planos tão minuciosos,
Mas o tesão derrubou tudo,
Acho que assim foi delicioso...
Aconteceu tudo de uma vez,
Ainda não assimilei,
O que a gente fez.
Que loucura, tudo aquilo!
Não estava preparado,
Mas foi bom, admito,
Ainda estou anestesiado.
De repente uma coisa,
Um calor tomou conta,
Nossos corpos se despiram,
E fizemos mil loucuras.
E de agora em diante,
Nos encontraremos de novo?
Deixe o tempo nos dizer,
Assim é sempre mais gostoso.
Seu gozo foi tão feliz,
Senti seu corpo leve,
Não pensei que fosse assim,
Que ia acontecer...
Eu romantizei nossa primeira vez,
Fiz planos tão minuciosos,
Mas o tesão derrubou tudo,
Acho que assim foi delicioso...
95
ONTEM O MAR SE REVOLTOU
Se o barco não virou
Foi porque ele não quis,
Pois ontem o mar se revoltou,
Perdi a rota por um triz.
Ondas grandes, enormes,
Chacoalharam a embarcação,
A água toda cinza,
Parecia terra de vulcão.
Despedi de tanta coisa
Em meio àquela confusão,
De repente tudo escuro,
Perdi minha visão.
Era onda e trovão,
A tormenta era enorme,
Raios e ventos fortes,
Atingiram meu coração.
Atormentado, eu gritei,
Para pedir socorro,
Nenhuma mão apareceu,
Pensei: "agora morro".
E você me deixou assim,
Com o barco em frangalhos,
Ao passar a tormenta,
Me perdi naquelas águas.
Veio o sol e me queimou,
O sal me corroeu,
Senti que tudo se acabou,
O seu amor por mim morreu.
Foi porque ele não quis,
Pois ontem o mar se revoltou,
Perdi a rota por um triz.
Ondas grandes, enormes,
Chacoalharam a embarcação,
A água toda cinza,
Parecia terra de vulcão.
Despedi de tanta coisa
Em meio àquela confusão,
De repente tudo escuro,
Perdi minha visão.
Era onda e trovão,
A tormenta era enorme,
Raios e ventos fortes,
Atingiram meu coração.
Atormentado, eu gritei,
Para pedir socorro,
Nenhuma mão apareceu,
Pensei: "agora morro".
E você me deixou assim,
Com o barco em frangalhos,
Ao passar a tormenta,
Me perdi naquelas águas.
Veio o sol e me queimou,
O sal me corroeu,
Senti que tudo se acabou,
O seu amor por mim morreu.
87
SE EU FOSSE...
Se eu fosse um pássaro,
Voaria direto para seu colo,
Lá faria um ninho,
Bem gostoso e quentinho.
Se eu fosse seu amor,
Te trataria com carinho,
Pegaria você no colo,
Sempre com jeitinho.
Se eu fosse muito rico,
Mesmo assim não teria nada,
Se não tivesse você
Como minha namorada.
Se eu fosse um cachorro,
Você seria minha dona,
Eu ficaria feliz em seu colo,
Recebendo seus cuidados.
Se eu fosse corajoso
Te diria tudo o que sinto.
Do amor que me queima,
Do desejo que me consome...
Voaria direto para seu colo,
Lá faria um ninho,
Bem gostoso e quentinho.
Se eu fosse seu amor,
Te trataria com carinho,
Pegaria você no colo,
Sempre com jeitinho.
Se eu fosse muito rico,
Mesmo assim não teria nada,
Se não tivesse você
Como minha namorada.
Se eu fosse um cachorro,
Você seria minha dona,
Eu ficaria feliz em seu colo,
Recebendo seus cuidados.
Se eu fosse corajoso
Te diria tudo o que sinto.
Do amor que me queima,
Do desejo que me consome...
94
SE FOSSE COMO EU QUERO...
Se a vida fosse como eu quero,
A minha não seria assim,
Uma vida triste,
Sem ter você para mim.
Mas como eu sou egoísta,
Ter você desse jeito!
Me desculpe a babaquice,
Vou corrigir esse meu defeito.
Quero você comigo,
Não somente para mim.
Não desejo seu castigo
Nem que sofra sem fim.
Um pedaço do seu coração
Já me seria suficiente,
Ali eu me acomodaria
De forma bem decente...
A minha não seria assim,
Uma vida triste,
Sem ter você para mim.
Mas como eu sou egoísta,
Ter você desse jeito!
Me desculpe a babaquice,
Vou corrigir esse meu defeito.
Quero você comigo,
Não somente para mim.
Não desejo seu castigo
Nem que sofra sem fim.
Um pedaço do seu coração
Já me seria suficiente,
Ali eu me acomodaria
De forma bem decente...
83
AUTOR
Posso ser tudo
O mocinho ou o bandido.
Sem nenhum absurdo,
O personagem preferido.
Posso ser o narrador,
Aquele que fala escondido,
Sem nome, mas com valor,
Personagem indefinido.
Posso ser até a moça,
A minha namorada.
Posso ser o cachorro
Que morde a empregada.
Posso ser a árvore no campo,
A flor do jardim.
Posso ser até um canto,
Ou o cantor, enfim.
Posso ser o nada, ou o tudo,
Ficar de conversa fiada,
No bar do Raimundo,
Tomar cachaça numa golada.
Posso ser tímido,
O cara popular.
Posso ser forte,
Morrer de malhar.
Posso dar vida,
Posso levar à morte.
Posso fazer alguém rico
E depois mudar sua sorte.
Enfim, sou o autor,
Mas não mando nada,
A história é o fio condutor
Das decisões tomadas...
O mocinho ou o bandido.
Sem nenhum absurdo,
O personagem preferido.
Posso ser o narrador,
Aquele que fala escondido,
Sem nome, mas com valor,
Personagem indefinido.
Posso ser até a moça,
A minha namorada.
Posso ser o cachorro
Que morde a empregada.
Posso ser a árvore no campo,
A flor do jardim.
Posso ser até um canto,
Ou o cantor, enfim.
Posso ser o nada, ou o tudo,
Ficar de conversa fiada,
No bar do Raimundo,
Tomar cachaça numa golada.
Posso ser tímido,
O cara popular.
Posso ser forte,
Morrer de malhar.
Posso dar vida,
Posso levar à morte.
Posso fazer alguém rico
E depois mudar sua sorte.
Enfim, sou o autor,
Mas não mando nada,
A história é o fio condutor
Das decisões tomadas...
90
FAZENDO NADA...
Fazendo nada até agora,
Só pensando em você,
Mesmo assim não passa a hora,
Tenho pressa em te ver.
Fico aqui enrolando,
Perdido em meus sonhos,
Seus beijos imaginando,
E o relógio... parado.
Até tento trabalhar,
Mas a cabeça não quer,
Ela não para de lembrar
De seu cheiro, mulher.
Então, eu me entrego,
Deixo as coisas para lá,
Outro dia eu recupero
O que está a se atrasar.
Fazendo nada para não cansar,
Quero estar muito bem
Para quando te encontrar,
Cabeça boa me convém.
Enquanto isso pego o telefone,
Penso em te ligar.
Mas ainda é muito cedo,
Você pode não gostar.
A hora está parada,
O ponteiro do relógio
Resolveu não trabalhar.
Diferente de mim,
Ansioso ele não está.
Só pensando em você,
Mesmo assim não passa a hora,
Tenho pressa em te ver.
Fico aqui enrolando,
Perdido em meus sonhos,
Seus beijos imaginando,
E o relógio... parado.
Até tento trabalhar,
Mas a cabeça não quer,
Ela não para de lembrar
De seu cheiro, mulher.
Então, eu me entrego,
Deixo as coisas para lá,
Outro dia eu recupero
O que está a se atrasar.
Fazendo nada para não cansar,
Quero estar muito bem
Para quando te encontrar,
Cabeça boa me convém.
Enquanto isso pego o telefone,
Penso em te ligar.
Mas ainda é muito cedo,
Você pode não gostar.
A hora está parada,
O ponteiro do relógio
Resolveu não trabalhar.
Diferente de mim,
Ansioso ele não está.
120
SEM EXPLICAÇÃO
Vou xingar um palavrão,
Bater com as mãos na parede,
Gritarei aos quatro ventos,
Um grande lamento.
Talvez, provavelmente, eu chore,
Lágrimas amargas, doloridas,
Que queimarão minhas faces,
Deixando marcas definidas.
Fecho hoje os meus olhos,
Não quero ver ninguém,
Nem minha própria imagem,
E pergunto: O que é que tem?
Estou ferido num campo isolado,
Não tenho salvação,
Perco todo o meu sangue,
Está fraco o meu coração,
E ele grita sem ser ouvido.
Vejo um banquete macabro,
Celebram vidas que se apagam,
Em seus pratos, dinheiro sujo,
Do sangue de inocentes derramado.
E eles sorriem, lutam pela "paz",
Querem ficar em paz,
Matando crianças e todos mais.
E se dizem indignados com as bombas detonadas,
Mas são eles que produzem as armas,
Vendem uns para os outros,
E depois, fazem a guerra
Para medir quem pode mais.
Dinheiro, só ele tem valor.
A vida, vale alguma coisa
Apenas as que lhes importam.
Bater com as mãos na parede,
Gritarei aos quatro ventos,
Um grande lamento.
Talvez, provavelmente, eu chore,
Lágrimas amargas, doloridas,
Que queimarão minhas faces,
Deixando marcas definidas.
Fecho hoje os meus olhos,
Não quero ver ninguém,
Nem minha própria imagem,
E pergunto: O que é que tem?
Estou ferido num campo isolado,
Não tenho salvação,
Perco todo o meu sangue,
Está fraco o meu coração,
E ele grita sem ser ouvido.
Vejo um banquete macabro,
Celebram vidas que se apagam,
Em seus pratos, dinheiro sujo,
Do sangue de inocentes derramado.
E eles sorriem, lutam pela "paz",
Querem ficar em paz,
Matando crianças e todos mais.
E se dizem indignados com as bombas detonadas,
Mas são eles que produzem as armas,
Vendem uns para os outros,
E depois, fazem a guerra
Para medir quem pode mais.
Dinheiro, só ele tem valor.
A vida, vale alguma coisa
Apenas as que lhes importam.
23
ENCIUMADO
Olha que já deu,
Não suporto seu amigo,
Ele é pegajoso,
Parece querer disputar comigo.
Vou logo avisando,
Deixa ele de lado,
Se está me trocando,
Fala logo, estou encafifado.
Manda logo esse cara
Caçar o rumo dele,
Ou você me namora,
Ou namora ele!
Sinto uma coceira na testa,
Ela nunca passa,
Quando vejo você dois,
Coça muito, extravasa.
Por que é assim?
Que mal eu te fiz?
Nosso lance terá um fim,
Eu desejo que seja feliz!
Eu não sou um otário,
Vejo o que acontece,
Esse enrosco de vocês,
Ninguém merece...
Depois não venha pedir perdão,
Eu não sou seu padre confessor.
Quando quebrar seu coração,
Vai se lembrar de quem sempre te deu amor...
Não suporto seu amigo,
Ele é pegajoso,
Parece querer disputar comigo.
Vou logo avisando,
Deixa ele de lado,
Se está me trocando,
Fala logo, estou encafifado.
Manda logo esse cara
Caçar o rumo dele,
Ou você me namora,
Ou namora ele!
Sinto uma coceira na testa,
Ela nunca passa,
Quando vejo você dois,
Coça muito, extravasa.
Por que é assim?
Que mal eu te fiz?
Nosso lance terá um fim,
Eu desejo que seja feliz!
Eu não sou um otário,
Vejo o que acontece,
Esse enrosco de vocês,
Ninguém merece...
Depois não venha pedir perdão,
Eu não sou seu padre confessor.
Quando quebrar seu coração,
Vai se lembrar de quem sempre te deu amor...
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Comentários (2)
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Obrigado!!
ademir domingos zanotelli
Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.