coelhodamatta

coelhodamatta

n. 1979 -- --

n. 1979-07-26, Rio de Janeiro

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Chum chau chum chau

Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente

Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida

Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza

Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva

São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários

Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim

Zummmmm.....ouviu?

Passando pela origem e destino do agora

Chum chau chum chau, escutou?

O barulho do caminhar desigual.

Coelho da Matta
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Poemas

42

Chum chau chum chau

Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente

Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida

Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza

Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva

São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários

Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim

Zummmmm.....ouviu?

Passando pela origem e destino do agora

Chum chau chum chau, escutou?

O barulho do caminhar desigual.

Coelho da Matta
164

Desassossego ao tempo


Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?

Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos

Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma

As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?

Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe

Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré

Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora

Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar

Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....

Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.

Coelho da Matta
160

Diálogo

Diálogo.

Transformar um diálogo construtivo,
estimular a troca daquilo onde acha que vai chegar...

Estimular ainda a troca nos vocabulários, dos vocábulos, dos textos, dos contextos, das estrofes, dos imaginários...

Diálogos olhares,
Diálogos contrastes,
Diálogos prósperos,
Diálogos inóspitos,

Onde...

Interiores diálogos do agora,
Não tem sentido, nem abismo,
Não tem ruptura,
Tem aurora...

Aonde diálogos fluem e influem
Entre trilhas e caminhos desconhecidos,
Vamos renovar?
Vamos dialogar?

Entre carmas da vida,
Diálogos...

Entre prazeres do antigo,
Diálogos...

Como nunca se fez,
A vida é o tempo,
É um diálogo em movimento...

Não adianta fugir,
Não adianta esquecer,
Não adianta ficar,
Diálogos são assim,
Costumam apenas estimular...

Dos prazeres do mundo,
O diálogo há de nascer!

Dos naturais controvertidos,
O diálogo tende a morrer.

Dialoga em um,
Dialoga em dois,
Dialoga em três,

Já se perdeu?

Então vamos dialogar mais uma vez.

Coelho da Matta
160

Tens....

Tens...

As memórias da história,
Se é história

Tens...

Diante de fatos e acontecimentos
As memórias eclodem de momentos!

Tens...

Oportunos na pura verdade do simples da vida!

Tens...

Onde conhecer um cão é mais importante do que um se não!

Tens...

Onde museus tridimensionais,
Onde gaivota plure vocais,
Onde voar é o mais longe do sonhar!

Tens...

Que belos momentos eloquentes de mentes diferentes e de sensores ultrajantes!

Tens...

Ideia do sentir,
Ideia do prazer,
Ideia do querer,
Ideia da lâmpada acender,

Tens...

Gaivotas falantes ou trêmulas falésias marcantes?

Tens...

Coelho da Matta
154

Os indo em em

Os botões, apertem
Os tempos, permanecem
Os sonhos, extremessem
Os incontornáveis, enriquecem
Os embrionários, enaltecem
Os encurralados, enfraquecem
Os apaixonados, emburrecem
Os amantes, simplesmente aquecem
Os ideais, envelhecem
Os naturais, engrandecem
Os impiedosos, adoecem
Os amores da vida, explandecem
Os, os, ou em, em....

Coelho da Matta
144

Desencontro do encontro da paixão

Desencontro do encontro da paixão.

Não mais que derrepente aquele vento de blazer...

Que nos amores de extrema consciência, não mais encontrava o inconsciente ser.

Que belo desafio!

Fica em silêncio?
Xiiiiiii...
Não deveria perceber!

Fica com ciúmes?
Buuummm...
Explosão do seu coração amolecer!

Pensamentos lhe tornam a mais bela flor do meu inconsciente ser...

Apareça como fez desaparecer!

Coelho da Matta
180

Interna, externa!

Escrever trás sensação de bem estar.
Poetizar é gozar do próprio eu.
Eu hein! Interior de coisas malucas!
Maluquices de coisas verdadeiras!
Volta não, vá.
Vá para longe do seu interior.
Interiorizar as nossas sensações....
Externa e interna que diferença faz!
São minhas não suas!
Apenas escreva faça e não mais...
Aconteça!

Coelho da Matta
163

Terra fria


Alegria diante da noite dia,
Da mais bela terra fria.
Gelos, montanhas, florestas, fiordes  em harmonia.
Fazendo do momento, instantes garoa e adiante, tamanha euforia!
De todo lado ao poeta de toda maneira,
Buscando palavras de qualquer beira.
Indo além das montanhas frias de mar ao vento.
Pescar, caminhar viajar em lugar a toa, sendo de qualquer forma uma chuva de garoa!
Ao tamanho do tempo, que tempo ao tempo, estamos a deslumbrar o caminho de todo vento.

Coelho da Matta
135

Coração batente


Aos prazeres do mundo,
Bate forte,
Honroso e fundo!

Dos latifúndios que criamos aos imaginários e perfeitos lugares do coração!

Batendo naquele compasso em harmonia de cada minuto do seu dia a dia!

Coração valente,
Coração covarde,
Coração batente,
Coração ausente,
Coração de todo modo,
Coração de todo querer,
Coração diferente ser,


Corre, bate, petrifica, amolece, esvanece até que tudo volte a bater,

Aos belos e novos momentos, truculento ou trucidados, amistosos e demasiados,

Desejar, simplesmente batucar...

Do proibido, irreverente, aos complexos apaixonados...

o músculo desafiador palpita,
faz pensar,
diferente da razão,
e com força de uma estrela solar, o nosso...

Coração.

Coelho da Matta
157

Lorde inglês

Para ser um lorde inglês, precisa-se decorar e seguir todas as leis.
Os credos e espíritos maus, ficam para trás.
Somos como lorde inglês.
Somos todos fenômenais!
Aos arrepios dos costumes sociais, das leis dívinas ao tamanho da merda do que foi Alcatraz.
O homem tem a solução!
A fé tem a salvação!
E o espírito?
Fica na mão?
Aos melhores passos da nossa sobrevivência.
Nesta selva de condescendência.
Aos desafios mil.
Somos todos iguais, porra.
Somos lordes do Brasil.

Coelho da Matta
123

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