Lista de Poemas
A PONTE
Uma ponte nos liga,
Ela não pode ser vista,
Umas vezes ela é curta,
Em outras é comprida.
Tem dias que ela cai,
Corta a nossa ligação.
Outros dias ela se fecha,
Já vem confusão!
Ponte de pedra,
Ponte de lata,
Ponte de areia,
Ponte de concreto.
Ponte de ida,
Ponte de volta,
Vai e vem na ponte,
Um dia ela entorta...
A ponte que nos une,
Ela é assim mesmo,
Pode estar firme,
Mas um dia ela balança.
Embaixo dela tem um rio,
Pode ter pedras,
Um vale sombrio,
Que engole sentimentos.
Ponte feita de amor,
Com um tantinho de ódio,
Um pouco de loucura,
Arrematado com paixão.
E lá em cima passeamos,
Sempre de mãos dadas,
Vez ou outra de caras amarradas,
Mas de almas apaixonadas.
Ela não pode ser vista,
Umas vezes ela é curta,
Em outras é comprida.
Tem dias que ela cai,
Corta a nossa ligação.
Outros dias ela se fecha,
Já vem confusão!
Ponte de pedra,
Ponte de lata,
Ponte de areia,
Ponte de concreto.
Ponte de ida,
Ponte de volta,
Vai e vem na ponte,
Um dia ela entorta...
A ponte que nos une,
Ela é assim mesmo,
Pode estar firme,
Mas um dia ela balança.
Embaixo dela tem um rio,
Pode ter pedras,
Um vale sombrio,
Que engole sentimentos.
Ponte feita de amor,
Com um tantinho de ódio,
Um pouco de loucura,
Arrematado com paixão.
E lá em cima passeamos,
Sempre de mãos dadas,
Vez ou outra de caras amarradas,
Mas de almas apaixonadas.
62
MULHER VENENOSA
Veneno. É isso que você tem!
Ele corre em suas veias,
E em tudo que de você vem,
Ele não mata, pior, incendeia.
Uma vez inoculado,
Fica difícil resistir,
Somos levados
A suas artimanhas sucumbir.
Tem veneno nas palavras,
Que parecem ser tão ternas,
Pois são ditas com ternura,
Mas são puros feitiços.
Não há nenhum remédio,
Nem antídoto eficaz,
Seu veneno é singular,
Transformações ele faz.
Nem dor ele causa,
Apesar de fazer muito mal,
Ficamos imobilizados,
De forma radical.
Escravos da mentira,
Sujeitos a toda trama,
Seu veneno causa euforia,
E nos joga na sua cama.
E ao fim de uma noite,
Voltamos para a masmorra,
Sofremos todo açoite,
Mas não há quem corra.
Venenosa como ninguém,
Com seu doce olhar,
Faz nossa alma refém,
E quem nos vem salvar?
Ele corre em suas veias,
E em tudo que de você vem,
Ele não mata, pior, incendeia.
Uma vez inoculado,
Fica difícil resistir,
Somos levados
A suas artimanhas sucumbir.
Tem veneno nas palavras,
Que parecem ser tão ternas,
Pois são ditas com ternura,
Mas são puros feitiços.
Não há nenhum remédio,
Nem antídoto eficaz,
Seu veneno é singular,
Transformações ele faz.
Nem dor ele causa,
Apesar de fazer muito mal,
Ficamos imobilizados,
De forma radical.
Escravos da mentira,
Sujeitos a toda trama,
Seu veneno causa euforia,
E nos joga na sua cama.
E ao fim de uma noite,
Voltamos para a masmorra,
Sofremos todo açoite,
Mas não há quem corra.
Venenosa como ninguém,
Com seu doce olhar,
Faz nossa alma refém,
E quem nos vem salvar?
66
CAMINHANTE DO AMOR
Por você caminhei
Por um longo trecho,
Enfrentei tempestades,
Subi picos imensos.
Fui aonde ninguém foi,
Nada tinha para carregar,
Eu levava só o amor,
Para dele me alimentar.
E não desisti em nenhum momento,
Nem quando me feri,
Estanquei o sangramento,
Com cuidado eu parti.
Você estava longe,
Tão distante que não te via,
Mas meu inconsciente sabia
Que eu ia te encontrar.
Determinado, segui o caminho,
Por vezes tive que o abrir,
Fiz o trabalho com carinho,
Porque era preciso seguir.
Andei por muito tempo,
Não me preocupei em contar.
Cada dia caminhando,
Me fazia crer que estava para chegar.
Eu sabia a direção,
Quem indicava a rota
Era meu coração,
Não acreditei em ideia torta.
E o sol que me queimava,
Era o mesmo que iluminava,
A chuva que me molhava,
Era a mesma que a sede matava.
Caminhando por aí,
Dei várias voltas em tudo,
Quando te vi, era tão bela,
Valeu minha volta pelo mundo.
Por um longo trecho,
Enfrentei tempestades,
Subi picos imensos.
Fui aonde ninguém foi,
Nada tinha para carregar,
Eu levava só o amor,
Para dele me alimentar.
E não desisti em nenhum momento,
Nem quando me feri,
Estanquei o sangramento,
Com cuidado eu parti.
Você estava longe,
Tão distante que não te via,
Mas meu inconsciente sabia
Que eu ia te encontrar.
Determinado, segui o caminho,
Por vezes tive que o abrir,
Fiz o trabalho com carinho,
Porque era preciso seguir.
Andei por muito tempo,
Não me preocupei em contar.
Cada dia caminhando,
Me fazia crer que estava para chegar.
Eu sabia a direção,
Quem indicava a rota
Era meu coração,
Não acreditei em ideia torta.
E o sol que me queimava,
Era o mesmo que iluminava,
A chuva que me molhava,
Era a mesma que a sede matava.
Caminhando por aí,
Dei várias voltas em tudo,
Quando te vi, era tão bela,
Valeu minha volta pelo mundo.
95
DE UM BEIJO
Uma boca junto à outra,
Silêncio no recinto,
Só se ouve o sentimento,
Num beijo atrevido.
Línguas loucas se encontram,
E se acariciam,
Aqui fora dois corpos
Bailam em sintonia.
Mãos passeiam pelos cabelos,
Afagam com suavidade o beijo,
Que no seu silêncio diz tudo,
Muito mais do que sentimentos.
E as línguas procuram espaços,
Numa luta sensual.
Dentes mordem devagar,
Um arrepio sem igual.
E os corpos entrelaçados,
Eriçados de tesão,
Buscam desesperados,
Uma grande explosão...
Silêncio no recinto,
Só se ouve o sentimento,
Num beijo atrevido.
Línguas loucas se encontram,
E se acariciam,
Aqui fora dois corpos
Bailam em sintonia.
Mãos passeiam pelos cabelos,
Afagam com suavidade o beijo,
Que no seu silêncio diz tudo,
Muito mais do que sentimentos.
E as línguas procuram espaços,
Numa luta sensual.
Dentes mordem devagar,
Um arrepio sem igual.
E os corpos entrelaçados,
Eriçados de tesão,
Buscam desesperados,
Uma grande explosão...
97
SE NADA ACONTECER...
E se nada acontecer,
Tudo bem o que que há?
Vamos continuar a viver,
Andar e poder namorar.
Pode ser que o barco vire,
Tudo bem, eu sei nadar!
Pode ser que que o avião caia,
Daí, não sei voar...
Mas se nada acontecer,
Eu sei que vou chegar,
Todo pronto para você
Que decidiu me amar.
Outro dia choveu forte,
Depois abriu o sol,
Eu estava com preguiça,
Fiquei embaixo do lençol.
E se nada acontecer?
Minha vida vai continuar.
Se algum dia eu morrer,
Será que alguém vai chorar?
Tudo bem o que que há?
Vamos continuar a viver,
Andar e poder namorar.
Pode ser que o barco vire,
Tudo bem, eu sei nadar!
Pode ser que que o avião caia,
Daí, não sei voar...
Mas se nada acontecer,
Eu sei que vou chegar,
Todo pronto para você
Que decidiu me amar.
Outro dia choveu forte,
Depois abriu o sol,
Eu estava com preguiça,
Fiquei embaixo do lençol.
E se nada acontecer?
Minha vida vai continuar.
Se algum dia eu morrer,
Será que alguém vai chorar?
92
VAMOS JUNTOS ATÉ O FIM
Eu não sei quando será,
Nem preciso saber,
Quero mesmo é ficar
O meu tempo todo com você.
Pode ser mais trinta anos,
Ou oitenta, ou cem,
Mas que seja te amando,
Então fica tudo bem.
E que o fim, ao chegar,
Não seja o nosso ponto final,
Vamos continuar
Até no outro plano astral.
Acho que isso é o "para sempre",
Que dizem os poetas,
Esses sabem das coisas,
Conhecem a alma completa.
Pode ser que dure pouco,
E não será suficiente,
Peço a Deus, como um louco,
Que não separe a gente.
Passa o tempo devagar,
Ele vai em seu passo lento,
Tudo para nos juntar,
Em todo momento.
Sem você nada tem graça,
O mundo fica chato.
O que quer que eu faça,
Esse será o nosso contrato.
Nem preciso saber,
Quero mesmo é ficar
O meu tempo todo com você.
Pode ser mais trinta anos,
Ou oitenta, ou cem,
Mas que seja te amando,
Então fica tudo bem.
E que o fim, ao chegar,
Não seja o nosso ponto final,
Vamos continuar
Até no outro plano astral.
Acho que isso é o "para sempre",
Que dizem os poetas,
Esses sabem das coisas,
Conhecem a alma completa.
Pode ser que dure pouco,
E não será suficiente,
Peço a Deus, como um louco,
Que não separe a gente.
Passa o tempo devagar,
Ele vai em seu passo lento,
Tudo para nos juntar,
Em todo momento.
Sem você nada tem graça,
O mundo fica chato.
O que quer que eu faça,
Esse será o nosso contrato.
118
ATÉ ONTEM, DEPOIS JAMAIS...
Como tudo muda,
Meu mundo ruiu,
O chão, fino, afunda,
Meu coração partiu.
Ontem tudo estava bem,
Hoje nada mais em pé,
Gira o globo para além,
Faz bagunça na maré.
Depois, será? Jamais...
Sem condição!
Quer mais?
Acho que está bom!
Meu mundo ruiu,
O chão, fino, afunda,
Meu coração partiu.
Ontem tudo estava bem,
Hoje nada mais em pé,
Gira o globo para além,
Faz bagunça na maré.
Depois, será? Jamais...
Sem condição!
Quer mais?
Acho que está bom!
87
ERRAM MEU NOME
Erraram o meu nome,
Que é muito simples,
Celso, cinco letras,
Todas elas conhecidas.
Se eu tivesse outro nome,
Um daqueles cheios de consoantes,
Ainda aceitava o erro,
Mas sendo simples, não aceito!
Pô, que coisa chata,
Ter que soletrar C-E-L-S-O,
E depois C-I-A-M-P-I,
Quando faço um cadastro.
Dá vontade de fugir!
Mas fazer o quê?
Nesse mundo nada é perfeito,
É assim que vai ser
Até quando não tiver mais jeito...
Que é muito simples,
Celso, cinco letras,
Todas elas conhecidas.
Se eu tivesse outro nome,
Um daqueles cheios de consoantes,
Ainda aceitava o erro,
Mas sendo simples, não aceito!
Pô, que coisa chata,
Ter que soletrar C-E-L-S-O,
E depois C-I-A-M-P-I,
Quando faço um cadastro.
Dá vontade de fugir!
Mas fazer o quê?
Nesse mundo nada é perfeito,
É assim que vai ser
Até quando não tiver mais jeito...
95
SEM SAÍDA
Entrei por uma porta,
Que se fechou.
Caminho por uma rua torta,
Que ainda não acabou.
Sem poder voltar,
Ando para a frente,
Está tudo escuro,
Oh, minha gente!
Encontrei alguma coisa,
Era uma parede,
Rua sem saída,
Tropeço numa rede.
Volto, o caminho é outro,
Tateando pelo chão,
Não encontro nada,
Nem consolo e nem pão.
A porta, não existe mais,
Foi toda concretada,
Estou aqui preso,
Entrei numa enrascada...
Que se fechou.
Caminho por uma rua torta,
Que ainda não acabou.
Sem poder voltar,
Ando para a frente,
Está tudo escuro,
Oh, minha gente!
Encontrei alguma coisa,
Era uma parede,
Rua sem saída,
Tropeço numa rede.
Volto, o caminho é outro,
Tateando pelo chão,
Não encontro nada,
Nem consolo e nem pão.
A porta, não existe mais,
Foi toda concretada,
Estou aqui preso,
Entrei numa enrascada...
98
NOITE FELIZ
Que noite aquela!
Não devia acabar,
Estava tão bom,
Eu queria continuar.
Ver o seu sorriso,
Me pedindo mais um pouco,
Querendo me agarrar,
Me deixando louco.
Chato, muito chato,
Ter fim toda aquela beleza.
Foi bom satisfazer seus desejos,
O fiz com muita delicadeza.
Fomos felizes, sem dúvida,
Uma noite sensacional,
Ficou na minha boca o seu gosto,
Um sabor original...
Que noite feliz!
Ah, se todas fossem assim!
A vida que eu sempre quis.
Vem viver junto de mim!
Espero que não se esqueça
De tudo o que lhe falei,
Se quiser, apareça,
A porta, depois, jamais tranquei...
Não devia acabar,
Estava tão bom,
Eu queria continuar.
Ver o seu sorriso,
Me pedindo mais um pouco,
Querendo me agarrar,
Me deixando louco.
Chato, muito chato,
Ter fim toda aquela beleza.
Foi bom satisfazer seus desejos,
O fiz com muita delicadeza.
Fomos felizes, sem dúvida,
Uma noite sensacional,
Ficou na minha boca o seu gosto,
Um sabor original...
Que noite feliz!
Ah, se todas fossem assim!
A vida que eu sempre quis.
Vem viver junto de mim!
Espero que não se esqueça
De tudo o que lhe falei,
Se quiser, apareça,
A porta, depois, jamais tranquei...
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Comentários (2)
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Obrigado!!
ademir domingos zanotelli
Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.