EU FICO INDIGNADO!
Nesse momento de aflição, Onde o mundo está virado, Dentre guerras e maldição, Eu fico indignado. Agora em casa protegido, Eu vejo meus irmãos da vida, Com seus anseios destruídos, E suas vidas perdidas. Oh, meu Deus, quanta gente ruim, Que mata crianças inocentes, Isso dói tanto em mim, Mas não me torna um descrente. No que o mundo está virando, Dominado pela ganância? É tanta gente se vendendo, Por pura ignorância. Mais vale uma vida simples, Com amor no coração, Do que a abundância, Matando o seu irmão. E quando o dinheiro é o guia, Acabam-se o amor e o respeito, Vai embora a alegria, Fica a dor dentro do peito.
OUTRO DIA...
Isso aconteceu outro dia. Estava andando na calçada, Quando eu te vi, linda, Toda descabelada. O vento lhe incomodava, E você ainda sorria, Estava toda desarrumada, Mas a beleza não lhe fugia. Era uma tarde de sol, Que emoldurava o seu corpo, Que tão belo caminhava, Na calçada onde você era a flor. Você nem ao menos me notou, Mas isso não teve importância. Eu vi o vento te descabelando, E queria que fosse eu. Esse é meu maior desejo, Te deixar descabelada, O vento, esse danado, Me deixou enciumado.
DRUMMONDEANDO ATUALMENTE
Havia uma pedra ali, Mas não havia o caminho. A pedra estava lá, Mas não o caminho. Um belo dia chegaram homens, Com ferramentas e explosivos Fatiaram toda a pedra, E não havia nenhum caminho. A pedra virou pisos e pias, Ajudou a erguer edifícios, Pavimentou ruas. E nada de caminho. Já não havia mais a pedra, Nem homens trabalhando, Não tinha mais nada, E nem havia o caminho...
QUANDO AS LUZES SE APAGAM
Quando as luzes se apagam, Você ilumina o ambiente, Sua felicidade cheia de luz, Deixa claro o nosso amor. Você tem o dom de iluminar, Por onde você passa, Fez luz no meu coração, Me tirou das trevas da solidão. Eu me guio por seu brilho, Preciso de sua luz, Sem ela não sou nada, Nem sou visto na escuridão. Você aquece minha vida, Faz brotar em mim a paixão, Me alimento desse calor, Ele me dá muito tesão. E quando as luzes se apagam, Nossos corpos se enlaçam, Numa crescente incontenção, Que só os amantes conhecem.
O AMOR
O amor é como uma flor, No início é um botão, Que se abre com o sol. É plantado no coração, Dele se extrai o doce mel. Põe a gente lá no céu, Pulando de nuvem em nuvem. É coisa boa para dedéu, Como um doce de leite da vovó. O amor é sempre bom, Até quando machuca, É porque atravessa o tom, Deixa a vida bem maluca. Não há nada mais bonito, Do que amar uma pessoa, Melhor ainda quando o amor Retorna numa boa. Eu gosto de sempre amar, Mesmo a quem não me ama, Isso não me faz vivenciar Nenhum grande drama. Tem vida onde tem amor, Somos frutos do amor, Que nasceu um dia em nossos pais, Assim como o botão de uma flor. Eu te amo sem um por quê, E não quero nem saber, Eu te amo e tudo bem, Só me interessa te querer.
PARA MINHA NAMORADA
Paixão da minha vida, Desde que te conheci. Nosso amor aconteceu Desde quando eu nasci. Eu já sabia ser você, A minha mulher amada, Só não conseguia te encontrar, Te fazer minha namorada. Mas um dia a vida dá seu jeito, Em uma de suas encruzilhadas, Faz dois corpos se encontrarem Com a alma preparada. E foi assim quando nos encontramos, Naquele instante eu já soube. Simplesmente nos olhamos E o amor brilhou num estalo. Então hoje resolvi te fazer Esses versos tão dispersos, Só para ao mundo eu dizer: São para minha namorada!
PERAÍ SEU MOÇO
Peraí, seu moço, Que a festa vai ser boa. Tem quentão, doces, fogueira E uma bela duma broa. Vai embora, não, que a Maria vai casar, Mas só se o pai dela, matuto, Conseguir o canalha pegar, Pois esse lhe fez um insulto. O tal do Mané, quer se mandar, Pois já comeu o doce da mocinha Muito antes de se casar, O seu João não quer gracinha. Com sua espingarda de dois canos, Seu João foi buscar O danado do Mané, soteropolitano, Para com Maria se casar. Então montou a festa, Matou inté um leitão, Fez canjica, arroz doce, Arrumou o barracão. Se não tiver sangue do cabrão, A maria vai casar, Já chegou até o padre Que trouxe também o sacristão.
DIAS RUINS
Dias ruins também acontecem, Não há como controlar, Quando as coisas nos aborrecem, Fazem até nos desconcentrar. Não há muito o que fazer, A não ser continuar, Se você quer saber, Melhor é não parar. No amor também é assim, Nem todo dia a coisa é boa, Tem os dias de ouro, Outros dias que não prestam. O importante é viver, Cada dia do seu jeito, É preciso entender, Que nem todo dia é perfeito.
NÃO ESTOU BEM
Parece resfriado, Nariz entupido, Às vezes como um chafariz, Estou meio amuado. Sinto frio até no sol, Dói o corpo, Parece que fui surrado, Durmo sem estar cansado. Não estou bem, hoje, Estou meio distante, Um tanto cambaleante. Pareço um ser errante. Hoje o dia será arrastado, O trabalho vai ser empurrado, Mesmo tão atarefado, Vou deixar tudo jogado. Nesse instante em que escrevo, Penso na minha cama quentinha, Sei que deitar não devo, Mas essa será a minha.
ESSA É PARA MEU AMOR
Amada minha, coisa mais linda, Não há nada nesse mundo, Que me dá mais vida, Sou um cara bem sortudo. Você é a luz do meu caminho, Me faz ter segurança. Com você nunca estou sozinho, Mantenho a esperança. Eu te dei meu coração, Sei que está bem guardado, Lhe tenho muita paixão, Pois sou seu eterno namorado. E como eu vivo plenamente esse amor, Nada mais me é importante, Só para você sou sedutor, Para sempre serei seu amante.