Planeta-mente
Pensamentos mais rápidos do que a velocidade da luz.
Entre galáxias, planetas, astros desconhecidos.
Dentro da nave do corta luz.
Fica quieto olha pra frente, não faz tanta pergunta:
Esta já respondi!
Faz outra:
Aquela não quero ouvir!
Então essa?
Ahhhh... essa eu já perdi.
Vai longe ao alcance do seu pensar.
Achou? Voltou.
Da galáxia de cada um.
Subitamente, sabiamente, a mente de toda gente.
Fala quieta e sorridente como achar um planeta diferente.
Unicamente, a galáxia se forma ao eclodir.
Pensou? Passou.
É a nave do corta luz?
Não, foi o cometa que nos seduz.
Coelho da Matta
Coração batente
Aos prazeres do mundo,
Bate forte,
Honroso e fundo!
Dos latifúndios que criamos aos imaginários e perfeitos lugares do coração!
Batendo naquele compasso em harmonia de cada minuto do seu dia a dia!
Coração valente,
Coração covarde,
Coração batente,
Coração ausente,
Coração de todo modo,
Coração de todo querer,
Coração diferente ser,
Corre, bate, petrifica, amolece, esvanece até que tudo volte a bater,
Aos belos e novos momentos, truculento ou trucidados, amistosos e demasiados,
Desejar, simplesmente batucar...
Do proibido, irreverente, aos complexos apaixonados...
o músculo desafiador palpita,
faz pensar,
diferente da razão,
e com força de uma estrela solar, o nosso...
Coração.
Coelho da Matta
Lugar da fé
Lugares da fé são aqueles que nos fazem chorar.
Aperta o peito, nó na garganta, vem a esperança do bem estar!
Pensamentos soltos, sombrios ou de flores belas a abrochar.
Não faz mal: vem a fé, ai estamos.
Estamos na face da Terra.
Curtindo o prazer da carne,
E de toda sensação da cura da alma.
Mesmo consternados com tamanhos assombramentos, sim.
A fé tem esses momentos,
Nos fazem delirar.
Se a fé está aqui?
Se a fé está ali? Sim.
Felizmente ela está.
Fé, não deixa sair, não vá embora do seu lugar.
Ateísta fé...
Religiosa fé...
Não deixe de estar presente!
Com capricho de todo credo,
Necessitamos da fé na mente.
Coelho da Matta
Chum chau chum chau
Quando temos muito gente
Sempre sorridente
Onde se entrega o mesmo presente
Aos serviços dos nobres
Aos apoios dos mais pobres
Aos arroios da vida
Que aventura...
Ora que tamanha beleza nos simples olhares da natureza
Aonde é selvagem
Aonde é permissiva
Aonde é traiçoeira
Aonde é extensiva
São chamadas de cidades ou
Feudos em movimento
Aos prazeres do conhecimento
Sempre no descobrimento do desconhecido
Aos perfeitos anseios do novo, finalmente ficamos mais velhos de ciúmes precários
Que tarde é essa
Que festa foi aquela
Que feudo nos toca assim
Que tamanha natureza como um jardim
Zummmmm.....ouviu?
Passando pela origem e destino do agora
Chum chau chum chau, escutou?
O barulho do caminhar desigual.
Coelho da Matta
Ouvindo fantasmas
Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores
Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!
Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!
Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!
Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,
Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.
Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar
Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!
Vamos rezar?
Coelho da Matta
Tens....
Tens...
As memórias da história,
Se é história
Tens...
Diante de fatos e acontecimentos
As memórias eclodem de momentos!
Tens...
Oportunos na pura verdade do simples da vida!
Tens...
Onde conhecer um cão é mais importante do que um se não!
Tens...
Onde museus tridimensionais,
Onde gaivota plure vocais,
Onde voar é o mais longe do sonhar!
Tens...
Que belos momentos eloquentes de mentes diferentes e de sensores ultrajantes!
Tens...
Ideia do sentir,
Ideia do prazer,
Ideia do querer,
Ideia da lâmpada acender,
Tens...
Gaivotas falantes ou trêmulas falésias marcantes?
Tens...
Coelho da Matta
1979....2018
Estamos perdidos em alto mar, cercados de tubarões com fome ou mergulhados em areia movediça que de fato, nunca sairemos limpos?
Precisamos olhar para trás, sem culpa dos culpados mas em alinho dos novos desequilibrados?
Não esquecemos das plurifacetas sociais, onde o estado oligárquico entranhado nas mazelas febris do dia a dia popular, que, sem dúvida, é o nosso principal desafio evolutivo.
Na evolução, notícias de repressão não bastam, a pressa como diz a palavra popular, é a inimiga da perfeição.
Como sociedade, liberal, multicultural, temos que evoluir diante das incertezas sobre o novo, das controversas do antigo e do histórico conto de fadas dos puritanos.
Vote 26 mas nunca como um freguês!
Coelho da Matta
Diálogo
Diálogo.
Transformar um diálogo construtivo,
estimular a troca daquilo onde acha que vai chegar...
Estimular ainda a troca nos vocabulários, dos vocábulos, dos textos, dos contextos, das estrofes, dos imaginários...
Diálogos olhares,
Diálogos contrastes,
Diálogos prósperos,
Diálogos inóspitos,
Onde...
Interiores diálogos do agora,
Não tem sentido, nem abismo,
Não tem ruptura,
Tem aurora...
Aonde diálogos fluem e influem
Entre trilhas e caminhos desconhecidos,
Vamos renovar?
Vamos dialogar?
Entre carmas da vida,
Diálogos...
Entre prazeres do antigo,
Diálogos...
Como nunca se fez,
A vida é o tempo,
É um diálogo em movimento...
Não adianta fugir,
Não adianta esquecer,
Não adianta ficar,
Diálogos são assim,
Costumam apenas estimular...
Dos prazeres do mundo,
O diálogo há de nascer!
Dos naturais controvertidos,
O diálogo tende a morrer.
Dialoga em um,
Dialoga em dois,
Dialoga em três,
Já se perdeu?
Então vamos dialogar mais uma vez.
Coelho da Matta
Os indo em em
Os botões, apertem
Os tempos, permanecem
Os sonhos, extremessem
Os incontornáveis, enriquecem
Os embrionários, enaltecem
Os encurralados, enfraquecem
Os apaixonados, emburrecem
Os amantes, simplesmente aquecem
Os ideais, envelhecem
Os naturais, engrandecem
Os impiedosos, adoecem
Os amores da vida, explandecem
Os, os, ou em, em....
Coelho da Matta
Desassossego ao tempo
Todo o dia ao dia tardia,
O mês dos meses aos anos, será noite?
Do tempo ao caminho da vida, será dia?
Tempos aos tempos
Amores
Imperfeições
Sensores
Muita confiança nas mãos
Parte do corpo
Parte da alma
Parte da inocência
Parte do trauma
As aventuras do caminho a vida
As desventuras do caminho da morte
São chamadas de destino?
São escritas em pergaminho?
Tempo é vida
Tempo não é morte,
Tempo é caminho do bem,
Tempo é estrofe
Incursões dos fundos em lágrimas
Imperfeições dos sentidos da maré
Parte doída
Parte amorosa
Parte perdão
Parte partido
Parte atribuído
Parte querido
Parte agora
Ora do passado refletir e gozar
Ora do presente ficar e vivenciar
Ora do futuro sonhar, simplesmente sonhar
Grandioso tempo,
Dos fabulosos e angustiados....
Olho pro céu
Aberto com muita luz
Imensidão como dá medo....
Ele me seduz.
Coelho da Matta