Desassossego ao tempo
Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?
Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos
Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma
As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?
Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe
Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré
Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora
Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar
Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....
Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.
Coelho da Matta
Floresta do saber
Floresta linda do pensar.
Estava simplesmente,
Com olhares da luz permanente,
Quando vaga-lumes encandencentes, me guiaram para alma do saber misterioso...
Olha que coisa serena de pensar:
Ser um pré pago da história ou uma conta viva do agora?
Que maneiro, fazer poesia com sua sina, de homem senil!
Embriagado por suco de uva, com cheiro de capim limão, com dozes de cana de açúcar, de qualquer sermão!
Que chocante ter a certeza,
da patética clareza,
da bela firmeza,
de ser,
o ser mais sábio do planeta.
Estamos juntos em,
almanaques,
livros ou quadrinhos?
Onde as linhas e resultados nem sempre são escritos e falados,
mas tem sempre um belo final feliz.
Vamos manter assim?
Pensamentos soltos de pura paixão ao amor permanente da quimera ilusão!
Fim?
Creio que não.
Coelho da Matta
Jambeiro
Pecado aos pecadores,
Dos invejados aos invejosos!
Aos dias de poucas palavras,
Somos todos jambos copiosos.
Fruta doce de mel na boca.
Carregado de flor vermelha.
Descascando ao passar do tempo.
Pé de Jambo não tem pêra.
Do lixo ao luxo.
Do luxo ao lixo.
Frenético na vida.
Fanático na terra.
Vai cair, vai cair, vai cair.
Se segura jambo doido.
Faz tão bem ao existir!
Não há mal nenhum nascer...
Faz parte do não saber!
Corre, Corre, Corre....
Vamos todos apodrecer.
Aos estúpidos dias perplexos!
Meus pêsames de quem tem "razão".
Aos desafios da nossa caminhada.
Que pé de Jambo que nada!
Não tem nenhum condão.
Coelho da Matta
O reverso do verso convexo
Olhando de trás pra frente
Onde o verso vem assim
Do reverso complexo sem meio
Do instante um belo jardim
Ainda vem o fim do meio
Vem poema feito capim
Depois da frente nos trás sem medo
Preparando o início do fim
Agora é frente e verso sem meio
Do verso não faço mais
O poema é coisa do agora
Do convexo ele se faz
Coelho da Matta
Terra fria
Alegria diante da noite dia,
Da mais bela terra fria.
Gelos, montanhas, florestas, fiordes em harmonia.
Fazendo do momento, instantes garoa e adiante, tamanha euforia!
De todo lado ao poeta de toda maneira,
Buscando palavras de qualquer beira.
Indo além das montanhas frias de mar ao vento.
Pescar, caminhar viajar em lugar a toa, sendo de qualquer forma uma chuva de garoa!
Ao tamanho do tempo, que tempo ao tempo, estamos a deslumbrar o caminho de todo vento.
Coelho da Matta
Diálogo
Diálogo.
Transformar um diálogo construtivo,
estimular a troca daquilo onde acha que vai chegar...
Estimular ainda a troca nos vocabulários, dos vocábulos, dos textos, dos contextos, das estrofes, dos imaginários...
Diálogos olhares,
Diálogos contrastes,
Diálogos prósperos,
Diálogos inóspitos,
Onde...
Interiores diálogos do agora,
Não tem sentido, nem abismo,
Não tem ruptura,
Tem aurora...
Aonde diálogos fluem e influem
Entre trilhas e caminhos desconhecidos,
Vamos renovar?
Vamos dialogar?
Entre carmas da vida,
Diálogos...
Entre prazeres do antigo,
Diálogos...
Como nunca se fez,
A vida é o tempo,
É um diálogo em movimento...
Não adianta fugir,
Não adianta esquecer,
Não adianta ficar,
Diálogos são assim,
Costumam apenas estimular...
Dos prazeres do mundo,
O diálogo há de nascer!
Dos naturais controvertidos,
O diálogo tende a morrer.
Dialoga em um,
Dialoga em dois,
Dialoga em três,
Já se perdeu?
Então vamos dialogar mais uma vez.
Coelho da Matta
Lugar da fé
Lugares da fé são aqueles que nos fazem chorar.
Aperta o peito, nó na garganta, vem a esperança do bem estar!
Pensamentos soltos, sombrios ou de flores belas a abrochar.
Não faz mal: vem a fé, ai estamos.
Estamos na face da Terra.
Curtindo o prazer da carne,
E de toda sensação da cura da alma.
Mesmo consternados com tamanhos assombramentos, sim.
A fé tem esses momentos,
Nos fazem delirar.
Se a fé está aqui?
Se a fé está ali? Sim.
Felizmente ela está.
Fé, não deixa sair, não vá embora do seu lugar.
Ateísta fé...
Religiosa fé...
Não deixe de estar presente!
Com capricho de todo credo,
Necessitamos da fé na mente.
Coelho da Matta
Flores do passadiço
Ao cheiro verde e sons do rio, entre montanhas, passadiço!
Ponte Romana, és um paraíso!
Entre curvas, vales, cachoeiras não deixe de passaear nisso!
Javali, cogumelo, lontra, não deixe de ver isso!
Aqui é o paraíso do passadiço.
Coelho da Matta
Pai de filhas
Ser pai de duas filhas
É minha digital
Do amor em permanência
Das travessuras de criança
As risadas do pai bobão
Minhas pequenas "Kokinhas" pra sempre,
Os amores de meu coração.
Coelho da Matta
Tens....
Tens...
As memórias da história,
Se é história
Tens...
Diante de fatos e acontecimentos
As memórias eclodem de momentos!
Tens...
Oportunos na pura verdade do simples da vida!
Tens...
Onde conhecer um cão é mais importante do que um se não!
Tens...
Onde museus tridimensionais,
Onde gaivota plure vocais,
Onde voar é o mais longe do sonhar!
Tens...
Que belos momentos eloquentes de mentes diferentes e de sensores ultrajantes!
Tens...
Ideia do sentir,
Ideia do prazer,
Ideia do querer,
Ideia da lâmpada acender,
Tens...
Gaivotas falantes ou trêmulas falésias marcantes?
Tens...
Coelho da Matta