Lista de Poemas

Desassossego ao tempo


Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?

Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos

Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma

As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?

Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe

Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré

Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora

Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar

Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....

Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.

Coelho da Matta
148

Não sim, sim não


As diferenças se estabelecem entre critérios servis ou perfeccionistas do fazer?
Ora pois!
Que diferença está em ti que não em mim engrandece?
Que imperfeição, das perfeitas cores do coração, nos compõe como sintonia fina?
NÃO.
O termo de abundância e permanência que devemos nos entregar a cada bem ou mal estar!
SIM.
Termo inconsciente que pra tudo pode ou pra tudo nunca serviu!
Olhar digital.
Olhar magistral!
Olhar de cada um.
Olhar de todo modo.
Aos temores do olhar
A incerteza do bem estar
Façamos.
Aos amores de agora
Aos temores de outrora
Simplesmente,
Olhamos.

Coelho da Matta
145

Lorde inglês

Para ser um lorde inglês, precisa-se decorar e seguir todas as leis.
Os credos e espíritos maus, ficam para trás.
Somos como lorde inglês.
Somos todos fenômenais!
Aos arrepios dos costumes sociais, das leis dívinas ao tamanho da merda do que foi Alcatraz.
O homem tem a solução!
A fé tem a salvação!
E o espírito?
Fica na mão?
Aos melhores passos da nossa sobrevivência.
Nesta selva de condescendência.
Aos desafios mil.
Somos todos iguais, porra.
Somos lordes do Brasil.

Coelho da Matta
115

Interna, externa!

Escrever trás sensação de bem estar.
Poetizar é gozar do próprio eu.
Eu hein! Interior de coisas malucas!
Maluquices de coisas verdadeiras!
Volta não, vá.
Vá para longe do seu interior.
Interiorizar as nossas sensações....
Externa e interna que diferença faz!
São minhas não suas!
Apenas escreva faça e não mais...
Aconteça!

Coelho da Matta
151

Reunião da vida

Reunir para crescer sendo uma equipe da vida.
Os sinceros votos de uma união sem igual, que traz da plena forma de carinho ao pleno prazer de contemplar o simples.
Quanto mais força temos, mais sentimos que somos incapazes de forçar a auto independência.
Impossivel seguir nesta estrada só! Estrada sua, minha, que reflete toda energia de uma união sem igual.
Vamos, estamos, fazemos e juntos  usemos o plural da vida.
Feliz fé na felicidade da arca de Noé.

Coelho da Matta
131

Diálogo

Diálogo.

Transformar um diálogo construtivo,
estimular a troca daquilo onde acha que vai chegar...

Estimular ainda a troca nos vocabulários, dos vocábulos, dos textos, dos contextos, das estrofes, dos imaginários...

Diálogos olhares,
Diálogos contrastes,
Diálogos prósperos,
Diálogos inóspitos,

Onde...

Interiores diálogos do agora,
Não tem sentido, nem abismo,
Não tem ruptura,
Tem aurora...

Aonde diálogos fluem e influem
Entre trilhas e caminhos desconhecidos,
Vamos renovar?
Vamos dialogar?

Entre carmas da vida,
Diálogos...

Entre prazeres do antigo,
Diálogos...

Como nunca se fez,
A vida é o tempo,
É um diálogo em movimento...

Não adianta fugir,
Não adianta esquecer,
Não adianta ficar,
Diálogos são assim,
Costumam apenas estimular...

Dos prazeres do mundo,
O diálogo há de nascer!

Dos naturais controvertidos,
O diálogo tende a morrer.

Dialoga em um,
Dialoga em dois,
Dialoga em três,

Já se perdeu?

Então vamos dialogar mais uma vez.

Coelho da Matta
147

Selma

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais autêntico,
Se mais capricho,
Se mais contido,
Se complacente!

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais ausente,
Se mais parente,
Se mais amigo,
Se sorridente!

Sei não SELMA, que vida é essa!
Se mais postura,
Se mais da rua,
Se mais altura,
Se contundente!

Sei não SELVA, que bicho é esse?

Coelho da Matta
114

1979....2018


Estamos perdidos em alto mar, cercados de tubarões com fome ou mergulhados em areia movediça que de fato, nunca sairemos limpos?
Precisamos olhar para trás, sem culpa dos culpados mas em alinho dos novos desequilibrados?
Não esquecemos das plurifacetas sociais, onde o estado oligárquico entranhado nas mazelas febris do dia a dia popular, que, sem dúvida, é o nosso principal desafio evolutivo.
Na evolução, notícias de repressão não bastam, a pressa como diz a palavra popular, é a inimiga da perfeição.
Como sociedade, liberal, multicultural, temos que evoluir diante das incertezas sobre o novo, das controversas do antigo e do histórico conto de fadas dos puritanos.
Vote 26 mas nunca como um freguês!

Coelho da Matta
120

Floresta do saber

Floresta linda do pensar.
Estava simplesmente,
Com olhares da luz permanente,
Quando vaga-lumes encandencentes, me guiaram para alma do saber misterioso...
Olha que coisa serena de pensar:
Ser um pré pago da história ou uma conta viva do agora?
Que maneiro, fazer poesia com sua sina, de homem senil!
Embriagado por suco de uva, com cheiro de capim limão, com dozes de cana de açúcar, de qualquer sermão!
Que chocante ter a certeza,
da patética clareza,
da bela firmeza,
de ser,
o ser mais sábio do planeta.
Estamos juntos em,
almanaques,
livros ou quadrinhos?
Onde as linhas e resultados nem sempre são escritos e falados,
mas tem sempre um belo final feliz.
Vamos manter assim?
Pensamentos soltos de pura paixão ao amor permanente da quimera ilusão!
Fim?
Creio que não.
Coelho da Matta
165

O reverso do verso convexo


Olhando de trás pra frente
Onde o verso vem assim

Do reverso complexo sem meio
Do instante um belo jardim

Ainda vem o fim do meio
Vem poema feito capim

Depois da frente nos trás sem medo
Preparando o início do fim

Agora é frente e verso sem meio
Do verso não faço mais

O poema é coisa do agora
Do convexo ele se faz

Coelho da Matta
136

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