Mineiro de Juiz de Fora. Poeta, autor do livro "Minhas Faces", escrevo sobre o amor, a vida e de tudo um pouco. Membro convidado da Academia de Letras da Manchester Mineira. Participo do projeto "POESIA NA ESCOLA", fui selecionado para compor a antologia "POESIA BR!", em um concurso nacional.
Está longe, fora do alcance, Até o vejo lá na frente, Mas continua muito distante. Ando rápido ao seu encontro E ele foge de mim, Parece correr o danado, Essa busca não terá fim.
Vejo ainda ele rindo, Tira onda comigo, Vive fugindo, Não encontrá-lo é meu castigo.
Não desisto, continuo... Acelero o passo e ele também, Estou ficando fraco, O desejo, só ele, me mantém. Então busco forças De onde nunca tirei nada. Acabam com as minhas reservas Essa louca jornada, Que, em busca do horizonte, Já virou uma furada...
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ESTOU DE VOLTA
Mais uma vez, voltei, Estava caído, no escuro, Me levantei, Eu sou osso duro.
Não perco o meu tempo, Chorando uma derrota, Elas acontecem, Assim como sopra o vento.
Eu voltei, e voltarei outras vezes, Você pode me derrubar, Mas saiba que não desistirei, Meus sonhos vou conquistar.
Quanto ao chão, Ele será o meu impulso, Comigo é pura pressão, Reclamar é um abuso.
Pode esperar, Se não quiser segue em frente, Uma hora vou te pegar, Teremos um papo diferente...
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QUERO VER...
Quero ver você passar Bem aqui na frente Da janela de minha casa E um beijo me mandar.
Sei que é ilusão, Você me mandar um beijo, Uma grande piração, Mas é o que desejo...
Se você passar aqui Depois de ler esse poema, Que eu com gosto escrevi Seja boa e não tema.
Quero ver você Dizendo que me ama, Depois correr Para cima da minha cama...
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EU, UM CHATO
Olha, eu sou um chato, Mas daqueles renitentes, Nem as galochas Me couberam mais. Chato descalço, Pisando torto.
Tão chato mesmo Que não gosto mais de nada, Nem de mim, nem de ninguém, Nem de uma boa piada.
Eu sou a piada, chata, claro, Sem graça e sem sentido. Ando pelo mundo, Cego e perdido.
Chato! Vai embora! Eu insisto em não ir, Nem agora, Nem depois, E nem a cara cora.
Chato mesmo, E daí? Pensa que não sei? Você quer me destruir...
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A POESIA SE FOI...
Desceu pelo ralo Toda poesia, Nosso amor acabou, Triste esse dia!
A poesia se foi, Saiu correndo, Levou com ela Tudo o que vivemos...
Foi embora, pelo cano, Está lá fora, no esgoto, Que tristeza, desumano! Não podia acontecer...
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NO ALTO DO MORRO
Lá no alto daquele morro, Bem no topo do monte, Brilha algo novo, Mais valioso que diamante.
É o seu sorriso de felicidade, Que espalha esse brilho, Fica clara toda a cidade Iluminando os caminhos.
O amor que fez você sorrir, E que bom ser eu o culpado. Você não sabe quanto lutei Para ser o seu amado.
E agora nós aqui, Olhando toda a cidade, Aos pés do Cristo Redentor, Agradecendo pela felicidade.
Silêncio lá no Centro, Apesar do movimento. Todos olham aqui para cima Buscando a luz dos seus olhos.
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ONTEM JÁ NÃO EXISTE MAIS
Ontem acabou, Não olhe para trás, Hoje já é o futuro, Amanhã tem muito mais.
Só que ontem já não existe mais, Ficou apenas a lembrança, Aquela sensação Não voltará jamais...
E se você ficar parada Com certeza vai sofrer, Será atropelada Por tudo o mais que acontecer.
Então, junte seus cacos, Ponha um sorriso no rosto, Ele é tão lindo! Na vida terá muitos enroscos!
O resto é conversa, Acabou um amor apenas, Mas você é esperta, Aprendeu a duras penas Que a vida não é uma reta, Ela tem curvas bem fechadas, Em algumas delas escorregamos E saímos da estrada.
Ontem foi outro dia, Nublado como tantos outros. Não se entregue, minha linda, Logo, logo, sairá desse sufoco.
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AMOR
O amor é tudo, Um caminho sem volta, Um pacote de pipoca, Assistindo um filme de madrugada. Uma doce bitoca Numa bochecha bronzeada.
O amor é um sei lá, Um pode ser, Um sim, um não, É um doce querer, Talvez, morrer de solidão.
O amor dói um pouco, Uma dor sem doer. Deixa a gente louco, Sem saber o que fazer.
O amor é tão rápido Para chegar ao coração. Mas não sai fácil, Leva um tempão.
O amor é um sentimento Que pode ser bom, Sendo ruim é sofrimento, Como sentir frio sem moletom.
O amor é isso, Talvez até mais um pouco, Ou muito menos. A intensidade não importa, Cada um tem seu jeito de sentir, Se não é correspondido, É uma flecha lançada para ferir.
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AQUELE QUE NÃO É
Sou aquele que não é, Buscando da vida o que não sei. Talvez eu seja um mané, Pensando ser um rei.
Perdido em mim, sofro, Caio e não me levanto, Queda sobre queda, Nunca para o meu pranto.
Não sou, existo? Penso? Talvez. Pouco insisto, Nunca chega minha vez.
Pouco a pouco, nada a nada, Espectro de minha pessoa, Sem mostrar outra camada, A voz cala, o tempo? Esse voa...
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AUTOR
Posso ser tudo O mocinho ou o bandido. Sem nenhum absurdo, O personagem preferido.
Posso ser o narrador, Aquele que fala escondido, Sem nome, mas com valor, Personagem indefinido.
Posso ser até a moça, A minha namorada. Posso ser o cachorro Que morde a empregada.
Posso ser a árvore no campo, A flor do jardim. Posso ser até um canto, Ou o cantor, enfim.
Posso ser o nada, ou o tudo, Ficar de conversa fiada, No bar do Raimundo, Tomar cachaça numa golada.
Posso ser tímido, O cara popular. Posso ser forte, Morrer de malhar.
Posso dar vida, Posso levar à morte. Posso fazer alguém rico E depois mudar sua sorte.
Enfim, sou o autor, Mas não mando nada, A história é o fio condutor Das decisões tomadas...